Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

31
Out 10

 

            Em Portugal e noutros países da Europa, o Dia de Finados é celebrado com tristeza, pois recordam-se as pessoas de família e amigos que já morreram.

 

          As pessoas vão aos cemitérios, deixam ramos de flores (nesta altura do ano crisântemos) nas campas e acendem velas para iluminar os falecidos no caminho até ao Paraíso e mandam rezar missas em seu nome.

 

          O culto aos mortos é muito antigo e esteve presente em quase todas as religiões, principalmente nas mais antigas. Inicialmente era ligado aos cultos agrários e de fertilidade. Os mais antigos acreditavam que, como as sementes, os mortos eram enterrados com vistas à ressurreição.

 

          Na prática da Igreja Católica, o Dia de Finados surgiu como um vínculo suplementar entre vivos e mortos, destinado a todos. O próprio mundo profano, em geral, também aderiu a essa prática. Os falecidos, sempre estiveram presentes nas celebrações da Igreja e no Momento dos mortos, no cânon da missa. Já no século I, os cristãos rezavam pelos falecidos: visitavam os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava.

 

          No século X, a Igreja Católica instituiu oficialmente o Dia de Finados. A partir do século XI, os papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) passaram a obrigar a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII, esse dia passou a ser comemorado em 2 de Novembro, porque 1 de Novembro é a Festa de Todos os Santos.

 

          Com o passar do tempo, a comemoração ultrapassou seu aspecto exclusivamente religioso, para revelar uma feição emotiva: a saudade de quem perdeu entes queridos. Hoje, o Dia de Finados é um dos feriados mais universais. São cerca de mil anos de celebração pela fé na ressurreição.

 

          As pessoas costumam celebrar os mortos levando flores aos túmulos e rezando por eles. Alguns preferem chamar a data de "Dia da Saudade", retirando o peso do aspecto fúnebre e enfatizando as melhores lembranças daqueles que se foram.

 

          Desde o século I, os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram.

 

          No século V, a igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava.

 

          Também o abade Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos.

 

          Desde o século XI os papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos.

 

          No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1º de Novembro é a Festa de Todos os Santos.

 

          Dia de Todos os Santos: celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados.

 

          Dia de Todos os Mortos (ou Finados): celebra todos os que morreram e não são mais lembrados.

 

          Em Portugal, ainda são respeitadas crenças muito antigas, como por exemplo: "no dia de Finados não se caça nem se pesca"; especialmente entre as populações do interior e das praias. As assombrações e cortejos fúnebres, visitas macabras de esqueletos e caveiras pertencem a esse dia simbólico. As almas dos afogados passeiam por cima das águas do mar e dos açudes espalhando pavor. É o dia em que as almas visitam os lugares onde viveram ou foram assassinados seus corpos.

 

          Nas horas abertas é preciso ter-se coragem para atravessar os sítios onde houve morte de homem e mesmo as encruzilhadas e cantos sombrios.

          A comemoração Omnium Fidelium Defunctorum, datada do século X, mantém tradição imemorial em todos os cultos religiosos.

 

          Também outra tradição portuguesa era comer "Caldo de Castanha" receita frequente no Dia dos Fiéis Defuntos em alguns pontos de Vila Real (Trás-os-Montes), mais concretamente na zona entre-os-rios Douro e Tâmega.

 

          Em aldeias de Bragança (Trás-os-Montes), existe ainda o costume de, nos "Santos", comer a "machorra" ou "canhona", nomes que se dão às ovelhas que atingiram o ano de idade sem terem tido crias.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:49


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