Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

08
Dez 10

 

            No período da conquista do México por Cortês, a cidade Tenochtitlán (presentemente a Cidade do México) tinha uma aparência imponente.

 

             Várias lendas localizam a sua fundação como sendo contemporânea de Huitzilopochtli. A mais popular dessas lendas relata como Nahua nómada observou, escarranchado num cacto, uma águia enorme e majestosa, levando nas garras uma enorme serpente e estendendo as asas para apanhar os raios do sol nascente.

 

            Os xamãs da tribo, vendo nisso um bom presságio, aconselharam os seus chefes a instalar-se naquele local e, ouvindo a voz daquilo que consideravam a autoridade divina, começaram a levar pilares para aquele chão pantanoso, lançando, assim, as fundações da grande cidade de Tenichtitlán, ou México.

 

            Uma elaboração desta lenda conta-nos como os Astecas, por volta do ano 1325, procuraram refúgio na margem ocidental do lago Texcoco, numa ilha entre pântanos, onde encontraram uma pedra.

 

             Quarenta anos antes, um dos seus sacerdotes tinha ali sacrificado um príncipe chamado Copal que tinha sido feito prisioneiro. Uma planta nopal teria nascido numa fresta cheia de terra deste rude altar, em cima dele, e via-se a águia-real, a que se aludiu neste relato, agarrando a serpente nas garras.

 

             Considerando isto um bom presságio, impelido por um impulso sobrenatural que não conseguia explicar, um alto sacerdote atirou-se a um lago onde se encontrou frente a frente com Tlaloc, deus das águas. Depois de uma entrevista com a divindade, o sacerdote obteve permissão para fundar a cidade naquele local, de cuja humilde fundação surgiu a metrópole do México-Tenochtitlán.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 19:33

 

            A Llorona, é uma personagem lendária originária do México, muito conhecida também noutros países Hispano-americanos. Trata-se de uma mulher que perdeu os seus filhos, que foi convertida numa alma penada, procura-os em vão, perturbando com o seu pranto os que a ouvem. Há muitas versões da história, os factos principais são sempre os mesmos.

 

            O império asteca dominou durante séculos a área do México. Segundo a lenda, os fundadores do mesmo partiram guiados por uma profecia que afirmavam que os deuses ensinar-lhes-iam onde deviam assentar mediante um sinal: uma águia devorando uma serpente, de pé sobre um nopal no meio de um lago. Quando chegaram ao sítio, onde actualmente está a Cidade do México, Distrito Federal, viram o sinal no meio de uma ampla lagoa. Sobre as suas águas erigiram a vasta cidade de Tenochtitlán.

 

            Com os anos, os espanhóis chegaram a terras mexicanas. Comandados por Hernán Cortês, tomaram a cidade de Tenochtitlán, reduziram-na a ruínas e assassinaram os imperadores astecas: Moctezuma e Cuauhtémoc.

 

            Os conquistadores espanhóis fundaram sobre essa desolação a actual Cidade do México.

 

            No México colonial, a cada noite os sinos do templo católico marcavam o toque de recolher, às onze da noite. Passada essa hora, começavam a ouvir-se prantos e gritos angustiosos, emitidos por uma mulher sobrenatural, que percorria de madrugada a colónia espanhola e desaparecia misteriosamente antes da alva.

 

            Após o acontecimento que se repetia por várias noites, os vizinhos começaram a se interrogar quem seria essa mulher que pretendia se afogar. Aflorando às janelas, e saindo inesperadamente ao seu encontro, distinguiram uma mulher vestida de branco, oculta por um véu, magra e cadavérica, que se ajoelhava olhando a Oriente na praça Maior. Ao ver que a seguiam, se desvanecia entre a bruma junto ao Lago de Texcoco.

 

             Malinche, uma indígena do México traduzia a língua local e foi uma auxiliar de Cortês. Lienzo Tlaxcala "Roupa de Tlaxcala" foi um documento traduzido, no século XV. Aí formularam-se diversas teorias sobre a fantasmagórica desconhecida, à que o povo, por sua perpétua aflição, começou a chamar: Llorona.

 

            Dizia-se que era uma mulher indígena, apaixonada por um cavaleiro espanhol ou criollo, com quem teve três meninos. No entanto, ele não formalizou a sua relação: limitava-se a visitá-la e evitava casar-se com ela. Tempo depois, o homem casou-se com uma mulher espanhola, pois tal enlace resultava-lhe mais conveniência. Ao certificar-se, Llorona, enlouqueceu de dor e afogou os seus três filhos no rio. Depois, ao ver o que tinha feito, se suicidou.

 

            Desde então, o seu fantasma tem se ouvido a gritar "Ai, meus filhos!" (ou então, emite um gemido mudo). Costumam achá-la na margem do rio, percorrendo o lugar onde morreram os seus filhos e onde ela pôs termo à vida.

 

            Alguns interpretam a lenda com a crença totonaca nas Cihuateteo, mulheres mortas de parto e que se tornaram deusas.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 18:35

17
Mar 10

 

            Conta a lenda que em certa localidade no norte do México, cavalgava um misterioso vaqueiro que aparecia repentinamente aos habitantes.
 
            Uma noite, veio o vaqueiro procurar os serviços de uma parteira e levou-a para a sua cabana, onde a parteira assistiu à sua mulher até que ela deu à luz.
 
             O vaqueiro voltou ao local e pagou-lhe com várias moedas de ouro, mas advertiu-a de manter em segredo o parto ou então morreria.
 
            Indignada e assustada pela advertência a parteira entrou em sua casa e esperou pela retirada do vaqueiro. Como não escutou as pegadas de seu cavalo, pensou que seguia fora de sua casa e olhou pela janela para descobrir que não havia nada.
 
            Ela estava confusa e receosa durante vários dias pela advertência e a silenciosa desaparição do vaqueiro. Durante várias semanas, esteve obcecada nos seus pensamentos, e tornava-se estranha aos seus conhecidos.
 
            Certo dia contou todo o sucedido a uma vizinha que a aconselhou não contar nada a ninguém e deixar as moedas na igreja, assim fez a parteira.  
 
            Na manhã seguinte a parteira foi encontrada morta, mas com o aspecto de seguir dormindo e houve rumores que escutaram cavalgar o vaqueiro por ali. Se cumpriu a advertência daquele vaqueiro, aquelas moedas desapareceram e se murmurou que o vaqueiro voltou a buscá-las.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 03:36

 

                Esta lenda de origem asteca é originária do México.
            Diz a lenda dos povos da América que o deus asteca "Quetzcoalt", senhor da Lua prateada e dos ventos gelados (tal como no mito grego de Prometeu), ofereceu aos homens, um presente roubado do país dos deuses.
 
            Querendo dar aos mortais algo que lhes enchesse de energia e prazer, Quetzcoalt foi aos campos luminosos do Reino dos Filhos do Sol para de lá roubar as sementes da árvore sagrada.
 
            Desta maneira fantástica, as sementes do cacaueiro teriam nascido na região dos Astecas, dando origem à árvore.
 
            O "tchocolatl", como era chamado, tinha tanta importância entre estes povos, que a bebida só era consumida por reis, nobres e guerreiros.
 
            Foi esta mistura que o imperador asteca Montezuma ofereceu ao conquistador espanhol, Fernando Cortez, confundindo-o com algum deus pelas roupas que usava e por vir montado num cavalo.
 
            Numa carta ao rei da Espanha, Cortez disse que, devido às propriedades daquele líquido amargo, os guerreiros caminhavam durante um dia inteiro sem necessidade de mais alimentos.
 
            Na realidade, Cortez não gostou da bebida amarga, mas ficou interessado no grande valor de chocolate para os astecas. Quando voltou a Espanha, ele convenceu o rei Carlos V a executar uma plantação de cacaueiro para trocar as suas sementes por ouro. Esta ideia foi bem sucedida, porém não satisfez a ganância de Cortez. Algum tempo depois, o explorador invadiu o México, matou o imperador Montezuma e transformou o lugar numa colónia espanhola.
 
A Lenda do chocolate numa poesia de Luciana do Rocio Mallon:

- Vou contar uma lenda bonita, curiosa e especial,
Que é a lenda do chocolate que surgiu na América Central ...
No meio dos índios maias e astecas,
Que foram povos profetas!
O fabuloso deus do vento...
Com todo o sentimento...

Para trazer alegria ...
E muita harmonia...
Para o homem na Terra...
Preparou uma surpresa em plena primavera...
Ele trouxe sementes de cacau do paraíso...
Através de uma brisa, que inspirou um sorriso!
Então, estas sementes trouxeram fantasia e alegria...
 
Pois, com elas o homem descobriu o chocolate com muita poesia!
 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:56

16
Mar 10

 

            A enorme Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade do México é o local de peregrinação mais visitada no Hemisfério Ocidental. A sua localização, na colina do Tepeyac, era um local de grande santidade muito antes da chegada do cristianismo no Novo Mundo. Em tempos pré-hispânicos, Tepeyac foram coroados com um templo dedicado a uma deusa da fertilidade e da Terra chamada Tonantzin, a Mãe dos Deuses.
 
            Tonantzin, como a Guadalupe cristã que usurparam o seu santuário, era uma deusa virgem, também associada com a lua. A colina de Tepeyac e santuário tinha sido um importante local de peregrinação para a cidade vizinha capital asteca de Tenochtitlán.
 
            Após a conquista de Tenochtitlán por Hernan Cortez em 1521, o templo foi demolido, e os povos nativos foram proibidos de fazer peregrinações à colina sagrada. Tais práticas foram consideradas pelos cristãos a adoração ao diabo. Esta política de rotulagem práticas pagãs como demoníaca já tinha um histórico de mais de mil anos na Europa cristã.
 
            A aparição da Virgem de Guadalupe aconteceu em 9 de Dezembro de 1531, nas proximidades da Cidade do México, a então capital do portentoso e deslumbrante Império Asteca. A Virgem apareceu ao humilde índio Juan Diego e pediu a ele que informasse ao Bispo a sua vontade de que fosse construído um Templo em sua homenagem no morro de Tepeyac.

            O Bispo, ao ouvir o relato do índio, não lhe dá crédito e pede que traga uma prova da presença da Virgem. De imediato começa a crescer um jardim de rosas no deserto morro de Tepeyac.
 
            O índio Juan Diego colhe estas rosas em seu manto e entrega ao Bispo como a prova requerida. Ao abrir o manto para entregar as flores, elas caem no chão e, no manto, aparece retratada milagrosamente a imagem de Maria.

            O Bispo ordenou então que fosse construído o Templo dedicado a Virgem de Guadalupe, exactamente no Morro de Tepeyac, lugar onde ocorreram as aparições.

            Na manhã do dia da aparição, 9 de Dezembro de 1531, ocorreu um Solstício de Inverno, símbolo cósmico da ressurreição do Sol, do retorno da vida. Neste Solstício a Terra começa a se aproximar novamente do Sol e, no hemisfério norte, o inverno começa a perder sua força e a luz solar chega ao planeta com maior intensidade. Para muitas culturas ao redor do mundo esta data é de maior importância, e o mesmo não era diferente para as culturas das Américas.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 20:41


contador

contador
pesquisar
 
mais sobre mim
blogs SAPO