Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

01
Dez 09

            Considerado o primeiro animal doméstico. O gato, sede sempre, esteve associado a ritos sagrados, à magia e superstição. Era animal sagrado na antiga Índia. No Egipto foi elevado à categoria de divindade, pois se considerava que tinha poderes proféticos. Uma cidade inteira, Bibastis, era consagrada à adoração desse felino e um festival em honra do mesmo era realizado todos os anos, no mês de Maio, com a participação de cerca de meio milhão de peregrinos. Uma importante deusa do panteão egípcio, Bast, era representada com o corpo de mulher e cabeça de gato. Os gatos mortos eram embalsamados e enviados a Bubastis para o funeral.

            Também na antiga Grã-Bretanha, os gatos eram animais de prestígio, onde ritos sagrados eram realizados em sua honra.
            Nas terras escandinavas, principalmente na Suécia e Noruega, prestava-se culto à deusa Freya, que estava associada ao amor e à beleza. Diziam que ela era a mais bela deusa existente. Possuía uma coroa de flores na cabeça e era encarregada de repartir o orvalho, todas as manhãs, sobre os campos. Reinava sobre a vida, sobre a morte, sobre o amor, sobre a magia e sobre todos os animais, em especial os gatos.   
            Quando precisava de se deslocar, tinha uma carruagem que cruzava o céu em grande velocidade conduzida por dois gatos: Bygul (abelha de ouro) e Trjgul (árvore do âmbar dourado). Conta-se que eram tão grandes e fortes que um dia o grande Thor, deus do relâmpago, sentado no seu trono quis pegar num desses gatos para colocar no seu colo e não conseguiu levantá-lo do chão.
 
            A excepcional resistência do gato, capaz de sair ileso de situações mas que outros animais, com certeza morreriam, levou a crença de que este felino tem mais de uma vida (sete vidas). Não há dúvida de que seus hábitos nocturnos, seus olhos refulgentes na escuridão, sua sobressalente agilidade e sua pose majestosa contribuíram para que os antigos sentissem uma especial admiração, e inclusive veneração, por este animal. Conta-se que, por exemplo Maomé cortou a manga de sua vestimenta para não perturbar o sono de seu gato que dormia sobre ela. O profeta via nele uma criatura digna do maior respeito e de um tratamento afectuoso.
 
            Mesmo em culturas em que foram adorados como divindades, os gatos não escapam às torturas e mortes terríveis, devidas a seus supostos poderes sobrenaturais. Em diversas regiões do mundo, os gatos eram enterrados por baixo das plantações após morrerem por espancamento, que simbolizava o amaciamento dos cereais. Acreditava-se que isto garantia colheitas abundantes, talvez pelo antigo mito da fertilidade do gato, associado à deusa Bastet. Na Europa de outrora, além de queimados nas fogueiras por feitiçaria, os gatos eram emparedados vivos dentro de edifícios em construção, para que o prédio não fosse atacado por roedores ou espíritos malignos. Gatos pretos foram perseguidos por supostas ligações com o demónio. Originou-se daí a crença. Na Inglaterra, de que um gato preto atravessando o caminho é sinal de boa sorte. Boa sorte porque ele se foi e deixou de fazer-nos mal. Também se acreditava que ao pedir um desejo nesse instante (por se ver um gato preto), que se realizava. Entretanto, na América, a crença inverteu-se, passando o gato preto a representar azar.
            Havia a crença que se tivesse um gato preto, a sorte sorrir-lhe-ia enquanto tratasse dele com dedicação. Se o desprezasse, teria sete anos de azar, que era a vida do gato.
             Na Europa, acreditava-se que um gato com a pata por trás da orelha ou bocejando era sinal de chuva e que um gato ronronando significava bom tempo.
            Ouvir o gemido de um gato, quando se está a iniciar uma longa viagem, anuncia um grave acidente no caminho. Pelo contrário, um gato que espirra é um sinal de sorte.
 
Também no Camboja os gatos trazem chuva, existindo mesmo um antigo ritual em que um gato é levado de aldeia em aldeia e aspergido com água.
            No Japão, um gato com a pata levantada é um dos símbolos da boa sorte, conhecido por Maneki-Neko, e o gato é ainda hoje usado como amuleto pelos marinheiros durante as tempestades.
            Na Tailândia, onde acreditava-se que as almas das pessoas muito evoluídas migravam para o corpo de um gato e depois subia aos céus, havia um ritual em que um gato era enterrado vivo junto com o morto. No túmulo havia um buraco para que o animal saísse, e assim os monges sabiam que a alma já havia penetrado em seu corpo.
            Na China, atribuía-se aos gatos o poder de se vingarem dos seus assassinos.
 
            Acreditava-se que eles diziam às bruxas o que fazer ou ainda escutavam as conversas dos donos da casa para passar informações e instruir aos bruxos o que deveriam fazer. Era tão grande a crença dessa ligação, que da mesma forma que se queimavam as bruxas se queimavam os gatos, havia até um dia especial dedicado à queima dos gatos.
            As bruxas possuíam gatos como quaisquer pessoas hoje os possuem, mas também possuíam por outra razão em especial: acreditavam que os gatos tinham a capacidade de perceber e entrar em contacto com outras entidades e com espíritos.
            Nessa época, não era permitido que um gato entrasse num cemitério enquanto se realizava as cerimónias de um enterro, pois acreditavam que se um gato estivesse sobre o túmulo ele estaria esperando para apoderar-se daquela alma.
 
            A origem desta crendice era devida à prepotência humana e ao orgulho dos gatos, pois eles não se submetiam às ordens dos homens como os demais animais. Acreditava-se que os gatos tinham pacto com os demónios e com as bruxas entre outros pelos seguintes factos:
            Eles tinham habilidades de ver coisas que o homem não via; saíam à noite para local onde ninguém se atrevia a ir, pois achavam que durante a noite eram os demónios que saíam; tinham facilidade de antever a morte; muitos gatos eram atirados do alto das igrejas para que morressem e, no entanto, caiam em pé e fugiam.
            Até o simples facto de falar com um gato era considerado sinal de bruxaria.
           
            Os gatos também eram utilizados nas adivinhações. Colocavam vários objectos com um determinado significado num local, em seguida “pediam” para que o gato escolhesse um deles. Acreditava-se que a sua escolha baseava-se na sua capacidade de comunicar-se com as entidades ocultas e saber as suas respostas. Também eles “funcionavam” como um radar para perceber as más energias das pessoas e dos lugares.
            As tradições nórdicas associavam os gatos às fadas. As pessoas acreditavam que através de seus olhos, poderiam penetrar e conhecer este maravilho mundo alheio aos olhos dos mortais.
 

 

´           As capacidades de perceber com antecedência a morte de uma pessoa, fenómenos e desastres naturais que são comuns, em alguns gatos eram “profecias” levadas muito a sério antigamente. Um dos casos mais misteriosos, divulgado recentemente pela comunicação social, foi o extraordinário poder de percepção dum gato nos Estados Unidos.
 
            Oscar é um gato de dois anos que tem a capacidade de prever a morte dos doentes. Segundo os médicos, quando Oscar visita os residentes do centro de reabilitação para Idosos de Providence, Estados Unidos, eles (os médicos) já sabem quem deve morrer nas próximas horas. O animal tem o hábito de se enrolar ao lado dos pacientes, durante as suas últimas horas de vida. Refira-se que em geral, são doentes em estado grave, que aparentemente nem sabem quem se aproxima deles.
            Segundo um estudo publicado no New England Journal of Medicine, o gato foi ao leito de mais de 25 residentes da clínica pouco antes de eles morrerem. Joan Teno, professora de saúde comunitária da Universidade Brow, que atende aos pacientes da clínica, afasta o cepticismo. “O gato parece sempre nas últimas duas horas de vida dos pacientes”, garantiu. Ela não acredita, porém, que o felino tenha faculdades paranormais. “É possível que haja uma explicação química”, sugeriu, tentando explicar as fatídicas andanças do gato de pêlo cinzento e branco, que passa a maior parte do tempo no terceiro andar, onde vivem os pacientes com problemas mentais.
            Oscar, foi adoptado pela instituição e, segundo a notícia a BBC online, costuma fazer rondas pelo edifício, tal como os médicos e os enfermeiros, mas não é especialmente amigável com os doentes.
            Em declaração à BBC, um perito em felinos explicou que “os gatos podem sentir quando os seus donos ou outros animais estão doentes. Podem pressentir quando o tempo vai mudar e são conhecidos por serem sensíveis à premonição de terramotos”, afirmou Thomas Graves.
            Aí temos a Ailuromancia, que convido a todos os curiosos para experimentarem.
 PROF. KIBER SITHER
 
 
gatos Pictures, Images and Photos

gatos Pictures, Images and Photos

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:21
tags:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
pesquisar
 
favoritos

A ORIGEM DO RISO

mais sobre mim
blogs SAPO