Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

30
Nov 09

  

          Já reparou num praticante de ioga, como ele se movimenta? Com elasticidade dobra o corpo, com as suas mãos e pés maleáveis, consegue-se contornar como se ele fosse um boneco de borracha. Você quando era bebé também fazia algo semelhante, dobrava-se com facilidade e conseguia aproximar o pé com um dedinho à boca.  

            A isso se chama: flexibilidade, com o tempo a maioria das pessoas, perdem essa mobilidade, tornam-se mais rígidas nos seus movimentos e também duras nos seus hábitos.
            Ser flexível é estar disposto a dobrar-se perante uma situação que escapa ao controle imediato. Perante um forte vendaval, a flexibilidade do salgueiro o fará curvar-se com o vento, será poupado pelo temporal; o mesmo não acontecerá com uma árvore rígida como o sobreiro que poderá ser arrancado.  
            A teimosia, é uma forma rígida de uma personalidade, que não pretende ver o ponto de vista dos outros, é de uma mentalidade estreita, fanática, política ou religiosa, são essas formas de intolerância que levam à mesquinhez e que limitam os nossos próprios horizontes. 
            As pessoas que são intransigentes, que têm estilos de vida rígidos, fazem lembrar os regimes políticos totalitários. Substituem a liberdade e a criatividade em favor da segurança e do dogmatismo. Acham que só podem ter um ponto de vista, de uma atitude, de uma filosofia de vida ou de um só pensamento válido.
            Lembre-se que você não é uma entidade estática, como certas árvores que nascem na estreiteza do solo, atrofiadas pelas rochas em que ficam enraizadas e dali não podem fugir. Nós somos dinâmicos como as aves, capazes de mudar de ramo em ramo, de redescobrir e de transformar-se.
            Você ao exigir objectivos rígidos, está a agir de uma maneira que enfraquece as suas hipóteses de conseguir o que quer na vida. Ficará ansioso e frustrado das coisas que não acontecerem como desejaria, porque não foi flexível aos desejos esperados.
            Quando as pessoas são flexíveis desfrutam de diversas alternativas para lidar com uma mesma situação. Experimente novas formas de actuar, poderá descobrir aquilo que terá a possibilidade de atingir. Se vir que a sua maneira de actuar não funciona, então experimente outro método. Se aquilo que está a fazer não o leva a sítio nenhum, tente fazer outra coisa diferente, faça algo que você nunca fez antes. Amplie os seus objectivos, estude novos métodos, aprenda algo diferente, informe-se sobre novos assuntos, não fique estagnado como as águas de um pântano.
 Deverá procurar a situação que deseja e se não consegue encontrá-la, deverá criá-la, verá que na sua mente criativa não lhe faltarão recursos.
A flexibilidade é mesmo isso: adaptar-se conforme as situações, não esquecendo o seu objectivo final.
Não se acomode agindo sempre pelo mesmo sistema. Se fizer sempre as coisas da mesma maneira, é natural que obtenha sempre os mesmos resultados. Para quebrar esse círculo vicioso, terá que fazer as coisas diferentes e dessa maneira irá obter resultados totalmente opostos daqueles que obtinha.
Se evitar que os seus desejos se transformem em deveres e exigências inflexíveis e rígidas, poderá encontrar a tranquilidade e permanecerá mentalmente saudável. Mas se persistir em transformar os seus desejos em deveres rígidos e absolutos, então estará sempre à mercê de sofrer perturbações emocionais, e restringe as capacidades, porque haverá pouca possibilidade de escolha para atingir os seus objectivos.  
 
PROF. KIBER SITHERC 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 17:11

 

           No estudo da Parapsicologia é frequente encontrarem-se casos estranhos de pessoas que em determinadas circunstâncias e muito especiais, começaram, de súbito, a expressarem-se em idiomas ou línguas estrangeiras, por vezes múltiplas, que nunca tinham estudado anteriormente.

            Durante muitos séculos, esses factos foram atribuídos à influência dos demónios, através da posse demoníaca e aos espíritos de seres defuntos. Mas nada está mais longe da realidade. Trata-se de um fenómeno maravilhoso do nosso inconsciente, mais um dos que a Parapsicologia estuda e que oferece possibilidades incríveis. Mas analisemos em que consiste e como se classifica cientificamente. O fenómeno da xenoglosia foi assim denominado por Charles Richet, o famoso metapsíquico considerado o pai da Parapsicologia (1880-1935), o sábio francês, professor de fisiologia na Faculdade de Medicina e Prémio Nobel em 1913 pelos seus trabalhos sobre fisiologia: a seroterapia e a anafilaxia. Entre os muitos livros que escreveu, sobre diversos temas, figura o célebre Tratado de Matapsíquica que foi traduzido para dezenas de línguas.
 
            A xenoglosia (do grego xenos = estrangeiro, e glotto = falar línguas) ou dom das línguas, como se lhe chamava antigamente, é um fenómeno um tanto especial, pois embora a xenoglosia propriamente dita costume ser falada, também pode manifestar-se sob a forma de escrita da língua ou do idioma estranho, caso em que temos a escrita automática, uma manifestação do âmbito do inconsciente, que se produz especialmente em certos estados patológicos. É o conhecido fenómeno em que alguns médiuns adquirem a faculdade de falar ou escrever, em estado de transe, um idioma que nunca aprenderam, faculdade essa que nos recorda o “dom das línguas” atribuído a vários apóstolos cristãos. Os casos mais frequentes de xenoglosia são fenómenos puramente mecânicos, consistindo na repetição de palavras ou frases que foram arquivadas no inconsciente. Em determinadas circunstâncias, podem empregar-se várias línguas ao mesmo tempo, todas elas desconhecidas do consciente do indivíduo que realiza a experiência. A esta manifestação, chama-se xenoglosia inteligente. Segundo o padre Oscar g. Quevedo, sacerdote jesuíta, “a xenoglosia fundamenta-se principalmente na pantomnésia e, em segundo lugar, na hiperestesia indirecta do pensamento, embora também admita outras explicações extraordinário-normais e paranormais”. Vejamos um exemplo deste espectacular fenómeno.
 
            Duas crianças afectadas de atraso mental, foram examinadas pela Academia de Investigações Psíquicas de Paris. Ambos se expressavam em qualquer língua, sobre qualquer tema e discutiam abertamente com os especialistas (médicos, psiquiatras, matemáticos, etc.) sobre os factos, nomes técnicos e especialidades que teria sido impossível chegarem ao seu conhecimento por meios normais. Como antes dissemos, as referidas crianças eram atrasadas mentais, mas ali, na Academia, mostravam-se como uns meninos prodígios nunca vistos. O fenómeno apresentava dois aspectos diferentes para o seu estudo. Por um lado, os dois garotos haviam arquivado no subconsciente que, como já dissemos, jamais esquece, tudo o que tínhamos lido, o que tinham visto e aquilo de que tinham ouvido falar na sua presença, retendo-o firmemente. Mas também, por outro lado, as referidas crianças podiam captar os pensamentos dos cientistas que os estavam a estudar, através de hiperestesia indirecta, umas vezes (sinais que se recebem inconscientemente), noutras absorvendo o conhecimento através do inconsciente do médico ou matemático o qual lhes permitia responder-lhes na sua própria língua e utilizar os termos científicos adequados.
            Estas estranhas faculdades que recentemente se descobriram no inconsciente humano, fazem-no compreender por que motivo, em determinadas circunstâncias, as portas que conduzem ao inconsciente ficam abertas a certas pessoas, como aqueles garotos, são capazes de se expressar noutras línguas muito diferentes da sua. Nestes casos enigmáticos, uma vez comprovada a realidade do facto, trata-se de isolar o sensitivo, colocando-o noutra sala, separado das pessoas presentes, e ver-se-á que, geralmente, é incapaz de manifestar as suas extraordinárias faculdades, porque essas pessoas, esses sensitivos, captam unicamente os reflexos sensoriais das pessoas que se encontram presentes, ou seja, captam o inconsciente das mesmas. Ora, se colocarmos novamente o sensitivo junto do médico, do psiquiatra ou do matemático, continuará a falar e a responder às perguntas que se lhe façam sobre qualquer tema científico, por mais difícil que seja, e a utilizar com assombrosa familiaridade a língua dos seus interlocutores. Estes factos estão comprovados e, por muito estranho que nos pareçam, pode-se confirmar que se trata de um fenómeno do nosso inconsciente que outrora era conhecido.
 
 

 

            Vejamos o testemunho escrito do padre Herédia, S. J., num caso de xenoglosia traumática.
            “Uma menina de dez anos sofrera uma fractura de crânio por causa de uma queda. Veio ter connosco uma mulher, muito aflita, temendo que a filhinha estivesse possessa do diabo, pois falava chinês… Fomos ver a menina. Efectivamente, por momentos punha-se a falar numa língua desconhecida para nós.
            - Como souberam vocês que é chinês o que ela fala? – perguntámos.
            - Padre, é porque um chinês que lava a roupa a ouvir falar, disse que é chinês.
            - Pois chama o chinês.
            Após algum tempo, chegaram dos chineses em vez de um.
            - Vocês ouviram esta menina falar? – perguntei-lhes. Um dos chineses fez um sinal afirmativo.
            - Pergunte em chinês quais as flores da Califórnia.
            Um dos chineses fez a pergunta, e a menina desatou a falar com extraordinário desembaraço. A princípio os chineses começaram a sorrir, mas depois ficaram muito sérios.
            - Que foi que ela disse? – perguntei. Um dos chineses respondeu:
            - Duas toalhas de mesa, três fronhas, seis pares de meias, três lenços… e calou-se.
            - Não disse mais nada? – insisti. Um dos chineses não quis responder, mas outro, vendo que eu tirara a carteira para recompensá-los se me dissessem tudo, acrescentou:
            - Disse outras coisas muito feias que não me atrevo a repetir!”
 
            O padre Herédia não teve dificuldades para achar a explicação do prodígio. A pobre menina tinha ouvido dos chineses a lista de peças a lavar a além disso outras palavras que não designavam roupa, nem flores da Califórnia propriamente ditas… O inconsciente arquivou tudo o que ouviu e o estado de inconsciência provocado pela lesão craniana fez com que tudo aflorasse à superfície. Conscientemente, a menina não seria capaz de repetir uma só palavra em chinês. Às vezes, é muito difícil encontrar a origem pantomnésia da xenoglosia, como mostra o seguinte caso de xenoglosia também traumática.
            “Uma velha, num acesso de broncopneumonia, começou de repente a exprimir-se num idioma desconhecido por todos os presentes. Depois comprovou-se que era o industani. A velha desconhecia absolutamente aquela língua. Foram necessárias longas e laboriosas investigações para comprovar, depois de muito tempo, que até à idade de quatro anos, aquela senhora vivera na Índia. Desde aquela data haviam passado 60 anos”
            Como diz Dweshauvers no seu “Traité de Psychologie” ao referir um caso idêntico ao que acabamos de mencionar: “O cérebro funcionou como um fonógrafo”.
 
            Não é muito raro que, no sonambulismo hipnótico, surjam espectaculares xenoglosias, mais ou menos provocados pelo hipnólogo. A inconsciência da hipnose é bastante parecida com outros estados de inconsciência, nos quais o fenómeno surge espontaneamente: febres, transe, narcótico, traumatismo psicofísico.
            “Uma jovem, quase analfabeta, posta artificialmente em estado de sonambulismo hipnótico, recitou um longo trecho oratório em latim, língua da qual ela não sabia sequer uma palavra. Comprovou-se, seguindo as orientações dadas pela mesma hipnotizada, que anos atrás um tio da jovem recitara um dia aquele mesmo trecho perto do quarto de dormir da moça, que então se achava doente.
            Uma mulher em estado de sonambulismo (hipnótico) recitou, sem hesitar, longos capítulos da Bíblia hebraica, apesar de, acordada, não conhecer uma única palavra dessa língua. Descobriu-se que ela simplesmente repetia o que ouvia de um rabino que tinha o hábito de ler a Bíblia em voz alta e do qual fora empregada quando jovem”.
            Durante o estado hipnótico, o inconsciente apresentou com toda a exactidão e vivacidade tudo quanto ouvira uma só vez anos atrás sem nada entender e, possivelmente, ouvido por sensações hiperestésicas.
 
 

 

            Dizemos que há monoxenoglosia quando se fala (ou emprega) uma só língua que o consciente desconhece. Plurixenoglosia, é quando se empregam várias línguas desconhecidas. O fenómeno tem uma enorme espectacularidade. A pantomnésia e a hiperestesia, directa ou indirecta, bastam para explicar muitos desses casos. Um caso de plurixenoglosia, foi muito bem observado pelo Dr. Cadello, de Palermo.
            “Tratava-se de uma jovem de 17 anos, Ninfa Filituto, siciliana. Padecia de uma forte crise de histerismo com sonambulismo espontâneo. No primeiro dia da crise assegurava que era grega, e escrevia com letras gregas, nas frases italianas. É de notar que desconhecia em absoluto o grego… No dia seguinte, falava correctamente o francês, conhecendo desta língua em estado normal só os rudimentos. No terceiro dia falava algo de inglês. No quarto dia da crise, a doente falava correctamente o italiano, que normalmente falava bastante mal e com muito sotaque. Durante esses quatro dias esqueceu, no consciente, completamente o siciliano, seu dialecto natal. No quinto dia, porém, passada a crise, recobra o dialecto siciliano esquecendo por completo os assombrosos progressos feitos em grego, francês, inglês e italiano”.
            Desconhecia absolutamente o grego…”, mas conta que pouco antes da crise, estava folheando uma gramática grega. Pouco tempo é necessário para aprender o vocabulário grego, inclusive conscientemente, com tenho comprovado com meninos. Para o inconsciente, o pantomnésico, bata muito menos tempo. Do francês, só conhecia em estado normal, os rudimentos. Falava correctamente o italiano que normalmente falava mal e com muito sotaque. O estudo do francês e a prática diária de falar italiano e conviver com italianos, foram suficientes para que o inconsciente pantomnésico, aprendesse a falar correctamente essas línguas. “Falava algo em inglês”. Duvidamos dessa afirmação (algo), pois na Itália, país de turismo, haverá alguém que nunca ouviu falar inglês? O Dr. Hnn fez uma crítica muito acertada a esta afirmação temerária do Dr. Cadello.
 
            Não nos referimos, por agora, ao caso em que só o inconsciente aprende a língua. Disso falaremos depois. Referimo-nos, de momento, a um fenómeno menos espectacular, porém, mais frequente; quando também o consciente aprendeu a língua, esquecendo-a depois completamente. Lembrar-se, talvez, de poucas palavras não é lembrar-se de uma língua. Essa língua esquecida, agora é língua desconhecida. Se pois, em determinado momento, surge de novo, temporária ou habitualmente, com pleno sentido “inteligentemente”, o fenómeno pode chamar-se “falar línguas desconhecidas”, ou xenoglosia.
 
            “Benedikt, por exemplo, refere o facto de um oficial inglês que hipnotizado, se exprimiu correctamente em dialecto “walis”, da Polinésia. Aprendera-o quando muito criança, esquecendo-o depois completamente. É muito citado o caso do velho que nascera e vivera alguns anos na fronteira polaca, falando somente o polaco. Ainda criança passara a viver na Alemanha. Chegou a esquecer completamente o polaco. Seus filhos testemunham que, pelo espaço de 30 anos, evidenciou-se que ele esquecera por completo o polaco. O mesmo assegurava frequentemente ele aos filhos que o testemunham. Não obstante, quando teve de submeter-se a uma operação cirúrgica, sob o efeito do clorofórmio durante duas horas rezou, cantou, falou, contou e descreveu mil coisas, somente em polaco. Após ter passado totalmente o efeito do clorofórmio, voltou a esquecer completamente esse idioma”.
            Semelhantes casos não são por demais raros. A língua que alguma vez se aprendeu, mesmo após muitos anos de esquecimento pode ressurgir, até com plenitude.
 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 10:55

27
Nov 09

  

          Teofrasto Paracelso (1493 – 1541), nasceu na Suíça. Se os homens não se medem aos palmos, o seu saber também não. Era de baixa estatura, por azar nasceu corcunda e ainda por cima gago. A sorte não o favoreceu, na infância com três anos de idade, foi atacado por um porco que lhe mutilou os órgãos sexuais.

            O seu pai era médico, ele costumava acompanhar o seu pai pelos povoados, também o observava na busca das plantas medicinais e na sua preparação para a cura dos enfermos.
            As primeiras noções sobre Teologia, Alquimia e Latim, foram transmitidas por seu pai. Ainda muito jovem, foi enviado à escola de Beneditinos do Mosteiro de Santo André. Lá, conheceu o notável alquimista, Eberhard Baumgartner.
            Formou-se nos estudos tradicionais de sua época e seguiu o caminho profissional de seu pai, estudou medicina na cidade de Viena e concluiu os seus estudos em Ferrara. Então, como era hábito dos sábios, deu início as suas viagens, passando pela Áustria, Egipto, Hungria, Tartárea, Arábia e Polónia.
            Em Salzburg, Áustria, tentou estabelecer-se como médico, mas foi expulso da cidade porque simpatizou com agricultores rebeldes. Recebeu o título de cidadão em Strasburg e partiu para Basel. Após vários conflitos com colegas médicos e farmacêuticos e o próprio conselho de medicina da cidade, Paracelso recebeu uma ordem de prisão em 1528, forçando sua fuga da cidade. Em Wurzburg, aprendeu com outros sábios a manipulação de produtos químicos, principalmente com Tritémio, célebre abade e ocultista do Convento São Jorge.
 
            Em 1536, publicou Die Grosse Wundartzney, (Cirurgia Maior), uma colecção de tratados médicos. Escreveu ainda trinta e dois artigos e ilustrações, com previsões de eventos até o ano 2106. Para que seus escritos tivessem uma penetração maior, redigiu todos em alemão, e não em latim, como era o costume.
            Viajou pelo país como uma espécie de médico viajante, e ficou conhecido como "o médico dos pobres" até voltar para Salzburgo em 1540, convidado pelo bispo da cidade. Faleceu em 24 de Setembro de 1541 com apenas 47 anos. A causa de sua morte não foi esclarecida. Uma hipótese é que tenha sido vítima de feridas infeccionadas, ocasionadas quando, embriagado, sofreu uma queda numa taberna. O corpo foi velado na igreja de São Sebastião e, conforme seu último desejo, foram entoados os salmos bíblicos 1, 7 e 30. 
 
            A sua vida sempre foi marcada pela polémica e perturbações devido à sua personalidade pouco adequada àqueles tempos. Esta frase de sua autoria exemplifica: "Ponderei comigo mesmo que, se não existissem professores de Medicina neste mundo, como faria eu para aprender essa arte? Seria o caso de estudar no grande livro aberto da Natureza, escrito pelo dedo de Deus. Sou acusado e condenado por não ter entrado pela porta correcta da Arte. Mas qual é a porta correcta? Galeno, Avicena, Mesua, Rhazes ou a natureza honesta? Acredito ser esta última. Por esta porta eu entrei, pela luz da Natureza, e nenhuma lâmpada de boticário me iluminou no meu caminho".
            Além da medicina, era versado em filosofia e política. Mas seus escritos estão relacionados principalmente com a sua profissão e chegam a mais de 8 mil páginas. Porém, apenas uma pequena parte é conhecida e estudada. A linguagem aplicada na sua obra, é alegórica e difícil de interpretação; um recurso utilizado para que não pudesse ser acusado de feitiçaria pelo inquisitório medieval. Conta-se que certa vez, Paracelso queimou em público diversos livros de Galeno e Avicena, dizendo: "Que toda esta miséria possa ir pelos ares como fumaça".
            Quando queimou publicamente as obras antigas, denunciou a esterilidade dos seus colegas médicos, Paracelco evidenciou o seu propósito de unificar o seu próprio mundo por meios diferentes dos convencionalmente propostos. Pretendia conhecer a verdadeira natureza das coisas através da investigação e não do estudo de obras empoeiradas.
 
            Tais perspectivas arrojadas orientaram a sua atitude crítica no sentido das autoridades clássicas, às quais o passado havia aderido com fé ardente. Paracelso acreditava que a Natureza, ao contrário do homem, não comete erros. Tudo na Natureza partilha da “machina mundí”, construída conforme um plano tão divino. E as várias formas e eventos do mundo corpóreo têm o seu significado profundo e são tantas manifestações do divino.
            Como místico e mago, Paracelso devotou um interesse profundo à prognostificação. Segundo ele, trata-se de uma arte incerta, porque o homem é duvidoso dentro de si próprio. Aquele que sente dúvidas não poderá conseguir nada de certo; aquele que hesita não é capaz de levar o que quer que seja à perfeição. A profecia requer imaginação e fé na natureza. De um modo semelhante, a medicina utiliza a imaginação centrando-se fixamente na natureza das plantas e na cura. Aquele que imagina faz com que as plantas revelem a sua natureza oculta. “A imaginação é como o Sol, cuja luz não é tangível, mas que pode incendiar uma casa. A imaginação governa a vida do homem. Se ele pensar no fogo, incendeia-se; se pensar na guerra, causá-la-á. Tudo depende exclusivamente da imaginação do homem para ser o Sol, isto é, basta-lhe apenas imaginar completamente aquilo que desejar”.  
           
            Paracelso fazia frequentes associações entre Magia e Imaginação. "O visível esconde o invisível, mas apesar disso conseguimos o invisível apenas através do visível", dizia. Nesse caso, magia significa a acção directa sobre as pessoas e todos os seres, sem ajuda da matéria. Ou seja, o mago é capaz de causar efeitos físicos sem ajuda física. No livro Paracelso - Alquimista, Químico, Pioneiro da Medicina, o historiador e filósofo Lucien Braun, cita: "toda natureza invisível se movimenta através da imaginação. Se a imaginação fosse forte o suficiente, nada seria impossível, porque ela é a origem de toda magia, de toda acção através da qual o invisível (de um ou outro modo) deixa seu rastro no visível. A energia da verdadeira imaginação pode transformar nossos corpos, e até influenciar no paraíso...".
            Além disso, o médico suíço reconheceu que a fé fortalece a imaginação. Isso inclui as curas milagrosas atribuídas a ele e que não foram apenas resultado dos medicamentos, mas serviram para influenciar conscientemente a acção da imaginação do próprio paciente, de modo que agisse directamente no desejo de ser curado. Actualmente, há na medicina, o chamado placebo, uma substância sem qualquer efeito farmacológico, prescrita para levar o doente a experimentar alívio dos sintomas pelo simples fato de acreditar nas propriedades terapêuticas do produto. De certa forma, pode-se entender que Paracelso já fazia uso deste recurso há mais de 500 anos. Outro factor interessante de seu raciocínio, é que ele também associava as características exteriores de uma planta a sua função medicinal. Por exemplo, folhas em forma de coração foram recomendadas para doenças cardíacas.
 
 PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 19:44
tags:

26
Nov 09

cão reza de medo Pictures, Images and Photos

            Anatonicamente, todos conhecemos o nosso tendão de Aquiles. A origem remota à antiga Ilíada. Segundo Homero, a deusa Tétis, ao mergulhar no rio Styx, o seu filho Aquiles para o tornar invulnerável, a água molhou todo o corpo da criança, excepto o calcanhar pelo qual ela o segurava. Esse ponto fraco acompanhou-o para toda a vida, denunciando o futuro herói da sua condição humana, e foi a origem da sua extinção. Aquiles altivamente pretendeu mostrar que era invencível. Na sua arrogância, na guerra de Tróia, venceu duros combates e destacou-se como um herói, mas Páris feriu-o com um dardo no calcanhar, assim Aquiles encontrou a morte.

Todos nós temos o nosso calcanhar-de-aquiles, uma fraqueza, uma insegurança ou vulnerabilidade que, de vez em quando, nos prega uma cilada. Todos nós sofremos de vulnerabilidades que afectam nossos relacionamentos, nossas carreiras e nossos êxitos pessoais. Se você descobrir o seu “calcanhar-de-aquiles”, poderá iniciar a transformação de suas fraquezas em fontes de energia.
Ora, o “calcanhar-de-aquiles” caracteriza a parte de nós mais fraca e o nosso mais forte desafio. O segredo está em identificar e descobrir esse ponto sensível e vital. Esse ponto poderá tornar-se um estímulo para o nosso crescimento, e aperfeiçoamento da nossa condição humana. Em geral, somos como Aquiles, ignorando as vulnerabilidades e esquecendo de reforçar as fontes de energia. 
Como Aquiles, o bíblico Sansão, também ignorou o seu “calcanhar-de-aquiles”, deixou-se trair por Dalila, que lhe cortou as suas tranças e perdeu a sua força. Foi o preço que ambos pagaram por ignorarem o seu ponto fraco. Se nós ignorarmos e insistirmos em negar as nossas fraquezas, não tomando conhecimento, esse ponto fraco se manifestará na devida altura como uma cilada.
Como Aquiles, esse seu ponto fraco o acompanhará. Resistir ao seu “calcanhar-de-aquiles”, é esconder, negar ou subestimar o seu ponto fraco em vez de tentar compreender a origem de toda essa vulnerabilidade e fraqueza. Lembre-se, a Natureza nos fez maiores que nossas dificuldades ou fraquezas. Você é maior do que o seu “calcanhar-de-aquiles”.  
Aquiles em proporção era muito maior, comparando com o seu ponto fraco, apenas uns centímetros vulneráveis do seu calcanhar, que lhe provocaram a sua destruição. À semelhança de Aquiles, muitos de nós encaramos nossas fraquezas como se elas fossem a única medida de nossas características, de nosso valor. Ao contrário de avaliar-nos como um todo, de um modo geral positivo, deixamos que nossas inquietações nos convençam que aqueles pormenores (do rosto, ou da cintura) sejam mais importantes do que o conjunto formado por nosso corpo, mente e carácter.
Lembro-me de ter lido há muitos anos, numa revista feminina, em que muitas actrizes, desabafavam de determinados pormenores do seu corpo, apesar de nós achá-las belas, todas possuíam o seu “calcanhar-de-aquiles”, queixavam-se do nariz, boca, e outras partes do corpo. Uma delas confessava que na praia usava uma blusa para esconder os seus generosos seios, outra na praia procurava esconder os seus pés na areia. Muitas pessoas normais como elas, têm características que as limitam.  
Ao lembrar-se um pouco, nos momentos críticos em que ficou triste e frustrado, verá que foi devido ao seu “calcanhar-de-aquiles”. Descubra o seu ponto fraco, faça uma lista das suas fraquezas, físicas ou mentais: no amor, no aspecto financeiro, etc. Depois procure mudar, faça desse ponto fraco a sua força positiva. Dessa fraqueza transforme-a em fonte de energia, não a subestime poderá ser-lhe útil.   
   

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 20:00

   

           Taurus simboliza a matéria, o fruto, a existência e a consciência. Os Caldeus concebiam o Sol como um touro que percorria os caminhos do céu. Algo semelhante sucedia no Egipto. Cuja mitologia o identificava com o deus Ápis, iconograficamente representado pela figura de um boi. Na dos romanos, o touro foi a forma adoptada por Júpiter para raptar a bela Europa.

            Mas a importância de Taurus, que já é grande devido aos casos mencionados, mais aumenta se tivermos em consideração, que dele se faz o povo Hebreu. Efectivamente, segundo a cabala, a sua doutrina secreta hieroglífica, o primeiro signo é Taurus. Esta doutrina considera além disso, que a geração de Adão surgiu sob este signo, que juntamente com o de Escorpião, fazia parte da primeira linha astrológica que, por sua vez, representava Adão no Paraíso Terrestre. Por outro lado, e sem sairmos do mundo hebreu, Taurus quer dizer único e primeiro, Aleph e Deus, o que incide na ideia que foi mencionada.
 
            A importância de Taurus é finalmente, corroborada pelo facto dos Persas, que utilizavam as letras do alfabeto para designar os signos do Zodíaco, terem reservado a primeira, ou seja a letra A, para representar a constelação de Taurus. E algo semelhante sucedia do outro lado do mundo, onde “as estrelas do Touro” serviam ao povo chinês como referência para situar o início do movimento aparente do Sol.
            Noutra ordem de coisas, o Taurus equivale ao animal que prepara a terra, para a fazer fecunda e simboliza o paciente lavrador que a trabalha para que ela frutifique. Esta ideia, que tem como fundamento o mito da fecundidade é antiquíssima. Encontra-se, por exemplo, na epopeia babilónica de Gilgamesh, que ao rejeitar Ishtar, a deusa do prazer e da fecundidade, faz com que esta solicite a seu pai a criação de um touro celeste para acabar com ele. A mítica união carnal de Parsipae com um touro, serve para uma semelhante vinculação simbólica.
            Taurus simboliza a lentidão, o peso físico, a resistência, a fixação, a estabilidade, a conservação, a imutabilidade, a duração, a perseverança, a fertilidade da terra.
 
            O nativo de Touro, é calmo, ponderado, reflectido. Daí as suas actuações serem marcadas pela prudência e pela reflexão. Estes dons condicionam um ser perseverante a que convém as tarefas a longo prazo. Tarefas por cuja execução não se deve recear, visto que a natureza lhe concebeu a robustez e a dureza necessárias para as levar a cabo. O mal dele é que esse esforço todo se dissipa, por vezes, na busca de comodidades materiais, e de conforto no lar. Mas esse aspecto compreende-se imediatamente quando se sabe que o nativo de Touro é geralmente tímido e procura na posse de objectos a segurança que a sua própria timidez lhe nega. É muito próprio dele, alem disso, pensar que os outros o avaliam por aquilo que tem.
            Assim, pois, não será de estranhar que se diga que é um ser rotineiro, conservador, que sente horror a qualquer mudança que possa levá-lo à pobreza. Nada disto, naturalmente, o impede de ter luxos e prazeres e possuir (provenientes de Vénus), a graça, a suavidade, a sensualidade, a capacidade do amor, e até um pouco de preguiça e desordem que completam o quadro.
 
            O nativo de tipo superior é, em geral, prudente, obstinado, de vontade forte, lento e reflectido. Possui uma memória prodigiosa e uma sensibilidade de artista, além de ser perito em questões financeiras.
            Quando se trata do tipo inferior, o nativo de Touro pode ser terrivelmente teimoso e rancoroso, dotado de pouco tacto e agilidade no que se refere à vida profissional e social. Sensual, um tanto grosseiro e desconfiado e colérico, mostra forte tendência para a preguiça e para a irresponsabilidade sexual.
 
            Como o seu signo é fixo e o seu planeta Vénus, não é de estranhar que a paixão amorosa, a fidelidade à pessoa amada, assim como a fixação que caracteriza tais sentimentos, o convertem num Otelo obcecado, possessivo e absorvente, e pode suceder que semelhante labirinto de emoções se resolva fatalmente através de um crime passional. Esta exagerada maneira de resolver as relações afectivas, tem a sua mais profunda motivação num acentuado sentido de propriedade, o que, por outro lado, é perfeitamente lógico. Sobretudo, se tiver em conta que o Touro, é precisamente o signo que rege as pessoas materiais e o constante frenesi pelo lucro. Para o nativo de Touro é impossível estabelecer-lhe uma diferença clara entre aquilo que quer e aquilo que possui. Tudo deve pertencer-lhe de uma maneira exclusiva, porque aquilo que é seu, não pode ser de outrem. O mal é que, para conservar a sua posse, qualquer acto criminoso lhe serve, existe nele uma marcada preferência pelo estrangulamento e pelo envenenamento.
 PROF. KIBER SITHERC

Signos Pictures, Images and Photos

Touro Pictures, Images and Photos

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 19:05

 

 

        A presença de cor nas roupas influencia o estado emocional da pessoa, promovendo um melhor desempenho na execução das actividades diárias. As cores possuem uma linguagem própria.  

        Tonalidades fortes realçam suas propriedades; as claras são joviais e envolventes; e as mais escuras sugerem isolamento e indiferença.  
        Optar por cores que sejam opostas a determinado estado emocional negativo é um importante recurso na cromoterapia de auto-ajuda. Na tristeza, procure usarcores alegres (tons de amarelo e laranja); no mau humor, vista roupas que sugiram calma e introspecção (azul ou índigo); na indisposição, roupas de cores estimulantes (vermelho ou laranja).  
        Conhecer as sensações que cada cor de roupa proporciona a quem a estiverusando, bem como àqueles que estão à sua volta, favorece na escolha da roupa ideal para o seu dia, promovendo o bem-estar interior e uma boa interactividade com o ambiente.  
        Vale lembrar que as cores da roupa não se sobrepõem às qualidades da pessoa. Usar uma cor que não seja favorável à comunicação, por exemplo, não significa que alguém perderá a sua capacidade de expressão. As cores contribuem para o estado interior, mas não anulam a individualidade.
        Vejamos as propriedades das cores nas roupas.
 
 
VERMELHO
 
        As roupas vermelhas são indicadas para indispostas, desmotivadas e para quem precisa enfrentar exaustivas actividades.
        Vestir roupas vermelhas em determinadas ocasiões sociais põe a pessoa em evidência, tornando-a atraente e sedutora. As pessoas ansiosas ou que se irritam com facilidade devem evitar essa cor.
 
 
        LARANJA
 
        As roupas laranjas sugerem encorajamento e bravura, sendo ideal para os momentos em que é preciso enfrentar grandes desafios, para quando a pessoa estivar se sentindo amedrontada ou deprimida. Elas auxiliam na expressão verbal e corporal, despertando o optimismo e a auto-estima. Nos momentos de tensão, que podem ocasionar discussões, não é recomendado vestir o laranja.
 
 
        AMARELO
 
        As roupas amarelas são leves e joviais. Favorecem a comunicação e transmitem alegria. São ideais para os momentos de descontracção e festividade.
        Pessoas inseguras e que precisam transmitir confiabilidade não devem vestir o amarelo. 
 
 
 
VERDE
 
        As roupas verdes sugerem equilíbrio, ponderação e bom senso, permitindo uma ampla análise da situação. Proporciona serenidade no pensar, evitando o pré-julgamento e as decisões precipitadas.
        São excelentes para a prática de actividades que exijam precisão. Seu uso é recomendado para quem se encontra agitado, nervoso e stressado. As pessoas indecisas devem evitar vestir o verde.
 
 
        AZUL
 
        As roupas azuis trazem calma, tranquilidade e serenidade são os principais atributos da cor azul. Roupas com essa cor são indicadas para aliviar as tensões diárias e os desgastes emocionais. Usar azul sugere uma atmosfera que facilita a aproximação entre as pessoas.
 
 
        ÍNDIGO
       
        As roupas de tonalidade azul-escura são desaconselhadas para quem apresenta tendências depressivas.
 
 
        VIOLETA
 
        As roupas violetas aumentam o poder de concentração, despertam o interesse e suavizam as preocupações, proporcionando paz e elevação. Favorecem no posicionamento perante as pessoas, sendo indicadas para exercer uma função de comando, tomar importantes decisões e manter o controlo de uma situação.
        Desaconselhadas para as ocasiões alegres, descontraídas e festivas.
 
 
        CASTANHO
 
        As roupas de cor castanhas transmitem firmeza, segurança e maturidade. São excelentes para os negócios. Auxiliam a pessoa a ser mais directa e objectiva, transmitindo seus pontos de vista com mais consistência. Não são recomendadas para os contactos afectivos, como o namoro, nem para momentos de descontracção com os amigos.
 
 
        BRANCO
 
        Vestir-se de branco sugere transparência e serenidade nos contactos interpessoais. Os trajes são leves, conspirando pela paz e harmonia entre as pessoas.
        São indicados para quem se encontra em ambientes tumultuados. Não há inconveniente em se vestir de branco.
 
 
 
        PRETO
 
        As roupas pretas suavizam os traços excessivos do corpo, sendo ideal para as pessoas obesas. Sérias e imponentes, promovem uma certa distância entre as pessoas. Por um lado, isso facilita imposição de respeito; por outro, compromete a integração entre aqueles que compartilham de um mesmo ambiente, induzindo ao isolamento.
        Não são recomendadas para a comunicação. Pessoas tristes, deprimidas e com baixa estima, devem evitar se vestir de preto.
 
 PROF. KIBER SITHERC
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 12:49

25
Nov 09

 

 

 

              Na minha infância, conheci uma família aparentemente normal. Devido à minha mudança de ixei de os ver. Mais tarde, quando perguntei por aquela, disseram-me laconicamente: “Já morreram todos”. Fiquei estupefacto e voltei a perguntar: “Foi de acidente!?” Fiquei a saber que não tinham morrido de acidente, a morte os tinha levado um de cada vez. Tinham dois filhos mais jovens que eu, e os próprios pais eram novos. Mais tarde encontrei a explicação. O casal fazia muitas referências à morte, achavam que ela sempre estava próxima, eram tristes e melancólicos, e essas mensagens foram transmitidas aos filhos.

 

Todos nós recebemos mensagens, desde que fomos fecundados no ventre das nossas mães. Sabe-se que a mulher grávida no período de gestação, poderá incutir no feto através de determinadas músicas, que mais tarde ele poderá aprender facilmente tornando-se num autêntico prodígio.
Há vários tipos de mensagens, todas elas são determinantes, ficam gravadas no cérebro e determinam o futuro da pessoa, mas as mais catastróficas são as de morte, todas elas fazem referência à extinção e destruição do ser humano.
Vejamos algumas mensagens de morte:
“Se não tens cuidado vais acabar mal”; “Se eu não cuida-se de ti, já tinhas morrido”; “A vida são dois dias”; “Temos que trabalhar para viver”.
Quando as mães tudo fizeram para tentarem abortar, transmitiram uma mensagem de morte, que mais tarde causará grandes perturbações no futuro, essa mesma rejeição poderá causar o suicídio, a mensagem transmite que a criança não é desejada, que poderá no futuro refugiar-se nas drogas e no álcool.
A mensagem que a vida só está ligada ao trabalho, mata muitos indivíduos quando se aposentam, foi ligado no cérebro a mensagem que tinham que trabalhar para viver, aprenderam que só o trabalho fazia parte da vida, por isso, passado pouco tempo morrem. O trabalho é essencial para nós, mas o mais importante é a felicidade. É fundamental criar entretenimentos, diversões e distracções.
É importante criarmos passatempos para não ficarmos inactivos para não abreviarmos a morte. Nos maduros anos podemos tirar partido da situação, aproveitar o tempo que desejámos fazer e nunca pudemos.
Sabe-se que as pessoas que prolongam mais a existência, são as que têm mais esperança de viver. E as que se limitam nos anos, morrem mais cedo. Tudo isso se deve ás mensagens que condicionou a sua mente. É a nossa mente que limita os nossos horizontes, quando ficamos estagnados no nosso círculo mental.
Se você está grávida e espera um filho saudável, então fale com ele ou com ela. Diga o quanto o ama, imagine que o abraça. Transmite-lhe mensagens positivas: “Quero que sejas feliz”; “Eu gosto muito de ti meu filho”; “Tu és muito importante para mim”.
A educação da criança não começa no berço, mas sim no ventre materno. E é nessa altura que deverá transmitir-lhe mensagens positivas pois serão como sementes que germinarão no futuro do seu cérebro.
Se tem consciência das mensagens negativas que recebeu na sua infância, não valerá a pena culpar os seus progenitores. Use outras mensagens que sejam positivas e de vida para impregnar o seu cérebro. Tais como: “Eu sou maravilhosa e sinto-me bem comigo própria, por isso, eu vivo a alegria”; “Tenho vida, saúde e felicidade”.
Quando repetimos as novas mensagens de vida, então, anularemos as velhas cassetes que impregnaram no nosso cérebro na infância.
 
 PROF. KIBER SITHERC
 
 

Mensagens Pictures, Images and Photos

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:17

 

            Recentemente, e em vários lugares pelo mundo, temos assistido uma uma série de eventos religiosos repletos do fantástico ou do sobrenatural, designado por miraculoso. Um deles Consiste em manifestação de "Lágrimas" e de "sangue" que brota pelos olhos de estátuas das igrejas, imagens pequenas e até em paredes onde se encontram esses ícones.

 

            Segundo uma antiga lenda Católica, a Virgem de Guadalupe, apareceu em 12 de Dezembro de 1531 ao indígena Juan Diego, na serra de Tapeyac, onde antes existiu um templo à deusa azteca, no centro da Cidade do Máxico.
            Maria Guadalupe Salazar Martinez, lhe foi pôs-te o nome da Virgem. Guadalupe vive com o seu marido, numa humilde casa feita de madeira, em Novo Laredo. Há uma década que ela se tornou uma devota da Virgem, tendo uma em sua casa. Na quarta-feira de Cinzas de 2007, a imagem da virgem começou a chorar lágrimas normais que depois se converteram em sangue. A notícia tem atraído centenas de pessoas que visitam regularmente a casa da mulher de 33 anos.
            O padre Luis António Romo Esparza, pároco de uma igreja em Novo Laredo, disse à imprensa que após saber do sucedido, acudiu ao domicílio da Maria Guadalupe para observar pessoalmente a imagem. Quanto ao evento de um milagre o padre Romo Esparza, foi prudente, declarou-se incompetente para afirmar a existência ou não de um milagre, e disse à imprensa: “Antes de poder declarar como um milagre necessitamos do consentimento de nosso Bispo, Ricardo Watty, para que se faça uma investigação e se verifique cientificamente a autenticidade das lágrimas”.
 
            Em Akita no Japão, em Outubro de 1973, a irmã Agnes, uma pequena imagem derramou copiosamente lágrimas de sangue.
            A imagem de Nossa Senhora Rosa Mística na Itália, no ano de 1981, em diversas oportunidades chorou.
 
            Em Naju, na Coreia do Sul, a imagem da Virgem Santíssima, durante mais de 700 dias, chorou e derramou lágrimas de sangue, na presença de leigos, autoridades eclesiásticas, homens, mulheres, crianças e especialistas de todas as partes, que inclusive recolheram e examinaram o líquido, constatando tratar-se de sangue humano. De 30 de Junho de 1985 a Dezembro de 1992, o mundo teve tempo suficiente para comprovar que aquelas eram lágrimas verdadeiras.
            Depois que a imagem cessou de derramar lágrimas, começou a brotar um precioso e atraente óleo perfumado, que impregnava toda a Capela de Naju, com um agradável e suave odor de rosas. Este fenómeno aconteceu até Outubro de 1984. Durante aquele período e mesmo nos anos seguintes até meados de 1998. Quando o povo acompanhava Júlia na reza do Terço, era comum sentir o mesmo perfume de rosas inundando completamente o recinto.
 
            O milagre dos “santos que choram” é muito frequente na Rússia e em muitos outros países do mundo. Em 1998, cinco ícones da igreja de Santa Catarina em Petrozavodsk começaram a chorar. No começo de 2005, todos os ícones da igreja da Sante Virgem da Intercessão, na cidade de Dzerzhinsk verteram lágrimas de “sangue”. As imagens do Sochi Art Museum são veteranas neste prodígio: além de chorar, exalam um suave aroma de mirra.  
 
            Segundo os cientistas da Parapsicologia, esse fenómeno só ocorre quando há presença de pessoas, num raio de 40 metros, quando essas imagens são expostas em vitrina, as lágrimas cessam. Por outro lado, explicam, segundo Einstein, que é possível a manifestação de energia, por via parapsicológica, de determinadas pessoas para objectos materiais específicos, onde se incluem as imagens de barro fino. Cientificamente está provado que é a vontade colectiva (embora inconsciente) que faz com que a imagem chore. Esse fenómeno tem sido classificado por alguns parapsicólogos de “aport”.
           
             PROF. KIBER SITHERC
 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 17:56

23
Nov 09

 

            Alex Sanders (1926 – 1988). Nasceu em St. Birkenhead, Liverpul. Foi o mais velho de seis irmãos. Na sua infância foi portador da tuberculose, os seus pais enviaram-no para o País de Gales, para a casa da sua avó, em busca de ar fresco. E foi ela quem o iniciou na bruxaria.
            Alex Sandrs foi uma estrela das televisões no Reino Unido, e ele próprio se intitulou ser: “O Rei dos Feiticeiros”.
            À primeira vista, as suas feições esqueléticas com os seus impenetráveis óculos escuros, davam a impressão de uma personagem extremamente sinistra. Por cima da testa alta, o cabelo castanho era escovado para a frente, à maneira de Nero, enquanto o resto da sua figura, excepto as mãos, estavam em volta numa capa de veludo azul real, realçada pelo brilho de um galão dourado nos ombros e por uma lua crescente sobre o peito esquerdo. As mãos tinham dedos compridos e os anéis que ele usava pareciam demasiado pesados. Era esta a maneira que ele gostava de se exibir, mas ao tirar os óculos numa segunda olhadela, Alex Sanders parecia tudo menos sinistro. Os melancólicos olhos castanhos e os molares subtilmente modelados, davam-lhe uma aparência inteiramente frágil e vulnerável, impressão que aumentava quando ele falava na sua voz suave de Lencashire.
            “Eu sou o Rei dos Feiticeiros”, dizia ele num tom baixo, mas convencido, a qualquer jornalista que entrevista-se, “porque foi eleito por membros de mais de uma centena de grupos em Inglaterra e sou reconhecido pela maioria dos grupos como uma autoridade na feitiçaria”.
            Segundo Alex, o último homem a intitular-se Rei dos Feiticeiros, foi Owain, o chefe medieval galês. A avó materna de Alex, uma tal Srª Bibby, fez pesquisas e descobriu que era uma descendente directa de Glyn Dwr; foi por ela que Alex iniciou os primeiros passos da feitiçaria.
            “Uma noite em 1933, quando eu tinha sete anos, fui mandado a casa da minha avó para lanchar”, recorda ele. “Por qualquer razão, não bati à porta, quando entrei deparei com a minha avó, nua com o seu cabelo cinzento caído até à cintura, de pé, num círculo desenhado no chão da cozinha. Rodeavam-na alguns estranhos objectos, espadas, navalhas de cabo preto, uma faca em forma de focinha e várias tigelas de bronze espalhadas pelo chão; sobre o grande aparador galês que estava encostado à parede, encontravam-se outros estranhos objectos”. Por um instante a avó de Alex não pareceu satisfeita em vê-lo. Readquirindo a sua compostura, ordenou-lhe que entrasse no círculo e se despisse. Tremendo de medo ele assim fez. A avó ordenou-lhe que se dobrasse com a cabeça entre as coxas nuas. Depois, pegando na faca em forma de focinha, cortou ligeiramente o seu escroto. “Agora és um dos nossos”, disse ela, e Alex percebeu de repente que a sua avó era uma feiticeira.
            Gradualmente, o seu medo foi desaparecendo e começou a visitar a casa dela regularmente. Ela ensinou-lhe a desenvolver os poderes da clarividência, a lançar maldições simples, a estudar e a aprender. Mas ela também o obrigou a jurar segredo; nem mesmo a sua mãe, filha da Srª Bibby, devia saber as técnicas que ele estava a aprender. “No meu décimo aniversário”, recorda Alex, “a minha avó cumpriu uma antiga promessa de me levar a Londres. Depois de me mostrar a cidade, apresentou-me a um homem que se chamava Srº Alexander”, e deixou-me com ele numa pequena pensão, onde ele me contou que era um mestre mágico e executou um ritual ao qual ele chamava “O rito de Horus”. Só quando fiz dezasseis anos é que percebi que o “Srº Alexander” era, de facto, Aleister Crowley”. Hoje, Alex trás uma recordação daquela estranha cerimónia no segundo dedo da sua mão esquerda. É um sinete de prata primorosamente gravado num anel que Crowley deu à Srª Bibby para ser confiado a Alex e que tinha pertencido ao mágico francês do século XIX, Eliphas Lévi.
 
            A Srª Bibby morreu em 1942 e, seguindo as instruções que ela lhe dera, Alex queimou a cópia que ela possuía do “Livro das Sombras”, documento que, diz ele, é copiado por todo o feiticeiro pela sua própria mão e que deve ser destruído quando o seu proprietário morre. Felizmente, ele pôde conservar alguns dos seus “instrumentos de trabalho”, o “athame”, ou faca de cabo preto, a espada e vários outros artigos do equipamento. Antes de morrer, a avó de Alex iniciou-o até ao terceiro grau”, o qual incluiu a prática de relações sexuais com ela. Após a Segunda Guerra Mundial, encontrando-se isolado devido ao seu conhecimento do oculto que ela lhe ensinara, decidiu utilizar os seus poderes para obter dinheiro e satisfação sexual através da feitiçaria.
            “Fiz um tremendo erro em usar a magia negra numa tentativa para obter riqueza e sucesso sexual”, diz ele. “Funcionou bem, passeava por Manchester quando fui abordado por um casal de meia-idade que me disse que eu era a cópia fiel do seu único filho que tinha morrido alguns anos antes. Levaram-me para casa, deram-me de comer e vestir e trataram-me como se fosse da família. Eram extremamente ricos e, em 1952, quando lhes pedi uma casa para mim, com uma mesada para a sustentar, ficaram muito felizes por me satisfazerem os meus desejos. Dei festas, comprei roupas caras, fui sexualmente desordenado, mas só passado algum tempo compreendi que tinha uma terrível dívida a pagar”.
            A dívida foi pavorosa e pessoal. Vários membros da família Sanders morreram com cancro e finalmente uma das amantes de Alex, uma rapariga de quem ele gostava particularmente, suicidou-se. Alex considerou-se culpado. “Sinto-me envergonhado por ter atraiçoado os ensinamentos da minha avó”, recorda ele. “Levou-me muito tempo a pagar a minha culpa e a purificar-me através de cerimónias mágicas”. Uma vez convencido de que a sua vida passada ficara para trás e que a sua verdadeira vocação era ensinar aos outros a crença da sua avó, Alex pôs-se a trabalhar na iniciação de futuros feiticeiros na sua casa em Manchester. Nessa altura encontrava-se sozinho, tendo chegado ao fim de dois anteriores casamentos. No decurso dos seus ensinamentos, conheceu uma rapariga chamada Maxime Morris com quem casou, que se tornou Sumo Sacerdotisa, e que teve uma filha chamada, Maya.
            Em 1967, deixaram Manchester e estabeleceram-se em Londres, sendo aí num apartamento em Notting Hill Gate, que viveram e trabalharam. Todas as terças e quintas-feiras, Alex organizava encontros para instruir novos feiticeiros, enquanto as noites de sábado eram consagradas aos encontros dos grupos e a iniciações. Ele afirmava que entre os discípulos da sua doutrina, se encontravam padres ortodoxos, médicos, estudantes de teologia, professores e jornalistas. Desde que chegou a Londres, iniciou trinta e oito feiticeiras, todas mulheres, pois fazia parte da crença feiticeira, pois julgava-se que só um membro do sexo masculino podia iniciar uma candidata feminina; os futuros feiticeiros eram iniciados por Maxime, a Sumo-sacerdotisa. Os seus ensinamentos, afirmava ele, não eram incompatíveis com o Cristianismo, desde que os estudantes se lembrassem que “todas as religiões monoteístas adoram um só Deus”. Como a maioria dos feiticeiros, ele acreditava na reencarnação e organizava cerimónias em honra das quatro estações, dos equinócios e dos solstícios, praticando também pequenos cerimoniais pessoais de adoração. Ao nascer do sol e ao pôr-do-sol.
  
            Igualmente, tal como os outros feiticeiros, os seus adeptos participavam nos seus encontros todos nus, embora Alex usa-se uma túnica para se colocar à parte como Sumo-sacerdote; ele dizia que isso era de acordo com a lei da feitiçaria. Apesar das suas iniciais extravagantes da magia negra, sempre viveu como um vulgar homem. Os únicos aspectos sexuais dos seus rituais ocorriam durante o “Grande Rito”, cerimónia de iniciação de terceiro grau, quando o iniciado era submetido à prova de relações sexuais, e nos “casamentos de feiticeiros”. A celebração dos “casamentos de feiticeiros” consiste nos dois companheiros estarem estendidos juntos no meio do círculo, enquanto os outros membros os rodeiam, voltados para fora. Depois, do Sumo-sacerdote ter efectuado os encantamentos, o casal é deixado só para consumar a sua união. Logo após, eles chamam o resto do grupo para a sala, para uma cerimónia informal de bolos e vinho.
            Após ter sido denunciado pelos jornais londrinos de escândalos e de orgias, tudo isso ainda mais contribuiu para a sua propaganda, como o maior dos feiticeiros e para o projectar no topo.  
            Em 1959, publicou um livro sobre a sua vida intitulado “King of the Witches” , que se tornou um sucesso. Até chegou a fazer um filme intitulado “Legendo of the Witches”, que apresentava as suas actividades no mundo da feitiçaria. A película conseguiu arrastar multidões para a sua exibição.
            Em 1988, morreu Alex Sanders, nunca nenhum outro feiticeiro gozou de tanta fama e popularidade como ele, desde do tempo de Aleister Crowley.
PROF. KIBER SITHERC
 
           

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:05
tags:

21
Nov 09

 

 

              O optimista vê as rosas nos espinhos; o pessimista vê os espinhos nas rosas; o realista vê as rosas e os espinhos.

            Cada qual interpreta a vida de acordo com a sua óptica. Nem tudo é bom ou mal, mas o nosso pensamento é que o faz. Realmente existem coisas más, mas também existem coisas muito boas, para as pessoas que sofrem de azedume é mais fácil censurar do que dizer bem.
            Numa viagem de comboio, quem se divertirá mais o pessimista ou o optimista? O pessimista, poderá estar com razão quanto às suas críticas: dos horários, do atendimento dos funcionários, dos preços da viagem, da poluição que avista e de tudo aquilo que o desagrada. O optimista, simplesmente, procurou divertir-se e tirar partido da situação: viajou para se distrair. Por isso, escolheu o lado positivo da vida. Ora essa viagem, poderá ser interpretada como sendo o percurso da nossa existência. Porque não usarmos o optimismo na nossa viagem da vida?  
            Já reparou no conforto em que vive? Tudo graças a muitos cientistas geniais que pensaram e trabalharam para a Humanidade, para que nós usufruíssemos de todos esses prazeres. Até o próprio rei Luís XIV, o rei Sol, nunca gozou de tanto conforto como nós. Como seria a vida sem essas comodidades que nós conquistámos! No entanto, os nossos antepassados se prescindiram deles. Em toda a parte se vêm pessoas que sofrem de azedume. Onde você estiver ali estão eles, bem atentos para a luta e sempre prontos com a mão no gatilho, a disparar as suas frustrações nos outros. Estão sempre descontentes, tudo está mal para eles. Fazem lembrar os anarquistas no século XIX na Rússia , como tudo lhes era negativo, foram rotulados de niilistas, que significa no latim “nada”. Criticam quando estão nas filas dum banco, lamentam-se pelo tempo perdido, depois saem e perdem por vezes o dobro do tempo com um amigo em conversas fúteis. Na rua, estão bem atentos para que possam avistar algo para as suas críticas: quando um incauto passa ao sinal vermelho ou quando alguém os desagrada. 
Conseguem proliferar o seu azedume como uma influência epidémica se tratasse. Por vezes, julgam-se perfeitos, e alguns até de boa fé, tencionam mudar o mundo. Esquecendo-se porém que todos esses lideres do passado, foram impotentes para isso e que apenas deixaram um mar de ideias e de ilusões.
Como ervas daninhas eles conseguem-se alojar em tudo o que é sítio. E sempre encontram alguém, que devido às suas frustrações os apoiam. Em todo o lado os encontramos, quando ouvir as críticas, simplesmente diga sorrindo: “Não bata mais no ceguinho”. Essa expressão os desarma, por vezes eles sorriam e dessa maneira poderá mudar de conversa. Quem tem telhado de vidro não deve atirar pedras ao do vizinho. Lembrai-vos das palavras do Mestre: “E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?” 
Essas pessoas como disse Norman Peale sofrem de psico-esclerose que é o endurecimento dos pensamentos. E para essa cura só existe um remédio: a mudança de pensamento.
Imagine-se na pele alheia: procure ver a situação com os olhos do outro; tentar ouvir com os ouvidos do outro, sentir com o tacto do outro. Quanto mais compreendermos os outros, mais eles gostarão de nós. Afaste-se de gente rabugenta e mal-humorada. A sua influência poderá ser contagiante, não entre nesse jogo crítico e procure mudar de assunto. Se sofre de azedume, experimente refrear a crítica e pratique a lisonjeia. Verá que a vida se tornará mais colorida, interessante e feliz.
 
PROF. KIBER SITHERC

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 21:23


contador
subscrever feeds

contador
pesquisar
 
mais sobre mim
blogs SAPO