Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

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Dez 10

 

             Uri Geller (em hebraico: אורי גלר‎), nascido Gellér György (Tel Aviv, 20 de Dezembro de 1946), é um controverso personagem israelita, naturalizado britânico, que se tornou famoso nos anos 1970, ao se apresentar em programas de televisão, realizando demonstrações dos seus alegados poderes paranormais - telecinésia, radiestesia e telepatia.

 

            Tais demonstrações incluíam dobrar colheres, identificar objectos ocultos e parar ou acelerar ponteiros de relógios à distância. Geller afirmava que esses efeitos eram provocados pela força de sua mente e pelo poder de sua vontade, e que ele recebeu estes poderes de extraterrestres. Em seu site Geller conta a sua versão de como ele conseguiu seus alegados poderes.

 

            São muitos os críticos, entre os quais se destaca James Randi, segundo o qual Geller não é dotado de paranormalidade. Para sustentar a sua tese, Randi repetiu várias vezes os experimentos de Geller, obtendo os mesmos resultados surpreendentes, mas sempre afirmando ter usado apenas truques e ilusionismo.

 

            Geller levou à justiça várias pessoas que alegavam que ele não possuía poderes paranormais, e perdeu em todas as causas.

 

            Em cada país, foi cuidadosamente controlado, testado analisado com os instrumentos de medição mais aperfeiçoados. Muitos investigadores parecem convencidos da realidade dos poderes e já não exprimem reservadas acerca do seu caso. Todavia, uma fraude, uma imperceptível manipulação, uma tocagem hábil são sempre possíveis. Determinados ilusionistas, como Randi, nos Estados Unidos, proclamam firmemente que Uri Geller é um terrível vigarista. Mas vejamos primeiro algumas experiências realizadas por Giller.

 

            Numa visita a Berkeley (Estados Unidos), pediu que escrevessem o nome duma cor num quadro preto, enquanto virava a cabeça. Uma jovem escreveu a palavra “azul” e depois apagou-a do quadro. Pediu então ao público que pensasse intensamente no que tinha sido escrito logo que ele tivesse acabado de contar até três. Por duas vezes disse que não conseguia e, após um longo silêncio, declarou: “Bem, vou arriscar. Vejo o azul”. Aplausos. “Esperem!”, gritou ele, erguendo as mãos. “Queria conhecer a pessoa que pensou amarelo”. Um jovem sentado nas primeiras filas, sobressaltou-se e levantou a mão. “Por favor, não faça mais isso, que me perturba muito”. Após algumas outras experiências concluentes, explicou o que se passava: “Tenho na cabeça uma espécie de ecrã de televisão, e quando recebo qualquer coisa isso desenha-se lá”.

 

            Um pouco mais tarde, fez demonstrações de telecinésia, anéis, chaves torcidas, relógios que começam a funcionar, etc., demonstrações que muitas pessoas puderam ver na televisão. Terminou este sarau propondo-se para conduzir um carro nas ruas de Berkeley, com os olhos vendados, utilizando telepaticamente a vista dos outros passageiros. No dia seguinte, as testemunhas declararam que a experiência decorrera muito bem. Um investigador americano, Andrew Weil, que assistira a estas experiências, foi consultar James Randi, cognominado “O Assombroso”. Este não acreditada nos poderes de Uri Geller. Em primeiro lugar começo por um dos números favoritos de Geller: em dez caixas de bobinas de filme descobrir, sem lhes tocar, a que está cheia no meio das outras nove vazias. Andrew Weil deveria manipular as caixas sob os olhares de Randi. “Vou eliminar as que estão vazias. Quando designar uma, dizendo que está vazia, você retira-a e coloca-a ao lado com cuidado, para que o ruído nada me possa revelar. Fez passes sobre as caixas metálicas, como Geller fizera na televisão.

 

            Weil, conta: “Eliminou uma caixa, depois outra, até ao momento em que apenas restavam duas. Passou a mão por cima de cada uma, como se tacteassem à procura de emanações provenientes do metal. “Esta está vazia”, disse ele por fim, indicando a caixa da esquerda. Retirei-a. Estava mesmo vazia. A caixa que ficara estava cheia de porcas e cavilhas. Não tinha tocado nas caixas, nem tão pouco sacudira a mesa. Fiquei estupefacto”.

 

            Randi, mostrou a Andrew Weil o princípio deste número, e pediu-lhe que não o revelasse. “Era simples… tão simples que um garoto o faria sem custo. De facto, Randi ensinara este truque a algumas crianças”. Podemos apenas revelar que este número assenta inteiramente numa diferença muito subtil, mas perceptível, entre a caixa cheia e as que estão vazias. Mas é preciso saber olhar. No decurso dum show televisivo, Uri Geller teve um grande número de desaires. Não conseguiu descobrir, entre as caixas de filmes, a que estava cheia de água. Randi explica o que se passou. “Sabem porque é que o show de Geller falhou completamente? Porque Carson, o animador da emissão, é um antigo mágico; fui visitá-lo, e combinámos guardar em lugar seguro os acessórios de que Geller precisava. Bastar-lhe-ia trinta segundos para os falsificar, mas nós não deixámos”. Deste modo, Carson e Randi tinham manipulado as caixas de forma a eliminar a diferença que permitia o êxito deste número.

 

            Quanto aos pregos, Randi pretende que eles já estavam torcidos, e que Geller manipulara de tal maneira que o público acreditou que eles se estavam a torcer. Randi refez a experiência perante Andrew Weil com pregos que torceu à sua frente. Fez o mesmo com chaves. Randi revelou-lhe então o truque: “Só precisei de um momento de distracção sua para falsificar a chave, pressionando-a contra a minha cadeira”. Andrew Weil, espantado, escreveu: “De repente, senti com que força o espírito pode impor a sua própria interpretação às percepções e como pode ver o que espera ver e não aquilo que é inopinado”.

 

            Seguidamente, Weil fez-lhe o teste do desenho fechado em três sobrescritos. Prova concluente. Só existe uma maneira de saber o que está no interior dum sobrescrito sem utilizar poderes paranormais: é preciso, por um momento, pôr as mãos em cima do sobrescrito e servir-se dos olhos. Randi não deu mais pormenores acerca deste número surpreendente. Disse simplesmente: “As pessoas que assistiram à actuação de Uri Geller dizem que ele nunca tocou no sobrescrito. Mas se as interrogar cuidadosamente, o que elas na realidade querem dizer é que ele nunca lhe tocou de maneira susceptível a permitir-lhe saber o que havia no interior. Isso é a base do ilusionismo. Aproveitam-se as mínimas ocasiões para fazer a transferência quando temos a certeza de que as pessoas não vão reparar”.

 

            Um dia, Randi foi testemunha da experiência da palavra escrita no quadro preto: “Uri Geller pediu a uma mulher que escrevesse o nome de uma capital estrangeira. Mas esta, perturbada, escreveu o nome duma cidade americana. Todos os espectadores se mostraram muito contrariados ao verem que ela não seguira as instruções. A dado momento, todas as cabeças se viraram para a fustigar com o olhar, e, precisamente nesse momento, o manhoso Uri Geller deitou uma olhadela ao quadro preto. É tão simples como isso”. No que diz respeito à conclusão dum veículo com os olhos vendados já se conhece bem a técnica das vendas falsificadas e o facto de que a proeminência do nariz permite sempre um pouco de visão.

 

            Que dizer dos testes efectuados em laboratório, tanto nos Estados Unidos como na Europa, por eminentes físicos e investigadores? Para Randi é mais uma evidência: “Os cientistas são as pessoas menos qualificadas para detectarem um embuste; são mais facilmente enganados do que qualquer outra pessoa. Quando se quer apanhar um ladrão, pede-se a outro ladrão, não a um sábio. Se pretende desmascarar um mágico, peçam-no a outro mágico”. O professor de psicologia Ray Hyman (Universidade de Oregon), que lecciona sobre as pseudo-psicologias, passou um dia no Stanford Research Institue a observar Uri Geller: “É um excelente ilusionista”, diz, “mas eu próprio, com a ajuda de simples prestidigitação, consigo imitar a maior parte das coisas que faz. Mas o problema de saber se ele é ou não sério tem menos interesse, a meu ver, do que aquilo que ele nos revela sobre a sua natureza do Testemunho e sobre o modo como a convicção modela a percepção. Uri Geller é um homem importante podemos compreender muitas coisas graças a ele”.

 

            Não se trata aqui de entrar no debate sobre o caso Geller. Se algumas das suas experiências podem ser reproduzidas por ilusionistas, isso não quer dizer que sejam falsificadas. De resto, ainda nunca se deixou atrapalhar nem foi apanhado em flagrante delito de falsificação. Além disso, é sabido que o médium ou o sensitivo são extremamente sensíveis às atitudes do público. Geller tem necessidade de que este acredite nele, que deseje a criação de fenómenos “psi”. Apenas nestas condições se conseguem produzir os fenómenos. Desta maneira se explicaria o seu desaire nesse famoso show televisivo organizado por dois ilusionistas que tudo fizeram para o contrariar, ou pelo menos para evitar o truque. Essa atitude, perfeitamente normal se quisermos conhecer a verdade, provoca um bloqueio. Nesse momento nada se passa.  

 

            Por outro lado, Uri Geller obteve êxitos em provas que por si só não se explicam e que nenhum ilusionista consegue reproduzir: torcer à distância metal encerrado em tubos de vidro. Aliás, alguns grandes ilusionistas, com André Sanlaville, rejeitam a possibilidade de falsificação no “efeito Geller” e crêem firmemente nos seus poderes.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:33
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