Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

02
Mar 10

 

            A Fuseta, segundo os relatos históricos mais antigos datados de 1572, era conhecida por “Fozeta” (diminutivo de foz) o que teria tido origem no facto de ali desaguar um ribeiro chamado “ribeiro do tronco”.
 
            É descrito como um sítio que pouco a pouco se foi desenvolvendo e aumentando em população até constituir um lugar. Desconhece-se a data em que ali se terá começado a constituir um aglomerado populacional. De início apenas existiam algumas cabanas que serviam para guardar utensílios das armações de pesca que se lançavam naquele local.
 
            Aliás, em 1541 há referências a um Sítio das Cabanas, que depois se uniria ao Sítio dos Moinhos, para formar a Fuseta. O porto de pesca, colorido pelos barcos, assim como a praia e toda a zona ribeirinha, cuja recuperação ambiental foi recentemente premiada, são visitas obrigatórias.
 
             Existem ligações regulares por barco para a ilha da Fuseta-Armona. O passeio pode prosseguir até aos rectângulos espelhados das salinas, as ruínas das atalaias de Torre de Bias, Cumeada e Alfanxina, paralelas à Ria Formosa e ao mar, às nascentes de água dos Olheiros, a norte da Vila, a que se atribuem virtudes medicinais.
 
            Em tempos já lá idos, conta-se que ao pé do mar existiu terra de vinho e de pão
            E que em noites de luar, mulher moura e homem cristão para ali iam se encontrar...
            Vinda do mundo brilhante, a moura não escondia os raios de luz no fundo do coração, Os pedaços de lua na palma da mão e na garganta a voz do mais fino violão!
            E o português? Esse não havia que fosse mais cristão.
            E tinham assim juntinhos, um ao outro, o coração...
            As águas, junto ao ribeiro, cantavam e outro amor nunca se viu...

            Contudo, Állah, sempre vigilante, não deixa cair no esquecimento que não se casaria mulher moura com homem cristão.
             Logo ali os encantou e nasceu Fuseta, terra de vinho e de pão.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:53

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

pesquisar
 
favoritos

A ORIGEM DO RISO

mais sobre mim
blogs SAPO