Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

26
Jan 11

 

            A Quirologia tem que ser aplicada metodicamente. As linhas, os sinais e as configurações da mão não podem ser estudadas isoladamente e de uma forma desordenada.

 

            Este sistema é baseado no M. Arpentigny.

            Analisamos primeiro o polegar. Feito isto, examinamos a extremidade dos dedos: quadrados, pontiagudos, cónicos, espatulados e etc. Estudaremos cuidadosamente a sua forma, seja ela lisa ou modificada pelos nós filosóficos ou de ordem material. Observando a sua base, verificaremos se os gostos materiais são mais longos que a palma da mão, ou se esta é maior que os dedos ou se são ambos de igual tamanho.

 

            Estudaremos as unhas, a sua configuração: compridos, estreitos, moles, frágeis e etc. a sua cor e se é quirologicamente normal.

 

            Depois estudaremos a configuração da mão, se ela é comprida ou curta, dura ou demasiado mole e macia, se é fria ou quente.

 

            Então, entraremos propriamente dito na Quirologia; a Quirologia (antiga quiromancia) estuda o interior da mão, enquanto a quirognomonia ocupa-se com o exterior da mão.

            Examinamos os montes a fim de ver qual o que se salienta pelo seu relativo desenvolvimento. Ficamos a saber se a paixão dominante é a imaginação, o amor, a ambição, a arte, a ciência ou o comércio.

 

            A fim de saber se este gosto principal é energicamente protegido interrogamos as linhas principais: da Vida, da Cabeça, do Coração, e linha do Destino. Depois estudaremos as linhas menores: do Sol, Mercúrio, etc.

 

            Para terminar o nosso trabalho, examinaremos os pontos, as estrelas, os quadrados, os círculos, as ramificações, as ilhas, as cadeias e os triângulos. Tendo sempre o cuidado de os modificar consoante o sítio aonde se encontram, sobre o monte Marte, Júpiter, Sol, etc.

 

            Procederemos, em seguida, a um resumo do conjunto; os instintos mais bem secundados dominam os demais, devorando-os; o bem domina o mal e o mal domina o bem; calculamos a força de acção e a resistência, e comparamos; e, segundo os instintos gerais, mais ou menos nobres, classificamos os mundos: o primeiro mundo do Sol, por exemplo, será a glória baseada na inspiração dirigida à beleza; o segundo, a celebridade baseada na ambição; o terceiro, a fortuna a assim sucessivamente.

 

            Terminado o trabalho, fazemos os nossos cálculos e dizemos, aquilo que nos dita a consciência.

            Este trabalho, moroso e difícil nos primeiros tempos, faz-se depois com grande rapidez, tal como sucede quando se aprende a ler. É necessário balbuciar o abecedário, pronunciar as letras, e em seguida saber-se ler.

 

            Síntese do modo de aplicar a Quirologia:

 

            1) - Estudo do polegar e dos outros quatro dedos.

           

            2) – Estudo das unhas.

 

            3) – Estudo quirognómico da mão.

 

            4) – Estudo dos montes.

 

            5) – Exame das quatro linhas principais.

 

            6) – Estudo das quatro linhas menores.

 

            7) – Por último resumo de todos os sinais que se encontram na mão.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 22:29

18
Jan 11

 

            A Quirologia é uma ciência um pouco complexa. Não é fácil qualquer curioso tornar-se um bom quirólogo se não seguir certas regras.

 

            Panphile, um dos mais célebres quiromantes do século XVII, na sua obra “Quiromancia Natural”, apresenta quatro regras, que foram muitas vezes utilizadas pelos seus sucessores e, constitui ainda hoje um fundo sólido para a prática da moderna Quirologia. Citá-la-emos na sua obra:

 

            1) – “Primeiro, aquele que quiser solidamente pôr em prática os princípios da quiromancia, e adivinhar qualquer coisa a seu favor deve tomar cuidado, que a mão não esteja nem muito fria, nem muito quente, mas em equilíbrio entre o frio e o quente, se isso se pode fazer; e que tenha mais humidade que secura, a fim de que pelo excesso de calor ou de frio a qualidade das linhas não esteja em estado de ser conhecida; e que pela secura o traço ou a quantidade das mesmas linhas esteja coberto e incapaz de se notar. Daí vem que não convém nunca formar um julgamento de quiromancia, nem imediatamente depois do trabalho, mas antes de um e outro, ou ao menos, duas ou três horas depois”.

 

            2) – “Não é suficientemente ter a mão na disposição que eu disse: Para fazer com que eu disse: Para fazer com que o quiromante tenha julgamento sólidos. É preciso ainda que ele observe a idade daquele a que ele observa a mão, porque se ele é de uma idade muito tenra que não passa de seis ou sete anos, por exemplo, não lhe deve fazer nenhum julgamento porque as linhas não estão num estado firme e consistente, e para mim, eu sou de opinião que é preciso que aquele a quem se observa a mão tenha pelo menos atingido o décimo ano da sua idade”.

 

            3) – “O julgamento deve ser sempre fundado sobre as quatro linhas principais, que são as do coração, a do fígado, a do cérebro e a de todo o corpo. É preciso também observar a linha do Sol e a Via de Leite; mas não se deve nunca concluir nada de uma só linha, a menos que isso pareça tão evidente que não haja lugar para duvidar. Não importa inteiramente que a mão que se observa, seja a direita, seja a esquerda, providencie para que seja a mais límpida e para que tenha as linhas mais formadas. Eu sei bem que há quem assegure muito escrupulosamente, sem dúvida, que é preciso observar a esquerda naqueles que nasceram à noite, e a direita nos que nasceram de dia, mas o que eu disse é, a falar sensatamente, o mais certo e o mais sólido”.

 

            Panphile chama linha do Coração aquela que nós chamamos linha da Vida. A linha do corpo todo é a mensal que nós chamamos linha do Coração. As quatro linhas são, na quirologia moderna: a linha da Vida, a linha do Destino, a linha da Cabeça e a linha do Coração.

 

            4) – “Antes de fazer o julgamento, é preciso necessariamente saber a pátria daquele que se observa a mão, assim como o dos seus parentes. É preciso também saber a sua condição ou qualidade, e sua ocupação ou vocação; a fim de que, seguindo todas estas circunstâncias o julgamento que se fará seja mais seguro. Porque seria uma coisa ridícula prometer altas dignidades da República a um camponês, mesmo que ele tivesse linhas que como diremos em seguida, indiquem honrarias supremas; como também predizer vitórias a um religioso, que verdadeiramente não puxará nunca por uma espada e não irá à guerra, mesmo que ele tenha todas as marcas dos heróis e dos conquistadores perfeitamente bem formadas. Da mesma maneira seria uma coisa absurda como injusta atribuir uma igual inclinação às sujas voluptuosidades da carne àquele que para isso já estaria inclinado pelo temperamento do seu país e pela sua má educação, e àquele que a isso não estaria nada impelido, nem pelos seus ares pátrios, nem pela sua má criação, ainda que um e outro tivessem as mesmas linhas desta inclinação. É portanto muito fácil ver que é preciso observar a pátria, tanto daquele a quem se deve predizer qualquer coisa, como dos seus parentes, e em seguida também a sua condição, a sua vocação e sua educação, sendo possível que possa acontecer que um fidalgo, perca o que tem de nobre e se torne igual a um vilão, por uma educação ou por uma vocação indigna dele; e que ao contrário, um homem de baixo nascimento elevar-se-á à classe dos mais nobres por uma vocação proporcionada a esta posição.

            “E eis as quatro regras gerais que é preciso saber para julgar convenientemente e com solidez pela quiromancia…”

 

            Resumo das quatro regras gerais de Panphile:

 

            1) – A mão deve ser examinada em sossego, longe das refeições, nas melhores condições de equilíbrio fisiológico.

           

            2) – O exame da mão numa criança de menos de dez anos, não tem valor adivinhatório.

 

            3) – Deve apenas tirar conclusões num exame geral, compreendendo ao menos o estudo das quatro linhas principais.

 

            4) – É necessário, antes de qualquer exame conhecer as principais informações que dizem respeito ao consultante, pelo menos suas origens geográficas, seu estado e sua profissão.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 19:41

14
Jan 11

 

            A Quiromancia foi palavra tirada do baixo latim “Chiromantia”, do grego bizantino “Kheiromanteia” de Kheir: mão e manteia: adivinhação.

            O nome da Quiromancia deu origem à moderna Quirologia: do grego Kheir, que significa mão, e Logos, estudo, discurso ou falar de.

 

            Kheir vem de Kheiron e significa: dominar, subjugar.

            Para os antigos, a mão era o intermediário entre o homem e os espíritos inferiores. Kheirotesia, significa a invocação, evocação, impressão, de mão estendida, de Kheir, mão e de Tesis: estender.

            Kheiromanteia, indica a arte de adivinhar inspeccionando a mão.

 

            Quiron, quer dizer o mágico, que cura através das ciências ocultas, como o centauro Quiron.

 

            A mão (segundo Desbarolles) é um pantáculo. Pantáculo vem de pantaculum (que contém todas as coisas).

            A natureza é um pantáculo; o homem é o resumo do universo, visto ser o homem um pequeno mundo (microcosmo). A mão é o resumo do homem, o seu microcosmo activo.

 

            De todas as ciências ocultas, a Quirologia mantém-se seguramente como a mais praticada, aquela que cativa, espanta e retém mais a atenção. A medicina encefálica mais moderna confirma-nos a importância determinante da mão; um terço das ligações neuróticas cerebrais está consagrado ao funcionamento das mãos.

 

            A etimologia prova-nos, por si, que a mão é identificável ao homem por inteiro, pelo menos em certas línguas: desta maneira, a raiz indo-europeia MAN que deu o sânscrito MANU, o Homem (princípio cósmico identificado com o divino), o inglês Man, o alemão Mench, dá o latim Manus, donde derivou o castelhano Mano, o francês Main e a palavra portuguesa Mão.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 15:02

08
Jan 11

 

            A origem da Quirologia é desconhecida.

            Sabe-se que era conhecida na China, há cerca de cinco mil anos e há quem pense que ela tenha nascido aí.

 

            Atribui-se vulgarmente a origem da Quirologia aos indianos, que a teriam praticado desde o III milénio.

 

            Nas escavações de Nínive, há provas irrefutáveis, que se encontram no Museu britânico, que esta ciência foi conhecida 2 600 anos a. C.

 

            Achamo-la espalhada no Egipto faraónico, na China, na Assíria, Babilónia e entre os Antigos Hebreus.

            Os ciganos são considerados portadores da Quirologia na Europa.

            Ninguém sabe donde esta ciência nasceu, ou se nasceu espontaneamente em muitas zonas de antigas civilizações. Sem grande margem de erro poderemos dizer que a Quirologia veio do oriente para o ocidente.

 

            Na Antiga Grécia e Roma a Quirologia floresceu e foi tida em grande estima. Homens célebres como: Hipócrates, Platão, Aristóteles, Anaxágoras, Galiano, Plínio o Velho, Cícero, Lúcio Cila, Augusto e Júlio César, praticaram e defenderam esta ciência e passaram por hábeis quiromantes.

 

            Na Idade Média, os médicos mais célebres que propagaram esta ciência foram Paracelso e o Grande Alberto.

            Na Catalunha Arnaldo de Villanova, filósofo, ocupou-se muito dela e estudou a fundo as obras de Cayo Júlio Higino, escritor hispano-latino, que disse que a Quirologia era uma arte divina.

 

            Harlitd, no ano de 1448, escreveu o primeiro tratado quirosófico, obra que servia os quirólogos da época.

            No século XVII, o padre jesuíta, o alemão Kircher foi um defensor da Quirologia.

 

            Na época de Napoleão combateu-se a Quirologia de ter gozado de uma certa popularidade, na Idade Média, cairia, porém em esquecimento. Voltando mais tarde a ser renovada, graças aos trabalhos e descobertas dos arquivos e obras esquecidas, estes dois sábios: o capitão Arpentigny, que cultivou particularmente a quirognomonia, isto é, a arte de desvendar o carácter pela forma da mão, e o pintor Ad. Desbarolles, o qual se dedicou à quiromancia, ou seja, a arte de ler o destino nas linhas da mão.

            Ad. Desbarolles compilou os seus trabalhos, bem com o título: “Les Mystères de La Main”.

 

            Na Alemanha. Médicos como Schrenk-Notzing, Lomer e o médico suíço Ottinger, que ocuparam a sua vida em comprovar o diagnóstico clínico pela Quirologia.

            O Dr. Krumm-Heler, que escreveu um tratado de Quirologia médica, comprovou pela sua experiência clínica a veracidade do diagnóstico por esta fantástica ciência, que é a Quirologia.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 15:59


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