Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

15
Abr 10

 

              Esta lenda é originária de Angola.

                Dois amigos costumavam encontrar-se todos os dias, numa das conversas um deles comentou:

             - Os leões estão a aparecer nas redondezas. Tem cuidado com a tua casa, para evitares um desgosto.

            - O Leão não poderá entrar. Tenho espingarda e lança.

            - Enganas-te, porque não podes lutar com o Leão.

            - Tenho a certeza que posso.

 

            Ambos riram e continuaram a conversar até que por fim se separaram.

            Passou-se um mês desde quando o rapaz tinha avisado o amigo, arranjou um meio de se transformar em Leão e resolveu atacar o camarada rugindo ferozmente.

 

            Arranhou-lhe a porta de casa e encontrou o amigo a dormir. Levantou-o, bateu-lhe e desfez tudo aquilo que encontrou. Deixando o amigo em má situação, retirou-se e voltou à forma de homem.

 

            No outro dia, foi visitar o amigo que atacara e este disse-lhe:  

            - Pobre de mim! O Leão veio aqui e destruiu tudo!

            - Porque não fizeste fogo ou lhe meteste a lança?

            - Meu amigo, o Leão é forte como a amizade!

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:39

 

                Esta lenda é originária de Angola.

            Certo dia, o cágado e o bambi discutiam sobre qual dos dois seria o melhor corredor. Então, o cágado propôs um desafio ao velho amigo bambi: fariam uma corrida, arcando o seu itinerário desde o ponto de partida até ao ponto de chegada. Começariam juntos e veriam quem era capaz de chegar primeiro.

 

            O bambi, após aceitar o desafio foi dormir. O cágado, ao contrário, foi ter com os seus iguais, os demais cágados. Combinou com eles que cada um se colocaria num ponto do trajecto a espera do bambi.

 

            No outro dia, o bambi atrasou-se, mas o cágado já estava a sua espera. Na largada, o bambi saiu em vantagem, correndo em desabada carreira.

            Em determinado ponto da estrada, parou e olhou para trás a fim de ver se enxergava o companheiro. Porém, um dos cágados que o aguardavam na estrada passou a sua frente, dizendo que, enquanto ele olhava para trás, ele, o cágado já havia passado havia muito tempo.

 

             Isso se repetiu várias vezes durante o trajecto, até que, extenuado, o bambi reconheceu que o cágado corria mais que ele, ao que este respondeu:

            - Amigo, já sou velho, tenho a escola toda!

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:03

30
Mar 10

 

                Esta lenda de Angola, pretende esclarecer sobre a origem dos Tchokwé e dos Mataba, conta-nos que, há muitos anos atrás, veio do nordeste, um Soba muito poderoso, e com um exército mais numeroso do que um formigueiro, em conquista das terras de Lunda.

 

            Para facilitar o avanço no mato muito cerrado, este Soba de nome Muata-Yânvua, mandou dois dos seus melhores guerreiros à frente, com um grupo de escravos cada um, para abrir caminho ao séquito real.

 

            Quando chegaram à região dos Tchokwé, um desses guerreiros, de nome Fota, continuando fiel a Yânvua, decidiu ficar por ali e esperar o chefe

            Outro dos guerreiros de nome Katende, não quis esperar pelo resto da comitiva, desentendeu-se com Fota, e continuou o avanço para as planícies do Alto Zambeze, lá se estabelecendo em definitivo, se proclamou rei, e fundou a nação Mataba.

 

            Ao Soba Muata-Yânvua, agradaram as terras escolhidas pelo fiel Fota, e retomando a chefia do seu povo, ali decidiu-se estabelecer-se, fundando a nação Tchokwé.

 

            É de notar também, que raramente existe uma só lenda, quando o assunto concerne ao aparecimento ou fundação de uma nação; de aldeia para aldeia, as lendas às vezes diferem tanto, que quase não tem pontos em comum.

 

            As lendas são variadíssimas, sem que para isso se encontre uma razão plausível; à falta de explicação melhor, aceita-se a de mudança pela modificação de geração para geração, de aldeia em aldeia.

 

            Em cada transmissão de geração, e em cada aldeia, suprimindo um pouco e acrescentando outro tanto, ao final de cinco ou seis gerações, a lenda está mais ou menos do mesmo tamanho, mas diametralmente diferente de um lugar para outro.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

Desenhos tradicionais dos Tchokwés

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 17:53

 

                  Esta lenda é originária do povo Huambo de Angola.

            O aparecimento do povo Huambo, bem como a sua formação, tem diversas lendas a apoiá-lo.

 

            Uma das lendas diz-nos que um dia, tendo o filho do Soba Huambo Kalunda saído para caçar, enquanto estavam ausente da aldeia, esta foi atacada por uma família enorme de leões famintos, que comeram todas as pessoas da tribo.

 

            Quando Sobeta retornou ao Kimbo, apenas encontrou os restos do seu povo que os leões tinham desperdiçado, e de vivo, apenas uma jovem leoa que presa e ferida numa armadilha de caça, não tivera condições de acompanhar o grupo de carnívoros, quando após o lauto repasto, se foram embora.

 

            Triste com tudo o que acontecera, e sem vontade de vingança, o Sobeta soltou e tratou a leoa que agradecida pelo que o homem lhe fizera de bem, e revoltada por ter sido abandonada pelos outros leões, nunca mais se separou do solitário chefe, e com ele viveu muitos anos, servindo-lhe inclusive de mulher.

 

            Desta ligação de um chefe e de uma leoa, nasceu um povo forte e corajoso, além de inteligente, a quem o Sobeta deu o nome do pai, Huambo, nome que o planalto que habitava, também adquiriu.

 

            Outras lendas, diz-nos que durante o movimento migratório dos N'Gola-Luandos para o Sudoeste, um guerreiro, de nome Huambo, tentou com alguns acompanhantes, um movimento de revolta, em relação ao resto do seu povo.

 

            Como os revoltosos eram poucos, foram facilmente batidos e fugiram para a região do Planalto Central de Angola, onde, achando a terra fértil e o clima bom, enfim as condições propícias, se estabeleceram.

 

            Este pequeno grupo de guerreiros, segundo esta lenda, é que terá dado origem ao povo Huambo, de cujo chefe tiraram o nome, e pelo qual, também a região passou a ser conhecida.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 16:57

 

                Esta lenda é originária de Angola da região de Lunda.

            Nos tempos em que reinava na Lunda o Soba Tchingury Tchipala Katéle, andava certo dia a família real a passear, quando subitamente encontraram um indivíduo de estranho aspecto; trajava uma reduzida e escassa tanga e tinha como penteado, três tufos de cabelo, um de cada lado da cabeça e um atrás. O indivíduo estava exausto.

            A seu lado, por terra, viam-se as armas de um caçador.

 

            Acercaram-se do desconhecido, e depois de o terem refrescado com a água de uma cabaça, e de o terem convidado para hóspede do Sobado, retornaram todos ao Mussôlo.

            À noite, em volta da fogueira da Tchiota, bebendo o marufo que o Soba mandara servir em honra ao visitante, este contou a sua história. Chamava-se Mutambo Mukulo, era o filho mais velho de um Soba Baluba, e tinha vindo para aquelas terras, em perseguição de uma manada de búfalos, que já há alguns dias vinha rastreando. Estava perdido e exausto, quando os anfitriões o encontraram.

            Contaram-se mais uns casos, e já a lua ia alta, quando resolveram ir deitar-se.

 

            No dia seguinte, o Soba e os irmãos, ansiosos por saber como estava o hóspede, após a noite de repouso, mal os primeiros raios de sol surgiram clareando o horizonte, dirigiram-se à cubata que lhe tinham destinado.

            Grande foi a indignação do Soba e dos irmãos, ao encontrarem deitada com o visitante, a mais nova das irmãs, pré-púbere, de nome Luejanconte e, para cúmulo da indignação, a irmã tinha oferecido ao jovem caçador, uma pulseira (Kasekeli) que pertencera ao pai, o grande Soba Konté.

 

            Os irmãos expulsaram o abusado estrangeiro, e reuniram para decidir a sorte da irmã.

            Foram tantas e tão grandes as divergências sobre a atitude a tomar, que aquela família, até ali tão unida, entrou em total desacordo, decidindo dividir um reino que havia gerações se mantinha unificado.

 

            Assim, N'Gola Tchiuange Tchassemba, o mais velho dos irmãos, tomando a defesa da irmã Luejanconte, com ela rumou em direcção a Luanda.

            Chegados ao Rio Kassa, constataram que não poderiam atravessá-lo pois o caudal era muito forte, e não havia lianas por perto que suportasse o peso de qualquer deles. E tais resistentes, com a qual por fim conseguiram atravessar o perigoso caudal.

            Como recompensa, Tchassemba ofereceu ao velho cinco das suas mais novas escravas, e seguiu viagem.

 

            Os outros irmãos, depois de Tchassemba ter partido com a caçula da família, é que caíram neles, e repararam que estavam fazendo uma estupidez desmembrando o reino, que unido era tão feliz.

            Resolveram ir atrás de Tchassemba e Luejaconte, para fazerem as pazes e voltarem unidos de novo, mas chegados à margem do Kassa, não conseguiram atravessá-lo.

            Acamparam, e nesse mesmo acampamento, viria a nascer o primogénito de Katéle, Tchitiatete Tchapata (aranha do mato) que viria a ser um dos maiores Sobas dos Tchokwé.

 

            O Soba Katéle, em agradecimento a N'Zambi, no local em que nasceu o mona (bebé) plantou uma árvore e pintou-a de Pemba.

            Como não conseguiram vencer o caudal, decidiram então que, se era para ficarem dois separados, então era melhor separarem-se todos de uma vez, e dividirem logo o reino.

            Com esta decisão, tristes, mas achando que estavam predestinados à separação, rumaram para as terras que de comum acordo tinham sido destinadas a cada um.

 

            Muambumbo ficou no Luitembo, Muana Kafunfo Kapenda Kamulembe foi para o Lereno; Pimbi Nitchimbumbo Kapele Mukatena, foi para o Saurimo; Tchinhama Kamutete Kakinga Duma Tchimongo, foi para o Congo.

 

            Esta lenda explica para os Lundas, a razão do seu reino, outrora tão grande e poderoso, ter sido desmembrado e dividido em pequenos reinos quase sem expressão.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 14:57

13
Fev 10

 
           
Não havia mulher mais bonita que Ngana Fenda Maria. Um dia, ela teve uma filha que recebeu também o nome de Ngana Fenda Maria. Se a mãe era lindíssima, a filha, se possível, ainda a excedia em beleza. Então, uma vez, a mãe mandou comprar em Portugal o espelho que fala e todas as manhãs, depois de se lavar e vestir, ia junto dele e perguntava-lhe:
            - Ó meu espelho! Ó meu espelho! Diz-me se sou bonita ou feia!

            E o espelho respondia:
            - És muito bonita. No mundo não há mulher mais bonita que tu!

            E, durante muitos dias, a cena repetiu-se, com a mesma pergunta e a mesma resposta. Mas uma vez, tendo a mãe saído, a filha, já crescida e que era a menina Fenda Maria, abriu a porta do quarto onde estava o espelho e mirou-se nele. Feito isto retirou-se.
            No dia seguinte, depois de se vestir, a mãe dirigiu-se ao espelho e repetiu-lhe a pergunta. O espelho respondeu:
            - Desengana-te, Ngara Fenda Maria. Tu, na verdade, és bonita. Mas se o é nove vezes, a tua filha, que esteve ontem aqui, é bonita dez vezes.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:53

 
           
Conta-se em Angola que há muito tempo um caçador, voltando para a sua aldeia, encontrou uma caveira num oco de uma árvore. Assustado, olhou desconfiado de um lado para o outro, e temeu que fosse alguma armadilha ou uma das muitas artimanhas dos espíritos que faziam da floresta o seu lar. Mesmo ainda muito espantado, tomou coragem e se aproximou para observar. Nesse momento, a Caveira chamou-o e pediu:

            - Chega mais perto, caçador, que eu não mordo, pois não!

            Mas quem diz que ele a atendeu. Mais desconfiado do que propriamente assustado, o caçador ficou onde estava e somente depois de mais algum tempo juntou um restinho de coragem e perguntou:
            - Quem a pôs nesse lugar, Caveira?
            - Foi a Morte, caçador – apressou-se ela a responder.
            - E quem a matou?
            Enigmática, os olhos brilhante nas órbitas vazias, a Caveira voltou a responder:
            - Quem perde o corpo é a língua!...
 
            O caçador voltou para casa e contou aos companheiros o que acontecera. Ninguém acreditou, mas conversa vai, conversa vem a história da Caveira que falava no meio da floresta foi se espalhando, espalhando, até que muita gente começou a falar dela. Dias mais tarde o caçador passou pelo mesmo pedaço escuro e sombrio da floresta e tornou a ver a Caveira no mesmo lugar, ajeitada caprichosamente num oco de uma enorme e igualmente assustadora árvore. Tornou a fazer as mesmas perguntas e, como era de esperar, ouviu as mesmas respostas. Mais que depressa o caçador correu para a aldeia e, todo orgulhoso de si mesmo, pois afinal era o único que encontrava e conversava com a misteriosa Caveira, teimou em contar a história aos companheiros. A verdade é que tanto ele contou que muitos começaram a ficar com raiva dele… afinal de contas, que Caveira era aquela que só falava com ele? E porquê? Seria mentira? Por fim, acabaram por dizer:
            - Vamos ver essa tal Caveira de que falas tanto, mas ouve bem: se ela não disser coisa alguma que se pareça com tudo isso que tens dito a nós, vamos te dar lá mesmo a maior surra de pau que tu já levaste para deixares de ser mentiroso, ouviste bem?
 
            Certo que a Caveira não o decepcionaria, mais do que depressa o caçador os conduziu até a sua estranha companheira. Vendo-a,  apressou-se em lhe fazer as tais perguntas de que tanto falara, mas a Caveira não murmurou se quer alguma coisa. Calada estava, calada ficou. Mais o caçador perguntava e mais ela ficava calada. Nem um “ai”, quanto mais uma resposta. 

            Diante dos olhares ameaçadores dos companheiros, ele ainda tentou argumentar, dizer qualquer coisa, encontrar um jeito de… Mas ninguém quis saber de conversa e muito menos de explicação. Caíram sobre ele com toda a raiva do mundo e deram-lhe uma grande surra. A maior que já levara. Foram embora reclamando muito e gritando:
            - Mentiroso!
            Pobre caçador! Todo dolorido, ficou estendido no chão, gemendo. Só com muito esforço, conseguiu as forças para ficar de pé. Quando finalmente conseguiu se levantar, olhou cheio de raiva para a Caveira e resmungou:
                - Olha bem, coisa do diabo, o que fizeste comigo!

                Os olhos dela cintilaram quase zombeteiramente e, depois de algum tempo, ela afirmou:
            - Quem perde o corpo é a língua, meu amigo, é a língua…
            E cá entre nós, com toda a razão! O caçador, bem dorido, foi para casa e, dessa vez, calou-se, guardando para si aquilo que somente ele ouvira.
            Mukuendangó, Mukúfuangó, Mukuzuelangó, Mukuiangó. (Por andar à toa, morre-se à toa; por falar à toa, vai-se à toa!)
 
PROF. KIBER SITHERC
 
  

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:15

03
Jan 10

 

            Numa certa manhã, vinha de cabeça baixa e muito triste uma Kerere, lamentando-se «estou fraca, estou fraca, estou fraca!».
Resolveu saciar a sede num riacho. Lá deparou-se com uma linda mulher que se banhava e coquete como só ela sabia começou a pintar-se.
Kerere quando viu aquilo admirou-se: era Dandalunda, aquela que dá brilho às jóias e se banha e pinta antes mesmo de cuidar dos filhos...
Dandalunda quando percebeu a tristeza daquela ave perguntou-lhe:- Porque é essa tristeza Kerere?
Kerere respondeu-lhe:- Entre os meus pares eu sou a mais feia!
Naquela época Kerere era toda preta...
Dandalunda então pediu para Kerer se aproximar. Ela pegou em osum e pintou o seu bico; depois com osum vermelho os brincos. Depois com waji tornou as penas azul escuro e com efum fez as pinturas brancas. E continuou a pintar Kerere. Esta ao ver a sua imagem no abebé de Dandalunda saiu correndo de tanta felicidade cantando "Kuéim, kuéim, kuéim".
Dandalunda que ainda não tinha terminado de pintar Kerere pediu a Kakulu, divindade dos gémeos para que corresse a trás de Kerere e a trouxesse de volta pois não tinha pintado o seu peito.
Kerere lá voltou e pediu para que Dandalunda ao invés de pintar o peito lhe desse um colar.
Dandalunda fez-lhe a vontade e ofereceu-lhe um colar em forma de coroa que Kerere carrega até hoje... e entre os seus pares é a mais linda de todas...
Tempos depois Kerere voltou e tornou-se o primeiro ser que "tomou" obrigações por aquela que é capaz de modificar todos com a sua doce magia encantada.
Kerere, o primeiro ser raspado, adornado e pintado por Dandalunda... e é por este motivo que quando um Kerer é sacrificado temos que tirar este colar em forma de coroa e coloca-lo em evidência!
Kerere é também conhecida por Konquem, ou Galinha d'Angola.
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 01:39

       
     Reza a lenda que na cidade de Caxito, capital da província do Bengo, certo Jacaré decidiu pagar o imposto ao chefe do posto, responsável por assegurar esta obrigação fiscal.

         Segundo consta, o tal chefe era um indivíduo implacável para com os habitantes daquela região, e o Jacaré vendo a sua atitude decidiu ele próprio pagar o imposto, a fim de travar a impetuosidade daquele chefe.

         Ao ver o grande Jacaré sair das águas do rio Dande, a fim de cumprir a sua missão, o cobrador de impostos ficou aterrorizado e abandonou os maus modos com que tratava a população.
PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:25

02
Jan 10

 

            Nkatu e Nsanda são duas lendárias árvores gémeas, que partilham um mesmo caule, diferenciadas, porém, pela peculiaridade dos seus ramos e folhas. Localizadas na encosta do antigo morro de Porto Rico, junto ao palácio do governo provincial de Cabinda.
 
            A história das árvores gémeas vem de 1901, altura em que o saudoso ancião e sacerdote tradicional Tchi-Luemba Tchi-Tula Nkonko realizou naquele espaço um ritual implorando a Nzambi-Mpungo - Deus Supremo - a reposição das chuvas, que já não aconteciam há 4 anos em toda a zona Sul de Cabinda.
 
            Sustenta a mesma história, que foi a partir da realização desta cerimónia tradicional, em que esteve presente o antigo representante do governador de Angola em Cabinda, Henrique Quirino da Fonseca, que aquelas duas árvores se tornaram marcos de referência cultural, pelo impacto positivo que o ritual desencadeou na vida das populações locais, que logo depois do acto, começaram a ter chuvas em abundância, livrando-se, assim, da prolongada estiagem e da penúria alimentar que se fazia então sentir.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:28


contador
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


contador
pesquisar
 
mais sobre mim
blogs SAPO