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03
Jan 11

 

            Sob o reinado de Luís XIII, a corte francesa convocou o casal, Martine de Berterau e seu marido Jean de Chastelet, Barão de Beausoleil, famosos radiestesistas da época, para trabalhar no Serviço das Minas de Sua Majestade. Procederam a uma série de trabalhos e de investigação cujo resultado foi espantosamente convincente. Vinte anos de experiências foram por eles consignados numa nota intitulada: “Verdadeira declaração feita ao Rei e aos senhores do seu Conselho, dos ricos e inestimáveis tesouros, recentemente descobertos no Reino”.

 

            O casal conseguira detectar mais de cento e cinquenta minas, assim como um número considerável de fontes e de pontos de água.

 

            Em 1634, Beausoleil foi nomeado inspector-geral das minas do Reino. O decreto especificava: “Encontraste e descobriste inúmeras minas de ouro e de prata, chumbo e outros minerais, e mesmo pedras preciosas, das quais pode provir grande utilidade de Sua Majestade”.

 

            O estado comprometera-se a reembolsar ao casal que se tinha arruinado ao financiarem eles próprios as suas prospecções. A fim de poupar as finanças reais, foram entregues à Inquisição.

 

            Em Rennes, foram acusados pelo presbítero provincial de estarem praticando bruxaria, pois "nenhum descobrimento abaixo da terra pode ser feito sem a ajuda do demónio".

 

            Martine e seu marido Jean de Chastelet, o Barão de Beausoleil, eram engenheiros de minas, contratado por um arquiduque, dois imperadores e um papa a redescobrir minas há muito perdidas e encontrar novas.

 

             Em 1642, tanto o Barão a Baronesa, e mais dois filhos, foram presos e lançados em duas das prisões mais notórias na França.

 

            Richelieu fez acusar o casal de feitiçaria e, de pacto com o demónio. Os Beausoleil foram presos e encarcerados por ordem régia. Faleceram ambos, na prisão, de miséria e de desgosto.

 

                Ainda, segundo Moine, entre os serviços que os Beausoleil haviam prestado ao Estado, Martine de Bertereau havia relacionado o trabalho enviado ao cardeal Richelieu  cristal nos Pirenéus; ferro e chumbo argenífero em Foix; carvão no Ródano; antimónio, zinco e enxofre no Condado de Alais; turquesas em Quency; rubis e opalas na região de Le Puy; mármore na Normandia e na Bretanha. Entre várias e notáveis descobertas do casal, encontra-se uma fonte de água mineral em Château-Thierre, na qual, posteriormente, foi colocada uma lápide comemorativa.

 

            Esses e outros trabalhos dos Beausoleil começaram a despertar em toda a Europa uma grande curiosidade e assim, no século XVII, têm início as pesquisas e as controvérsias sobre a natureza dos fenómenos da Radiestesia.

 

            Martine de Bertereau deixou numerosos escritos sobre mineralogia, cujas pistas foram seguidas por alguns amadores, especialmente jesuítas. Em 1657 o padre Gaspard Schott, que antes condenava o emprego da varinha, revisou sua posição e publicou um livro reconhecendo as virtudes desse instrumento “nas mãos de homens piedosos e honestos”. Foi ele também que revelou o emprego dos testemunhos: uma espécie de símbolo ou mesmo uma amostra do que se quer prospectar e que serve para concentrar a atenção do radiestesista. Para alguns seu valor é subjectivo, para outros é necessário e indispensável para se estabelecer a sintonia com o objecto prospectado ou com o indivíduo investigado.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

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publicado por professorkibersitherc às 23:20


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