Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

09
Mai 10

 

                O professor de física da Universidade Federal do Paraná, Brasil (UFPR) Germano Affonso, descobriu que as principais constelações dos tupinambás, que habitavam a costa brasileira no século 16, são comuns a diversas outras etnias do Brasil. Entre elas, destacam-se as constelações de Ema, Anta, Homem Velho e Veado, de um total de cerca de cem grupos de estrelas.

 

             As constelações indígenas, segundo ele, têm as funções práticas semelhantes às das constelações ocidentais: marcar a passagem do tempo, as estações do ano e servir como pontos de orientação. Mas são maiores, mais facilmente reconhecíveis e formadas não só a partir de estrelas, como de manchas na Via Láctea (Caminho de Anta ou Caminho dos Espíritos, para os tupinambás).

 

             A cultura ocidental reconhece, actualmente, a existência de 88 constelações. O maior número delas entre os povos indígenas, segundo ele, tem uma explicação: "Para os índios, a terra nada mais é que um reflexo do céu. Tudo que há aqui tem de ter estado lá. No céu há necessariamente mais coisas que na terra", afirmou. Entre essas "coisas", "constelações espirituais", que seriam entidades benéficas e maléficas e que, dependendo de sua aparição no céu, influenciam a vida dos povos indígenas.

 

            A constelação da Ema, é comum a quase todos os povos do Brasil. Sua aparição por inteiro no céu quando anoitece, para os índios do sul do país, indica a chegada do Inverno, e, da seca, para os índios próximos ao equador. O Veado é a estação que marca o Outono, e a Anta, a Primavera. A constelação do Homem Velho indica a chegada do Verão ou da estação chuvosa. Constituída por estrelas do escudo de Órion, ela é semelhante a um homem velho segurando um bastão para se equilibrar.

 

             Conta o mito guarani que essa constelação representa um homem casado com uma mulher muito mais jovem do que ele. Sua esposa ficou interessada no irmão mais novo do marido e, para ficar com o cunhado, matou o marido, cortando-lhe a perna na altura do joelho direito.

 

             Os deuses ficaram com pena do marido e o transformaram numa constelação. A constelação da Ema se localiza numa região do céu limitada pelo Cruzeiro do Sul e Escorpião. Sua cabeça é formada pelo Saco de Carvão, nebulosa escura que fica próxima à estrela Magalhães. A Ema tenta devorar dois ovos de pássaro que ficam perto de seu bico, representados pelas estrelas alfa Muscae e beta Muscae.

 

             As estrelas alfa Centauro e beta Centauro estão dentro do pescoço da Ema. Elas representam dois ovos grandes que a Ema acabou de engolir. Uma das pernas da Ema é formada pelas estrelas da cauda de Escorpião. As manchas claras e escuras da Via Láctea ajudam a visualizar a plumagem da Ema. Conta o mito guarani que a constelação do Cruzeiro do Sul segura a cabeça da Ema. Caso ela se solte, beberá toda a água da Terra e morreremos de seca e sede.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

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publicado por professorkibersitherc às 15:14
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