Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

13
Set 10

 

            No sítio onde está situado actualmente o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios existia antigamente outro local de diversão: desde 1361 que o povo acorria à capelinha dedicada a Santo Estêvão, peregrinando ao longo do desnível de 600 metros até atingir o cimo do monte.

 

             Em meados do séc. XVI o pequeno templo ameaçava ruínas, o que levou o Bispo da cidade, D. Manuel de Noronha, a mandar construir uma nova igreja, à qual acrescentou nova devoção: uma imagem da virgem com o menino ao colo, que mandara trazer de Roma por ser considerada na «cidade santa» como grande remediadora dos males de que os crentes se lhe queixavam. Mas enquanto a virgem ia respondendo aos apelos dos crentes aflitos, conseguindo remédio para os seus males, o santo (Estêvão) parece ficar esquecido das súplicas dos devotos, caindo no esquecimento. 

 

            No dia 4 de Agosto de 1748 foi eleita uma comissão para constituição da confraria que deveria providenciar a edificação de um Santuário dedicado, em exclusivo, à famosa Senhora dos Remédios.

 

            Dois anos depois, no dia 14 de Fevereiro, procedia-se ao lançamento da primeira pedra para a construção. Entretanto, arrastaram-se as obras devido à sumptuosidade que lhes foram querendo imprimir, tendo apenas terminado em Setembro de 1905. O altar-mor ostenta um trono com a imagem da Nossa Senhora dos Remédios. Os dois altares laterais são dedicados aos pais da Virgem, São Joaquim e Santa Ana. Os azulejos que recobrem as paredes contam a História da virgem e estão assinados por Miguel Costa, de Coimbra. Atente na decoração da fachada: cada espaço possível foi ocupado, não deixando nenhuma parte da parede vazia. Atreva-se a descer o escadório composto por 686 degraus. O primeiro patamar, conhecido por Pátio dos Reis, representa 18 monarcas e sacerdotes de Israel pertencentes à árvore genealógica da Virgem. A decoração de cada patamar e as sucessivas variações de perspectiva, ajudarão a amenizar a peregrinação. E lembre-se que ainda mais difícil seria subi-los...

 

             Se visitar Lamego em Setembro, saiba que, entre os dias 6 e 8, se realiza a grande romaria iniciada por D. João VI, considerada a «romaria de Portugal». Um dos momentos altos de festa em honra da Senhora dos Remédios é a procissão do Triunfo: O andor é transportado por juntas de bois, com os carros magnificamente engalanados.  

 

            Ao fundo do escadório abre-se a Avenida Dr. Alfredo de Sousa. Dir-se-iam duas artérias diferentes, devido a uma placa central separadora decorada com esculturas, colocadas em espelhos de água. Essas figuras que aí estão representam as 4 Estações do Ano. 

 

            No final da avenida existem igualmente mais duas figuras femininas que seguram potes de onde jorram água. Essas figuras pela forma de como foram esculpidas levaram a chama-las de «cochichos», visto estas darem a entender que estão a falar uma ao ouvido da outra.  

 

            Desde finais de Agosto que as Festas de Nossa Senhora dos Remédios dão mais colorido a Lamego, onde não têm faltado espectáculos musicais de bandas e cantores nacionais, actuações de grupos de fado, concentração de motos, torneios de várias modalidades desportivas, exposições de pintura, lançamentos de livros, Feiras das Colheitas, festivais de folclore nacional e internacional, caminhadas organizadas, festas para a juventude e dia para as crianças.

 

            Mas a cultura popular é, sem dúvida, a mais vivida nestes dias. As tradicionais arruadas de bombos e desfiles de bandas de música preenchem as manhãs e tardes. Não faltam as típicas barraquinhas de comes e bebes, de artesanato e produtos locais.

 

            Dia 6 à noite, Lamego enche-se de forasteiros para assistirem à Marcha Luminosa. No dia seguinte, a 7, o desfile repete-se pela tarde, mas, desta feita, com o colorido da Batalha das Flores, cujo nome se deve aos milhões de pequenos papelinhos atirados pelo ar durante a sua trajectória.

 

            À noite, a festa atinge o auge dos festejos populares. Bombos, Zés Pereiras, grupos espontâneos de romeiros a cantar a tocar instrumentos tradicionais e muita gente transformam as principais ruas de Lamego num mar de pessoas. No último dia, os festejos são exclusivamente de cariz religioso.

 

            No dia de Nossa Senhora dos Remédios, momento alto da romaria, milhares de pessoas assistem todos os anos à Procissão do Triunfo que percorre silenciosamente as ruas da cidade com os seus andores puxados por juntas de bois – segundo autorização secular da Santa Sé – e figurados vivos por crianças e jovens encarnando anjinhos e figuras bíblicas.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 13:58

Deve ser uma festividade muito bonita :)
Gaspas a 13 de Setembro de 2010 às 16:39

"VideoClipe" (esta vida é uma festa) Grupo Musical SANTACRUZ ...
"O melhor espectáculo de musica popular portuguesa da actualidade!!!..."
http://www.youtube.com/watch?v=FbOd3-EgAco
REALIZAMOS PRODUZIMOS,SONORIZAMOS e Representamos diversos (artistas,grupos,orquestras,bandas,palcos,geradores,tendas,ect...)

_Optar por trabalhar comnosco é garantia de festividades alegres e com um elevado nivel de qualidade.
_ Temos para si "GRANDES ESPECTÁCULOS" aos melhores preços do mercado.
"" FESTAS,ARRAIAIS,FEIRAS,CONCENTRAÇÕES,FESTIVAIS,GALAS,ect... ""
_A experiência adiquirida ao longo dos anos em projetos anteriores permite-nos corrigir erros,preencher lacunas e torna-nos mais eficazes.para fazer frente a um mercado que em cada dia que passa é mais exigente.
Visite: http://sites.google.com/site/singraproducoes ( c/ Packs promocionais e preços online de Vários artistas)
_ Solicite-nos propostas e analize os nossos preços !... Orçamentos: singraespectaculos@gmail.com ou (0351)965032360
Ficamos ao v/inteiro dispor !...
singraespectaculos a 14 de Setembro de 2010 às 17:42

NOSSA SENHORA DOS REMÈDIOS, a ROMARIA DE PORTUGAL que já foi"


Obviamente de qualquer lamecense (também de Penude) ao passar pelo baconino mês de Setembro, para além do fim das “malhadas”, da “arranca”, dos primeiros “abais”, da embriagues das vindimas (do vinho fino e outros mostos menos generosos que as margens do nosso vizinho rio Douro oferenda aos homens da terra) lembrar-se-á, de certeza, dessa festividade que já foi “A ROMARIA DE PORTUGAL”, ou seja das festas de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira da cidade de Lamego. Com ela veio-me também à memória a palavra “ROMEIRO”, expressão que neste mês e nos tempos de criança tinha um sentido quase mágico. Lembro-me, como se fosse hoje, em que eu e meus irmãos (Carlos, Isidro, Fátima) andávamos por aquelas “lameiras” (Decavaleiro, Decanhardo, Cortes, S. Silvestre, Morqueijo, Tapada, Lameira Solta) e serras (Meadas) com o gado a pastar (vacas, burra, cabras, etc) e víamos pelos caminhos ancestrais (térreos ou graníticos, que lavravam celticamente aquelas terras “do demos” mas também de um Deus que nos ensinaram e piamente acreditávamos e metodicamente ainda acredito, “mutais mutandis”…) fileiras intermináveis de ROMEIROS se movimentando serranias abaixo que nem o enorme terço de minha mãe desfiado ordeira e piamente rumo à “salva rainha, mãe de misericórdia” e ao “abença pai abença mãe”! Que criatura felizes eram estes PEREGRINOS de Nossa Senhora dos Remédios! A pé ou a cavalo nas suas mulas, éguas, burras ou a pé, uns ante outros, como eu os estou a ver, descendo, descendo até desaguarem pelo largo da feira em Lamego. Traziam consigo sonhos, agradecimentos (pela “nobidade” que foi melhor de nos demais anos, promessas (de uma “maleita” curada ao rapazeco ou à patroa (ou aos gadinhos, que ali também eram gente…). Para além da cura da alma estes ROMEIROS de Nossa Senhora dos Remédios que passavam por todos os caminhos (hoje de silvas, mato e outro entulho) do vale da freguesia de Penude, traziam os alforges dos cavalos, mulas e burrecas, repletos de manjares tão bons, tão deliciosos, tão paradisíacos que não há metáforas que os comparem ao quer que seja! Ok, não encontrando melhor expressão, direi então, que eram di-vi-nais ! Ainda eles vinha descendo por aquelas veredas que entaipavam as nossas “lameiras” e, já a umas centenas de metros sentíamos o cheiro a bola de bacalhau, a salpicão da língua, a presunto, a moira, a postas de bacalhau no ovo ou farinha frita. Para já não falar dos garrafões de vinho dependurados ou em “pipitos de beber”. E nem imaginam, caros leitores, como estas “pingas” vindas lá das serras desta gente deviam ser “daqui” (de trás da orelha!!!). Sim porque estes nossos ROMEIROS vinham quase sempre a cantar por ali abaixo, quase não sentindo a dor dos pés naquela caminhada agreste de caminhos acidentados. Cantavam cações religiosas e profanas, numa mistura a que o tal deus Baco não era nada indiferente… Estas vozes de homens e mulheres (raramente se via uma criança…um dia havia de chegar a sua vez, ao contrário de hoje que querem e lhes damos tudo, como “não houvesse um tempo”) eram acompanhadas por uma ou outra concertina e muitos “realejos” bailando naqueles beiços que nem moça serrana em primeiro coito nupcial (que, como sabem, também já não existem…). Cantavam “Ó Manel da rola tens as calças rotas, tens os olhos tortos as pernas marotas”; “Óh oliveira da serra”; e também cantigas bentas.

Por onde passavam estes bons ROMEIROS procuravam, de quando em vez, ter gestos de “bons cristãos” e então ora davam um pedaço de bola a um pedinte, a uma criança que apascentava o gado por aqueles campos (na altura não existia trabalho infantil…). Tanto assim era que, numa ocasião em que eu e meus irmãos Carlos Manuel e Isidro “andávamos com as vacas” numas terras que o nosso pai tinha em S. Silvestre, lembramo-nos de irmos “pedir uma esmola” aos ROMEIROS que peregrinavam por ali rumo à Senhora dos Remédios. Então pegamos nas roupas mais velhas que os 3 tínhamos vestidas para o Carlos vestir, assim dando a ideia de pobrezinho! Assim vestido da pior roupita dos 3, o coitado do moço lá se foi aproximando do caminho onde eles não tardariam a passar (ficando nós, eu e Isidro) escondidos cá em cima atrás de uns amieiros, instruindo o Carlos a dizer “Dê-me um esmo
Jose Filipe Pereira Lamelas a 16 de Setembro de 2011 às 12:14


contador

contador
pesquisar
 
mais sobre mim
blogs SAPO