Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

15
Dez 10

 

            Ouguela é hoje uma pequena aldeia alentejana de apenas 60 habitantes que pertence à freguesia de São João Baptista, na qual se insere a vila de Campo Maior. Mas apesar de tudo, é uma aldeia com muita História.

 

            Ergue-se, sobranceira, sobre um pequeno outeiro que fica no ponto em que a Ribeira do Abrilongo, um riacho fronteiriço, desagua no rio Xévora, também outro rio fronteiriço afluente do Guadiana, rio ao qual se une uns quilómetros mais abaixo, já em Espanha, onde recebe o nome de Gévora. É uma avançada da fronteira, da que dista apenas uns 3-4 km. no meio dos campos e as planícies do Alentejo.

 

            Parece que já existia algum tipo de povoamento antes da época romana, mas será com os árabes, que fizeram dela uma fortaleza e, sobretudo após a Reconquista Cristã, que vai ter um importante papel, nomeadamente na defesa da fronteira. Ao contrário da maior parte das localidades reconquistadas, Ouguela, como Campo Maior, faz parte da Reconquista leonesa, e não portuguesa. Depois da ocupação de Cáceres em 1229, os exércitos leoneses de Afonso IX de Leão derrotaram os muçulmanos na batalha de Alange em 1230, na localidade do mesmo nome que fica a uns 18 km. de Mérida. Isso possibilitou a conquista do vale do Guadiana, nomeadamente as cidades de Mérida e Badajoz, mas também Campo Maior e Ouguela, de forma que a fronteira ficou mais ou menos estabilizada entre Alegrete e Arronches e no rio Caia no caso do limite com a cidade de Elvas, reconquistada por o nosso rei D. Sancho II em 1226. Enquanto localidade leonesa, pertenceu ao cabido da diocese de Badajoz.

 

            No entanto, a união definitiva de Leão com Castela após a morte do rei leonês com o rei castelhano Fernando III o Santo, vai supor uma travagem à Reconquista da Extremadura espanhola, que só vai finalizar em 1248 quando o último reduto, a aldeia de Montemolín, caiu. A fronteira não ficou estabilizada, apesar dos intentos sucessivos. Portugal esteve na posse do território de Aracena e Aroche até 1253, numa tentativa de dominar os territórios da vizinhança de Sevilha. O Tratado de Badajoz de 1267 fixou as fronteiras no rio Guadiana, com o que Castela ficava com a posse dos castelos de Serpa, Moura e Noudar. A mudança nas circunstâncias, aproveitando as guerras civis em Castela, serviu para que D. Dinis, em 1297, assinasse com Castela o famoso Tratado de Alcañices.

 

            Este tratado terá importantes consequências no território que estamos a estudar: o novo limite implicava a devolução dos castelos de Serpa, Moura e Noudar. D. Dinis vai tentar ficar com a cidade de Badajoz, o que não vai conseguir, mas conseguiu os territórios que ficavam a volta dela: as Terras de Olivença e Táliga e Campo Maior e Ouguela, que rodeavam quase completamente à cidade. Já no ano seguinte Ouguela terá uma Carta de Foral, com importantes privilégios, mas também se determinou a reedificação das muralhas e da fortaleza. Construiu-se a cerca nas décadas seguintes e em 1420 o rei D. João concedeu o privilégio de couto de homiziados com o objecto de favorecer o seu repovoamento.

 

            Alguns acontecimentos históricos aconteceram aqui que cumpre salientar. Em 1475, no marco da guerra civil que havia em Castela entre os partidários da rainha Isabel e os partidários de Joana, a Beltraneja, filha de Joana de Portugal, esposa de Henrique IV de Castela e filha do rei D. Duarte. Um dos incidentes fronteiriços levou ao alcaide-mor de Ouguela, João da Silva, e o alcaide-mor de Albuquerque, vizinha vila espanhola, a uma confrontação entre eles, morrendo ambos os dois.

 

            Em 1512 D. Manuel I deu-lhe Foral Novo e assim seguiu até a Guerra da Restauração. Ouguela ficava na primeira linha de ataque pelo que se determinou no Conselho de Guerra a modernização das muralhas, dando-lhe um carácter abaluartado, segundo projecto de Nicolau de Langres. Mas o episódio talvez mais espantoso da sua História foi a tentativa de ocupação espanhola em 1644 com a ajuda de um traidor, João Rodrigues de Oliveira, que tinha desempenhado cargos importantes no Brasil e que se passou aos espanhóis. No entanto, a perícia dos soldados portugueses, que viram o movimento das tropas espanholas, evitou a queda da praça em mãos espanholas. A resistência foi dura, mas os soldados conseguiram avisar o governador da praça e improvisar uma defesa apressada na qual, como não podia ser de outra forma, participaram com heroicidade mulheres, entre as quais o destaque vai para Isabel Pereira. Trás um forte ataque espanhol, os portugueses conseguiram resistir e os espanhóis tiveram de se retirar não sem algumas baixas e muitos feridos.

 

            Depois deste episódio, Ouguela continuou a viver a sua existência como praça fronteiriça, resistindo a novas invasões espanholas, nomeadamente as de 1762 e 1801.

 

            No entanto, após a Guerra Peninsular, Ouguela perdeu a sua importância. Os projectos de recuperação da fortaleza nunca vieram se concretizar e Ouguela perdeu na reforma administrativa de 1836 o seu estatuto de concelho, passando a integrar-se no de Campo Maior e sendo desmilitarizada em 1840. O seu declínio continuou até hoje, que o demonstra o facto de ter sido anexada à freguesia de S. João Baptista em 1941 como mero lugar. Na actualidade é uma aldeiazinha alentejana na que a maior parte da população vive extra muros.

            Ouguela é muito rica em lendas, vejamos a seguinte:

 

                Diz a tradição que estava uma mulher da vila a lavar a roupa no rio, acompanhada por uma filha pequena. A dado passo, a criança afastou-se para brincar, e, pouco tempo depois regressou trazendo um brinco em ouro que disse ter sido ofertado, para brincar, por uma senhora muito bonita.


            A mãe acompanhou a criança ao local onde esta disse estar a Senhora, e lá se deparou com a imagem de Nossa Senhora sobre uma pedra redonda que ainda hoje se encontra na capela. Espalhada a notícia do achado, a população acorreu em massa e devotadamente transporta para a vila a Imagem, decidindo erigir uma capela na margem direita do rio, a meio caminho entre a citada pedra e a vila.

 

             Porém, todas as manhãs a imagem desaparecia e voltava a surgir sobre a pedra em que originalmente havia sido vista. Concluíram então ser esse o local escolhido para nele erguerem a Capela.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 01:04

 

            Lenda da aldeia de Ouguela, concelho de Campo Maior.

 

            Além da lenda que está ligada à construção da Capela de Nossa Senhora da Enxara, há a registar uma outra relacionada com a mesma Santa que diz respeito á pedra redonda sobre a qual está assente, dentro da Capela a imagem Santa.

 

            Diz o povo que quando não havia água nem chovia, se realizava uma cerimónia, um ritual em que os habitantes deitavam, por preces a pedra ao rio, para que a Nossa Senhora fizesse chover.

 

            Tal acontecia, procedendo-se então ao ritual inverso que consistia em retirar a pedra do rio, colocá-la novamente na Capela e sobre ela recolocar a imagem.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:35

 

            Esta lenda é originária do concelho de Campo Maior.

 

            No campo militar, refere-se que, estando Ouguela cercada durante uma guerra, não se sabe qual, e não havendo possibilidade de contactar Campo Maior para pedir reforços, uma criança desceu pela figueira que se encontra ainda hoje pegada á muralha do castelo, transportando consigo a Bandeira e uma mensagem escrita.

 

             A criança que costumava brincar com um tamborzinho, conseguiu ultrapassar as linhas inimigas sem levantar suspeitas e correu até Campo Maior onde entregou a mensagem no hospital.

 

            Esta lenda é hoje conhecida pela lenda do "Tamborzinho" e julga-se ter origem num facto real, não se conseguindo estabelecer a época em que o mesmo terá acontecido.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:16

14
Dez 10

 

            Esta lenda é originária do concelho de Campo Maior.

            Conta a história que na era de 1475, Ouguela foi tomada pelos castelhanos, travando-se então uma célebre batalha entre Portugal e Castela, a batalha de Toro que permitiu o regresso á Coroa Portuguesa da Vila.

 

            Esta batalha deu-se no lugar de Ouguela, entre João da Silva, camareiro-mor do príncipe D. João II e João Fernandes Galindo, alcaide-mor de Albuquerque, em Espanha.

 

            Do encontro morreram ambos, João Fernandes Galindo logo, e João da Silva aos vinte e oito dias depois, sem que houvesse mais derrame de sangue de ambas as partes.

 

            Diogo da Silva, bisneto de João da Silva, passando por Ouguela, mandou fazer a referida Cruz na Era de 1551, encontrando-se esta actualmente no museu de Elvas.

 

            Julga-se que esta Cruz estaria colocada perto da confluência do Abrilongo com Xévora, no local onde se teria travado o combate singular entre os dois capitães. O pedestal desta Cruz foi encontrado aquando da remodelação do castelo durante a recente década de 70.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 Aldeia de Ouguela - Campo Maior

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:57

 

            A origem do nome desta bonita e pitoresca terra alentejana está ligada a várias histórias lendárias que se contam de geração em geração.

 

            Aliás, como se sabe, por fontes idóneas da própria História de Portugal, Campo Maior foi certamente uma Povoação Romana, mais tarde dominada pelos Mouros e, finalmente, conquistada pelos Perez de Badajoz, sendo então Bispo de Badajoz D. Frei Pedro Perez.

 

            Somente depois da Paz estabelecida com o Tratado de Alcanizes (1297), Campo Maior veio a pertencer à Coroa Portuguesa, juntamente com Ouguela e Olivença. Mas, afinal, donde provém verdadeiramente o seu nome?

 

            Eis duas versões lendárias que são muito populares.

 

            Diz-se, desde tempos antigos, que no Reino de D. Diniz, quando aquelas Terras passaram para a posse de Portugal, o monarca mandou que edificassem um castelo, ali mesmo, para defender e dominar as fronteiras.

 

            Assim um grupo de fidalgos, encarregados de escolher o local ideal, acabou por encontrar um vasto terreno, que lhes pareceu óptimo, sob todos os aspectos, para a construção do castelo.

            E um dos Fidalgos exclamou mesmo, apontando à sua volta:

            - Vê! Que maravilha! É o Campo Maior que existe nestas redondezas. Não há outro mais adequado para o efeito. El-Rei optará pela nossa escolha!?

 

            E assim aconteceu, de facto, tal como reza a lenda velhinha. D. Diniz mandou erguer ali um poderoso castelo e passou a chamar á Povoação: Campo Maior.

 

            Outra história lendária, também muito divulgada, refere-se ao facto desta região ser vítima de muitos assaltos, pela parte dos Mouros, mesmo depois de conquistada pelos Cristãos.

 

            Deste modo, as famílias existentes na região passavam terríveis provações de terror e, muitas vezes, sofriam sérios dolorosos e fatais ataques. Resolveram, por isso mesmo, reuniram-se num local amplo, onde todos se pudessem albergar, segundo o velho ditado de que a união faz a força. E, de todos que se lançaram na aventura de escolher o sítio desejado, um deles foi mais feliz, ao descobrir um terreno magnífico, pela grandeza e pelo aspecto natural e paisagístico.

          Logo, chamou pelos outros:

            - Companheiros! Aqui será o nosso Campo Maior! Nele poderemos caber à vontade e dele faremos um reduto contra os nossos inimigos!

 

            Foi unânime a aceitação das restantes famílias. E nasceu, pois, para o terreno encontrado e povoado (que depressa se começou a desenvolver) o próprio nome de Campo Maior.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:55

08
Dez 10

 

            Há muito, muito tempo atrás, existiu um reino conhecido pelo nome de Ofiusa. Esta terra localizava-se em um lugar distante, próximo a um grande mar oceano pouco conhecido. Ofiusa, segundo dizem, significa Terra de Serpentes. Este reino era governado por uma rainha, meio mulher, meio serpente. Contam que tinha um olhar de feiticeira e voz meiga, jeito de menina com incrível poder de sedução.

 

            A rainha tinha o hábito de subir ao alto de um monte e gritar ao vento, para depois ouvir a sua própria voz no eco:

            - Este é o meu reino! Só eu governo aqui, mais ninguém! Nenhum ser humano se atreverá a por aqui os pés: ais de quem ousar, pois, as minhas serpentes, não o deixarão respirar um minuto sequer!

 

            Por muito tempo quase ninguém se atreveu realmente a entrar no reino da rainha.

            Acreditava-se que esta costa era amaldiçoada pelos deuses e também pelos homens. E os poucos que se arriscavam eram seduzidos pela rainha e nunca mais retornavam.

 

            Porém, um dia, vindo de muito longe, um herói chamado Ulisses, aportou na terra das serpentes. A rainha apaixonou-se imediatamente, e fez de tudo para impedi-lo de ir embora. Ulisses, muito habilmente, fingiu deixar-se levar pelos encantos da rainha, até que seus companheiros descansassem e pudessem novamente fugir.

 

            Como ficou deslumbrado com as belezas naturais que viu, subiu a um monte, e assim como fazia a rainha das Serpentes, gritou ao vento:

            - Aqui edificarei a cidade mais bela do Universo, e dar-lhe-ei o meu próprio nome. Será Ulisséia, capital do Mundo!

 

            Ulisses, no entanto, acabou por ir embora, assim que seus barcos estavam abastecidos e os homens descansados. Fugiu da rainha que correu atrás dele desesperada. Dizem que seus braços serpenteando atrás do herói acabaram por formar sete colinas rumando em direcção ao mar.

 

            Ulisses foi-se, mas a lenda ficou.

            A História, porém, é menos romântica ou mitológica e afirma que as coisas foram um pouco diferentes.

 

            Alguns ainda tentam justificar a possibilidade de a lenda ter um fundo de verdade tentando associar o nome da cidade a possíveis corruptelas do nome de Ulisses, que aliás, em grego seria Odisseu. Ulisséia da lenda também teria se chamado Ulissipo, ou Olissipo. Os romanos chamavam-na Olisipo Felicitas Júlia. Os mouros de Lissabona. Mas os alfacinhas de hoje chamam mesmo de Lisboa.

 

            A História afirma que Lisboa teria sido fundada pelos fenícios por volta de uns 3200 anos atrás, tornando-se um porto de escala para os povos mediterrânicos que comercializavam com os do norte da Europa. Os fenícios a teriam chamado de Alis Hubbo, que quer dizer enseada amena. Localizava-se a cidade desde a colina onde hoje encontra-se o Castelo de São Jorge até junto ao rio que era chamado de Daghi ou Taghi, que significa boa pesca.

 

            Não só os fenícios passaram por aqui, também os Gregos (quem sabe Ulisses?) e Cartagineses.

 

            Foi ocupada pelos romanos, com a ajuda dos habitantes locais, tendo sido acrescentado ao nome Olissipo mais duas palavrinhas, passando a chamar-se Olisipo Felicitas Júlia. Seus cidadãos ganharam a cidadania romana pelo apoio dado aos romanos quando da ocupação da Lusitânia. Não era cidade de grande importância então. Além de tornarem-se cidadãos romanos também não pagavam impostos. Tinham motivos para serem felizes. Passa a cidade a ser parte da província romana chamada Lusitânia, cuja capital era na actual cidade de Mérida (Eméritas Augusta), na Espanha.

 

            No declínio do Império Romano, Olisipo era uma das primeiras cidades a abraçarem uma nova fé, conhecida então como cristianismo. Sofreu invasões de Alanos e Vândalos, fez parte do reino dos Suevos e acabou sendo tomada pelos Visigodos de Toledo (Espanha).

 

            Mas em 719 Olissipo foi tomada pelos mouros, que chamavam-na de Lissabona, ou Al Lixbuna.

 

            Em 1147 Lissabona deixa de ser Lissabona. D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal expulsa os mouros e ocupa a cidade. Mas não é ainda que Lisboa passa a ser capital. Somente em 1255 torna-se capital do Reino, devido a sua localização estratégica.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:31

 

            São equiparadas às 7 colinas de Roma, e de Jerusalém ou de Constantinopla.

            Narram as lendas que Lisboa foi fundada por Ulisses, o chefe dos Argonautas que veio aqui tal como se indica o painel em azulejos do Mestre Lima de Freitas na Estação do Rossio…

 

            Diz a lenda que Ulisses se tomou por amores por Ofiusa e quando o herói homérico regressou à sua pátria troiana no navio “Argos”, Ofiusa vendo-se abandonada e só, se tomou de cólera e fez estremecer o planalto do Tejo cujos estertores telúricos fizeram nascer assim as 7 colinas de Olíssipo, hoje Lisboa.

 

            O primeiro monte é o de “S.Vicente de Fora”

 

            Á esquerda deste vai-se levantando um outro, o segundo monte, que sobe até ao “Postigo de Stº André”.

 

            O terceiro monte é o mais alto de todos e tem no cimo o Castelo de S.Jorge.

 

            O quarto monte é o de “Stª Ana”

 

            O quinto monte é o de “S. Roque”

 

            O sexto monte, a ocidente, na parte direita, fica o das “Chagas” cujo nome lhe é atribuído por causa da Igreja que nele edificaram os marinheiros da rota da Índia em louvor às Chagas de Cristo.

 

            O sétimo monte é o de “Santa Catarina” do Monte Sinai.

 

            As 7 colinas também simbolizam os chamados “7 anéis” conhecida por “Kundalini”, da sabedoria oriental correspondem aos 7 estados da matéria do mais denso ao mais subtil.

 

            O significado simbólico das 7 colinas que existem em Lisboa:

 

            1 – Colina de S.Jorge (Mouraria) (Atómico)

            2 – Colina de S.Vicente (Alfama) (Sub-atómico)

            3 – Colina de Sant’Ana (Anunciada) – (Etérico)

            4 – Colina de Stº André (Graça) – (Ar – Radiante)

            5 – Colina das Chagas (Carmo) – (Gasoso – Fogo)

            6 – Colina da Stª Catarina (Camões) – (Liquido – Água)

            7 – Colina de S. Roque (Bairro Alto) – (Sólido – Terra)

 

            A referência às sete colinas num contexto sagrado e primordial, nasceu entre os autores dos séculos XVI e XVII dos quais se destacam Damião de Góis, Luís Marinho de Azevedo e Frei Nicolau de Oliveira, entre outros. Mas é Frei Nicolau quem primeiro define e descreve desta forma as 7 colinas, sendo que ainda hoje se conservam aí os 7 principais templos de Lisboa.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 21:30

16
Out 10

 

            A Casa de Távora foi uma das mais ilustres Casas nobiliárquicas portuguesas. O apelido Távora, utilizado pelos membros desta família, deriva do Rio Távora - Beira Alta -, um afluente do Rio Douro, ou de uma vila ribeirinha com o mesmo nome. Uma versão estudada e bastante defendida por estudiosos, prende-se com a expansão da família Távora, a partir da vila de Trancoso, na Beira Alta, e posterior fundação da aldeia de Souro Pires, em Pinhel, onde ainda hoje existe um belo solar senhorial, construído no final do século XV, e que representa o mais importante exemplar de um solar senhorial em Portugal.

 

            A família dos Távoras tem origens antiquíssimas, que alguns estudos genealógicos fazem remontar a um dos filhos de Ramiro II, Rei de Leão. O primeiro Senhor de Távora é Rozendo Hermingues, um nobre hispânico que viveu algures nos finais do século XI, princípios do século XII. O senhorio do morgado de Távora permanece na linha varonil desta casa. O hexaneto de Rozendo Hermingues é Lourenço Pires de Távora (c.1350-?), 8º Senhor de Távora, cavaleiro do Reino de Portugal e Senhor do Minhocal e do Couto de S. Pedro das Águias por mercê do Rei D. Pedro I.

 

            Diz-se também, embora não haja provas documentais, que foi esta nobre família transmontana a fundadora do Mosteiro de S. Pedro das Águias. O filho primogénito de Lourenço Pires de Távora é Álvaro Pires de Távora (c.1370-?), 1º Senhor do Mogadouro por mercê do Rei D. Fernando I.

 

                A tradição diz que os irmãos D. Tedo e D. Rausendo, os protagonistas desta lenda, que se terá passado em 1037, eram descendentes de Ramiro II de Leão.


            Os corajosos irmãos já há muito tempo tentavam tomar o castelo de Paredes da Beira que estava na posse do emir mouro de Lamego, sem qualquer sucesso. Mas um dia, esgotados todos os outros recursos, D. Tedo e D. Rausendo decidiram usar a astúcia para conseguirem apoderar-se da fortaleza.


            Numa manhã do dia de S. João em que os mouros saíam habitualmente do castelo para se banharem nas águas do Távora, os dois irmãos e o seu exército disfarçados de mouros prepararam uma emboscada e entraram no castelo, matando a maior parte mouros que lá tinham ficado.


            Avisados por alguns mouros que tinham conseguido fugir do assalto, os mouros que festejavam no rio prepararam-se para voltar ao castelo quando foram atacados no rio por D. Tedo e os seus guerreiros que os dizimaram a todos.


            O vale do rio onde se travou a sangrenta luta ficou a ser chamado por Vale D'Amil em lembrança dos mouros que tinham sido mortos aos mil.


            A lenda diz que os dois irmãos tomaram a partir da batalha o apelido de Távora, em memória do rio onde se tinha desenrolado a vitória, e adoptaram nas suas armas um golfinho sobre as ondas simbolizando D. Tedo que com o seu cavalo tinha vencido os Mouros nas águas do rio.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

A execução dos Távoras

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 16:28

 

            Como todas as cidades, a sua história é feita de lendas, pequenas histórias que vêm sendo contadas, passando de geração em geração, tentando explicar as transformações que os espaços e a vida dos homens sofreram, através dos tempos.

 

            Não é por acaso que a cidade tem o nome de VISEU.

            Conta-se que, nos tempos da reconquista, os guerreiros cristãos chegaram perto da cidade, pelo lado do Nascente. Desse local, onde se dividem as águas dos rios Pavia e Dão, avistaram uma localidade pendurada num alto e um deles perguntou:

            - Que viso (vejo) eu?

            Desta pergunta surgiu o nome Viseu.

 

            Conta outra lenda que, muito antes de se ter constituído o reino de Portugal, havia em Viseu um rei chamado D. Ramiro II.

            Um dia, este rei partiu em viagem para outras terras. Nessa viagem, conheceu Sara, irmã de Alboazar, rei do castelo de Gaia, por quem se apaixonou.

            Quando voltou da viagem, a sua paixão por Sara era tão grande, que nunca mais se importou com a sua esposa D. Urraca. Perdido de amores, resolveu raptar Sara.

            Entretanto, o irmão de Sara, ao saber do que aconteceu, ficou furioso e resolveu vingar-se. Então raptou D. Urraca e levou-a para o seu castelo.

 

            D. Ramiro, ferido no seu orgulho, regressou à cidade de Viseu e aí escolheu alguns dos soldados mais valentes. Ao chegarem ao castelo de Gaia, os soldados esconderam-se num pinhal e o rei, disfarçando-se de peregrino, escondeu-se no castelo.

            Como Alboazar tinha ido à caça, o peregrino encontrou o caminho livre e chegou facilmente junto da rainha D. Urraca, a sua verdadeira esposa. Ao vê-la, D. Ramiro despiu o disfarce e tentou abraçá-la. D. Urraca, como sabia que tinha sido traída pelo marido, afastou-o furiosa. Começaram a discutir. Nesse momento chegou Alboazar da caçada. Como D. Ramiro não podia fugir, D. Urraca, confusa, escondeu-o num armário; todavia, ao ver entrar Alboazar, resolveu vingar-se, abrindo as portas do armário.

           

            D. Ramiro foi levado para ser executado. Ao chegar ao lugar da execução, pediu que o deixassem despedir-se dos sons da sua buzina, antes de morrer.

            Como o deixaram realizar o desejo, D. Ramiro pegou na buzina e tocou três vezes, com todas as suas forças. Era este o sinal que ele tinha combinado com os seus soldados para que estes, ao ouvi-lo, lhe acudissem imediatamente.

            Assim, de repente, saindo do pinhal onde estavam escondidos, os soldados cercaram o castelo e incendiaram-no. Alboazar morreu às mãos dos soldados de D. Ramiro.

 

            Esta lenda ficou lembrada para sempre na história de Viseu, representada no campo (centro) do Brasão da cidade.  

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

       

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 15:30

 

             A Vila de Tortosendo é uma freguesia portuguesa do concelho da Covilhã, com 19,23 km² de área e cerca de 8 000 habitantes (Maio de 2009). Densidade: 416 hab/km². Segundo vários historiadores e académicos as primeiras marcas da presença do Homem nestas paragens serranas remontam aos finais do século VII, início do século VIII, aquando da passagem dos Godos pela Península Ibérica.

 

            As origens do Tortosendo perdem-se nos tempos. Não se pode afirmar que o Tortosendo existisse na época romana ou goda. Quanto ao nome, existem de facto indícios que seja de origem goda, enquanto que a lenda o atribui a um homem de nome "Zendo" que, segundo se diz, era torto.

 

            Tudo leva a crer que o Tortosendo surgira no início da nacionalidade, sabendo-se de certeza que em 1320 já existia como aglomerado populacional. O documento mais antigo que se refere ao Tortosendo é o "Catálogo de todas as igrejas, comendas e mosteiros que havia nos reinos de Portugal e Algarve pelos anos de 1320 e 1321 com a lotação de cada uma delas". Consta deste documento que o Papa João XXII por uma Bula datada de 23 de Maio de 1320 concedera ao Rei D. Dinis, por dois anos, a décima das rendas eclesiásticas do reino. É neste documento que existe a referência a "Tortuzendo" com duas igrejas: S. Maria e S. Miguel.

 

            Conta a lenda que em Tortosendo que há muitos, muitos anos, existia uma casinha térrea e pequena e que dentro vivia uma família boa, unida mas pobre. O pai madrugava para ir cavar a terra dura, os irmãos guardavam as ovelhinhas, a mãe limpava, cozia e tratava da panela, e ela, a irmã doente e aleijada, triste e só lá ficava encostada à velha Oliveira. Mas um dia deslumbrada viu sentada num dos ramos mais baixos da oliveira uma senhora bela e irradiante que, sorrindo, lhe estendeu um objecto desconhecido e assim falou:


            - Minha filha, pára com a tua tristeza e pega nesta roca com que passarás teus dias a fiar. Embora doentinha e torta, sendo amiga de ajudares teus pais, contribuirás assim para o bem-estar da tua família e com o teu exemplo, que se propagará, para o progresso da tua terra!


            Teria vindo deste acontecimento o nome de "Tortasendo" que daria mais tarde "Tortosendo", com o seu desenvolvimento da indústria de fiação e têxtil e a sua devoção a Nossa Senhora da Oliveira.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 14:25


contador

contador
pesquisar
 
mais sobre mim
blogs SAPO