Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

01
Mar 10

 

            Alenquer é uma vila muito linda e tranquila a cerca de 36 km de Lisboa.
            É chamada “Vila Presépio” por se assemelhar a um presépio, com as suas casinhas brancas encavalitadas na parte alta da vila, chamada, por isso mesmo, de “Vila Alta” e, cá em baixo, o rio a atravessar a parte baixa da vila.

            A sua origem perde-se na imaginação dos historiadores e no tempo.
            Damião de Goes, notável alenquerense e cronista de craveira universal, atribui a fundação de Alenquer no ano de 418 da nossa Era.
            Para uns historiadores Alenquer deriva de "Alan-Kerk", que significa Templo dos Alanos.

            Existem opiniões a dar aos Suevos a instituição de Alenquer com o nome de Alankana.
Por sua vez os Túrdulos (gente mais nobre da Lusitânia, segundo Estrabão), são apontados como os primeiros a erguer a Vila, à qual então chamariam Alankerk-Kana. Frei Luis de Sousa, opina que o nome de Alenquer foi Alano-Kerka.
 
            A lenda da conquista de Alenquer aos mouros, como lenda que é, não está provada ter algum fundamento.
            Existem mesmo duas versões da mesma lenda. De qualquer modo, aqui fica, pelo menos como curiosidade:

            Diz uma das versões da lenda que D. Afonso Henriques, nas suas conquistas, deparou com uma cidade, fortemente defendida pelos mouros, dentro das suas muralhas. Resolveu cercá-la, com o intuito de a conquistar, mas os mouros mantinham-se alerta e apresentava-se difícil conseguir os seus fins. Na manhã do dia em que o rei tinha resolvido invadir o castelo, indo o rei cristão com o seu séquito banhar-se no rio e fazer suas correrias, notaram que um cão grande e pardo que vigiava as muralhas e que se chamava "Alão” calou-se e lhes fez muitas festas. El-rei tomando isto por bom presságio mandou começar o ataque, dizendo "O ALÃO QUER, palavras que serviram de futuro apelido à vila.

            Uma outra versão, diz que o cão Alão era encarregado de levar as chaves na boca, todas as noites, pela muralha fora até à casa do Governador e os cristãos aproveitando os instintos do animal, prenderam uma cadela debaixo de uma oliveira à vista do cão que, subjugado por sentimentos amorosos, galgou os muros, entregando assim as chaves aos portugueses.
 
            Estas lendas não têm algum fundamento até agora provado, mas o que é certo é que o brasão da vila, tem um cão, o que parece confirmar a lenda.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
  

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 02:10

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

pesquisar
 
favoritos

A ORIGEM DO RISO

mais sobre mim
blogs SAPO