Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

03
Abr 10

           

 

             A bonita Lagoa do Negro situa-se na maravilhosa Ilha Terceira, Arquipélago dos Açores, num lugar pleno de beleza.


            Esta é uma lagoa de pequenas dimensões, situada num local de grande paz de espírito, rodeada de elegantes criptomérias, conhecidas como cedro-do-japão, que lhe conferem uma beleza muito própria. Daqui se avista a bonita Serra de Santa Bárbara, que possibilita bonitos panoramas.


            Esta lagoa é o resultado da acumulação das águas da chuva e dos escorrimentos da encosta dos Picos Gordos e dos verdejantes campos em redor, possuindo uma interessante vegetação aquática.

            Lugar idílico e bucólico, tem a si associada uma antiga e romântica lenda.


            Diz-se que há muito tempo aqui existia uma família nobre, dona de muitos terrenos e dos muitos escravos que neles trabalhavam. Acontece que a filha do nobre, que estava prometida para um casamento com um homem por quem não nutria qualquer sentimento, mas era conveniente à família, se apaixona por um escravo negro. O amor é correspondido, mas mantido em máximo segredo, sabendo que ao ser descoberto seria a pena de morte do escravo, que nem sentimentos era autorizado a ter.


            Decidem então fugir, no entanto, esta intenção foi descoberta por uma das aias. Ao perceber o perigo da situação, o escravo foge, correndo montes e vales, no coração da bonita Ilha Terceira.

             Ao sentir os perseguidores perto, e cansado dos dois dias que levava em fuga, o escravo entra em desespero, começando a chorar. Diz-se que as suas lágrimas rapidamente se multiplicaram e fizeram nascer à frente dele esta linda lagoa aninhada ao lado de uma colina arborizada. Com a aproximação dos perseguidores, e ao se aperceber da lagoa então formada, e não tendo por onde fugir, o escravo mergulhou nas águas escuras, aqui morrendo afogado.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 20:21

26
Fev 10

 

            “Calheta de Nesquim é uma das pérolas mais preciosas que encastoa o colar do Pico. Ali, a vista salta de lado para lado, tentando uma captação total do feitiço dimanante, numa freima de memoriar tanta graça, tanta ternura, tanta fulgurância. E que da-se, apática e ofuscada, no “Terreiro da Preguiça” a olhar, a reter, como se ali fora o Monte Tabor, como se ali a luz tivesse uma luminosidade mais intensa, uma antecipação beatífica.
            Calheta de Nesquim, local onde se consubstanciou o ideal do belo, que se procura, tantas vezes, baldadamente...E onde se sente o evolar e o repercutir, em ar de mistério, da cantiga singela, mas apaixonada”
            (Guido de Monterey – Ilha do Pico Majestade dos Açores)
 
            No século XVI, numa tempestuosa e escura noite, um barco à deriva, vindo do Brasil, carregado de madeira, naufragou na costa sul do Pico.
 
            Dos náufragos três conseguiram salvar-se guiados pelo cão de bordo de nome Nesquim que guiou os três homens com os seus latidos para uma calheta (pequena enseada de entrada apertada). Esta do nome do cão ficou a chamar-se “Calheta de Nesquim”.
 
            Chamavam-se os três homens João Redondo ou Rodolfo, João Valim e o capitão do veleiro Diogo Vaz Dourado.
 
            Diz-se que João Valim se fixou na Ribeira do Meio, João Redondo na Madalena e Diogo Vaz Dourado no lugar que mais tarde se chamou Foros.
 
            Junto à costa existe um morro bem alto denominado “Morricão” e será este o morro onde o Nesquim terá saltado para terra salvando assim os três náufragos.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
 
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publicado por professorkibersitherc às 17:47

04
Fev 10

 

            Há anos, no local em que hoje é a Lagoa das Furnas, havia uma aldeia onde as pessoas viviam felizes e se divertiam sem parar.

            Uma bela manhã, um jovem, quando foi buscar água à fonte para os arranjos domésticos e para dar aos animais, viu que a água era salgada. Este acontecimento estranho fez com que o moço adivinhasse que alguma coisa anormal iria acontecer com a população da sua terra. Aflito, correu a contar aos vizinhos o que vira e o que pensava, mas ninguém o acreditou.

            Passados dias, o rapaz voltou à fonte e ainda ficou mais espantado quando viu o peixe sair! Convenceu-se definitivamente de que iria acontecer qualquer coisa desagradável à sua pequena aldeia. A população não fez caso.

            O avô, homem já velho, disse às pessoas que parassem com os bailes e festas e que fosse um mais ligeiro ao alto de um pico a ver se no mar, para os lados do norte, estava uma ilha à vista.

            O povo pôs-se a rir e continuou com os festejos. Mas o velho subiu como pôde mais o neto ao alto do monte e de lá começou a chamar pelos outros e a dizer-lhes que fossem para a igreja porque estava à vista a ilha encantada das Sete Cidades, sinal de desgraça. Ninguém lhe ligou.

            Por esses dias, o dito rapaz teve de sair da aldeia para ir vender alguns animais na freguesia vizinha. Demorou algum tempo no seu negócio, mas voltou finalmente com a alegria de quem esteve longe e chega a casa. Quando se aproximava, começou a aperceber-se que tudo lhe parecia diferente.

            Finalmente chegou. Porém, no lugar onde deveria encontrar a sua terra, só estava uma grande lagoa de águas tranquilas.

            Um cataclismo soterrara para sempre a povoação, mas lá em baixo a vida continuava. É por isso que hoje nesse lugar se percebe um cheiro intenso de pão cozido pelas pessoas que continuam a sua vida na povoação escondida pela bela Lagoa das Furnas.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 23:22

 

Em tempos que já lá vão
uma pobre velha havia
na Fajã de São João
de quem o bom povo se ria.


Um dia a pobre velhinha
quando o seu pão fazia
uma formosa senhora
à sua porta batia.

- Entre! - lhe disse a velhinha
- venha junto do meu lar,
do pouco que Deus me deu
a todos gosto de dar.

Mas a senhora lhe disse
com voz doce de encantar:
- Vai dizer a toda a gente
que fuja deste lugar.

Que caso estranho e terrível
muito em breve se ia dar
que fugissem para a serra
antes da noite chegar.

E logo a velhinha foi
de casa em casa a chamar,
dizendo a todos deixassem
a sua casa, o seu lar.

Muita gente zombou
do que a velhinha dizia,
ninguém quis acreditar
em tão triste profecia.

Com uma pilha que tinha
pôs-se a velha a caminhar
para o mais alto da serra
no triste caso a cismar.

Nessa noite, à meia-noite
pôs-se a terra a baloiçar
houve um grande terramoto
uivava sinistro o mar.

E ruíram com fulgor
muitas rochas sobre o mar
muitas casas desabaram,
vibraram gritos no mar.

Quando a manhã despontou,
o sol pelo azul subia,
muita gente que zombara
na paz da morte dormia.

E a velhinha que dissera
atrás esta profecia,
diz o povo que falara
com a Virgem Santa Maria.

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 22:50

 

            No tempo do domínio castelhano e mesmo já anteriormente, os Açores eram, de certa maneira, esquecidos e os piratas aproveitavam para, à socapa e a coberto da noite, atacar e roubar as ilhas, principalmente as mais desprotegidas.

            Duma vez, um grupo de piratas, comandados pelo seu rei mouro, atacou a ilha do Faial. Mas os faialenses deram-lhe luta e conseguiram vencer e fazer com que os piratas abandonassem a ilha sem fazerem as pilhagens habituais. Ao fugir, o rei esqueceu a coroa. Era magnífica, em prata, enfeitada ao redor com ramos lavrados.
            Já em viagem o rei mouro deu por falta da coroa e lembrou-se que a tinha deixado na ilha que tinham saqueado. O barco rumou novamente em direcção ao Faial em busca da preciosa coroa.

            Disfarçadamente, os piratas procuraram por onde puderam, indagaram junto de algumas pessoas, mas nada encontraram e o rei mouro partiu em direcção às distantes terras dos infiéis, abandonando a ilha para nunca mais voltar.

            Ora uma mulher dos Cedros, que tinha encontrado e guardado a coroa, ao saber que os piratas estavam de volta à procura do símbolo real, tratou de escondê-la o melhor possível. Não vendo sítio mais seguro e, como era uma coroa aberta, sem hastes, do feitio de um anel, enfiou-a numa perna como quem enfia uma aliança e aí a conservou até ter a certeza que o rei se fizera ao mar, desistindo para sempre do precioso objecto.

            Passado algum tempo a perna da mulher inchou e, quando quiseram tirar a coroa ela não saía. Puxaram de um lado, puxaram do outro, lavaram a perna com água e sabão de cinza para a pele ficar mais escorregadia, mas a coroa não saiu.
 
            Não vendo outro jeito, não tiveram remédio senão cortar a coroa para a poderem tirar. Depois soldaram-na com muito cuidado e o riquíssimo objecto ficou para a freguesia e passou a ser usado nas festas do Espírito Santo. Tinha de altura 13cm e continha engastada uma gema de cor da qual se ignora o verdadeiro valor.

            Passados anos, com medo que aquela coroa tão rica desaparecesse ou se estragasse, mandou-se fazer uma imitação para ser usada nas festas, mas a antiga coroa do rei mouro continua a ser guardada todos os anos em casa do mordomo do Espírito Santo e pode ainda ver-se, perfeitamente, num dos lados, o lugar onde foi cortada e soldada para poder sair da perna da mulher que a tinha guardado cautelosamente.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 

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publicado por professorkibersitherc às 21:45

28
Jan 10

 

            Havia um homem da ilha das Flores que tinha um filho de nome João. O rapaz era muito imaginativo e passava a vida a sonhar. Um certo dia o João ia pelo caminho fora, carregado com bilhas de água.
            Tinha-a ido buscar longe para ser usada em casa. Ia sozinho e a sonhar, um pé na terra e o outro na lua, como era habitual nele. Encontrou, a certa altura, uma poça de água no caminho e disse em voz alta, para si mesmo:
             - Dizem que noutros lugares há lagoas e caldeiras muito lindas. Aqui na minha ilha não há. Vou mas é fazê-las!
              Pegou numa das bilhas de barro que trazia cheias de água e despejou-a no chão. Com a facilidade com que tinha sonhado em fazer as lagoas, logo se formou a primeira caldeira.

            O rapaz deu pulos de alegria e pensou: "Sempre que encontrar poças de água, vou fazer o mesmo!"
            Ali à esquerda estava outra poça mais funda e o rapaz, com confiança, vazou outra bilha de água. Formou-se outra vez uma lagoa, muito, muito funda.
            Teve que ir de novo encher as bilhas. Levado pelo sonho, foi andando, andando, pela ilha, tendo encontrado ao todo sete poças de água, onde foi deitando água.

            Assim se foram formando, a Caldeira Funda das Lajes, onde poderia flutuar um grande paquete. Há outras mais baixas, como a Caldeira Rasa, cujas margens são muito lodosas e perigosas. As restantes lagoas que o rapaz foi formando ao encontrar as poças de água são a Caldeira Branca, a Seca, a Comprida, a Funda e a Lomba. Tornaram-se todas muito diferentes, mas muito bonitas, de águas limpas e transparentes, como foi desejo do rapaz que as sonhou e as fez.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
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publicado por professorkibersitherc às 13:04

 

            Era uma vez uma mulher de Guadalupe, na Graciosa, que ia casar uma filha em poucos dias. Estavam a fazer as cozeduras e, com todos os preparativos, a mulher já tinha gasto muito do pouco que tinha. É que para casar uma filha, são gastos e mais gastos!
            Numa certa altura, a mulher já estava farta de puxar pela carteira e, aborrecida, virou-se para a filha e disse:
            - Vai-te com o diabo, rapariga, que me levas tudo o que tenho!

            Ninguém prestou atenção a estas palavras, mas passado pouco tempo , quando foram pela rapariga, não a encontraram em casa nem na vizinhança. Toda a gente ficou muito aflita, principalmente os pais e o noivo. Começaram então a procurar em lugares mais distantes, até que, sem saber mais onde procurar, foram para a serra e chegaram junto de um precipício a que chamam de Caldeirinha. Desceram o mais depressa que puderam a vereda perigosa que conduz até à entrada de forma arredondada que conduz não se sabe onde? Ainda mais surpresas e aflitos ficaram, quando viram ali as galochas da rapariga e acreditaram que ela estava dentro da Caldeirinha.

            Foram buscar cordas muito fortes, ataram-nas umas às outras e o noivo amarrou-se. Cheio de medo por não saber o que ia encontrar lá dentro, foi descido pelo buraco escuro e medonho. No fundo encontrou a infeliz rapariga, tremendo de medo e aparvalhada. Amarrou-a também com as cordas e lá subiram os dois.
O pior estava passado!   Mas quando questionaram a rapariga como tinha ido ali parar, ela não sabia ao certo.
            Então a mãe lembrou-se da blasfémia que tinha dito, tendo-a entregue ao diabo. Ele, que anda sempre à procura de almas, levara-a logo para o lugar onde se costumava esconder, a Caldeirinha.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
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publicado por professorkibersitherc às 01:45

 

                 Esta lenda é originária da ilha de São Miguel, Açores.
            Há muitos anos, na freguesia de Água de Pau, (concelho de Lagoa), vivia na Rua da Boavista, um casal com uma filha única, já crescidinha. O homem da casa era um honrado camponês de poucas posses. Para arranjo da vida costumava ter uma porca de criação, um regalo de animal, mansa e boa amamentadeira dos marrõezinhos, que paria duas vezes por ano. Era um animal muito estimado por ser muito pachorrenta e também porque, com a venda dos leitões, a família fazia dinheiro para pagar a dívida da mercearia e outras pequenas contas em atraso.

            Logo de manhã, a primeira coisa que o dono fazia era ir ao pé do pátio da porca ver como estava, coçá-la, dar-lhe umas palmadas no lombo em sinal de carinho. Por vezes levava-lhe uma tigela de milho em grão.

            Aconteceu, certo dia, que ao aproximar-se da pocilga, não viu a porca lá dentro. Correu a avisar a mulher e começaram a lamentar-se. O murmúrio foi grande e logo apareceram alguns vizinhos, que se decidiram a  ir procurar o animal desaparecido. Correram ruas e canadas dos arredores. Bateram palmo a palmo a freguesia, mas nada encontraram. Foram depois para mais longe e a filha da casa, vendo os pais aflitos, também se pôs a procurar. Tanto que ela gostava dos marrõezinhos que a porca levou consigo!

            Lembrou-se de subir o Pico e qual não foi o seu espanto, quando ao olhar para o caldeirão que ficava na cratera, viu lá em baixo a porca deitada e rodeada pelos marrõezinhos. Radiante de felicidade e não sabendo como tinha a porca ido ali parar, a rapariguinha gritou:

            - A porca furou o Pico! A porca furou o Pico!
            Trouxeram o animal para o pátio e tudo voltou à normalidade. Mas a frase pronunciada ingenuamente pela menina nunca mais foi esquecida e, ainda hoje, as pessoas que ali passam de carro ou camioneta, principalmente excursionistas, perguntam ironicamente:
            - Foi aqui que a porca furou o Pico?
            Os habitantes da vila, sentindo-se apelidados de ingénuos ou parvalhões, reagem, soltando pragas e fazendo gestos de revolta e fúria.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
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publicado por professorkibersitherc às 01:16

06
Jan 10

 

            Esta lenda é de Santa Cruz da ilha das Flores.

            A estatueta de Santo Amaro, foi encontrada no rolo além da Baixa Rasa, proveniente talvez de um naufrágio. Sabe-se que o facto ocorreu há mais de trezentos anos. O rolo passou chamar-se o Rolo de Santo Amaro, assim como todas as terras circundantes.

            O Santo foi trazido para a Igreja Paroquial, e por mais tentativas que fizesse o povo, descobria sempre logo que amanhecia, o Santo onde fora encontrado. Santo Amaro fugia de todo e qualquer lugar onde o fechassem ou colocassem, preferindo sempre regressar ao lugar onde fora descoberto.

            Perante o sobrenatural, o povo curvou-se a vontade de Santo Amaro e edificou uma capela nesse lugar, apelidando-o de Santo Amaro. Vive quem ainda se lembre do aparecimento de uma fonte cuja água, permitiu uma produção de barro, para uma construção da dita capela. Deram-lhe o nome de Fonte de Santo Amaro.

           
O povo continua anualmente um celebrar, no primeiro domingo de Setembro, o antigo talento de evasão protagonizado pela estátua de Santo Amaro.
 
PROF. KIBER SITHERC
 

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 15:20

03
Jan 10

 

            Lá pelo século dezasseis, um dia, um pescador de uma povoação do norte da Ilha das Flores andava na costa a apanhar peixe, como era seu costume. Começou a ouvir uma voz muito bonita de mulher a cantar por perto, mas numa língua que não conhecia. Ficou a cismar que por ali havia uma sereia. Logo espalhou pelo povoado a novidade e, pela maneira que falava da sereia, todos ficaram a pensar que ela encantava os homens.

            O pescador não pensava noutra coisa e, logo que pôde, poucos dias mais tarde, voltou à pesca, sonhando com a ideia de que havia de ver a sereia.
            Tinha acabado de lançar o anzol ao mar, quando começou a ouvir o canto que tanto o perturbava. Recolheu logo a linha e pôs-se a escutar com muito cuidado e a seguir o som.
             Por fim, encontrou a dona de tão melodiosa voz. Não era uma sereia, como ele pensava, mas uma linda rapariga de olhos azuis, pele clara e sardenta e cabelos ruivos. Muito assustada, ao começo, nada disse, mas por fim o pescador ficou a saber a sua história.
 
            Era irlandesa e tinha-se escapado de um navio pirata, atirando-se ao mar quando tinha visto terra próximo.
            O pescador ficou ainda mais encantado e, depois de conquistar a confiança da rapariga, voltou para casa, trazendo consigo a mulher mais bela que alguma vez a gente do lugar tinha visto.

            Algum tempo mais tarde, o pescador casou com a “sereia” e deles nasceram muitos filhos, todos de olhos azuis e ruivos como a jovem irlandesa.
            Assim, aquele lugar da Ilha das Flores se passou a chamar, por causa da cor dos cabelos de muitos dos seus habitantes, Ponta Ruiva, e ainda hoje ali há muitas pessoas de pele clara, sardentas e de cabelos ruivos, como a jovem irlandesa que um dia ali apareceu.
 
PROF. KIBER SITHERC
 

 

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publicado por professorkibersitherc às 02:50


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