Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

09
Jun 11

 

            Romão Wachowicz, de origem polaca, desde muito cedo imigrou para o Brasil. Ele relata depoimentos de algumas pessoas não nominadas, “contados com tanta seriedade como se fossem depoimentos sob juramento”. Entre Guarapuava e Lagoa Grande, em Araucária, media 300 quilómetros.

 

            O senhor Paulo morava no distrito de Pinhalão. Recebeu uma carta com a triste notícia de que o seu irmão em Lagoa Grande estava muito doente. Ao anoitecer, dirigiu-se à taberna próxima, para dissipar as tristezas.

            – Por que essa tristeza? Pergunta um velho caboclo.

            – Meu irmão ficou doente e mora muito longe daqui.

            – Se quiser eu levo você.

            – De jeito nenhum... Você não tem cavalos, nem carroça; vai de quê?

            – Isso é comigo. Se quiser, ainda hoje vamos fazer uma visita ao seu irmão, mas você terá que fazer o que eu mandar.

            – Se o preço não for muito alto, concordo.

            – Espere um pouco. Daqui a pouco estou de volta com todo o equipamento.

            Sem demora apareceu um enorme cachorro de três pernas, sendo que a quarta estendia-se em forma de cauda.

            – Sente-se! grunhiu entre os dentes o negro animal.

            – Não, não! Estou esperando pelo veículo encomendado.

            – É esse mesmo.

            – Mas eu tratei com o Benedito.

            – Eu sou o Benedito!, obedeça! Trato é trato! grunhia o canzarrão, com os olhos verdes brilhando.

 

            Paulo coçava a cabeça e não sabia o que fazer. O cachorrão fez um movimento e envolveu-o, grunhindo decidido. O passageiro, com um pulo, envolveu-se nos longos pelos do dorso do animal.

            O lobisomem urrou alegremente:

            – Segure-se, porque vamos!

            Meia hora mais tarde, estavam em lagoa grande, 300 quilómetros adiante! 

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:51

23
Jan 11

 

            A colónia de Antônio Olinto, do estado do Paraná, foi fundada em 1895, recebeu esse nome em homenagem a Antônio Olinto, então ministro de Obras Públicas.

 

            Até esse tempo a localidade era conhecida como Água Amarela, São José do Colaço ou Membéca. Nela foram trazidas 374 famílias de imigrantes (ucranianos) e 84 de polacos.


            Num pequeno lugar chamado Porto de Pedra, próximo a Antonio Olinto, moravam famílias ucranianas, uma delas conta uma história de lobisomem. Perto de sua casa moravam duas senhoras e todas as noites de lua cheia um cachorro aterrorizava as velhinhas, com uivos e arranhões na porta.


            Certa noite, uma delas encheu-se de coragem e levantou-se. O lobisomem estava perto da porta. Ela pegou num facão e saiu correndo atrás do animal, decepando-lhe a orelha direita. No outro dia, o seu afilhado veio até a sua casa para emprestar açúcar, a velhinha olhou para a sua orelha e reparou que estava cortada. Perguntou-lhe o que havia acontecido, ele se foi embora sem dizer uma só palavra.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 20:51

16
Jan 11

 

            Virmond é um município brasileiro do estado do Paraná. A sua população estimada em 2009 era de 4.181 habitantes.

 

            Este núcleo colonizatório foi organizado pelo então cônsul da Polónia, Kazimierz Głuchowski, que em 1920, adquiriu terras no município de Guarapuava. O primeiro cônsul da Polónia, no sul do Brasil, logo ao tomar posse em 1921, formou uma sociedade de colonização junto com Franciszek Łyp e Władysław Radecki. Emprestou então 10 mil réis de Władysław Kamiński e comprou a Fazenda Amola Faca para efeitos de colonização. Para formar a colónia chamou famílias de imigrantes polacos espalhados pelo Brasil, que haviam se desfeito de suas terras por um motivo ou outro. A primeira escola surgiu em 1924 e a primeira igreja em 1928.


            Antigamente, no início da colonização de Virmond, as pessoas costumavam sair muito para passear, visitar os seus parentes e vizinhos à noite. Um homem sempre saía sozinho, não gostava de levar a sua esposa. Ela começou a desconfiar dele e então pediu para ir junto, no caminho ela sentiu que o seu esposo estava estranho; quando de repente ele pediu para entrar na floresta.

 

            Da floresta logo saiu um lobisomem, tentando morder a mulher. Ela foi agarrada pela saia, que era vermelha, esta ficou toda despedaçada. Depois disso, o lobisomem sumiu no meio da floresta. A mulher correu muito e voltou para casa; chegando lá viu o seu esposo dormindo com a boca aberta, e entre os seus dentes haviam pedaços vermelhos de sua saia. Descobriu, então, que o seu próprio marido era o lobisomem.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 19:38


contador

contador
pesquisar
 
mais sobre mim
blogs SAPO