Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

18
Jan 11

 

            A Quirologia é uma ciência um pouco complexa. Não é fácil qualquer curioso tornar-se um bom quirólogo se não seguir certas regras.

 

            Panphile, um dos mais célebres quiromantes do século XVII, na sua obra “Quiromancia Natural”, apresenta quatro regras, que foram muitas vezes utilizadas pelos seus sucessores e, constitui ainda hoje um fundo sólido para a prática da moderna Quirologia. Citá-la-emos na sua obra:

 

            1) – “Primeiro, aquele que quiser solidamente pôr em prática os princípios da quiromancia, e adivinhar qualquer coisa a seu favor deve tomar cuidado, que a mão não esteja nem muito fria, nem muito quente, mas em equilíbrio entre o frio e o quente, se isso se pode fazer; e que tenha mais humidade que secura, a fim de que pelo excesso de calor ou de frio a qualidade das linhas não esteja em estado de ser conhecida; e que pela secura o traço ou a quantidade das mesmas linhas esteja coberto e incapaz de se notar. Daí vem que não convém nunca formar um julgamento de quiromancia, nem imediatamente depois do trabalho, mas antes de um e outro, ou ao menos, duas ou três horas depois”.

 

            2) – “Não é suficientemente ter a mão na disposição que eu disse: Para fazer com que eu disse: Para fazer com que o quiromante tenha julgamento sólidos. É preciso ainda que ele observe a idade daquele a que ele observa a mão, porque se ele é de uma idade muito tenra que não passa de seis ou sete anos, por exemplo, não lhe deve fazer nenhum julgamento porque as linhas não estão num estado firme e consistente, e para mim, eu sou de opinião que é preciso que aquele a quem se observa a mão tenha pelo menos atingido o décimo ano da sua idade”.

 

            3) – “O julgamento deve ser sempre fundado sobre as quatro linhas principais, que são as do coração, a do fígado, a do cérebro e a de todo o corpo. É preciso também observar a linha do Sol e a Via de Leite; mas não se deve nunca concluir nada de uma só linha, a menos que isso pareça tão evidente que não haja lugar para duvidar. Não importa inteiramente que a mão que se observa, seja a direita, seja a esquerda, providencie para que seja a mais límpida e para que tenha as linhas mais formadas. Eu sei bem que há quem assegure muito escrupulosamente, sem dúvida, que é preciso observar a esquerda naqueles que nasceram à noite, e a direita nos que nasceram de dia, mas o que eu disse é, a falar sensatamente, o mais certo e o mais sólido”.

 

            Panphile chama linha do Coração aquela que nós chamamos linha da Vida. A linha do corpo todo é a mensal que nós chamamos linha do Coração. As quatro linhas são, na quirologia moderna: a linha da Vida, a linha do Destino, a linha da Cabeça e a linha do Coração.

 

            4) – “Antes de fazer o julgamento, é preciso necessariamente saber a pátria daquele que se observa a mão, assim como o dos seus parentes. É preciso também saber a sua condição ou qualidade, e sua ocupação ou vocação; a fim de que, seguindo todas estas circunstâncias o julgamento que se fará seja mais seguro. Porque seria uma coisa ridícula prometer altas dignidades da República a um camponês, mesmo que ele tivesse linhas que como diremos em seguida, indiquem honrarias supremas; como também predizer vitórias a um religioso, que verdadeiramente não puxará nunca por uma espada e não irá à guerra, mesmo que ele tenha todas as marcas dos heróis e dos conquistadores perfeitamente bem formadas. Da mesma maneira seria uma coisa absurda como injusta atribuir uma igual inclinação às sujas voluptuosidades da carne àquele que para isso já estaria inclinado pelo temperamento do seu país e pela sua má educação, e àquele que a isso não estaria nada impelido, nem pelos seus ares pátrios, nem pela sua má criação, ainda que um e outro tivessem as mesmas linhas desta inclinação. É portanto muito fácil ver que é preciso observar a pátria, tanto daquele a quem se deve predizer qualquer coisa, como dos seus parentes, e em seguida também a sua condição, a sua vocação e sua educação, sendo possível que possa acontecer que um fidalgo, perca o que tem de nobre e se torne igual a um vilão, por uma educação ou por uma vocação indigna dele; e que ao contrário, um homem de baixo nascimento elevar-se-á à classe dos mais nobres por uma vocação proporcionada a esta posição.

            “E eis as quatro regras gerais que é preciso saber para julgar convenientemente e com solidez pela quiromancia…”

 

            Resumo das quatro regras gerais de Panphile:

 

            1) – A mão deve ser examinada em sossego, longe das refeições, nas melhores condições de equilíbrio fisiológico.

           

            2) – O exame da mão numa criança de menos de dez anos, não tem valor adivinhatório.

 

            3) – Deve apenas tirar conclusões num exame geral, compreendendo ao menos o estudo das quatro linhas principais.

 

            4) – É necessário, antes de qualquer exame conhecer as principais informações que dizem respeito ao consultante, pelo menos suas origens geográficas, seu estado e sua profissão.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 19:41


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