Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

10
Ago 10

 

            A Fortaleza (ou Forte) da Barra que se situa no extremo da Península de Macau, foi terminada a construção no século XVII, nessa fortaleza os portugueses defenderam com êxito a cidade dos ataques dos holandeses.

 

            Em 1740 foi erigida uma capela dedicada a S. Tiago, Padroeiro do Exército.

 

            Diz a lenda que a estátua do santo patrulhava o forte de noite, pelo que de manhã as botas estavam enlameadas, havendo um soldado destacado para as limpar. Diz-se que certa vez, este, esqueceu-se das suas obrigações e apanhou com a espada do Santo na cabeça.

 

            Como acontece muitas vezes, para não ficarem atrás, outras estátuas de outras capelas em recintos militares resolveram também dar a sua passeata nocturna. Também se contava que a estátua de S. Francisco Xavier, da Capela votiva no Quartel de Mon-Há, além das patrulhas nocturnas, tinha também direito a pré (como qualquer soldado) para as despesas da graxa às botas…

 

            Após as tentativas de invasão holandesas, nunca mais soaram os canhões da Fortaleza da Barra, que a pouco e pouco foi-se degradando e entrando em ruína. Durante a Segunda Guerra Mundial, os canhões prestaram o seu último serviço: foram vendidos para adquirir arroz para alimentar os refugiados que vinham de Hong Kong e da China.

 

            Hoje, as ruínas foram transformadas em Pousada e a Capela reconstruída.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

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publicado por professorkibersitherc às 23:10

04
Jan 10

 

            No local da Ponte da Barra, existe um famoso templo, que tem sido inscrito oficialmente na Lista de Património Mundial, em Julho de 2005. Aumentando o número de locais de Património Mundial, localizados na China num total de 31.
 
            O nome de Macau deriva de A-Ma-Gao ou Baía de A-Ma, datando este templo dedicado à deusa dos navegantes dos princípios do séc. XVI. Conforme a lenda, os proprietários dos juncos recusaram a A-Ma, uma rapariga pobre, passagem para o Cantão, tendo sido levada a bordo por um pobre pescador. Rebentou uma tempestade, tendo naufragado todos os barcos excepto o que transportava a rapariga. Ao chegar a Macau, a rapariga desapareceu para reaparecer como deusa, no lugar em que os pescadores construíram o Templo.
 
             Na entrada existe uma grande rocha em que está gravado um junco à vela tradicional. Noutros rochedos vêem-se gravados de caracteres vermelhos com invocação aos deuses.
            Três dos quatro pavilhões estão dedicados a A-Ma, neles havendo algumas belas estátuas da deusa juntamente com um modelo de um junco com canhes, barcos de cobre e capelas a deuses budistas e taoistas. O altar principal é em honra de Kun Iam. No pátio da entrada são queimados incensos para afastar os espíritos maus e saudar os grupos de visitantes.
 
            O nome de Macau provém de uma lenda do século XVI: Acredita-se que quando os primeiros portugueses chegaram a Macau, perguntaram aos nativos o nome da ilha; os nativos confundiram a pergunta com um templo e responderam "A-Ma-gao", e os portugueses tomaram a pronúncia fonética e chamaram à ilha Macau.
 
            Em Macau, há também quem diga que o nome de Macau deriva de uma expressão em cantonês que significa "Não percebo nada do que me dizes", que terão sido as primeiras palavras dos nativos para os portugueses chegados a Macau.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
  

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 11:16

02
Jan 10

 

            Vangghi viveu na dinastia dos Tsin, na montanha Kuchau, e entregava-se feliz e ditoso à agricultura.
            Era raro o dia em que não ia ao bosque apanhar lenha, mas, certa tarde, surpreendido por forte tempestade, foi obrigado a meter-se numa caverna. Ali encontrou vários homens de muita idade e longa barba que jogavam o xadrez.

            Não resistiu à tentação e resolveu tomar parte do jogo. Em dado momento, um dos velhos de barba branca meteu-lhe um caroço de tâmara na boca, pedindo-lhe que o engolisse.
            Adormeceu pesadamente e, quando o acordaram, resolveu pôr-se a caminho de casa. Mas qual não foi o espanto de Vangghi quando não encontrou a casa nem a família e lhe disseram que muitos séculos tinham passado.
 
PROF. KIBER SITHERC
 

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 23:01

30
Dez 09

 
            Na dinastia de Schang, muitos anos antes de Cristo, vivia em terras da velha China uma formosíssima donzela, muito rica e cheia de virtudes.
            Um dia, o pai, que de manhã cedo partira a cavalo, desapareceu misteriosamente. A virtuosa menina chorou amarguradamente, vestiu-se de luto carregado, e recusou-se a receber fosse quem fosse antes de tornar a ver o pai. Os ladrões da vizinhança diziam não o ter visto, os sacerdotes juraram que ele não tinha morrido, mas passou-se um ano sem saberem notícias dele. A mãe, torturada pelas saudades e pelo desgosto, prometeu que daria a mão de sua filha a quem lhe descobrisse o marido.

            Os mancebos da terra partiram, alvoroçados, atravessaram rios e vales, mas tudo foi inútil. Começavam todos a desanimar, quando o cavalo, que naquela malfadada manhã tinha levado seu dono e voltado sozinho, saiu a galopar pelos campos, trazendo o velho senhor há tempo perdido. A satisfação foi geral, fizeram festas e mais festas, apenas o pobre cavalo foi deixado triste e só na cavalariça. Deixou de comer e o seu ar de sofrimento fazia chorar as pedras.

            Intrigado com tal atitude, o velho quis saber o que se passava, e quando a mulher lhe contou a promessa que havia feito, mandou que se dobrasse a ração ao bicho, pois nada mais poderia fazer. As promessas de casamento cumpriam-se, mas não quando se tratava de animais. O certo é que o cavalo nunca mais tornou a comer, e quando a menina passava perto dele ficava fora de si, demonstrando grande nervosismo. A tal ponto chegaram as coisas que resolveram matá-lo com uma flecha.

            Depois de morto e esfolado, puseram a pele a secar, pendurada numa árvore, mas ao passar por ali a formosa donzela sentiu-se envolvida pelos restos do cavalo amoroso, e foi levada pelos ares. Dias depois apareceu a pele estendida em outra árvore, uma árvore estranha, completamente desconhecida, de cujas folhas se alimentava uma pequena lagarta. Foi assim que a menina linda e virtuosa transformou-se em bicho-da-seda.

            Os anos passaram, e um dia apareceu aos pais, já muito velhinhos, montada no tal cavalo, e disse-lhes que era feliz e habitava um outro mundo.
 
PROF. KIBER SITHERC
 

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 22:48


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