Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

04
Fev 10

 

            Há anos, no local em que hoje é a Lagoa das Furnas, havia uma aldeia onde as pessoas viviam felizes e se divertiam sem parar.

            Uma bela manhã, um jovem, quando foi buscar água à fonte para os arranjos domésticos e para dar aos animais, viu que a água era salgada. Este acontecimento estranho fez com que o moço adivinhasse que alguma coisa anormal iria acontecer com a população da sua terra. Aflito, correu a contar aos vizinhos o que vira e o que pensava, mas ninguém o acreditou.

            Passados dias, o rapaz voltou à fonte e ainda ficou mais espantado quando viu o peixe sair! Convenceu-se definitivamente de que iria acontecer qualquer coisa desagradável à sua pequena aldeia. A população não fez caso.

            O avô, homem já velho, disse às pessoas que parassem com os bailes e festas e que fosse um mais ligeiro ao alto de um pico a ver se no mar, para os lados do norte, estava uma ilha à vista.

            O povo pôs-se a rir e continuou com os festejos. Mas o velho subiu como pôde mais o neto ao alto do monte e de lá começou a chamar pelos outros e a dizer-lhes que fossem para a igreja porque estava à vista a ilha encantada das Sete Cidades, sinal de desgraça. Ninguém lhe ligou.

            Por esses dias, o dito rapaz teve de sair da aldeia para ir vender alguns animais na freguesia vizinha. Demorou algum tempo no seu negócio, mas voltou finalmente com a alegria de quem esteve longe e chega a casa. Quando se aproximava, começou a aperceber-se que tudo lhe parecia diferente.

            Finalmente chegou. Porém, no lugar onde deveria encontrar a sua terra, só estava uma grande lagoa de águas tranquilas.

            Um cataclismo soterrara para sempre a povoação, mas lá em baixo a vida continuava. É por isso que hoje nesse lugar se percebe um cheiro intenso de pão cozido pelas pessoas que continuam a sua vida na povoação escondida pela bela Lagoa das Furnas.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:22

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