Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

05
Jan 11

 

            Julgava que só a igreja católica tinha relíquias dos seus “santos”? Se julgava estava redondamente enganado. Os budistas também têm as suas relíquias, e elas têm percorrido em adoração por todo o mundo.

 

            O que é a Exposição das Relíquias do Coração do Projecto Maitréia?  

            Uma colecção com mais de mil relíquias sagradas do Buda Sakiamuni e de outros grandes mestres budistas está sendo exposta por todo o mundo. Estas relíquias serão guardadas de forma definitiva em um relicário no coração da magnífica estátua do Buda Maitréia, que está sendo construída em Kushinagar, na Índia, e que deverá ser finalizada em 2010.

 

            O que são as Relíquias?   

            Quando pensamos em relíquias, tendemos a lembrar de algo morto, inanimado e talvez não muito atraente, como vestuários, ossos ou fragmentos de dentes. Estas relíquias são diferentes. Quando os corpos de mestres espirituais são cremados surgem cristais parecidos com pérolas entre as suas cinzas. Os tibetanos os denominam “Ringsel”. Estes “Ringsel” são especiais por guardarem a essência das qualidades do mestre espiritual. Sua pureza interna aparece na forma das relíquias. Os verdadeiros mestres espirituais não falam, de modo geral, sobre suas realizações. As relíquias são evidências físicas de que o mestre alcançou qualidades de compaixão e sabedoria antes da morte.  

 

            Quais são os benefícios de se aproximar das Relíquias?   

            As Relíquias proporcionam uma oportunidade única de conexão espiritual pessoal com seres iluminados. Estes mestres escolheram, deliberadamente, deixar estas Relíquias de forma que nós possamos gerar as causas de nossa própria felicidade. Inúmeras pessoas vêm se conectando directamente à poderosa energia de amor que emana das Relíquias. Budistas e não-budistas relatam que se sentem inspirados, curados e em paz, simplesmente por estarem na presença das Relíquias. Cada visitante acessa o aspecto divino em si mesmo.  

 

            De quem são as Relíquias nesta colecção?  

            A maior parte das Relíquias são do Buda Sakiamuni, o Buda histórico, que nasceu em 563 A.C. Também há Relíquias do Buda Kasyapa, que precedeu o Buda Sakiamuni. A colecção completa está catalogada no folheto da Exposição das Relíquias, disponibilizado em troca de doações.  

 

            Como demonstro meu respeito pelas Relíquias?  

            A forma tradicional de se aproximar é através de circumambulação, prostração e oferendas, mas esta forma não é obrigatória. As Relíquias estão disponíveis a todos os seres, independente de sua religião ou crença espiritual. Não há protocolos ou formalidades rígidas. Apenas solicitamos que as pessoas mostrem respeito e atenção. Nós os convidamos para experienciar as Relíquias da forma que for mais apropriada para vocês. Frequentemente as pessoas rezam pela paz mundial e para que surja amor nos corações das pessoas em todo o mundo.  

 

            Quantas exposições das Relíquias já aconteceram?  

            Desde o início das exposições, em Março de 2001, já ocorreram mais de 100 exibições nos EUA, Canadá, Singapura, Taiwan, Mongólia, Nova Zelândia, Rússia e Europa. Elas já foram apresentadas em prisões, hospitais e escolas.  

 

            O que é o Projeto Maitréia?  

            Esta colecção histórica de mais de mil Relíquias será depositada no coração da estátua do Buda Maitréia, que está sendo construída em Kushinagar, na Índia. O propósito do Projecto Maitréia é trazer os maiores benefícios possíveis para o maior número de pessoas pelo maior tempo possível. Este propósito se realiza através da prática de bondade amorosa para consigo mesmo e com os outros. Sua Santidade, o XIV Dalai Lama explica:

 

             “Quando estamos em paz em nosso interior, podemos ficar em paz com aqueles ao nosso redor. Quando nossa comunidade se encontra em estado de paz, ela é capaz de compartilhar esta paz com as comunidades vizinhas e assim por diante. Quando sentimos amor e bondade pelos outros, isto não apenas faz com que eles se sintam amados e cuidados, mas também nos ajuda a desenvolver felicidade e paz interna. Este projecto é realmente maravilhoso e é resultado de grande coragem e determinação. Do fundo de meu coração, eu aprecio e aplaudo este belíssimo projecto e todas as pessoas conectadas a ele – os benfeitores e todos os outros que contribuíram e estão contribuindo para que ele ocorra. Todos deveriam compreender que este é um Projecto sagrado e abençoado.”  

 

            Quem é o Buda Maitréia?  

            Maitréia é conhecido como o Buda da bondade amorosa. Ele aparecerá neste mundo após a era do Buda Sakiamuni e ensinará o Dharma.  

 

            A ideia do Projecto é construir uma grande estátua?  

            Não. Como disse Lama Zopa: “A estátua em si não é o objectivo, mas sim o método para alcançar o objectivo.” O objectivo principal do prometo é criar paz e harmonia em todo o mundo. Para alcançá-lo, propomos um estilo de vida baseado na atitude da bondade amorosa. O ponto central, o foco da corporificação desta bondade amorosa é a maravilhosa estátua dourada de Maitréia, que guardará as Relíquias sagradas em seu interior.  

 

            Como este Projecto promove a bondade amorosa e a paz?  

            Ao providenciar apoio directo e imediato para uma comunidade carente da Índia que ganhará escolas, empregos, uma rede de clínicas que vai oferecer tratamento médico gratuito e crescimento económico. Já existe uma escola em Bodhgaya oferecendo educação gratuita e cuidados médicos para as crianças da região.

 

            Disponibilizando para os visitantes as ferramentas para que desenvolvam bondade amorosa em um centro de desenvolvimento espiritual e de excelência académica, que inclui um monastério, obras de arte sacra, salas para meditação e leitura, tranquilos pavilhões e santuários espirituais com informações sobre o estudo e a prática de metta, a bondade amorosa.

 

            Apresentando-se como um exemplo dinâmico de bondade amorosa e acção no mundo. As pessoas podem encontrar fonte de inspiração ao assistir o crescimento do Projecto através da media mundial.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 16:47

05
Jul 10

 

                D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal (nome completo: Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon; Queluz, 12 de Outubro de 1798 — Queluz, 24 de Setembro de 1834) foi o primeiro imperador do Brasil (de 1822 a 1831) e 28º rei de Portugal (durante sete dias de 1826).

 

            Recebeu os títulos de infante, grão-prior do Crato, príncipe da Beira, príncipe do reino unido de Portugal, Brasil e Algarves, príncipe regente do reino unido de Portugal, Brasil e Algarves além de primeiro imperador do Brasil, como D. Pedro I, de 12 de Outubro de 1822 a 7 de Abril de 1831, e ainda 28º rei de Portugal (título herdado de seu pai, D. João VI), durante um período de sete dias (entre 26 de Abril e 2 de Maio de 1826), como D. Pedro IV.

 

            Em Portugal é conhecido como O Rei-Soldado, por combater o irmão D. Miguel na Guerra Civil de 1832-34 ou O Rei-Imperador. É também conhecido, de ambos os lados do oceano Atlântico, como O Libertador — Libertador do Brasil do domínio português e Libertador de Portugal do governo absolutista.

 

            D. Pedro I abdicou de ambas as coroas: da portuguesa para a filha D. Maria da Glória e da brasileira para o filho D. Pedro II. D. Pedro I era o quarto filho (segundo varão) do rei D. João VI e de sua mulher, Carlota Joaquina de Bourbon, infanta de Espanha, primogénita do rei espanhol Carlos IV de Bourbon. Tornou-se herdeiro depois da morte do seu irmão mais velho, Francisco de Bragança (1795 - 1801).

 

            As cortes de Agosto de 1834 confirmam a regência de D. Pedro I, que repõe a filha no trono português. Apesar de ter reconquistado o trono português para sua filha, D. Pedro I voltou tuberculoso da campanha e morreu em 24 de Setembro de 1834, pouco depois da Convenção de Évoramonte (que selara a vitória da causa liberal, de que se fizera paladino), no palácio de Queluz, no mesmo quarto e na mesma cama onde nascera 36 anos antes. Ao seu lado, na hora da morte, estavam D. Amélia e D. Maria II.

 

            Foi sepultado no Panteão dos Braganças, na Igreja de São Vicente de Fora. O seu coração foi doado, por decisão testamentária, à Igreja da Lapa, no Porto, onde se encontra conservado, como relíquia, num mausoléu na capela-mor da igreja, ao lado do Evangelho. Em 1972, no sesquicentenário da Independência, seus despojos foram trasladados do panteão de São Vicente de Fora para a cripta do monumento do Ipiranga, em São Paulo, no Brasil

 

            Actualmente, os restos mortais do imperador repousam ao lado de sua primeira esposa, a Imperatriz Leopoldina e da segunda esposa, Imperatriz Amélia.

 

            Túmulo de Pedro I na Capela Imperial, subsolo do Monumento à Independência, no Ipiranga, cidade de São Paulo, Brasil.O corpo de D. Maria Amélia só foi trasladado para o Brasil, em 1982, por iniciativa do governador Paulo Salim Maluf. Durante todo o tempo que esteve em Portugal, o corpo de D. Maria Amélia repousava ao lado do irmão de D. Pedro I, D. Miguel, no Panteão dos Braganças em Lisboa.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:40

28
Jun 10

 

                Um dente, um polegar e uma lasca de dedo extraídos do corpo de Galileu Galilei (1564-1642) foram expostos em Junho de 2010 em Florença, depois de serem descobertos por acaso no ano passado por um coleccionador de arte.


            Esses pedaços, mais outro dedo e uma vértebra, foram cortados do cadáver de Galileu por cientistas e historiadores durante uma cerimónia de sepultamento ocorrida 95 anos depois desse renomado cientista do Renascimento.


            "Os leigos e maçons presentes à cerimónia acharam que deveriam ter alguma lembrança do corpo de Galileu", disse Paolo Galluzzi, director do Museu Galileu, de Florença, em entrevista à Reuters.


            "Eles acharam que ter um pedaço do homem seria uma homenagem à sua tradição. A ideia de ter relíquias da ciência é muito semelhante, é um espelho das relíquias da religião", disse ele.


            Esses restos mortais, junto com dois telescópios, uma bússola e vários outros instrumentos projectados por Galileu, são a principal atracção do público, no Museu Galileu, que reabriu em 2010 após dois anos de obras.


            Dedos que pertenceram ao cientista italiano Galileu estão exposição em museu de Florença


            Enquanto um dedo e a vértebra foram conservados em Florença e Pádua desde 1737, o dente e os outros dedos passaram de coleccionador para coleccionador, até sumirem em 1905.


            Alberto Bruschi, renomado coleccionador florentino de arte, sem querer os adquiriu com outras relíquias religiosas num leilão em Outubro de 2009. Foram vendidos como artefactos desconhecidos, contidos em uma arca de madeira do século 17.


            Quando Bruschi e a sua filha notaram que havia um busto de Galileu sobre a arca, e leram um livro de Galluzzi documentando a manipulação do corpo antes do sepultamento, entraram em contacto com o museu. Exames e estudos confirmaram que se trata dos restos perdidos de Galileu.


            Por seus estudos em física, matemática e especialmente astronomia, Galileu é considerado um dos pais da ciência moderna. Durante 95 anos após a sua morte, autoridades eclesiais proibiram que ele fosse sepultado em solo consagrado, porque as suas descobertas contrariavam os ensinamentos da Igreja na época -- de que o Sol girava em torno da Terra, e não o contrário, como Galileu sabia.


            O seu corpo hoje repousa na igreja de Santa Croce, em Florença, na tumba em frente à de Michelangelo. "Meu desejo é de que em algum estágio esses dedos e dente serão colocados com ele no seu túmulo", disse Bruschi. "Dessa forma, se um dia ele se erguer da tumba, estará inteiro."

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:09

09
Mai 10

 

                Pode parecer engraçado imaginar que diversas igrejas reclamaram durante séculos ter um pedaço do pénis de Jesus em seu poder e atribuir ao pedaço de pele do pinto sagrado o poder de fazer diversos milagres. O prepúcio de Jesus Cristo, teria sido retirado do seu corpo durante a circuncisão ritual a que o povo judeu submete todos os seus rapazes. Obviamente como Jesus era só um e só devia possuir um pénis, muitas dessas supostas relíquias não pertenciam ao Messias (sem falar na explicação de como uma pele dura mais de dois mil anos sem se deteriorar)

 

            O Prepúcio sagrado (em Latim præputium) é uma das mais preciosas relíquias católicas relacionadas com a figura de Jesus Cristo. Trata-se, alegadamente e como o próprio nome indica, do prepúcio de Jesus Cristo, retirado do seu corpo durante a circuncisão, ritual a que o povo judeu submete todos os seus rapazes. Por diversas vezes ao longo da história, houve várias igrejas ou catedrais a reclamar a sua posse, algumas ao mesmo tempo. Há vários milagres atribuídos a esta relíquia.

 

            A primeira ocorrência conhecida do prepúcio sagrado aparece na Idade Média na Abadia de Charroux, em França, apresentada aos monges por Carlos Magno, rei de França e Imperador do Sacro-Império Romano-Germânico. Segundo a lenda, a relíquia foi entregue ao piedoso rei por um anjo, embora outras versões reclamem a origem como um presente da Imperatriz Irene de Bizâncio.

 

            No princípio do século XII, esta versão do prepúcio sagrado foi levada para Roma e apresentada ao Papa Inocêncio III, a quem foi pedido um veredicto sobre a sua autenticidade. Com prudência, Inocêncio recusou pronunciar-se. Já no século XVI, o seu sucessor Clemente VII declarou que o prepúcio sagrado era uma relíquia verdadeira e fruto do corpo de Jesus, concedendo indulgências aos peregrinos que viessem prestar homenagem. Pouco tempo depois, em 1527, durante o saque de Roma pelas tropas de Carlos V, Imperador da Áustria, surgiu nova prova de legitimidade. Os soldados trouxeram uma rapariga virgem perante o relicário e, alegadamente, o prepúcio exibiu as suas propriedades milagrosas ao aumentar de volume de forma considerável. A dada altura, a relíquia desapareceu até ser encontrada em 1856 por um operário que trabalhava no restauro da Abadia. 

 

            O Papa Clemente VII, que declarou a autenticidade do santo prepúcio, outra menção histórica e concorrente do prepúcio sagrado pertence à Abadia de Coulombs, da diocese de Chartres, em França. A relíquia teve um papel importante na vida da princesa de França Catarina de Valois, então casada com o rei Henrique V de Inglaterra. Estando grávida pela primeira vez em 1421, e certamente ansiosa, a princesa mandou buscar o relicário para encontrar conforto espiritual. Dizia-se então que as emanações sagradas da relíquia garantiam um parto indolor e prometiam saúde de mãe e filho. Henrique VI de Inglaterra veio ao mundo sob esta influência milagrosa.

 

            Voltaire, no seu Tratado sobre a Tolerância de 1763, refere com ironia que a veneração do prepúcio sagrado era uma prática muito mais razoável que a de detestar e perseguir o próximo. 

 

            São conhecidos outros verdadeiros prepúcios sagrados reclamados em dada altura pelas catedrais de Puy-en-Velay, Santiago de Compostela, Antuérpia, Besançon, Metz, Hildesheim e Calcata. A versão do prepúcio pertencente a esta última foi exibida perante os fiéis numa procissão anual até 1983, quando o precioso relicário e o seu sagrado conteúdo foram roubados desta igreja italiana.

 

            Para não mencionar as questões evidentes que a conservação de uma porção de pele com cerca de 2000 anos representa, as objecções mais capazes à veracidade do prepúcio sagrado são de ordem histórica. O facto de várias igrejas reclamarem possuir o sagrado prepúcio, sendo que o menino Jesus era um só; o aparecimento tardio da relíquia (século IX) e o enredo fantasioso que envolve as suas origens já deveriam servir para o descrédito da pseudo-relíquia.

 

            Ao longo do século XX, com o advento da tecnologia científica e o respectivo espírito crítico que esta acarreta, a Igreja Católica distanciou-se do culto de algumas relíquias, incluindo o prepúcio sagrado. Em comunicações oficiais, o Vaticano exprimiu a opinião de que o prepúcio mais não é do que uma lenda de devotos, que no entanto deverá ser respeitada.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 10:57

18
Abr 10

 

                 Se há uma relíquia que tem chamado bastante a atenção de estudiosos e fiéis, esta é o Santo Sudário. Segundo relatos, esse pano, que mede 4 metros e 36 centímetros de comprimento por 1 metro e 10 centímetros de largura, teria envolvido o corpo de Jesus após sua morte na cruz.

 

             Em 1898, Secondo Pia fotografou, pela primeira vez, o tecido, já então considerado uma relíquia pelos fiéis. Ao revelar a chapa, o fotógrafo foi surpreendido pela imagem de um corpo humano. Em 1931, uma nova imagem, de Giuseppe Enrie possibilitou que ele fosse enxergado com mais clareza, apontando uma imagem de frente e outra de costas, deixando bem claros os ferimentos da pessoa retratada.

 

            Diversos estudos foram realizados no tecido, alguns atestando que a sua produção estaria situada no primeiro século e outros refutando a sua autenticidade. Hoje, é impossível chegar a uma conclusão definitiva, uma vez que o teste do carbono 14, considerado o mais preciso para determinar a "idade" de um objecto, e que apontou que o tecido datava da Idade Média, foi contestado, pois seu resultado pode ter sido modificado graças a incêndios que atingiram pedaços do Sudário.

 

            Sendo assim, o Sudário permanece como um mistério, pois as impressões do homem estão gravadas em negativo com efeito tridimensional, enquanto as manchas de sangue são gravadas em positivo. Para os que crêem no lenço, o pano envolveu o cadáver de um homem martirizado, flagelado, que teve a cabeça ferida diversas vezes, crucificado com cravos, com o lado trespassado, apresentando escoriações no joelho esquerdo, causado por queda, feridas, inchaços, sangue coagulado no rosto e septo nasal quebrado.

 

            Mais impressionante ainda é que alguns cientistas ligados à Nasa (Agência Espacial Norte Americana) defendem que o tecido foi marcado por uma micro-explosão subatómica e que a energia emanada do corpo teria deixado a imagem gravada. Dessa forma, seria impossível reproduzir, ainda nos dias de hoje, a técnica utilizada para a produção da imagem do Sudário.

 

            Para o professor Silva, no entanto, o Sudário não é legítimo. "Eu não acredito que seja o pano que cobriu Jesus. O pano tem muitos indícios de que foi forjado na idade média, quando se trabalhava uma técnica chamada câmara obscura, que é quase a tataravó da fotografia. Através dela conseguia-se imprimir uma imagem muito fraca de alguém em um tecido", explica. "A pessoa que está impressa no Santo Sudário está viva. A prova maior é que o sangue das mãos ainda está escorrendo em várias direcções. Por essas e outras eu afirmo que o Sudário não é uma relíquia autêntica."

 

            "Além disso, ela é uma relíquia fantástica demais para que o novo testamento se mantenha silencioso sobre ele", finaliza. Para os interessados, o Sudário está actualmente em Turim, sob a guarda da igreja católica e envolto por um grande aparato de segurança. É preciso destacar que a igreja não o reconhece oficialmente como uma relíquia autêntica.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:49

 

                Procurando um templo para as relíquias, que vasculhou em Jerusalém, Santa Helena cedeu o seu próprio palácio para ser transformado em Basílica, que haveria de se chamar: Basílica da Santa Cruz de Jerusalém.

 

            Se penetrássemos nas brumas da História e retornássemos ao longínquo ano de 270, encontraríamos numa hospedaria de Drepanum, na Bitínia, uma graciosa menina. Cheia de encanto e pudor, era o maior tesouro de seus pais.

 

            Segundo a lenda, de tal modo as suas virtudes resplandeciam, que o Imperador romano Constâncio Cloro, ao ver o seu semblante, decidiu tomá-la por esposa. Desse modo, a jovem Flavia Iulia Helena tornouse imperatriz e deu à luz um filho, a quem chamou Constantino.

 

            Na corte, conheceu a religião cristã e converteu-se. O seu Batismo contrariou muitíssimo o imperador, que a repudiou como esposa. Assim, Helena passou, de repente, de uma situação brilhante para uma existência envolta em sombras. Restava-lhe apenas o consolo do amor que seu filho por ela nutria.

 

            Após alguns anos, porém, Constantino sucedeu a seu pai Constâncio no trono imperial. Encantado, como sempre, pelas virtudes de sua mãe, chamou-a imediatamente à corte, concedeu-lhe o título de Augusta e deu-lhe um suntuoso palácio, em Roma, o Sessorianum.

 

            Como boa mãe, Santa Helena quis aproximar o filho da fé católica. Mas ele relutava, tomado por outras preocupações. Mas com o milagre de Ponte Milvio, Constantino converteu-se ao catolicismo.

 

            Após a proclamação do Edito de Milão – o qual, naturalmente, contou com o concurso de Santa Helena – ela obteve de seu filho uma ordem para a destruição dos templos pagãos que Adriano, muito tempo antes, havia mandado erigir sobre o Calvário e sobre o Santo Sepulcro, a fim de sufocar o culto cristão.

 

            O seu coração, porém, queria mais. Helena não podia suportar o abandono dos Lugares Santos. Assim, tomada de santa coragem, empreendeu uma longa e perigosa viagem, com o intuito de resgatar a memória e as relíquias da Paixão de Cristo.

 

            Santa Helena, como uma arqueóloga dos tempos modernos, começou a vasculhar à procura de relíquias sagradas.

            “Dirigindo-se ao Gólgota, os soldados que a acompanhavam viram aquela velha mulher, aquela velha mãe, caminhar entre os escombros, ajoelharse entre as ruínas, e dizer: ‘Eis o lugar da batalha: onde está a vitória? Eu estou sobre um trono, e a Cruz do Senhor no pó? Eu estou em meio ao ouro, e o triunfo de Cristo entre as ruínas? Vejo o que fizestes, demónio, para que fosse sepultada a espada que te derrotou’!”

            Com estas palavras Santo Ambrósio relata a chegada de Santa Helena ao Calvário. Tal fé não poderia deixar de ser recompensada.

 

            Conta-se que a cruz de Cristo foi encontrada, juntamente com a dos dois ladrões. Um milagre confirmou o acontecimento:

            Havia uma senhora muito doente. Santa Helena pediu que ela tocasse nas três cruzes encontradas. Com as duas primeiras nada aconteceu, na terceira a senhora foi curada, o que confirmou a cruz verdadeira, na qual o Cristo foi crucificado.

            Com efeito, guiada pela luz do Espírito Santo, a imperatriz encontrou a verdadeira Cruz do Salvador, bem como as outras relíquias da Paixão.

 

            Conforme narra a tradição, ela ordenou que o Santo Lenho fosse dividido em três partes: deixou uma em Jerusalém, mandou outra para o filho em Constantinopla, e levou consigo a terceira para Roma, com diversas outras relíquias.

 

            Chegando à Cidade Eterna (Roma), era necessário edificar um templo que estivesse à altura de custodiar as santas relíquias e excelentes maravilhas. Santa Helena não vacilou, e cedeu para essa finalidade o seu próprio palácio (o Sessorianum), o qual tinha sido, em épocas anteriores, a residência dos imperadores.

 

            Coordenando pessoalmente os trabalhos, fez com que a sala mais nobre do palácio fosse transformada numa basílica. Com toda a generosidade, cedeu os seus próprios aposentos para serem transformados em capela, em cujo pavimento verteu a terra que havia trazido do Calvário, e onde depositou a relíquia da Cruz.

 

            Tendo-se iniciado grande afluxo de peregrinos, o lugar começou a ser conhecido como Basílica Sanctae Crucis in Hierusalem (Basílica da Santa Cruz de Jerusalém), nome dado pelo facto de ali estar a relíquia da Cruz, bem como a terra do Calvário.

            Os romanos, porém, insistiam em chamá-la “Basílica Sessoriana”. Até hoje permanecem as duas denominações.

 

            A Capela das Relíquias, com o passar do tempo, passou a ser chamada “Capela de Santa Helena”, pois ali tinham sido os seus aposentos.

            Existem vários documentos que comprovam a descoberta, transladação, conservação e veneração da relíquia da Santa Cruz. E cada fragmento dela retirado ao longo dos séculos foi devidamente registrado.

 

            Também os diversos ritos de Adoração do Santo Lenho o atestam. Nos tempos antigos, o ritual pontifício estabelecia que as cerimónias da Sexta-Feira Santa se celebrassem na Basílica in Hierusalem. Para ela se dirigia em procissão o Pappa, descalço, desde a Basílica de São João de Latrão, acompanhado pelo clero e pelo povo, para adorar o Lenho, considerado a verdadeira Cruz. Também no dia 14 de Setembro, há a Festa da Exaltação da Santa Cruz,

 

            Existem várias relíquias da Paixão que se conservam na Basílica, ali se realizavam – e ainda se realizam – especiais ritos.

 

            Ao longo de seus desasseis séculos de vida, a Basílica sofreu diversas transformações, tornando difícil hoje em dia imaginar como seria a estrutura da Domus Sessoriana. As próprias relíquias, por diversos motivos, foram transladadas para uma nova capela – o Santuário da Cruz – construída no recinto da sacristia.

 

            Com o tempo, outras relíquias foram levadas para a Basílica Sessoriana: o Título da Cruz (tabuleta com uma parte da inscrição “Jesus Nazareno Rei dos Judeus”), um cravo, dois espinhos da coroa, o patíbulo do Bom Ladrão, um dedo de São Tomé, bem como fragmentos da Gruta de Belém e da Coluna da Flagelação.

 

            Por tudo isso, quando o Papa João Paulo II a visitou, em 25 de março de 1979, exclamou: “Este é o verdadeiro Santuário da Cruz de Cristo!”

            Na Basílica da Santa Cruz de Jerusalém conservam-se junto ao “Lignum Crucis”, um fragmento da Coluna da Flagelação, um dos cravos, um dedo de São Tomé, um espinho da Coroa e a tabuleta INRI.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:20

 

                A Basílica da Ressurreição, também chamada pela Basílica do Santo Sepulcro é um local em Jerusalém onde a tradição cristã afirma que Jesus Cristo foi crucificado, sepultado e de onde ressuscitou no Domingo de Páscoa. Constitui um dos locais mais sagrados da cristandade. Segundo a tradição encontra-se aí a relíquia de um pedaço da cruz de Cristo.

 

            Conta a lenda que Santa Helena (Flavia Iulia Helena), mãe do Imperador Constantino, convertida ao cristianismo, querendo venerar os lugares onde Cristo nasceu, morreu e ressuscitou, fez uma peregrinação à Terra Santa. Sabendo por intermédio dos cristãos residentes que o Sepulcro de Jesus jazia debaixo do Templo romano. Ela apelou junto ao seu filho, o Imperador, para retirar o templo Romano e Construir uma Basílica Cristã para venerar o Sepulcro de Jesus. Assim Constantino ordenou a construção da Anástasis e fez reluzir o Sepulcro de Jesus (325-326) que até os dias de hoje é venerado e honrado pelo cristianismo.

 

            Conta-se que a cruz de Cristo foi encontrada, juntamente com a dos dois ladrões. Um milagre confirmou o acontecimento:

            “Havia uma senhora muito doente. Santa Helena pediu que ela tocasse nas três cruzes encontradas. Com as duas primeiras nada aconteceu, na terceira a senhora foi curada, o que confirmou a cruz verdadeira, na qual o Cristo foi crucificado”. Conta padre Stefano, secretário da Custódia de Jerusalém.

 

            Conforme narra a tradição, ela ordenou que o Santo Lenho fosse dividido em três partes: deixou uma em Jerusalém, mandou outra para o filho em Constantinopla, e levou consigo a terceira para Roma, que se encontra na “Igreja da Santa Cruz de Jerusalém” com diversas outras relíquias: a placa com a inscrição "Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus", dois cravos que foram usados na crucificação de Jesus,  dois espinhos da coroa colocada na cabeça de Jesus, fragmentos da cruz e o dedo de São Tomé.

 

            Este grande acontecimento é relembrado pelos cristãos de Jerusalém todo dia 7 de Maio, no local onde o facto aconteceu.

            Todos os anos, peregrinos de todo o mundo, reúnem-se para a festividade sob o Calvário, na Basílica da Ressurreição, onde actualmente encontra-se a gruta de Santa Helena.

 

            Segundo o Custódio da Terra Santa, padre Pier Battista, “a devoção e a adoração a Cruz não são actos irracionais de veneração a um objecto material e insignificante. É um acto de fé e de amor à Pessoa de Jesus. É querer afirmar nossa disponibilidade em testemunhar o coração do cristianismo, não simplesmente com a exibição de sinais externos e sim com o testemunho coerente de nossa vida.”

 

            No tempo de Jesus o local era uma pedreira desactivada, de onde se extraia as pedras utilizadas para a construção civil.

            Nesta cisterna foram colocadas três cruzes: a de Jesus e as dos dois ladrões que o acompanhavam.

            Ao terminar a Santa Missa, celebrada no próprio local, a festividade de dois dias encerra-se com a procissão da relíquia da Santa Cruz, dando três voltas em torno a Tumba da Ressurreição de Jesus.

 

PROF. KIBER SITHERC

Procissão com a relíquia da cruz de Cristo.

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 16:28

 

                Próximo à grande Basílica de São João de Latrão, em Roma, uma pequena igreja dos primeiros séculos do cristianismo atrai centenas de pessoas durante a Quaresma.


            Trata-se de uma igreja que traz em sua história a preservação de uma relíquia mais que especial: a cruz de Cristo.


            No coração de Roma, uma igreja simples, mas de grande valor histórico e espiritual.
            A igreja do século IV, foi construída numa zona que pertencia ao Império Romano por desejo de Santa Helena, mãe do imperador Constantino.


            Esta santa foi responsável pela chegada das várias relíquias vindas de Jerusalém e que hoje estão espalhadas pela cidade de Roma. No caso desta Basílica, a placa com a inscrição "Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus", dois cravos que foram usados na crucificação de Jesus,  dois espinhos da coroa colocada na cabeça de Jesus, fragmentos da cruz e o dedo de São Tomé.


            A igreja é conhecida como Igreja da Santa Cruz de Jerusalém. A Basílica de São João de Latrão fica a poucos metros dali. Tradição e fé se encontram neste lugar de peregrinação dos primeiros cristãos, que iam até o local para venerar aquele que, segundo a tradição, seria o madeiro onde Jesus deu a vida.

 

                Alem das relíquias, a igreja traz uma grande quantidade de pinturas dos séculos XV e XVI, a maioria com cenas da vida de Santa Helena e de seu filho, o imperador Constantino.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

Relicário com as relíquias trazidas por Santa Helena. 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 12:32


contador
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


contador
pesquisar
 
mais sobre mim
blogs SAPO