Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

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Dez 10

 

            Al-zuleique é a palavra árabe que originou o português azulejo e designava a "pequena pedra lisa e polida" usada pelos muçulmanos, no tempo da Idade Média.

 

            A forma como usavam os azulejos para decorar chão e paredes agradou à realeza, e por isso, começaram a ser produzidos em Portugal no final do século XV. Ganharam um lugar privilegiado na arquitectura ao longo dos séculos e podemos dizer que Portugal os adoptou de forma ímpar, como em nenhum outro país europeu.

 

            Foi no século XVIII que o azulejo "invadiu" igrejas e conventos, palácios e casas, jardins, fontes e escadarias. Com padrões geométricos, contando histórias da vida de santos ou temas profanos como as fábulas de La Fontaine, por vezes legendados como uma versão antiga de banda desenhada, tornou-se um dos principais elementos decorativos portugueses. Ao viajar pelo país, conhecerá um autêntico museu vivo da azulejaria mas é no Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, que poderá conhecer de forma única toda a sua história e a evolução técnica e artística, desde os primeiros tempos até à produção contemporânea.

           

            Apareceram primeiro nos jardins das casas mais nobres, como o Palácio de Queluz ou o Palácio Fronteira em Lisboa, onde se transformaram num registo genuíno dos costumes cortesãos da época. As fachadas da Capela das Almas e da Igreja de Santo Ildefonso, no Porto, impressionam pelo revestimento total a azul e branco e mostram como também as imagens dos santos saíram para a rua.

 

            Depois do grande terramoto de 1755, foi importante tê-los a proteger as casas. São Marçal apagava os fogos, São Francisco de Bórgia evitava os terramotos, Santa Bárbara acalmava as tempestades e N. Sr.ª da Conceição, patrona de Portugal, protegia de todos os males. Poderá encontrá-los nas ruas dos bairros históricos, como Alfama em Lisboa.

 

            Produzidos em larga escala, fáceis de aplicar e resistentes ao tempo, os azulejos passaram a revestir totalmente as fachadas com ritmos e cores. Os mais inovadores até os usaram para anunciar o que vendiam no interior das lojas.

 

            É fácil encontrá-los em qualquer cidade ou vila portuguesa. Se viajar de comboio esteja atento às estações decoradas com painéis de azulejo, autênticas galerias de arte que retratam os costumes locais. Visite a estação de São Bento no Porto. Vários painéis, com um total de 20 mil azulejos, relatam a história dos caminhos-de-ferro, assim como episódios célebres da história de Portugal.

 

            O azulejo é um suporte tão versátil que continua a ser adoptado pelas expressões artísticas mais modernas, integradas em espaços públicos. Maria Keil, na via que passa pelo Aqueduto de Lisboa, ou Júlio Resende, no seguimento da Ponte D. Luís no Porto, são dois artistas que o usaram, animando grandes espaços de entrada nas cidades.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 21:23


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