Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

20
Mar 10

 

            Todos sabem que a seda é invenção única da China. Durante um longo período, o país produzia e usava o tecido com exclusividade.
 
            Nos mitos e lendas da história chinesa, Lei Zu, a concubina do Imperador Xuanyuan da China Antiga, é reconhecida como a criadora da sericicultura.
           
            Conta a lenda que Lei Zu estava a beber água numa floresta de amoreira quando alguns bichos-da-seda selvagens caíram dentro de sua tigela. Quando tentou remover os animais, ela descobriu que eles cuspiam uma longa linha. Foi a partir dali que Lei Zu começou a criar bichos-da-seda e usar a linha para fazer produtos têxteis. Assim, ela ganhou o apelido de "Deusa do Bicho-da-Seda" do povo chinês.
 
            Até hoje, a cidade de Huzhou, na província de Zhejiang, mantém como tradição local um festival é realizado no início de Abril para celebrar Lei Zu pela sua contribuição.
 
            De acordo com registos arqueológicos, a seda já era artigo de uso diário há 4.600 anos, antes mesmo da existência de Lei Zu. Em 1958, escavações feitas em Yuhang, na Província de Zhejiang, revelaram artigos como linha da seda, fitas e cordas de seda, todos com mais de 4.700 anos de história. Estes objectos foram carbonizados, mas a identificação clara da disposição das fibras da seda é uma prova importante da qualidade do artesanato naquele período.
 
            Durante a Dinastia Han (206 a.C-220 a.C.), a sericicultura avançou muito, chegando à utilização de 15 fibras de seda para cada fio. A técnica foi descoberta graças às escavações realizadas na Tumba de Mawangdui, da Dinastia Han do Oeste (206 a.C-24 a. C.), na província de Hunan, centro da China.
 
            A seda se consagrou na lista dos patrimónios culturais do país pelo estilo único da estética oriental. E é por causa dela que os trajes tradicionais chineses se revelam dotados de beleza delicada e elegante.
 
            Da China para o mundo, a seda viajou milhares de quilómetros pela famosa "Rota da Seda". O tecido passou a ter significado político e comercial na história do país, pois foi a Rota da Seda que passou a ligar a China aos países do centro e oeste da Ásia, o que promoveu a abertura aos intercâmbios culturais e à divulgação dos produtos e artesanatos de seda da China.
 
            A partir o século 5 a.C., a China começou a exportar o tecido aos países ocidentais. Por causa dos artesanatos delicados e do design especial dos produtos, a seda chinesa ganhou o nome de "criação do paraíso". Na época, gregos e romanos chamavam a China "Serica" e o povo chinês "Seris", ambas as palavras originárias de "serge", que significa seda.
 
            Conforme os registos históricos ocidentais, a seda chinesa caiu até mesmo no gosto do imperador romano Júlio César, que foi ao teatro vestindo uma toga feita do tecido. Ele atraiu a atenção de todos os espectadores do show com seu traje luxuoso.
            No século 4 a.C., a seda chinesa foi levada à Índia. Lá, o tecido ganhou tanto apreço e valor que, durante o século 2 a.C., aquele que era apanhado roubando seda era posto em reclusão e só podia beber leite, e nada mais, durante três dias.
 
            Entre 138 a.C. e 119 a.C., o imperador da Dinastia Han mandou por duas vezes o embaixador Zhang Qian aos países do oeste da Ásia. O enviado levou artigos feitos em seda aos países cortados pela Rota para promover os negócios bilaterais, além de impulsionar intercâmbios culturais entre os países. Foi assim que começou o modelo de negócio que se estabeleceria na Dinastia Han e seria amplamente desenvolvido até a Dinastia Tang.
 
PROF. KIBER SITHERC
 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 15:30

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