Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

08
Abr 10

 

                Apesar das divergências culturais e religiosas, se nalguma coisa coincidem as diferentes civilizações é em que o arroz é um alimento oferecido pelos deuses, devendo, por isso, venerar-se como tal.

 

            Na China convivem várias lendas, já que este é o país com as maiores culturas. Uma delas conta que uma deusa percorreu todos os pontos cardeais assediada pela fome até que, num lugar, encontrou uma erva e despiu-se à sua frente. A espiga deixou cair umas gotas de leite e a deusa entregou umas gotinhas de sangue. Daqui nasceu o arroz: branco por dentro e vermelho por fora.

 

            Há outra lenda da China sobre a origem do arroz. Contasse que há muitos anos na China havia um reino muito poderoso sob o governo de um rei magnânimo, sentimental e justo, que amava o seu povo e era por ele amado.

            A rainha participava dos sentimentos elevados do seu real esposo e era também muito querida por todos pelo seu coração boníssimo, sempre afeito à prática de boas obras.


            O rei, um velho chinês, amava de modo especial as crianças e procurava tudo fazer para alegrá-las e vê-las felizes nos seus folguedos e nas suas pequeninas ambições infantis.

            E porque adorava as crianças, resolveu um dia adoptar uma menina loura, muito meiga e bonita, já que o casal real não possuía filhos e vivia muito triste por esse motivo.


            Eles tinham um reino e um palácio maravilhoso, mas faltava-lhes o ruído, a graça e o sorriso de uma criança.

            A menina loura, sim, loura porque não pertencia à sua raça, crescia, crescia, e tornou-se uma das jovens mais lindas e admiradas de todo o reino.


Sempre meiga, obediente e companheira amiga de todas as horas de seus velhos pais adoptivos, era o encanto e o centro das principais atenções e desvelos do Rei e da Rainha.

            Lina, como a chamavam, entretanto nunca pode adaptar-se à alimentação que lhe davam.


            Embora a contragosto, sempre queixava-se dos alimentos servidos, e o que conseguia comer mal dava para mantê-la de pé, tão fraco era o seu organismo e o seu estado geral, dia a dia, perdendo saúde e resistência.

            Como o Rei e a Rainha a amavam profundamente e preocupava-lhes demais o seu estado de fraqueza, fizeram-na Princesa da Corte para alegrá-la, enquanto chamavam a serviço do Rei os melhores cozinheiros então conhecidos, a fim de que dessem à Princesa os alimentos mais raros e apetitosos que fossem de seu gosto.


            Os mestres da cozinha esmeravam-se na apresentação dos melhores pratos que podiam imaginar e preparar, mas todos eram recusados por Lina, que não podia adaptar-se ao sistema e ao sabor para ela esquisito, da alimentação oriental.

            Não obstante dona do coração e da vontade de seus amados pais, Lina cada vez mais enfraquecia, até que um dia a morte a levou para o outro reino desconhecido.

            A morte da moça loura, meiga e bonita, encheu de grande amargura todo Reino e da mais profunda tristeza, inconsolável tristeza, os seus dedicados e amorosos pais.


            O Rei, passado algum tempo, e jamais esquecendo a sua Princesa loura, agora longe dos seus olhos e dos seus carinhos, tomou as maiores providências para que os cozinheiros, os técnicos em alimentação de todo o Reino, descobrissem um alimento que, pelo seu sabor, pela facilidade de seu preparo, pela abundância de sua colheita, fosse apreciado e preferido por todos e constituísse o alimento primeiro de todas as mesas, o prato favorito, do agrado e do interesse de todas as pessoas e, principalmente, de todas as crianças do mundo.


            Era grande a actividade de todos aqueles convocados pelo Rei para a descoberta do alimento ideal.

            Mas nada conseguiram, porque os seus conhecimentos eram limitados e só Deus guardava o segredo da natureza.


            E o tempo passava e todas as providências se multiplicavam para que a vontade do Rei fosse alcançada. E o tempo, passava, passava, nada conseguiam os cozinheiros e os técnicos do Rei.

            E, aos poucos, todas as providências e iniciativas naquele sentido foram sendo abandonadas, enquanto o rei, tristonho e abatido, acompanhava o insucesso e o lento desmoronar de todo o seu sonho.


            Mas, um dia, uma notícia maravilhosa espalhou-se por todo reino: junto ao túmulo da Princesa Lina, nasceu uma plantinha muito verde, esguia, que cresceu, de tal forma que encheu-se de cachos louros de uma pequena semente, muito branca e muito saborosa, que se tornou o alimento preferido de todos, o “alimento ideal” que o Rei tanto procurava, em memória de sua Princesa adorada.

            Essa plantinha era o arroz.

 

            Contam os chineses que durante uma grande fome, os habitantes da região Sichuam enviaram pássaros aos deuses pedindo um alimento para aliviar a sua fome, e como resposta os pássaros trouxeram grão de arroz.

 

            O arroz como alimento venerado e divino, é oferecido aos mortos. Um antigo rito chinês consiste em colocar uma tigela de arroz cozido, com um par de pauzinhos (fachis) espetados na posição vertical aos pés do morto, para que ele possa se alimentar em sua viagem para o além.

 

            Como surgiu o hábito de jogar arroz nos recém-casados? Certa vez, na antiga China, um mandarim poderoso quis dar prova de vida farta. Então fez com que o casamento de sua filha se realizasse sob uma "chuva" de arroz, iniciando a tradição.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 Arroz chau chau

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 14:53

01
Abr 10

 

                Na China conta-se esta interessante lenda.

            Uma velha senhora chinesa, possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.

 

            Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da torrente até a casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio.

 

            Por longo tempo a coisa foi em frente assim, com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água.

 

            Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.

 

            Depois de dois anos, reflectindo sobre a própria amarga derrota de ser 'rachado', o vaso falou com a senhora durante o caminho:

            - Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perder metade da água durante o caminho até a sua casa...

 

            A velhinha sorriu:

            -Você reparou que lindas flores tem somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas.

 

            Por dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa.

 

            Cada um de nós tem o próprio defeito. Mas o defeito que cada um tem, é que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante. É preciso aceitar cada um pelo que é... E descobrir o que tem de bom nele.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

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publicado por professorkibersitherc às 02:30

 

                Ningem banji Saiou ga uma, que traduzido do chinês significa: as coisas humanas são como o cavalo de Saiou.

            Esta lenda originária da China, fundamenta-se numa moral: o futuro pertence a Deus!


            Dizem que há muito tempo na China havia um ancião chamado Saiou. Um dia o seu cavalo fugiu. Os seus vizinhos lamentaram o seu infortúnio mas Saiou respondeu:

 

            - Quem sabe, se isso não foi uma grande sorte?

             Dias depois o cavalo regressou, trazendo consigo uma égua. Os seus vizinhos o felicitaram pela boa sorte mas ele disse:

 

            - Quem sabe, se isso realmente foi uma grande sorte?

             Algum tempo depois o filho de Saiou, saiu para cavalgar e caiu da égua e quebrou uma perna.

             Isso foi uma grande sorte pois todos os jovens da localidade, foram convocados para o exército do Imperador, e houve muitas baixas. O filho de Saiou foi o único sobrevivente.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

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publicado por professorkibersitherc às 02:04

 

                A lenda da Serpente Branca é originária da China.

            O Lago Oeste se localiza em Hangzhou, no Leste da China. Trata-se de uma área famosa por suas belas paisagens.

 

            Na qualidade de pérola da capital da província de Zhejiang, o lago Oeste tem as montanhas em três direcções. Nas águas ondulantes, estendem-se dois diques baptizados com os nomes de dois grandes poetas da antiguidade chinesa: Su Dongpo e Bai Juyi. Muitos poetas descreveram a beleza do Lago em seus versos.

 

            O lago Oeste também é envolto em numerosas lendas ou histórias. A lenda da Serpente Branca é uma das mais famosas.

 

            Consta que os espíritos de duas serpentes resolveram transformar-se em jovens donzelas Bai Suzhen e Xiao Qing e viajarem ao lago Oeste de Huangzhou. Na ponte quebrada, Bai Suzhen descobriu um jovem intelectual (Xu Xian) e tornou-se sua namorada. Para ajudar Bai, Xiao Qing fez um conjuro às escondidas e provocou uma chuva torrencial.

 

            Xu Xian ia tomar o barco e encontrou Bai Suzhen e Xiao Qing todas molhadas pela chuva e emprestou-lhe o guarda-chuva. Suzhen e Xu Xian sentiram uma forte atracção um pelo outro e sob a ajuda de Xiao Qing, se casaram logo depois.

 

            O sacerdote do Templo Jinshan, Fa Hai, considerou Suzhen um espírito vicioso e ensinou Xu Xian um método para descobrir a verdade. Este ficou meio convencido e meio reticente.

 

             No dia da Festa do Barco-Dragão, Xu Xian fez Suzhen tomar uma taça de vinho e esta se transformou novamente numa serpente. Chocado, Xu Xian morreu de susto. Para salvar o marido, Suzhen foi à montanha Kunlun e roubou um elixir mágico, depois de enfrentar o guarda do elixir. Xu Xian voltou à consciência.

 

            Fa Hai continuou induzindo Xu Xian a abandonar Suzhen e obrigou-o a tornar-se um monge no Templo Jinshan. Ao perceber o desaparecimento do marido, Suzhen e Xiao Qing foram ao Templo e pediram a Fa Hai que libertasse Xu Xian. O sacerdote recusou o pedido.

 

             Enfurecidas, Suzhen e Xiao Qing trouxeram magicamente os soldados das profundezas e fizeram com que as chuvas torrenciais inundassem a região, bloqueando o Templo Jinshan. Fa Hai e Suzhen lançaram-se numa luta feroz. Mas, Suzhen, grávida, foi derrotada e retirou-se para a Ponte Quebrada, onde deu a luz um bebé. Xu Xian se arrependeu em ter abandonado Suzhen e saiu do Templo em busca da esposa. Ao encontrar Suzhen na Ponte Quebrada, Xu Xian pediu-lhe perdão. Su Zhen ficou tão comovida que dissuadiu Xiao Qing de matar Xu Xian.

 

            Fa Hai chegou perseguindo Xu Xian e reprimiu Suzhen debaixo da Torre Leifeng e ordenou que Suzhen voltasse ao mundo humano apenas quando o lago Oeste secasse e a Torre Leifeng caísse.

 

            Muitos anos depois, Xiao Qing virou uma imortal através da cultivação mental, voltou ao lago Oeste, derrotou Fa Hai, absorveu todas as águas do lago, derrubou a Torre Leifeng e salvou finalmente Suzhen.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 00:41

31
Mar 10

 

                Há uma velha lenda na China sobre “Nian”, que significa 'Ano Novo', que explica a origem do Ano Novo chinês (ou Festival da Primavera como é chamado e celebrado na China).


            Diz a lenda: Há muito tempo as pessoas de uma aldeia chinesa foram aterrorizadas por um monstro chamado "Nian". O Nian vinha à aldeia, uma vez por ano no início da Primavera para exigir um sacrifício humano, uma criança para ele comer. Ano após ano, ele voltava, e ano após ano, as pessoas entregavam as suas crianças para serem devoradas pelo monstro.


            Um certo dia, eles decidiram que deixariam de apresentar a sua terrível oferenda. Eles haviam descoberto que Nian era na realidade muito covarde, e tinha medo de ruídos altos e cores vivas. Então, eles compraram muito papel vermelho para decorar as portas de suas casas, escreveram nesses papéis palavras desejando sorte e prosperidade. Em seguida, cobriram os papéis com panos negros e com muitos fogos de artifícios ficaram à espera do Nian aparecer na noite de Réveillon.


            À meia-noite, Nian novamente voltou à aldeia, para a sua habitual procura por uma criança para comer. De repente alguns dos aldeões correram em sua direcção, tocando gongos, tambores e címbalos, enquanto outros retiravam os panos negros descobrindo os papeis vermelhos sobre as portas das casas. Então, os homens soltaram os fogos de artifício, fazendo um barulho ensurdecedor. O Nian, aterrorizado e perplexo pelas cores e ruídos, desviou-se da aldeia e fugiu, deixando-os em paz, por mais um ano, pelo menos. Então, eles celebraram com uma grande festa para a qual toda a aldeia foi convidada. Desde então, para evitar que Nian retorne para reclamar outra vítima, todos os anos, os chineses de todas as aldeias na China, celebram o Ano Novo com muitos fogos de artifício e alegorias feitas com papel colorido onde predomina o vermelho.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 14:56

 

                A versão chinesa atribui a Kan-Si, filha de um poderoso mandarim, a criação do leque, uma vez que, não mais suportando o calor durante um baile de mascaras, e não podendo expor o seu rosto aos olhares indesejáveis, dele se serviu para abanar-se, tendo logo o seu gesto imitado por outras damas do baile.

 

            Da mesma lenda, há outra versão, que a filha de um poderoso mandarim foi assistir a uma Festa de Lanternas, onde milhares de velas são acesas. Com o calor, ela sentiu-se mal e discretamente tirou a sua máscara para abanar-se com ela. Teria, então, nascido o leque.

 

            As principais civilizações desde a Antiguidade fizeram uso dele, como o Egipto, Assíria, Pérsia, Índia, China, Grécia e Roma, tendo ele sido utilizado como símbolo de poder em sua essência.

 

            Os leques com imagens surgiram no Japão. Depois foram usados, durante o período Sengoku Jidai como utensílio de protecção por mulheres de samurais e samurais mais velhos. Eram dotados de pequenas lâminas em suas varetas, e quando aberto se tornava uma arma em potencial. Em geral eram feitos de bambu e papel, e as suas pequenas lâminas eram organizadas de forma a possuírem um ângulo correcto de corte.

 
            Os portugueses trouxeram de lá essa novidade. Isso por volta do século XV ou XVI, época dos grandes descobrimentos. Os portugueses ficaram tão entusiasmados com a descoberta que trouxeram leques em grande quantidade e aos poucos a novidade foi tomando conta da Europa, a partir da Península Ibérica, Itália e finalmente a França. Rapidamente passou a fazer parte da indumentária elegante, tornando-se um apetrecho indispensável. Como tudo em moda, as formas foram se sucedendo. Primeiro foram ornamentados com reproduções de pinturas famosas e cenas da mitologia. Rapidamente ganhou a conotação de transportar uma mensagem, como letras de música e depois propaganda política. Na época da Revolução Francesa foi um importante veículo de textos revolucionários. Fico imaginando que isso devia ser feito muitas vezes de forma extremamente discreta e mesmo escondida, nos elegantes salões da corte francesa.

 

            Há uma lenda que diz que o primeiro leque foi a asa de Zéfiro arrancada por Cupido para abanar sua amada Psiché.

 

            Reza a lenda que quando Adão e Eva foram expulsos do Paraíso, Deus para castigar a mulher deixou a transgressora sem falar por vários dias. Então para se comunicar com o seu companheiro, ela fez um leque de palha e bambu. A cada sentimento diferente, a mulher deveria posicionar este objeto de uma forma criativa. Por exemplo: quando ela estava feliz abriria o leque por inteiro, no caso de tristeza Eva fecharia este objeto  e quando desejasse alguma coisa ela apontaria o leque para o alvo.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 13:23

20
Mar 10

 

            Todos sabem que a seda é invenção única da China. Durante um longo período, o país produzia e usava o tecido com exclusividade.
 
            Nos mitos e lendas da história chinesa, Lei Zu, a concubina do Imperador Xuanyuan da China Antiga, é reconhecida como a criadora da sericicultura.
           
            Conta a lenda que Lei Zu estava a beber água numa floresta de amoreira quando alguns bichos-da-seda selvagens caíram dentro de sua tigela. Quando tentou remover os animais, ela descobriu que eles cuspiam uma longa linha. Foi a partir dali que Lei Zu começou a criar bichos-da-seda e usar a linha para fazer produtos têxteis. Assim, ela ganhou o apelido de "Deusa do Bicho-da-Seda" do povo chinês.
 
            Até hoje, a cidade de Huzhou, na província de Zhejiang, mantém como tradição local um festival é realizado no início de Abril para celebrar Lei Zu pela sua contribuição.
 
            De acordo com registos arqueológicos, a seda já era artigo de uso diário há 4.600 anos, antes mesmo da existência de Lei Zu. Em 1958, escavações feitas em Yuhang, na Província de Zhejiang, revelaram artigos como linha da seda, fitas e cordas de seda, todos com mais de 4.700 anos de história. Estes objectos foram carbonizados, mas a identificação clara da disposição das fibras da seda é uma prova importante da qualidade do artesanato naquele período.
 
            Durante a Dinastia Han (206 a.C-220 a.C.), a sericicultura avançou muito, chegando à utilização de 15 fibras de seda para cada fio. A técnica foi descoberta graças às escavações realizadas na Tumba de Mawangdui, da Dinastia Han do Oeste (206 a.C-24 a. C.), na província de Hunan, centro da China.
 
            A seda se consagrou na lista dos patrimónios culturais do país pelo estilo único da estética oriental. E é por causa dela que os trajes tradicionais chineses se revelam dotados de beleza delicada e elegante.
 
            Da China para o mundo, a seda viajou milhares de quilómetros pela famosa "Rota da Seda". O tecido passou a ter significado político e comercial na história do país, pois foi a Rota da Seda que passou a ligar a China aos países do centro e oeste da Ásia, o que promoveu a abertura aos intercâmbios culturais e à divulgação dos produtos e artesanatos de seda da China.
 
            A partir o século 5 a.C., a China começou a exportar o tecido aos países ocidentais. Por causa dos artesanatos delicados e do design especial dos produtos, a seda chinesa ganhou o nome de "criação do paraíso". Na época, gregos e romanos chamavam a China "Serica" e o povo chinês "Seris", ambas as palavras originárias de "serge", que significa seda.
 
            Conforme os registos históricos ocidentais, a seda chinesa caiu até mesmo no gosto do imperador romano Júlio César, que foi ao teatro vestindo uma toga feita do tecido. Ele atraiu a atenção de todos os espectadores do show com seu traje luxuoso.
            No século 4 a.C., a seda chinesa foi levada à Índia. Lá, o tecido ganhou tanto apreço e valor que, durante o século 2 a.C., aquele que era apanhado roubando seda era posto em reclusão e só podia beber leite, e nada mais, durante três dias.
 
            Entre 138 a.C. e 119 a.C., o imperador da Dinastia Han mandou por duas vezes o embaixador Zhang Qian aos países do oeste da Ásia. O enviado levou artigos feitos em seda aos países cortados pela Rota para promover os negócios bilaterais, além de impulsionar intercâmbios culturais entre os países. Foi assim que começou o modelo de negócio que se estabeleceria na Dinastia Han e seria amplamente desenvolvido até a Dinastia Tang.
 
PROF. KIBER SITHERC
 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 15:30

18
Mar 10

 

            Segundo uma lenda chinesa, o chá foi descoberto por volta do ano 2.737 a.C. pelo Imperador Shen Nong. 
            Segundo a lenda, o imperador Shen Nung era um governante hábil, um cientista criativo e patrocinava as artes. As suas leis esclarecidas incluíam, entre outras coisas, a obrigatoriedade de, por razões de higiene, se ferver toda a água para beber. Num dia de Verão, estando ele de visita uma região remota do seu reino, parou para descansar com a sua corte.
 
            Os camponeses serviram-lhe água fervida, para prevenirem doenças. Entretanto, uma leve aragem agitou os ramos e caíram algumas folhas de chá dentro da água fervida.
            O Imperador deliciou-se com o líquido dourado, achando a mistura muito refrescante e revitalizante.  E foi assim que, segundo a lenda, se criou o chá.
 
            E qual era então o nome do arbusto que assim deixou cair algumas folhas e inventou uma bebida tão agradável e que goza de justa popularidade mundial? Era uma camelia sinensis, um arbusto que cresce em variadas partes da Ásia.
 
            No continente europeu a introdução do chá é claramente atribuída aos Portugueses, em 1560, através das trocas comerciais que mantinham com Macau. E foi daqui que surgiu para outros países da Europa, levado pela Companhia Holandesa das Índias Orientais.
 
            Só depois de ser espalhado na Europa, essencialmente pela mão dos Portugueses, o hábito de tomar chá (às cinco horas) foi introduzido em Inglaterra, também pela mão de uma Portuguesa, Catarina de Bragança, filha de D. João IV de Portugal que casou com Carlos II de Inglaterra em 1662. Uma grande apreciadora do chá, que terá levado no seu dote uma arca de chá da China, instituindo o seu uso na corte inglesa.
 
            O Imperador Shen Nong tornou-se lendário como o “pai do chá”, ao descobrir desta forma o chá há cerca de 5000 mil anos!
 
PROF. KIBER SITHERC
 
  

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publicado por professorkibersitherc às 18:14

 

               Esta lenda é originária da China.
            Há muito tempo, uma menina chamada Lili se casou e foi viver com o marido e a sogra. Depois de algum tempo, passou a não se entender com a sogra.
            Tinham personalidades muito diferentes, Lili se irritava com os hábitos dela, criticando-a frequentemente.
 
            Meses se passaram e Lili e sua sogra, cada vez mais, discutiam e brigavam. De acordo com a antiga tradição chinesa, a nora tinha que se curvar à sogra e obedecê-la em tudo.
            Lili, já não suportando mais conviver com a sogra, decidiu tomar uma atitude e foi visitar um amigo de seu pai. Depois de ouvi-la, ele pegou num pacote de ervas e lhe disse:
            - Vou te dar várias ervas que irão envenenar lentamente a tua sogra. Não poderás usá-las de uma só vez para te livrar dela, porque isso causaria suspeitas. A cada dois dias, põe um pouco destas ervas na comida dela. Agora, para teres a certeza de que ninguém suspeitará de ti quando ela morrer, deverás de ter muito cuidado e agir de forma muito amigável. Nunca discutas, e a ajudarás a resolver os seus problemas, mas tu tens que me escutar e seguir todas as instruções que eu te der.
            - Sim, Senhor Huang, eu farei tudo o que o senhor me pedir - respondeu Lili.
            Lili ficou muito contente, agradeceu ao Senhor Huang e voltou apressadamente
para casa, para dar início ao projecto de assassinar sua sogra. Semanas se passaram e, a cada dois dias, Lili servia a comida "especialmente tratada" à sua sogra. Ela sempre se lembrava do que o Senhor Huang havia recomendado sobre evitar suspeitas e, assim, controlou o seu temperamento, obedecendo à sogra e tratando-a como se fosse sua própria mãe.
 
            Depois de seis meses, a casa inteira estava com outro clima.
            Lili tinha controlado o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Durante esse tempo, ela não teve discussões com a sogra, que agora parecia mais amável e mais fácil de lidar. As atitudes da sogra também mudaram, e elas passaram a se tratar como mãe e filha.
 
            Um dia, Lili novamente foi procurar o Senhor Huang para lhe pedir ajuda e disse:
            - Querido Senhor Huang, por favor, me ajude a evitar que o veneno mate minha
sogra. Ela se transformou numa mulher agradável, e eu gosto muito dela como se fosse minha mãe! Não quero que ela morra por causa do veneno que eu lhe dei. Por
favor, Senhor Huang, me ajude!
 
            O senhor Huang sorriu e acenou com a cabeça.
            - Lili, não precisas de te preocupares. As ervas que te dei, eram vitaminas para melhorar a saúde dela. O veneno estava na tua mente e na tua atitude, mas foi tirado fora e substituído pelo amor que passou a dares a ela.
 
             Na China, existe uma regra dourada que diz:
            "A pessoa que ama os outros também será amada!"
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
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publicado por professorkibersitherc às 17:12


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