Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

02
Abr 10

 

                O Mapinguari é um ser do mundo fantástico da selva Amazónica, do Brasil. Ele povoa a imaginação simples daqueles povos. Uma espécie de “monstro” lendário que muito se aproxima de um grande macaco de longa pelagem castanha escura. A sua pele assemelha-se ao couro do jacaré, com garras e uma armadura feita do casco da tartaruga. Os seus pés têm formato de pilão e com uma boca tão grande que em vez de terminar no queixo estende-se até a barriga. É quadrúpede, mas, quando em pé, alcança facilmente dois metros de altura.

 

            A sua lenda é contada por Hugolino de Mendonça em "Letras Brasileiras" de Abril de 1945, trazendo à nossa luz os pavores do pobre e destemido seringueiro Pedro Primo que acabou por enlouquecer, depois de uma luta com o fantástico bicho orangotango monstruoso.

            A crença da existência de grandes macacos pré-históricos, fez surgir um grupo especial de pesquisadores e aventureiros, os Criptozoólogos, que percorrem o mundo investigando relatos que possam levá-los à comprovação destes seres fantásticos.

 

            Uma criatura semelhante ao Mapinguari foi avistada centenas de vezes nos EUA e Canadá (muitas vezes no Noroeste) desde o século 19. Do mesmo modo o Yeti na Ásia ou o Abominável Homem das Neves, o Bigfoot é descrito com a altura de 2-3 m e pesando mais de 200 kg, com pegadas de 43 cm de comprimento.

            Os cientistas foram à Amazónia em busca do Mapinguari, mas não tiveram sucesso. Um cientista da Universidade de Havard, o biólogo David Oren, acredita que o Mapinguari é uma espécie de preguiça gigante, supostamente extinta há alguns milhares de anos, mas teria sobrevivido oculto na selva Amazónica.


            Seria um mamífero pré-histórico, de mais de 12 mil anos, remanescente das antigas preguiças gigantes. Talvez seja o último representante da fauna gigante da Amazónia brasileira. A maior parte dos cientistas negam a existência de tal criatura.

            Outros acreditam na origem do monstro num velho pajé amaldiçoado e condenado a viver para sempre vagueando pelas selvas e nessa forma aterrorizante. Outros, ainda, justificam a sua origem em índios com idade avançada e que foram desprezados por suas tribos.


            O Mapinguari, também é conhecido pelos nomes de pé de garrafa, mão de pilão e juma. A lenda sobre a “besta malcheirosa” de um cheiro insuportável é uma das mais difundidas pelos indígenas.


            A simples menção ao nome do Mapinguari é suficiente para dar calafrios na espinha da maioria daqueles que habitam a floresta. A sua presença na floresta é marcada por gritos e um rastro de destruição

 


            Foram relatos casos de índios em pontos remotos da mata nos estados de Rondônia, Amazónia e Pará, bem como de garimpeiros, nativos que avistaram a fera, com mais frequência durante o dia. Há quem diga que o Mapinguari só anda pelas florestas de dia, guardando a noite para dormir. Outros relatos e informam que ele só aparece nos dias santos e feriados.


            Os relatos são semelhantes e afirmam que ao depararem com o tal Mapinguari o mesmo assume postura bípede e ameaçadora, exibindo suas robustas garras. Nos relatos de alguns índios a confirmação da eliminação de um fedor que dizem originar-se na barriga. 

            O Mapinguari, segundo informações jornalísticas, teria devorado vários indígenas no estado do Acre nos anos 80. Segundo alguns cronistas, o Mapinguari se alimenta apenas da cabeça das pessoas. Segundo outros, devora-as por inteiro, arrancando-lhes grandes pedaços de carne, mastigando-as como se masca fumo.


            Contam também histórias de grandes combates entre o Mapinguari e valentes caçadores, porém o Mapinguari sempre leva vantagem e os caçadores felizardos que conseguem sobreviver muitas vezes lamentam a sorte: ficam aleijados ou com terríveis marcas no corpo para o resto de suas vidas.

            Ao andar pelas selvas, emite um grito semelhante ao dado pelos caçadores. Se um deles se encontra perto, pensando que é outro caçador e vai ao seu encontro, acaba perdendo a vida

 

            Conta-se que um seringueiro que um dia esbarrou com o ser. Ele encontrava-se num planalto onde as águas se dividiam, em plena mata virgem, quando ouviu um grito, depois outro e mais outro, como se alguém por ali estivesse perdido. Procurou então andar de encontro a voz, que acreditava ser de um outro homem que em idênticas condições às suas, viera parar naquele ermo. De repente, avistou um vulto, que não pode distinguir devido ao emaranhado de cipós que ficava na sua frente. O monstro já vinha no faro e não contente com o seu achado solta um novo grito, que foi um como revirar de árvores gigantescas para o seringueiro que esperava um outro homem e não um animal daquele género e que lhe era totalmente desconhecido.

 

            O homem, com uma coragem extraordinária, pôs bala na agulha do rifle, fez pontaria certeira, atirou sobre o vulto que uma hora lhe parecia um jacaré (tendo pernas e braços) e outra lhe parecia um índio velho, cheio de tatuagens, só deixando de atirar quando não havia mais balas. Os projécteis não surtiram nenhum efeito e o seringueiro desapareceu com os pés em polvorosa. Porém, em outra ocasião, o mesmo seringueiro descobriu o ponto frágil da criatura: a sua boca, o seu grande umbigo. Um disparo nesta zona é fatal para o Mapinguari.

 

            Na região amazónica, dizem que existe apenas um Mapinguari, morando no igarapé do Papagaio. Os caçadores, cortadores de madeiras e colectores de leite de maçaranduba ou copaíba, preferem seguir viagem do que pernoitar no lugar.     

             

            Se pretenderes ir ao interior para conhecer as belezas da floresta amazónica, vá, mas com muito cuidado. Pois, além das belezas podes dar de frente com uma de suas assombrações, como o Mapinguari.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

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publicado por professorkibersitherc às 21:05
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