Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

13
Jul 10

         

            A Sexta-feira no dia 13 de qualquer mês, é considerada popularmente como um dia de azar. Por que a sexta-feira 13 é considerada o dia do azar?

 

            Tudo indica que essa crendice vem de duas lendas da mitologia nórdica. De acordo com a primeira delas, houve, no Valhalla (a morada celestial das divindades), um banquete para 12 convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga em que morreu Balder, o favorito dos deuses. Instituiu-se, então, a superstição de que convidar 13 pessoas para jantar era desgraça na certa e esse número ficou marcado como símbolo do azar.

 

             A segunda lenda é protagonizada pela deusa do amor e da beleza, Friga, cujo nome deu origem às palavras friadagr e friday, "sexta-feira" em escandinavo e inglês. Quando as tribos nórdicas se converteram ao cristianismo, a personagem foi transformada numa bruxa exilada no alto de uma montanha.

 

            Para se vingar, Friga passou a reunir-se, todas as sextas-feiras, com outras 11 feiticeiras, mais o próprio Satanás, num total de 13 participantes, para rogar pragas sobre a humanidade.

 

            Da Escandinávia, a superstição espalhou-se por toda a Europa, reforçada pelo relato bíblico da Última Ceia, quando havia 13 pessoas à mesa, na véspera da crucificação de Cristo, que aconteceu numa sexta-feira.

 

             No Antigo Testamento judaico, inclusive, a sexta-feira já era um dia problemático desde os primeiros seres humanos. Eva teria oferecido a maçã a Adão numa sexta-feira e o grande dilúvio teria começado no mesmo dia da semana

 

            O número 13 é considerado de má sorte. Na numerologia o número 12 é considerado de algo completo, como por exemplo: 12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus ou 12 signos do zodíaco. Já o 13 é considerado um número irregular, sinal de infortúnio. A sexta-feira foi o dia em que Jesus foi crucificado e também é considerado um dia de azar. Somando o dia da semana de azar (sexta) com o número de azar (13) tem-se o mais azarado dos dias.

 

            Esta superstição pode ter tido origem no dia 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França; os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.

 

            Além da caça aos templários, a sexta-feira ficou conhecida por ser o dia das execuções oficiais. Na Inglaterra, era esse o dia em que os prisioneiros eram enforcados. Conta-se, também, que os condenados davam 13 passos até chegar ao local da corda.

  

            Muito da superstição que já existia quanto à sexta-feira e ao número 13 se intensificou quando houve o acidente com a missão tripulada da agência espacial americana Apollo 13, em 1970.  

 

            A missão partiu da terra às 14h13 e, no dia 13 de abril, dois dias depois do lançamento, foi abortada após uma explosão em um dos tanques de oxigênio. Os tripulantes conseguiram voltar ilesos para a Terra no dia 17.

 

            Tudo isso fez com que crescesse a superstição quanto à sexta-feira 13. Ainda hoje, há prédios que não tem o andar 13, há ruas em que a numeração passa por 11, 12, 12,5 e 14 e existem países que tiraram o 'número do azar' de sua loteria nacional.

 gato1.gif (5759 bytes)

            Algumas pessoas, no entanto, levam tão a sério as superstições que desenvolvem uma fobia do número. O nome científico para isso é  Triscaidecafobia (triskaidekaphobia) e é citado em manuais e livros médicos. Segundo Robert B. Taylor escreveu no livro "White Coat Tales", um escritor russo chamado Sholom Aleiehem, que viveu no século XIX, tinha triskaidekaphobia. Ele morreu num dia 13 mas, se você visitar sua lápide, num cemitério de Glendale, Nova York, vai encontrar a data 12a de maio de 1916.

 

            O psicólogo Marcos R. Maximino, do Núcleo de Medicina Comportamental do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), confirma a existência da fobia do 13. Segundo ele, “um comportamento supersticioso surge quando a pessoa associa (de forma intencional ou não), determinados factos que ela vive, dando a eles valor positivo ou negativo. Assim, surge uma crença que pode ser positiva (sorte) ou negativa (azar): factos da vida quotidiana passam a ter um significado especial, sem que essa pessoa perceba. A superstição é uma crença fundamentada na idéia de que determinado comportamento, atitude, número ou palavra pode trazer sorte ou azar.”

 monge_escorpiao.gif (4252 bytes)

            Outra possibilidade para esta crença está no facto de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.

 

            Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio.

 

            Enquanto o medo irracional e incomum do número 13 é chamado de Triscaidecafobia. Já o medo específico da sexta-feira 13 (fobia) é chamado de Paraskavedekatriaphobia ou parascavedecatriafobia, ou ainda frigatriscaidecafobia.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 18:02


contador

contador
pesquisar
 
mais sobre mim
blogs SAPO