Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

31
Mar 10

 

                A versão chinesa atribui a Kan-Si, filha de um poderoso mandarim, a criação do leque, uma vez que, não mais suportando o calor durante um baile de mascaras, e não podendo expor o seu rosto aos olhares indesejáveis, dele se serviu para abanar-se, tendo logo o seu gesto imitado por outras damas do baile.

 

            Da mesma lenda, há outra versão, que a filha de um poderoso mandarim foi assistir a uma Festa de Lanternas, onde milhares de velas são acesas. Com o calor, ela sentiu-se mal e discretamente tirou a sua máscara para abanar-se com ela. Teria, então, nascido o leque.

 

            As principais civilizações desde a Antiguidade fizeram uso dele, como o Egipto, Assíria, Pérsia, Índia, China, Grécia e Roma, tendo ele sido utilizado como símbolo de poder em sua essência.

 

            Os leques com imagens surgiram no Japão. Depois foram usados, durante o período Sengoku Jidai como utensílio de protecção por mulheres de samurais e samurais mais velhos. Eram dotados de pequenas lâminas em suas varetas, e quando aberto se tornava uma arma em potencial. Em geral eram feitos de bambu e papel, e as suas pequenas lâminas eram organizadas de forma a possuírem um ângulo correcto de corte.

 
            Os portugueses trouxeram de lá essa novidade. Isso por volta do século XV ou XVI, época dos grandes descobrimentos. Os portugueses ficaram tão entusiasmados com a descoberta que trouxeram leques em grande quantidade e aos poucos a novidade foi tomando conta da Europa, a partir da Península Ibérica, Itália e finalmente a França. Rapidamente passou a fazer parte da indumentária elegante, tornando-se um apetrecho indispensável. Como tudo em moda, as formas foram se sucedendo. Primeiro foram ornamentados com reproduções de pinturas famosas e cenas da mitologia. Rapidamente ganhou a conotação de transportar uma mensagem, como letras de música e depois propaganda política. Na época da Revolução Francesa foi um importante veículo de textos revolucionários. Fico imaginando que isso devia ser feito muitas vezes de forma extremamente discreta e mesmo escondida, nos elegantes salões da corte francesa.

 

            Há uma lenda que diz que o primeiro leque foi a asa de Zéfiro arrancada por Cupido para abanar sua amada Psiché.

 

            Reza a lenda que quando Adão e Eva foram expulsos do Paraíso, Deus para castigar a mulher deixou a transgressora sem falar por vários dias. Então para se comunicar com o seu companheiro, ela fez um leque de palha e bambu. A cada sentimento diferente, a mulher deveria posicionar este objeto de uma forma criativa. Por exemplo: quando ela estava feliz abriria o leque por inteiro, no caso de tristeza Eva fecharia este objeto  e quando desejasse alguma coisa ela apontaria o leque para o alvo.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 13:23

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