Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

24
Abr 11

 

            Há muito tempo atrás havia ao norte do Amazonas uma tribo de índios chamada Ianomâmi. O feiticeiro também o chefe religioso da tribo, sempre reunia os curumins, em volta da fogueira para contar-lhes velhas lendas da tribo. O pajé muito esperto sentia que as crianças adoravam suas histórias e quando as contava, notava em seus rostinhos o brilho dos olhos denunciando o interesse e a participação na vivência.

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            Contava que certa vez em sua tribo nascera uma indiazinha de cabelos claros, quase dourados. Foi um verdadeiro reboliço na tribo, pois nunca haviam visto coisa assim. Foi chamada de Ianaã, que queria dizer a deusa do sol.

 

            Todos a adoravam, os fortes e mais belos guerreiros da tribo e da vizinhança também, não resistiam aos seus encantos. Mas ela os recusava dizendo ser ainda muito cedo para assumir compromisso.

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            Um dia, estava ela alegremente brincando e nadando no rio, quando sentiu que o Sol lhe enviava raios como se fossem grandes braços acariciando levemente a sua pele dourada. Só agora, o sol havia tomado conhecimento daquela figurinha tão linda e se apaixonou perdidamente por ela.

 

            Ianaã também sente se atraída por ele, e todas as manhãs ela esperava o nascer do sol toda feliz. Ele ia aparecendo aos poucos e o seu primeiro sorriso e os raios dourados e morninhos eram para ela. Era como se dissesse: bom dia, minha flor!

              Por onde ela passava os pássaros voavam e pousava sobre seus ombros, ela os beijava e os chamava de amiguinhos.

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            Um dia a pequena índia ficou muito triste e adoeceu, quase não saia de sua choupana. O Sol apaixonado fazia de tudo para alegrá-la, tudo era em vão. Ela morreu.

            A mata ficou em silêncio, o Sol deixou de aparecer, tudo se transformou em tristeza na aldeia.

 

            O povo da tribo chorou muito. Enterraram Ianaã perto do rio que ela tanto amava. O Sol derramou muitas lágrimas até que decidiu aquecer a terra onde sua amada estava sepultada.

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            Depois de vários meses, nasceu uma planta verdinha que foi crescendo e abriu uma grande flor redonda com as suas pétalas amarelas e ao centro formada por sementes escuras, que ficava voltada para o Sol desde ao amanhecer até o seu crepúsculo vespertino, e à noite ela se pendia para baixo como se quisesse adormecer. Acordando no início do novo dia pronto para adorar o Sol e por seus raios ser beijada e acariciada. As suas sementes seriam o alimento para os seus queridos amiguinhos.   

            Essa flor tão bela recebeu da tribo o nome de girassol.

 

             Existe outra lenda romântica do girassol:

            Dizem que existia no céu uma estrelinha tão apaixonada pelo Sol que era a primeira a aparecer de tardinha, antes que ele se escondesse.

 

            E toda vez que o Sol se punha ela chorava lágrimas de chuva. 

 

            A Lua falava com a estrelinha que assim não podia ser. Que a estrela nasceu para brilhar à noite e que não tinha sentido esse amor.

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            Mas a estrelinha amava cada raio de sol como se fosse a única luz de sua vida. Esquecia até sua própria luzinha.

 

            Um dia ela foi falar com o Rei dos Ventos para pedir a sua ajuda, pois queria ficar olhando o Sol, sentindo o seu calor eternamente.

 

            O Rei dos Ventos disse que seu sonho era impossível, a não ser que ela abandonasse o céu e fosse morar na Terra, deixando de ser estrela.

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            A estrelinha não pensou duas vezes: virou uma estrela cadente e caiu na Terra em forma de semente.

 

            O Rei dos Ventos plantou esta sementinha com muito carinho e regou com as mais lindas chuvas.

 

            A sementinha virou planta. As suas pétalas foram se abrindo, girando devagarinho, seguindo o giro do Sol no Céu.

 

            É por isso que os girassóis até hoje explodem seu amor em lindas pétalas amarelas.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 13:03


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