Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

21
Jan 10

 

            As experiências da hipnose animal foram anteriores às da hipnose humana, efectivamente, foi em 1646, em Roma, que teve lugar esta experiência, feita pelo padre jesuíta Athanasius Kircher.
            Esta experiência célebre, está na origem das diversas técnicas, posteriormente desenvolvidas e a sua interpretação, põe os problemas teóricos essenciais que se discutem actualmente. Esta experiência, feita por Kircher foi muito importante na história do hipnotismo.
 
            A experiência do padre Kircher foi a seguinte: Uma galinha, cujas patas estão amarradas, é deitada sobre uma tábua, de lado ou de barriga para baixo. Depois de um período de agitação volta a ficar calma. Então, traça-se, com um giz, sobre a tábua, um traço que parte do bico. Se, depois. Se lhe desamarrarem as patas, ela permanece imóvel. Para a “acordar” é necessário bater-lhe ao de leve ou fazer barulho.
            Segundo o padre Kircher, a galinha acalma-se a partir do momento em que perante a inutilidade dos seus esforços para se libertar, ela “se submete ao seu vencedor”. Quando este a liberta das cordas, ela permanece, no entanto, no seu lugar, porque a sua imaginação interpreta o traço, como um laço e, permanece em estado de imobilidade. É assim que o padre Kircher, ao invocar o medo, a submissão e a imaginação da galinha dá, de certa maneira, à sua explicação uma orientação psicológica, que viria a ser retomada por diversos e numerosos investigadores e, revela-se igualmente vital para a interpretação da hipnose humana.
            Poderemos simplesmente, embalar suavemente a galinha, e poderemos retirar lentamente as nossas mãos que a seguram e, ela continuará nessa posição, supondo que não se pode mover. Contudo, não é fácil obter nela um estado profundo (porque não percebe as nossas sugestões ou a nossa fala). Ela poderá mover-se e voltará à normalidade, logo que sinta qualquer outro contacto.
 
            Entre os numerosos experimentadores que se dedicaram à hipnose animal, particularmente a partir do fim do séc. XIX, é conveniente citar Czermak, Preyer, Danilevski, Mongold, Volgyesi e Svorad. As experiências destes e doutros autores foram efectuadas nas mais diversas espécies: mamíferos, pássaros, répteis, batráquios, insectos, aranhas, crustáceos, peixes, etc.
 
            Não parece ser simples hipnotizar animais (excepto algumas aves). Porém, é possível hipnotizar, e mais profundamente, não só algumas aves mas alguns mamíferos, por fascinação, com uma luz intensa e súbita. Chama-se isto mais vulgarmente “encandear”. Assim se consegue fascinar pássaros, peixes e alguns mamíferos e insectos. Há mesmo uma maneira de pescar ao candeio em que os peixes são atraídos por uma luz intensa, ficando ofuscados ou encadeados e, logo são apanhados com uma rede ou à mão. Os pardais, numa árvore de noite escura, ao esconder-se repentinamente uma forte luz sob essa árvore, grande parte deles caem para o chão fascinados pela luz, a qual lhes feriu a retina ao abrir os olhos e lhes paralisou, sem dúvida, a por momentos a inteligência.
 
            Os insectos, sobretudo os que voam são facilmente fascinados e atraídos a uma luz forte, em redor da qual esvoaçam, por vezes até se matarem queimados, se a luz vem duma chama. A luz e sobretudo a chama têm uma acção hipnótica também nos seres humanos. A nossa vista fica presa ao contemplar uma fogueira, como que deslumbrados. Começa nisto a mania do fogo. Trata-se duma auto-sugestão inconsciente, que é também uma auto-sugestão causada pelo aspecto perigoso da altura ou fundura, provocando a ideia de morte no caso de se cair.
            Todos estes fenómenos psíquicos de sugestão, estão intimamente relacionados com os fenómenos hipnóticos nos humanos e, em muitos outros animais. Também é possível ao homem hipnotizar serpentes por meio de uma música cadente e harmoniosa.
           
            Na Índia, os faquires usam este meio para encantar as serpentes, exibindo-se assim em público para obter esmolas.
            Tem acontecido, cobras procurarem e aproximarem-se de onde ouvem música melodiosa. Mas, uma vez terminada a música, termina o estado de encantamento, isto e, de hipnose superficial e nunca a cobra chega a cair numa hipnose profunda até à insensibilidade.
 
PROF. KIBER SITHERC 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:30

è sabido que é falso o encantamento de cobras por indianos. O que acontece é que os indianos molham a ponta das flautas com urina de ratos, o que faz com que as cobras sigam o movimento das flautas...
Ro a 2 de Agosto de 2011 às 03:16

e disculpa . por me entrometer mais as cobras na verdade ficam daquele jeito porque os encantadores molham as flautas urina de rato . tanto e que as cobras sao surdas
anonimonerd@ a 12 de Novembro de 2012 às 04:35


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