Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia-Auto-Ajuda. kiber-sitherc@hotmail.com

15
Jun 11

 

            Marte está em exílio no signo da Balança. Quer dizer, a sua influência é muito fraca. A agressividade e a violência não ocupam grande espaço na personalidade do nativo deste signo. Todavia, sob esta influência, podem acontecer algumas explosões. Depois de longos períodos de tranquilidade. Pode ver-se o indivíduo picar-se à menor observação, já não suportar a menor crítica e aproveitar a primeira ocasião para exprimir, com a maior energia, o seu fastio e cansaço ou a sua recusa, a sua oposição.

 

            Este diplomata nato tornar-se-á belicoso e poderá, eventualmente, transformar-se numa faísca de guerra. Marte passa no seu céu. E, depois de ter passado, tudo volta à calma.

 

            Na mulher, esta influência é ainda menos perceptível, em geral, e as crises de violência são muito menos marcadas, porque ela é demasiado fina e equilibrada para se deixar levar por arrebatamentos que não são nem harmoniosos nem encantadores. A sua subtileza serve-a e, para não se mostrar sob um aspecto menos simpático, prefere lutar contra os seus sobressaltos íntimos e não responder às provocações. Com ela, a querela é impossível; esquiva-se às piadas do adversário e não pode responder aos golpes.

 

            Com aspectos positivos revela uma pessoa amorosa e demonstradora dos afectos, com amigos e dedicações pessoais. A energia é investida no parceiro, têm necessidade de alguém que os complete. Tensões internas desmotivadas. Amor a tudo o que é justo e equitativo. Fobia da solidão.

 

            Com aspectos negativos revela instabilidade e dúvidas. Variedade de sentimentos; amor aventureiro. Possível casamento devido a impulsos e circunstancias prematuras. Fraqueza renal.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

publicado por professorkibersitherc às 00:03

09
Jun 11

 

            Romão Wachowicz, de origem polaca, desde muito cedo imigrou para o Brasil. Ele relata depoimentos de algumas pessoas não nominadas, “contados com tanta seriedade como se fossem depoimentos sob juramento”. Entre Guarapuava e Lagoa Grande, em Araucária, media 300 quilómetros.

 

            O senhor Paulo morava no distrito de Pinhalão. Recebeu uma carta com a triste notícia de que o seu irmão em Lagoa Grande estava muito doente. Ao anoitecer, dirigiu-se à taberna próxima, para dissipar as tristezas.

            – Por que essa tristeza? Pergunta um velho caboclo.

            – Meu irmão ficou doente e mora muito longe daqui.

            – Se quiser eu levo você.

            – De jeito nenhum... Você não tem cavalos, nem carroça; vai de quê?

            – Isso é comigo. Se quiser, ainda hoje vamos fazer uma visita ao seu irmão, mas você terá que fazer o que eu mandar.

            – Se o preço não for muito alto, concordo.

            – Espere um pouco. Daqui a pouco estou de volta com todo o equipamento.

            Sem demora apareceu um enorme cachorro de três pernas, sendo que a quarta estendia-se em forma de cauda.

            – Sente-se! grunhiu entre os dentes o negro animal.

            – Não, não! Estou esperando pelo veículo encomendado.

            – É esse mesmo.

            – Mas eu tratei com o Benedito.

            – Eu sou o Benedito!, obedeça! Trato é trato! grunhia o canzarrão, com os olhos verdes brilhando.

 

            Paulo coçava a cabeça e não sabia o que fazer. O cachorrão fez um movimento e envolveu-o, grunhindo decidido. O passageiro, com um pulo, envolveu-se nos longos pelos do dorso do animal.

            O lobisomem urrou alegremente:

            – Segure-se, porque vamos!

            Meia hora mais tarde, estavam em lagoa grande, 300 quilómetros adiante! 

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

publicado por professorkibersitherc às 22:51

06
Jun 11

 

            O planeta Vénus tem o seu domicílio na Balança, e ao mesmo tempo no Touro. Traz consigo a beleza, e os nativos do signo têm, geralmente, uma estatura e traços bem proporcionados; ele proporciona encanto, e os nativos do signo fazem dele grande uso. É a sua principal qualidade.

 

            Se o indivíduo é um homem, admirará sempre a beleza feminina. Amará muitas vezes e bem. Depois, fixar-se-á numa felicidade conjugal próxima da perfeição, pois ele parece ter vindo ao mundo para o casamento, ao contrário da maior parte dos homens. No lar, trará uma atmosfera de amável serenidade e de sexualidade facilmente partilhada. Isto, sob reserva de que tenha escolhido bem e encontrado a mulher dos seus sonhos. Mas Vénus guia-o e inspira-o; será, pois, espantoso se enganar…

 

            Se o indivíduo é uma mulher, será bonita, terá muita graça, deixar-se-á atrair com muita facilidade e tentará ligar-se muitas vezes, mas por pouco tempo, até que encontre a alma gémea, com a qual construirá a morada da felicidade, à qual se entregará por inteiro. Gostará de brilhar no mundo e será. Efectivamente, notada e admirada.

 

            Com aspectos negativos revela extravagâncias no vestuário, porte e exteriorizações pessoais. Volúvel e inconstante. Artista e boémio. Instabilidade no amor. Infidelidade, estão prontos para toda a espécie de ligações.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

publicado por professorkibersitherc às 21:56

04
Jun 11

 

            Deméter (também conhecida por Ceres), na mitologia grega, era o nome da deusa que cuidava da terra fértil, do plantio e da colheita, juntamente com sua filha, Perséfone.


            Diz o mito que, um dia, Hades, o deus do mundo inferior, se apaixonou por Perséfone e a raptou. Deméter, desesperada, saiu do Olimpo em busca de sua filha e, durante nove dias e nove noites, vagou em vão. Hélio, o deus sol, vendo a angústia de Deméter, contou-lhe que Perséfone havia sido levada por Hades.


            Durante o tempo em que Perséfone estava no mundo inferior, Hades lhe deu uma romã para que ela comesse. Quando Deméter chegou para resgatar a filha, soube que não conseguiria, pois uma vez que ela havia se alimentado no reino de Hades, não poderia deixá-lo.


            Muito entristecida pela falta de Perséfone, Deméter não voltou ao Olimpo e a população começou a sofrer com a escassez de alimentos, pois a deusa não estava mais exercendo sua função de promover a fertilidade da terra. Zeus, sabendo o que ocorria, chamou Hermes, o deus mensageiro, para que ele fosse até Hades e o convencesse a devolver Perséfone.


            Sob a ameaça de Zeus, Hades consentiu que a filha de Deméter voltasse para a mãe, desde que passasse um terço do ano com ele, no mundo inferior. Este período do ano corresponde ao inverno, pois Perséfone está com Hades, e Deméter, sentindo sua falta, não consegue ajudar no plantio e na colheita, como nos outros períodos do ano.


            Esta é uma versão do mito, assim como a explicação para o surgimento das estações do ano é uma forma de interpretá-lo.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

publicado por professorkibersitherc às 21:41
tags:

05
Mai 11

 

            No estado indiano de Tamil Nadu, as pessoas não precisam capas vermelhas e espadas afiadas para domar os touros, eles fazem isso com as suas próprias mãos num desporto chamado Jallikattu .

 

            O antigo espectáculo de Jallikattu reúne multidões de bravos homens e jovens, contra touros furiosos que ninguém consegue pará-los no seu caminho. O nome do desporto vem das palavras "Salli", que traduz como "moeda", e "Kadu", que significa a subordinação da moeda para os chifres do touro furioso. O objectivo dos lutadores é o Jallikattu para domar o touro o tempo suficiente para reclamar o prémio.

 

            Mas isso é muito mais difícil do que parece, especialmente porque os touros utilizados para Jallikattu são extremamente agressivos, e os jogadores não estão autorizados a defender-se com qualquer outra coisa, mas só com as próprias mãos. O mais bravo dos homens jovens vão tentar agarrar a nuca do boi, e pendurarem-se, enquanto o animal na maioria das vezes tenta agarrá-los com os seus chifres longos e mergulhá-lo no chão.

 

            Dezenas de milhares de participantes e espectadores se reúnem sempre nesse espectáculo programado que é o Jallikattu, e na maioria das vezes centenas deles acabam no hospital, com ferimentos graves, e alguns deles perdem as suas vidas. Esta tradição antiga, na região de Tamil Nadu, foi proibida em 2008, após acusações de que os touros eram alimentados com álcool e pimenta. Também eram pulverizados com pimenta nas suas narinas, para torná-los mais agressivos. A proibição foi posteriormente removida, mas os animais são controlados por uma equipe de veterinários, antes do Jallikattu.

 

            Os donos dos touros costumam limar os chifres dos animais para se tornarem mais mortíferos, também para causarem mais danos.

 

            Segundo a lenda, antigamente esta tradição era usada pelas mulheres para escolher os seus maridos. Os"vencedores" bem sucedidos eram escolhidos como os noivos.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

  

publicado por professorkibersitherc às 22:12

03
Mai 11

 

            A Feira das Cantarinhas, logo nos primeiros dias do mês de Maio, divulga as tradicionais cantarinhas em barro da região, as quais, segundo se diz, dão muita sorte a quem as recebe. Nos dias seguintes tem lugar a Feira de Artesanato com a presença de artesãos de várias proveniências.

 

            A Feira das Cantarinhas, de origem medieval, realizava-se dentro ou fora da Cidade de Bragança, conforme a paz da feira o permitia. Manteve-se até há 40 ou 50 anos com marcas tipicamente medievais. De manhã bem cedo, já os habitantes das aldeias limítrofes convergiam para a cidade. Sem as estradas actuais, serviam-se de caminhos secundários ou de alguma via militar romana que facilitava a passagem de algumas linhas de água.

 

            A Feira das Cantarinhas constituía uma celebração festiva. De véspera, à noite, preparavam-se os alforges com os produtos que se mercadejavam na feira: gradura, batatas. Tudo se acomodava de modo que sobrasse um pequeno espaço onde cabia também a ração dos animais. Enfeitadas iam também as albardas. Uma colcha de lá vermelha eu branca, tecida no tear da casa, enfeitava a burricada que fazia um arraial medonho. Os donos, seguros de que ninguém iria violar os enfeites festivos dos animais, deixavam-nos seguros, à aldrabe de uma porta velha.

 

            Todos se apressavam para escolher um lugar bom, onde a exposição dos produtos facilitasse a venda. Dos ventres flácidos dos alforges saía a gradura e outros produtos para vender. No largo de S. Vicente, a Praça Velha, junta-se em pequenos montículos a trouxa que vem chegando das aldeias mais distantes: Câmaras de Pinela, latoeiros, ferreiros e mais objectos artesanais. Também os objectos as vasilhas de cobre têm sempre um pequeno espaço para se arrumar. Hortaliça e renovos, chouriços secos, queijos e raminhos de cerejas apetitosas vão atafulhando todos os espaços até à metade da Rua Direita. Da Torre de D. Chama e de Alfaião, pequenos microclimas, vinham em canastras os pimentos, alfaces, tomates, beterrabas, que iam ser plantados no dia seguinte e fazem a fartura dos marranchos de qualquer casa.

 

            Rua abaixo, rua acima, saracoteavam-se os compradores e vendedores. Dos lados do sul, nuvens negras ameaçavam chuva iminente. Fim da tarde aproxima-se. Compram-se os últimos presentes que fazem o enlevo da garotada.

 

            O dia 3 de Maio, dia de feira e festa está quase a findar. Falta a cântara de barro que no campo acompanha os trabalhadores com a água fresca. Nossa Senhora da Serra dá de novo as merendas. Quer dizer, os dias alongam-se mais. Esta mobília, comprada no 3 de Maio, nunca mais se esgota. Ainda falta um caldeiro e um garabano para regar à mão os renovos e os feijões de que falámos.

 

            Os homens vêm do Toural, onde tinham levado um vitelo e uma vaca para vender. O bom negócio foi também pretexto para fechar o negócio com uns copos de vinho.

 

            Em sentido contrário, organiza-se agora o mesmo movimento para casa. À entrada da aldeia já aos filhos lhes tarda a chegada dos pais. Numa saquinha da merenda, feita de remendos de muitas cores, vão uns económicos ou súplicas, quando não alguns rebuçados, para sofrear a gulodice da garotada. Uma flauta de barro, mais um chapéu de palha salpicava a noite e os dias seguintes de tons musicais. A monotonia nostálgica do pós festa regressa também no quotidiano dos dias que se seguem. Que esta breve descrição nos auxilie na compreensão de uma festa anual que já não se reconhece no barulho de uma multidão que não cabe nos espaços livres da Rua Direita.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

publicado por professorkibersitherc às 19:28

30
Abr 11

 

            Nos últimos anos, o Município do Peso da Régua tem vindo a homenagear as mulheres que pelo contributo humano e profissional se têm destacado no âmbito do projecto global de desenvolvimento do concelho. Essa homenagem tem coincidido com a comemoração do Dia Internacional da Mulher.

            No ano de 2011 a homenagem recaiu sobre as Rebuçadeiras da Régua, em reconhecimento da importância do contributo dado para a história cultural que identifica o concelho do Peso da Régua, evidenciado a partir da década de 30.

            A homenagem teve lugar no dia 4 de Março de 2011 (Sexta-feira), pelas 15H00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

 

            Quem chega à Régua de comboio, ou pela sua bonita e centenária Estação dos Caminhos de Ferro, imediatamente a seguir ao ranger das carruagens anunciando a paragem, inevitavelmente, ouve um apelo único de vozes de mulheres de sotaque tipicamente duriense:

            - Olha ó rebuçado da Régua, levem rebuçados da Régua.

            - Ó meu amor não vai uma saquinha ?...   


            De bata branca e lenço da mesma cor, colocado de forma característica na cabeça, lá estão, ainda hoje, as rebuçadeiras da Régua no Largo e na Gare da Estação, vendendo ao forasteiro que chega ou ao patrício que parte, este ex-libris gastronómico da cidade.      

 

            Rebuçadeira é uma profissão que se imagina tão antiga quanto a iguaria, contudo não há ao certo uma data exacta para a origem do fenómeno e do negócio, da mesma forma que cada rebuçadeira guarda o seu segredo de confecção como sendo o tesouro da sua vida.


            Os rebuçados da Régua são também centenários, segundo o testemunho de Ermelinda Mesquita - a "Ermelinda Rebuçadeira" - uma das mais antigas e carismáticas rebuçadeiras da Régua, famosa pelos aromas dos seus rebuçados, e que na esmerada cozinha onde tudo acontece, foi deixando as mãos trabalhar e a saudade recordar...

            - Do que se sabe, primeiro, os rebuçados começaram por ser vendidos nas festas locais e das redondezas; havia dois vendedores muito conhecidos - o "Prosa" e o "Cândido Rebuçadeiro" - e talvez só depois tudo tenha começado".    


            Aprendiz de D. Maria Adelaide, a Ermelinda Rebuçadeira começou bem cedo, na década de 40, no característico restaurante da gare da Estação...

            - À hora dos comboios éramos quatro moças de bata verde (na altura era assim) - uma vendia água em bilha, que custava nessa altura 15 tostões; outra vendia em cantarinha, a copo, e outra ainda andava com o tabuleiro dos caramelos, das bolachas e da fruta, e a última vendia os nossos rebuçados da Régua - 3 pacotes 5$00. Já lá vai muito ano... concluiu a D. Ermelinda com a nostalgia de uma profissão de que se orgulha, apesar de um percurso de vida difícil e marcado no olhar e nas mãos enrugadas de tanto moirejar, mas não sem, entretanto, falar de dentro, recordando...


            - Era uma juventude maravilhosa... foram os melhores tempos da minha vida... aos Sábados e Domingos era a correria para o baile dos Bombeiros." ...


            Depois de o açúcar em ponto com duas cascas de limão e... (o tal segredo) ter passado para a branca pedra de mármore untada com margarina, e daí para o plástico esticado na mesa, ainda a ferver, as mãos, indiferentes à dor, vão cortando os rebuçados um a um, rápida e habilmente, para depois os embrulhar em forma de autênticos laçarotes que saem das mãos desta senhora, que chegou a ensinar muitas outras da actual geração de rebuçadeiras.  

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

    

publicado por professorkibersitherc às 23:10

 

            Francesinha é um prato típico da cidade do Porto, em Portugal.

 

            Em Abril de 2011 foi considerada pelo Aol Travel, um megasite norte-americano sobre destinos turísticos e lazer, uma das 10 melhores sanduíches do mundo.

 

            Uma das teorias sobre a origem do prato remonta-o ao contexto da Guerra Peninsular, afirmando que as tropas napoleónicas costumavam comer umas sandes de pão de forma, onde colocavam toda a espécie de carnes e muito queijo. À época, entretanto, faltava um complemento que os portuenses passaram acrescentar nas ditas sandes – o molho.

 

            Actualmente, entretanto, parece haver alguma unanimidade em atribuir os créditos da criação do prato a Daniel David Silva, empregado do Restaurante A Regaleira na década de 1950. Tendo trabalhado em França, ao retornar a Portugal Daniel Silva criou a francesinha com base na tosta francesa, o "croque-monsieur", e daí o nome.

 

            Este iluminado homem teve a feliz ideia de improvisar e adaptar este prato aos nossos ingredientes e à nossa cultura, adicionando ao nosso paladar a magia de um molho que é a alma da receita.

 

            Transformou um “simples” "croque-monsieur" em algo com mais alma, a transbordar de vida e de substância. Algo que qualquer português ou portuense nunca teria imaginado ser possível comer até à altura.

 

            A francesinha é constituída por linguiça, salsicha fresca, fiambre, carnes frias e bife de carne de vaca ou, em alternativa, lombo de porco assado e afatiado, coberta com queijo (posteriormente derretido). É normalmente guarnecida com um molho à base de tomate, cerveja e piri-piri. Os acompanhamentos de ovos estrelados (no topo da sanduíche) e batatas fritas são facultativos.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

publicado por professorkibersitherc às 20:13

24
Abr 11

 

            A cidade de Caldas da Rainha, cujo nome provêm da rainha Dona Leonor, tem cerca de 50.000 habitantes. A sua fama deve-se à existência de fontes de águas termais sulfurosas, cujos efeitos terapêuticos foram comprovados em várias civilizações durante séculos. Na actualidade, estas instalações foram modernizadas para acolher o turista actual, que descobrirá também um grande património arquitectónico.

 

            A origem da tradição da invulgar loiça das Caldas encontra-se envolta num enorme mistério. Não existem certezas quanto à origem desta tradição. No entanto existem pelo menos três explicações possíveis quanto à génese deste tipo de cerâmica.

 

             Explicação 1 - O rei D. Carlos, ao desejar oferecer algo de original a uns convidados espanhóis teve a ideia de encomendar uma peça em forma de falo. Desde então esta forma de loiça continuou a ser fabricada sendo hoje património caldense.

 

             Explicação 2 - Durante uma crise na fábrica de cerâmica Bordalo Pinheiro os empregados ficaram sem material para trabalhar. Foi então que um empregado mais malandro, moldou uma peça em forma de falo e a partir desse momento este formato de loiça ficou associado à cerâmica local.

 

             Explicação 3 - Manuel Mafra (ceramista da casa Real) pretendeu oferecer algo invulgar ao rei D. Carlos I (conhecido como sendo atrevido e bon vivant). A partir desse momento desenvolveu-se este tipo de loiça.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

publicado por professorkibersitherc às 14:00

 

            Há muito tempo atrás havia ao norte do Amazonas uma tribo de índios chamada Ianomâmi. O feiticeiro também o chefe religioso da tribo, sempre reunia os curumins, em volta da fogueira para contar-lhes velhas lendas da tribo. O pajé muito esperto sentia que as crianças adoravam suas histórias e quando as contava, notava em seus rostinhos o brilho dos olhos denunciando o interesse e a participação na vivência.

 bloomin.gif (3440 bytes)

            Contava que certa vez em sua tribo nascera uma indiazinha de cabelos claros, quase dourados. Foi um verdadeiro reboliço na tribo, pois nunca haviam visto coisa assim. Foi chamada de Ianaã, que queria dizer a deusa do sol.

 

            Todos a adoravam, os fortes e mais belos guerreiros da tribo e da vizinhança também, não resistiam aos seus encantos. Mas ela os recusava dizendo ser ainda muito cedo para assumir compromisso.

 Flow4.gif (21835 bytes)

            Um dia, estava ela alegremente brincando e nadando no rio, quando sentiu que o Sol lhe enviava raios como se fossem grandes braços acariciando levemente a sua pele dourada. Só agora, o sol havia tomado conhecimento daquela figurinha tão linda e se apaixonou perdidamente por ela.

 

            Ianaã também sente se atraída por ele, e todas as manhãs ela esperava o nascer do sol toda feliz. Ele ia aparecendo aos poucos e o seu primeiro sorriso e os raios dourados e morninhos eram para ela. Era como se dissesse: bom dia, minha flor!

              Por onde ela passava os pássaros voavam e pousava sobre seus ombros, ela os beijava e os chamava de amiguinhos.

 512_flower.gif (6588 bytes)

            Um dia a pequena índia ficou muito triste e adoeceu, quase não saia de sua choupana. O Sol apaixonado fazia de tudo para alegrá-la, tudo era em vão. Ela morreu.

            A mata ficou em silêncio, o Sol deixou de aparecer, tudo se transformou em tristeza na aldeia.

 

            O povo da tribo chorou muito. Enterraram Ianaã perto do rio que ela tanto amava. O Sol derramou muitas lágrimas até que decidiu aquecer a terra onde sua amada estava sepultada.

 hayfever.gif (10939 bytes)

            Depois de vários meses, nasceu uma planta verdinha que foi crescendo e abriu uma grande flor redonda com as suas pétalas amarelas e ao centro formada por sementes escuras, que ficava voltada para o Sol desde ao amanhecer até o seu crepúsculo vespertino, e à noite ela se pendia para baixo como se quisesse adormecer. Acordando no início do novo dia pronto para adorar o Sol e por seus raios ser beijada e acariciada. As suas sementes seriam o alimento para os seus queridos amiguinhos.   

            Essa flor tão bela recebeu da tribo o nome de girassol.

 

             Existe outra lenda romântica do girassol:

            Dizem que existia no céu uma estrelinha tão apaixonada pelo Sol que era a primeira a aparecer de tardinha, antes que ele se escondesse.

 

            E toda vez que o Sol se punha ela chorava lágrimas de chuva. 

 

            A Lua falava com a estrelinha que assim não podia ser. Que a estrela nasceu para brilhar à noite e que não tinha sentido esse amor.

 Flow9.gif (3908 bytes)

            Mas a estrelinha amava cada raio de sol como se fosse a única luz de sua vida. Esquecia até sua própria luzinha.

 

            Um dia ela foi falar com o Rei dos Ventos para pedir a sua ajuda, pois queria ficar olhando o Sol, sentindo o seu calor eternamente.

 

            O Rei dos Ventos disse que seu sonho era impossível, a não ser que ela abandonasse o céu e fosse morar na Terra, deixando de ser estrela.

 jasgrrlsunflower.gif (24104 bytes)

            A estrelinha não pensou duas vezes: virou uma estrela cadente e caiu na Terra em forma de semente.

 

            O Rei dos Ventos plantou esta sementinha com muito carinho e regou com as mais lindas chuvas.

 

            A sementinha virou planta. As suas pétalas foram se abrindo, girando devagarinho, seguindo o giro do Sol no Céu.

 

            É por isso que os girassóis até hoje explodem seu amor em lindas pétalas amarelas.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

publicado por professorkibersitherc às 13:03


contador
subscrever feeds

contador
pesquisar
 
mais sobre mim
blogs SAPO