Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

09
Mai 10

 

                Os Bororos são uma tribo indígena brasileira do estado do Mato Grosso  Também é o nome da língua falada por essa tribo.


            Os Bororo também são conhecidos pelos nomes de "Coroados" ou "Parrudos". A sua população actualmente É de cerca de 2.000 indivíduos, são caçadores, porém, adaptaram-se à agricultura, como sua subsistência.

            Este mito é originário desta tribo brasileira.

 

            Entre os índios, os homens passam os dias na caça e na pesca. São as mulheres que tecem as redes, vão à roça plantar mandioca e conseguem outros alimentos. Numa tarde, algumas mulheres saíram para procurar milho. Caminharam até a noite e só acharam uns pezinhos mirrados. Voltaram à tribo com o punhadinho de espigas. Julgando que teriam mais sorte, na tarde do dia seguinte, levaram junto um menino.

 

            O curumim (criança) andava sempre na mesma direcção. Parecia saber onde estava o que procurava. De facto, pouco tempo depois, depararam com um campo coberto de pés de milho. As índias trataram de colher as espigas, esquecendo do menino que, sorrateiramente, apanhou algumas para si. Ele voltou correndo para casa:

            - Vovó pode fazer um pão para mim?

 

            A velhinha concordou. Debulhou os grãos, moeu-os e preparou a massa. O curumim foi chamar os companheiros. Vieram. O pão já estava pronto. Comeram-no como se estivessem quase a perecer de fome. Depois, puseram-se a cismar:

            - E se as nossas mães descobrissem o que fizemos?

             Decidiram cortar a língua e os braços da avó do menino: ela poderia contar qualquer coisa...

            - Vamos cortar também a língua do papagaio!

             Preveniu outro, temendo que a pobre ave repetisse o que tinha ouvido. Tendo feito isso, ficaram ainda com mais medo. Se as mães voltassem agora, como iriam explicar o que acontecera?

 

             Resolveram fugir. Pediram a um colibri que pegasse a ponta de um cipó: "Amarra-o no galho de alguma árvore lá do céu!" Os indiozinhos agarraram-no e começaram a subir, segurando-se nos nós. Enquanto isso, as mulheres retornaram. A velha não podia falar. Viram o cipó: lá estavam os meninos; gritaram para que eles que descessem; os garotos subiram mais depressa. As mães começaram a trepar também. Quando elas chegaram ao céu, os meninos cortaram a sua "escada". As índias caíram e transformaram-se em feras. Os curumins viraram estrelas, por castigo. Foram obrigados a ficar eternamente olhando para a terra, vendo a desgraça de suas mães.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 14:46
tags:

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

pesquisar
 
favoritos

A ORIGEM DO RISO

mais sobre mim
blogs SAPO