Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

14
Nov 09

  

 

               Um dos fenómenos psíquicos mais notáveis é, sem dúvida alguma, o das aparições de espectro, ou seja, a visão aparentemente tangível da imagem de um defunto, na maioria das vezes, e noutras de seres vivos. Embora possa existir uma diferença de horário, pode-se ter a certeza de que se trata de uma sugestão telepática, também chamada transmissão da vontade (telebulia). Deverá passar para as mãos do cientista, ou parapsicólogo. O fenómeno em si (sempre que tenha sido devidamente comprovado em todos os seus aspectos), tem provocado calorosas discussões e comentários de todos os géneros.

 
            Este tipo de fenómenos tem-se verificado em todos os tempos e em todas as latitudes, provocando o assombro de todos os que contemplaram a aparição e constituindo grande tema de controvérsias entre aqueles que, não acreditando no fenómeno, se fortaleceram na sua incredulidade, e aqueles que nele acreditaram ou o consideraram possível, por este ou aquele motivo, especialmente os que viveram qualquer experiência desse género. Na realidade, trata-se de um assunto sumamente delicado para ser tratado e julgado com ligeireza, sempre e em qualquer época. Vejamos alguns casos de autêntica sugestão telepática (telebulia):
 
            Em 6 de Maio de 1969, uma menina de dois anos foi desenterrada da sua tumba em Karachi (Paquistão), ao fim de cinquenta horas de sepultura, e foi encontrada viva, a chupar o dedo polegar. A mãe, chamada Kajran, declarou aos jornalistas que, depois de a filha ter sido enterrada, teve um sonho em que ouvia uma voz dizer-lhe: “Vai, abre a tumba e encontrarás a tua filha viva”. No dia anterior, tinha contado o sonho a todas as pessoas que conhecia. Algumas acreditavam-na, outras quase se riram dela. Mas a mãe insistiu tantas vezes, que a autorizaram a abrir a campa.
            A criança foi levada para casa da sua mãe, em Liaquatabad, um subúrbio afastado de Karachi, onde se recuperou rapidamente. Na gestação de um sonho, seja ele qual for, por mais insólito que possa ser, a força da imaginação entra numa mínima parte, sendo a realidade a base dos factos sonhados, embora essa realidade possa estar num plano diferente daquela que conhecemos quando estamos acordados. A voz que a mãe ouvia era o chamamento inconsciente da sua própria filha. Tratou-se de uma autêntica transferência telepática, uma sugestão inconsciente: uma telebulia.  
 
            Na realidade, segundo alguns autores, são muito mais frequentes do que alguns imaginam. O que é realmente difícil é a aparição de pessoas falecidas há muito tempo. No próprio instante da morte, ainda que esta tenha sido repentina e imprevisível (como o caso de um acidente), a pessoa que morre aparece, por vezes, a muitos quilómetros de distância, a uma outra pessoa que não a esperava, quer quando acordada. O controlo destes factos é geralmente fácil, pois o vidente tem frequentemente grande interesse em comunicar às outras pessoas a comunicação que acaba de receber.
            Por vezes, pode-se anotar a hora exacta, mas o mais normal é ter-se uma referência aproximada, que vem a corresponder àquela em que a pessoa aparecia e expeliu o seu último suspiro, embora em muitos casos ninguém possa dizer exactamente qual a hora do falecimento. A visão, por vezes, não corresponde nos seus pormenores à realidade concreta e às circunstâncias do falecimento. Algumas pessoas viram a casa do morto pintada de negro; outras viram o defunto elevar-se nos ares rodeado de uma estranha luz, como um grande halo; outros viram-no no leito de morte, estendido, e até já quem tenha falado com ele, mesmo morto. Por vezes, mais do que uma visão ouviram-no dizer adeus ou escutaram um pensamento dele. Seja como for, a pessoa que recebe a mensagem compreende imediatamente que se trata de um falecimento e poucas vezes se engana.
            Estes casos são muito vulgares e o doutor Rhine, nos seus livros e tratados de parapsicologia ocupou-se muitas vezes deles, assim como outros parapsicólogos, pois há milhares de casos constatados, desde a Metapsíquica. Estas visões que, algumas vezes, podem ser acompanhadas de palavras reconfortantes ou edificantes apresentam-se, à primeira vista, como fenómenos sobrenaturais ou aparições milagrosas permitidas por Deus para nos iniciar à oração. Há casos em que esse convite, ou interpretação, parece muito fundamentado e digno de ser adoptado. É curioso como, por vezes, essas aparições foram presenciadas por pessoas agnósticas, materialistas e desprovidas de qualquer sentimento religioso, e em circunstâncias profanas e sumamente triviais. Mas voltamos a repetir que, na maioria dos casos, cientificamente apenas se pode aceitar na sugestão telepática um último desejo inconsciente, na grande maioria das vezes; o seja, a telebulia, esse desejo imenso de comunicar à distância duma pessoa que está prestes a morrer.
            Nos casos de acidente grave, sem que a pessoa tenha morrido, produzem-se visões semelhantes. Igualmente quando se está transtornado por uma emoção muito forte, por qualquer temor ou por um sofrimento moral.
 
            O caso seguinte é bastante conhecido, por ter sido publicado em livos e revistas de parapsicologia. A sua veracidade não admite dúvidas, visto que foi comprovado em todas as suas partes. Disse o sacerdote S. A. R. da diocese de Barcelona:
            “Era o dia 18 de Abril de 1963. Tinha anoitecido e provavelmente era já muito tarde, pois eu estava a dizer as minhas orações antes de deitar-me. Estava de joelhos no genuflexório; à minha direita havia uma porta que dava a casa de banho, que não tinha qualquer outra saída. Entre as minhas orações, tenho o hábito de rezar o “Acordaos” pelo meu sobrinho e minhas sobrinhas. No momento em que terminava essa oração vi a mais velha das minhas sobrinhas diante da porta do quarto de banho que estava às escuras, estando o meu quarto relativamente mal iluminado por uma única lâmpada: a da mesa-de-cabeceira. Aquilo durou tanto como um relâmpago e quase foi mais e certeza de uma presença do que uma aparição propriamente dita. Não dei importância ao caso, dizendo apenas para mim mesmo: “Caramba, que curioso!” No dia seguinte, soube que a minha sobrinha, naquele mesmo dia, por volta das duas da tarde, tinha sofrido um terrível acidente de bicicleta, com fractura do crânio. Recolhida sem conhecimento, tinha permanecido em coma bastantes horas e devia encontrar-se nesse estado no momento em que a sua presença se materializou a um metro de mim, diante da porta do quarto de banho”.
 
            Segundo o doutor Jules Bois, a telebulia, quer seja uma sugestão telepática ou alucinatória, é um fervente desejo de comunicação à distância. A sugestão telepática mal interpretada contribui muitas vezes para a superstição espírita de muita gente, pois os casos em que se comunica uma morte são especialmente frequentes. Por outro lado, o inconsciente tanto do agente como do receptor, em certas alturas, dramatizam magistralmente o conteúdo telepático.
 
            Vejamos outro caso de sugestão telepática relatado pelo Oscar Quevedo:
            “Durante a Primeira Guerra Mundial, um menino de três anos e meio deteve-se um dia de repente, quando brincava, como se tivesse sido sacudido por uma súbita inspiração, e exclamou: - Meu pai está-se a afogar, caiu num poço e não pode ver”.
            Aparição de um morto? Os parentes do menino ficaram muito espantados. As cartas que recebiam do pai não confirmavam o triste comunicado. Mas ao regressar o pai de França, ficou comprovado que, precisamente naquele dia 7 de Novembro de 1918, em que o menino captou o facto, o pai tinha sido atacado com gases na trincheira e, como resultado, tinha ficado cego durante três semanas”.
            O caso parece ter todos os requisitos para ser classificado como de sugestão telepática: é lógico supor que o pai da criança, no desespero de se crer cego, pensasse no filhinho, a quem não poderia ver mais. Este pensamento, durante a inconsciência da asfixia na trincheira, actuaria como a telebulia necessária no fenómeno psíquico que classificamos como sugestão telepática.
 
            Os “adornos “ na sugestão telepática.
            Tanto o receptor como o emissor podem “adornar”, associar à mensagem outros elementos. Neste sentido pode ser muito expressivo o seguinte caso, de cuja autenticidade é difícil duvidar:
            “O Dr. Mittchel Weir de Filadélfia, estava já a dormir, certa noite, quando foi abordado pela campainha da porta de entrada. Levanta-se, abre a porta e encontra uma menina desolada que lhe diz: “Minha mãe está muito doente, doutor. Rogo-lhe que venha, por favor”. Era uma noite de inverno, a neve caia em turbilhões e soprava um vento glacial. O doutor agasalha-se e segue a menina. Encontra a mãe gravemente doente de pneumonia. Depois de lhe prescrever os seus cuidados, antes de se despedir felicita a mãe pela filha tão inteligente e corajosa que tem. Responde a mulher: “Minha filha morreu, há um mês. As suas botas e o seu sobretudo estão neste armário”. Abrindo o armário, o doutor vê as roupas que vestia a menina que o chamara. Estavam secas e à temperatura ambiente: não podiam ter estado uns minutos antes expostos à neve e ao frio gelado da noite”.
            Aparece clara a telebulia, talvez só inconsciente, da viúva que se encontra gravemente doente e sozinha: “Se ao menos estivesse aqui a minha filhinha para ir chamar o médico…! De facto o médico captou esta telebulia, perfeitamente dramatizada e completada. A mensagem telepática, no caso, gozou de boas condições pela emotividade e pelo estado psicofísico todo especial da emitente, assim como pelo sono do receptor. Devemos levar em conta também que o inconsciente do médico teria já ficado de sobreaviso, ao deitar-se, com receio de que algum doente precisasse dos seus auxílios profissionais justamente numa noite tão desagradável como aquela… o doutor comprovou ao voltar da casa da doente que não existiam as pegadas da menina na neve. A esposa e empregada não ouviram a campainha (os efeitos físicos são raros). O mesmo devemos dizer das roupas: nem saíram do armário, nem foram materializadas! Tudo foi dramatização inconsciente da mãe doente completada pelo inconsciente do doutor.
           
PROF. KIBER SITHERC
 
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publicado por professorkibersitherc às 17:41

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