Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

21
Nov 09

 

            Desde tempos remotos, o signo de Áries tem sido representado por meio de um carneiro com cornos. O aspecto deste grafismo, identificável com uma alegoria do pastoreio, ou qualquer actividade semelhante, tal como, por exemplo, o corte de lã, confundiu, a princípio, os intérpretes esotéricos. Para os antigos gregos e romanos, por exemplo Áries representava o carneiro que prixo Heros levavam a Cólquida, e também o Velo do Ouro que Jasão arrebatou ao rei Eetes.
 
            No que se refere ao seu significado, é preciso dizer que Áries significa a acção, o êxito, o ímpeto, o entusiasmo, a força, a coragem, a potência, a juventude. A impulsividade e a agressividade são as notas características dos que nasceram sob a influência de Áries. A sua capacidade de recuperação, quase inesgotável, proporciona-lhes uma grande influência sobre os timoratos e os indecisos. Expressam com força as suas opiniões e actuam com autoridade ditatorial. Inspiram confiança e força e, agem quase sem cálculos nem enganos. Tudo isso lhes proporciona uma clara tendência para a chefia a converter-se em chefe de grupos a quem pertencem. A sua mente é rápida e está cheia de ideias. São profundamente independentes e por vezes egoístas.
            O amor de Carneiro é um amor de arrebatamento, primário, instintivo e absoluto, que precisará sempre de reactivar a sua paixão ardente e sublinhar o objecto dos seus desejos cegos.  
 
            No aspecto negativo, são facilmente irritáveis e encolerizam-se com frequência, irreflectidos e tendência à obcecação. Também são orgulhosos o que lhes avivará gosto de triunfar sobre os adversários.
            O tipo inferior do Carneiro, devido à influência de Marte, será contencioso, guerreiro, briguento e vingativo. Regido por Marte, planeta guerreiro impetuoso e impulsivo, que mantém estreita relação com algumas profissões como cirurgiões, militares e lutadores, assim como todo o tipo de armas. Na verdade os nativos de Carneiro são dinâmicos. De fácil arranque temperamental, muito seguros de si mesmos, fogosos e ígneos em tudo o que empreendem e determinam.
 
            Surge assim a possibilidade de que o seu amor à justiça. À equidade, às grandes empresas e façanhas tudo o que existe de majestoso e excitante, a força a cair nos maus aspectos planetários e os conduza ao crime, que realizam certos de actuar por iniciativa própria. Como não conseguem controlar os seus impulsos nem moderar o seu orgulho, em consequência disso, leva-os a lançarem-se contra todos os motivos mais triviais. Servem-se, então, indistintamente de armas pontiagudas ou de fogo, para atacar as suas vítimas. Embora o lancem imediatamente, a verdade que cedem quase sempre ao arrebatamento verificado no primeiro momento.
           
 PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 19:26

  

 

            Todos nós usamos metáforas, por vezes inconscientemente devido à força do hábito. As metáforas são símbolos, por isso, são mais intensas do que as palavras. Ora vejamos: “Estou na fossa”, em vez “Estou com problemas”; “Não vejo saída”, em vez “Não vejo solução”.
            Também as expressões positivas são mais intensificadas: “A vida é bela”, comparando com a expressão: “A vida é um mar de rosas”, ou “A vida é agradável” com “A vida é uma taça de cerejas”.
Cristo, foi o grande mestre das metáforas, por isso, os seus ensinamentos atraíam as multidões. Expressões como “semeador” comparando com missionário, ou “pescador de homens”, foram tão intensificadas, que mesmo ao fim de dois mil anos não perderam a sua actualidade. É essa a grande força da metáfora, que mesmo usando expressões desusadas, como “não por a carroça à frente dos bois” fazem parte sempre da nossa contemporaneidade.
            Um dos meios mais poderosos das metáforas é das comparações, pois elas permitem fazer um número ilimitado de associações mentais. Quando não enxergamos algo, usando uma parábola, ou uma ilustração em forma de metáfora, dessa maneira é mais fácil a compreensão.
            As mensagens metafóricas que usamos e que foram impregnadas no cérebro determinam os nossos pensamentos, os nossos actos e também o nosso destino. Lembre-se que quando as usa elas exercem um grande poder sobre a sua vida. Na verdade, a maioria das pessoas nunca seleccionou conscientemente as metáforas que poderão ser positivas e fortalecedoras.
            As metáforas que usa habitualmente foram recolhidas em seu redor, através de familiares, professores, amigos, colegas de trabalho e possivelmente foi incutido através dos livros que influenciou culturalmente.
            As metáforas positivas fortalecem-nos, pela sua ampliação e enriquecimento da experiência da vida. As metáforas negativas, não deixam de ser expressivas, mas enfraquecem-nos e intensificam a dor.
            A nossa mudança também passa pelas metáforas que usamos habitualmente. Todas elas fazem parte das regras, ideias e convicções que adoptámos, por isso, ao quebrá-las, mudando de metáforas, interrompemos esse velho paradigma.
            Se pensa e acredita que a sua vida é uma batalha sem fim, que o mundo está cheio de feras que o querem devorar, que não poderá dar tréguas aos seus inimigos. Pense numa metáfora mais fortalecedora que o possa sentir-se feliz. Verá que o fará progredir mais na vida e evitará muitos dissabores.
            Conheci um vendedor, que ao competir com outros concorrentes dizia que se encontrava numa guerra, não demorou muito a sentir-se deprimido. Mudou de táctica, alterou a sua metáfora para um jogo diplomático com os seus adversários, então a sorte sorriu-lhe, vendeu mais, e eles começaram a respeitá-lo e admirá-lo.
            Se você não progride, é porque usa metáforas agressivas que o bloqueiam nas suas metas. É muito vulgar certas pessoas se queixarem: “Eu sou um “trouxa”, “Eu estou na mó debaixo” e “Sou uma escrava”. Use metáforas positivas para descrever os seus sentimentos que os intensifique ao máximo.
            A maneira como se sente intensifica tudo. Você é um “trouxa” ou é uma “estrela”? É o “Sol” ou é uma “vela apagada”? Está na “sombra” ou está na “ribalta”?
Pense e medite: qual será uma metáfora melhor?
 
 PROF. KIBER SITHERC
 

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publicado por professorkibersitherc às 10:30

19
Nov 09

 

            Luis Mariano (1914 – 1970). Nasceu em Irun, no País Basco no dia 13 de Agosto de 1914. A sua família mudou-se para França no inicio da Guerra Civil Espanhola.
            Foi um extraordinário tenor popular de expressão francesa que atingiu o auge da sua carreira em 1946 com “La belle de Cadix”. Ele apareceu no filme “As aventuras do barbeiro de Sevilha”, em 1954; e “Le Chateur de Mexico em 1957.
            Morreu em Paris no dia 14 de Julho de 1970.
 
            Magali Renard é uma mulher de negócios que, em conjunto com o seu marido, explora uma cadeia de restaurantes na Suíça. A referida senhora e o canto Luis Mariano conheciam-se desde a infância, porque a sua tia e os pais do falecido cantor eram íntimos amigos. Os jornalistas citavam como dado interessante a coincidência de terem ambos nascidos a 13 de Agosto, acaso que parecia uni-los ainda mais.
 
            Segundo a revelação feita pela senhora Renard, Luís Mariano falou com ela “depois da sua morte”. Diz a senhora: “Chamou-me e ouvi perfeitamente a sua voz do além-túmulo”. Naquele dia 14 de Julho, a senhora Renard encontrava-se na estrada a caminho de Berna. Pelos vistos, tinha ido visitar o seu grande amigo moribundo ao hospital e é natural que a tristeza daquela visita a acompanhasse naquela altura. Guiava o carro do seu marido que, para a distrair dos seus tristes pensamentos, entoava uma canção em voga. Mas, de súbito, a mulher sentiu uma violenta dor de cabeça, como uma picada, e “uma corrente de ar gelado deu-lhe a sensação de que o sangue lhe parava nas veias”. Foi então que escutou a voz de Luis Mariano como se realmente estivesse junto deles no carro. “Era uma voz entre baixa e longínqua que chamava pelo meu nome. Era uma voz imperceptível, mas que reconheci, sem sombra de dúvida, e que informou de que “naquele preciso momento” deixava o mundo. Falou-me da morte, de como se sentia resignado, e deu-me o seu último adeus…” A senhora Renard consultou o relógio e viu que eram meia-noite menos dez. Pois, exactamente à mesma hora, a muitos quilómetros de distância, Luis Mariano expirava na cama do Hospital Geral.
 
            Foi um caso muito divulgado na imprensa, em 1970. Foi um fenómeno chamado pela Parapsicologia de Sugestão Telepática (Telebulia).
 
PROF. KIBER SITHERC
 

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publicado por professorkibersitherc às 21:54

 

             Este signo da água simboliza a renovação dos trabalhos agrícolas depois do mito do dilúvio. A duplicidade dos peixes, parece evocar o primeiro calendário babilónico, que durava 360 dias, repartindo em 12 meses. Uma vez, de seis em seis anos, era substituído por outro de 13 meses, para completar os cinco dias remanescentes de cada ano, o que quer dizer que havia um décimo de segundo mês duplo, que se identifica com a dupla figura dos “peixes da Ea”.
            Certos indícios tendem a demonstrar que o nome de Piscis já foi “As caudas”, porque, nessa constelação, os Caldeus viam a cauda da fascinante deusa Nina, mistura de andorinha e peixe, que voava sobre as águas. Para outros intérpretes, o signo personifica a vida nas profundidades marinhas, no sentido que também ali chega a influência do Sol, pelo menos julgavam os Hebreus, para quem era “Zabulon, habitante do mar e das suas costas”.
            Cabe aqui recordar, por outro lado, os mitológicos tritões e sereias, cuja relação com este signo é indiscutível. Os Gregos queriam que Piscis encarnasse os golfinhos que transportavam a ninfa à régia morada de Neptuno. A palavra “peixes” é em grego, ICHTHYS, cujas letras, usadas como iniciais de outros vocábulos, significam: Ieesus Theon Yios Sooter, que em latim deu: Jesus Christus Filius Rei Salvatoris (Jesus Cristo Filho de Deus Salvador). E está demonstrado para não sairmos desta trajectória, que os primeiros cristãos adoptaram o peixe como signo do Messias, considerando-se a si mesmos como peixinhos que haviam encontrado a salvação nas águas baptismais. Uma visita às catacumbas de Roma, onde poderemos ver uma infinidade de inscrições e figuras, com a forma de peixe, serviria para demonstrar a veracidade desta crença.
 
            O signo de Peixes é mítico e metafísico por excelência. Favorece o desenvolvimento da imaginação e da fantasia. A criação artística, a intuição a abnegação, o sacrifício pelo bem-estar alheio, a fraternidade, a paz, a busca de novas formas e concepções e a fecundidade.
            Os nativos deste signo possuem um carácter tímido e são reservados e intuitivos. Dois planetas influem no seu destino: Neptuno e Júpiter. Ao primeiro atribuem-se os contrastes contínuos, as inquietações, as inspirações misteriosas, os sonhos premonitórios, as emoções, a confusão e as grandes lutas, ao passo que o segundo lhes confere intuição, condições de felicidade, sabedoria, simpatia e sentido religioso.
            Como consequência desta relação planetária, o nativo de Peixes é apesar da sua aparência sossegada, modesta e tranquila, um ser dividido pelas contradições e pela incerteza, sentimentos que, com frequência, o fazem parecer triste e fatigado.
 
             A sua simpatia não tem limites e possui um carácter doce e pacífico. Mas essas mesmas virtudes actuam contra ele, pois facilitam o terreno que as pessoas sem escrúpulos se aproveitam dele.
            Tem muitos amigos, além de uma grande sensibilidade, clara intuição e pressentimentos tão incríveis e assombrosos que, com frequência se converte num surpreendente psíquico.
            O tipo superior de Peixes é um idealista e, consequentemente, participa de todos os tópicos inerentes a essa maneira de ser. Tem muita imaginação. É altruísta e bondoso.
            O tipo inferior ou negativo é, pelo contrário, desnecessariamente pessimista. Compadece-se de si mesmo, com excessiva frequência, sente-se incompreendido e tem sempre impressão de que o mundo está dominado pela lei da selva. É, em resumo, um desadaptado social.
            A sua actividade costuma ser limitada pela timidez, pela apatia, o desinteresse, a indolência, que são os seus piores inimigos. Na realidade, foge de todas as circunstâncias que exijam acção imediata ou uma atitude decisiva, e deixa-se levar pela corrente da vida que, em certas ocasiões, o submerge no mais profundo dos abismos psico-morais. Terá uma certa tendência à frieza, à irreflexão. À vaidade e é senhor de uma ambição desmesurada, irascível e obcecada.
 
            Os nativos de Peixes de polaridade negativa estão regidos pelo Neptuno das drogas, dos estupefacientes e das motivações aberrantes e abissais. E note-se que descrevemos a polaridade negativa, pois, quando o seu aspecto planetário é bom, Neptuno actua de modo diametralmente oposto e produz a inspiração, a espiritualidade, o sentido da música, as faculdades parapsicológicas e poéticas, acompanhadas de excelentes qualidades.
            Não será pois, difícil compreender que o crime do nativo de peixes, impregnado de motivações sadomasoquistas, constitui um autêntico exemplo de aberração e morbidez, além de ser fruto de uma delirante confusão de matizes emocionais. Os intuitos inexplicáveis, as situações insuportáveis, a eterna insatisfação, a confusão e o permanente caso interior de fase negativa de Peixes, dominam-no por vezes nas drogas e de tudo o que, finalmente o leve a evadir-se do confronto directo com a realidade.
            A inibição irresponsável, a insegurança interior diante das acções externas, as frustrações por falta de ligação com o que o rodeia, são os principais culpados de que os nativos de Peixes se desviem do caminho normal e penetrem no mundo fantasmagórico das determinações patológicas e culposas, como os atentados contra si próprios, o uso de venenos ou dos homicídios “falhados”.

PROF. KIBER SITHERC

 

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publicado por professorkibersitherc às 18:23

 

            Grigory Yefimocich Rasputin, nasceu em 22 de Janeiro de 1869, numa pequena aldeia ao longo do rio Tura no Tobolsk, na Sibéria.
            Rasputin tinha dois irmãos, a Maria, e o mais velho chamado Dmitri. A sua irmã era epiléptica e afogou-se no rio. Um dia, Rasputin brincava com o seu irmão, Dmitri, e este caiu numa lagoa, Rasputin saltou para o salvar. Ambos foram retirados da água por um caminhante, mas Dmitri acabou por falecer de pneumonia. Ambas as mortes afectaram muito Rasputin, que posteriormente pôs aos seus filhos: Maria e Dmitri.
            O jovem Grigory, cresceu pobre e pouco instruído, toda a sua a infância e adolescência foi vivida na modesta aldeia cheia de superstições e mistérios. Ajudava o pai no campo nas tarefas diárias, divertindo-se com mulheres, vodka e envolvendo-se em rixas com amigos e vizinhos. Por este motivo, bem cedo ganhou o apelido de Rasputinik, significando: depravado.
            Por outro lado, a sua terra natal era de religiosidade e misticismo muito intenso. Principalmente porque ali próximo estavam depositados, numa igreja, os restos mortais de São Simão. O jovem Rasputin cresceu influenciado por esta atmosfera. Dizia-se que ao longo da infância, tinha indícios de poderes sobrenaturais. Conta-se que certa vez, um político chamado Stolypin passava de carruagem por uma estrada. O jovem Rasputin, que passava ao lado, acenou e gritou ao viajante: “A morte é para si. A morte está se aproximando”! Incrivelmente, no dia seguinte, o político foi ferido por balas e morreu em seguida.
            Quando tinha 18 anos, passou três meses no mosteiro de Verkhture, fazendo penitência por roubo. Encontrou-se com o bispo de Barnaull, e começou a interessar-se pelo misticismo e se converteu. A sua estadia no mosteiro foi breve, mas o fez entrar em contacto com os preceitos e a disciplina religiosa. A partir daí começou a ter visões proféticas e dizendo que recebia aparições da “Nossa Senhora”.
            Rasputin deixou a vida monástica e visitou um eremita que tinha a fama de santo, chamava-se Makaryi, vivia numa cabana nas proximidades. Esse asceta teve uma enorme influência sobre Rasputin, que procurou tornar-se seu modelo.
            Rasputin, era um jovem cheio de curiosidades e tinha um espírito aventureiro. Para alargar os seus horizontes e aumentar o seu saber rudimentar, começou a viajar pela Sibéria. Foi nessa viagem que entrou em contacto com uma seita proibida, conhecida pelos Khlysty (flagelantes), a qual pregava que o acto sexual era uma forma de obter a salvação espiritual. Praticavam orgias até à exaustão física, depois faziam a penitência, pela auto-flagelação. O lema da seita era o seguinte: depois do pecado o arrependimento. Rasputin, ficou sempre um dos khlysts, com a sua reputação duvidosa para o resto da vida.
            Nos seus contactos pela gelada Sibéria, contactou e conviveu com místicos e xamãs, aprendendo toda a sorte de mezinhas, rezas e de sortilégios. Tornou-se um curandeiro milagroso, praticou hipnotismo e desenvolveu o seu poder magnético, tentando esconder o seu lado rude e inculto.
            Dizem que através da hipnose, ele conseguiu seduzir uma jovem com quem casou, Praskovia, em 1889. Tiveram três filhos: Dmitri, Varvara e Maria. Dizem que teve mais um filho de outra mulher.
            Rasputin era um desinquieto por natureza, por isso, resolveu viajar mais longe para saciar a sua curiosidade. Então, em 1901, ele deixou a sua casa em Pokrovskoye, e como um strannik (peregrino) abençoado de Deus decidiu vagar pelo mundo. Em suas caminhadas, visitava preferencialmente, locais de peregrinação religiosa, como o monte Athos, Grécia e Jerusalém. Com as suas capacidades hipnóticas desenvolvidas e poder sugestivo, convencia ao longo da sua jornada, facilmente os incautos. Tinha poderes especiais, e era capaz de curar enfermos e de prever o futuro. Como desconheciam o seu passado conturbado, passaram a considerá-lo um monge sábio, religioso e profeta de Deus.
            Nas regiões por onde ele passava, procuravam-no em busca de seus conselhos, e bênçãos; em troca, ofereciam-lhe comida, roupas e dinheiro. Em pouco tempo, ganhou a reputação de “homem santo”        e a sua fama espalhou-se nas aldeias da Europa Central. Rasputin contava que, um dia, arando as terras, recebeu uma revelação divina. Surgiu-lhe um anjo que entoou um canto celestial e lhe atribuiu a missão espiritual de ajudar os necessitados.
            De volta às suas origens, Rasputin é recebido pelo bispo Theophan e ganha notoriedade entre os religiosos da região; mas a sua presença também gera desconforto em alguns. Era temido por muitos, a sua estatura era elevada, tinha cabelos negros desgrenhados e esparramavam-se pelos ombros e entre a barba, a testa brilhava devido à sua oleosidade, e os seus olhos cinzentos e hipnóticos, eram chamados: “olhos de lobos”. O monge Iliodor, em tempos tinha sido seu amigo, mas foi se revoltando contra ele, devido à sua conduta de charlatão e da sua vida dissoluta, e era um de seus piores opositores.
            Conta-se que este monge, certa vez (em 29 de Junho de 1914), enviou à casa de Rasputin, uma mulher para seduzi-lo e depois esfaqueá-lo. Khionia Guseva, que tinha sido uma ex-prostituta lançou-lhe uma facada sobre o abdómen que este ficou com as entranhas penduradas pelo corpo, e ela julgando que lhe tinha dado um golpe fatal, gritou: “Eu matei o anti-cristo”. Mas após uma intensa cirurgia Rasputin foi recuperado.
            Rasputin desloca-se para a cidade de São Petersburgo e Kazan, onde agrega alguns discípulos e cria um grupo místico denominado Polite Society, baseado nos princípios da Khlysty. A fama de Rasputin começou a espalhar-se, era tido como um grande curandeiro com poderes sobrenaturais.
            1905 a Anya Vyrubova, amiga próxima da czarina Alexandra Fedorovna, entrou em coma após ferir-se gravemente quando o comboio em que viajava descarrilou. Os médicos já haviam perdido a esperança de curá-la quando Rasputin foi chamado. O místico ajoelhado ao lado da cama da vítima, segurou a sua mão e chamou-a pelo nome. Assim continuou por horas seguidas; até que a vítima, de forma inexplicável, despertou. Rasputin, com as roupas humedecidas de suor, desmaiou exausto.
            Totalmente recuperada, Anya narra à czarina as proezas curativas do místico. O príncipe Alexei Romanov, filho do czar, sofria de hemofilia. Doença que era difundida entre a realeza europeia. O estado de saúde do príncipe se agravou e os médicos previram que ele iria morrer.
            A corte do czar era propícia para os adivinhos, curandeiros, hipnotizadores e para os charlatães de todas as espécies, que encontravam guarida perante eles. Quanto mais o regime era isolado e odiado pela multidão, mais Nicolau II e a czarina se cercavam de gente estranha, apelando crescentemente para o sobrenatural e para as forças do além.
            A czarina mandou-o chamar, Rasputin disse que possuía a capacidade de curar através da oração. Quando a doença do príncipe se agravava, Rasputin era imediatamente solicitado e ajoelhava-se ao lado da criança, por várias horas se necessário, pronunciava uma espécie de oração e a saúde de Alexei se restabelecia. Ora, Rasputin tinha poderes hipnóticos, pensa-se que todos os alívios ao príncipe foram feitos através dessa prática.
            Em 1912, o príncipe encontrava-se em Spala, na Polónia e teve uma crise muito grave. Rasputin enviou um telegrama de sua casa na Sibéria que se acredita ter aliviado o sofrimento. O seu conselho pragmático incluía as seguintes sugestões: “Não deixe que os médicos o incomodem muito; deixam-no descansar.
            Conta-se que assim que o telegrama de Rasputin chegou às mãos da czarina, Alexei obteve uma melhora súbita. A czarina Alaxandra atribuiu este facto aos poderes de Rasputin, passando a exigir a sua presença constantemente no palácio, como se a saúde do herdeiro dependesse do místico.
            O czar Nicolau II e a czarina, começaram a depositar nele toda a confiança, e usavam expressões como: “nosso amigo” e um “homem santo”. E ele próprio se considerava santo e um profeta de Deus. O czar considerava-o um sábio conselheiro do trono. A czarina Alexandra Fedorovna dedicava-lhe uma atenção cega e uma confiança desmedida, denominava-o de “mensageiro de Deus”. Com esta confiança em excesso Rasputin começou a influenciar ocultamente a Corte e principalmente a família imperial russa, colocando homens como ele no topo da hierarquia da poderosa Igreja Russa.
            Rasputin ganhava fama de curas milagrosas, e também simpatia com as mulheres da alta sociedade, tinha toda a liberdade de circular no palácio, como se fosse um chefe de estado ou um primeiro-ministro. Mas nem tudo eram rosas para o astuto Rasputin, a inveja do príncipe Felix Yussupov, e de outros líderes russos, crescia na mesma proporção que se desenvolvia a influência de Rasputin entre os Romanov.
 
            Quando as tropas russas estavam em desvantagem na I Guerra, em Setembro de 1915, Nicolau II abandonou o trono temporariamente para liderar o exército. A ausência do czar no palácio deu mais liberdade a Rasputin, que passou a influenciar activamente nas decisões do país. Rasputin passou a ser o conselheiro indiscutível e confidente da czarina Alexandra Fedorovna. Persuadiu-a a preencher os escritórios governamentais com gente da sua influência. Que ele escolhia a dedo em troca de subornos. Ele próprio chegou mesmo a fazer sexo com mulheres da nobreza, e da alta sociedade em troca de concessões e favores políticos.
            Conta-se que certa vez, embriagado, Rasputin declarou na presença de muitas pessoas que era ele quem mandava na Rússia e que a czarina estava aos seus pés. Como a czarina era austríaca e sendo a Áustria uma das nações inimigas da Rússia. Isto levou a uma onda de suposições de que a czarina traía os ideais russos e sua proximidade com Rasputin, gerou também, boatos sobre uma suposta relação extraconjugal da czarina.
 
            Quando o czar retornou ao seu país, encontrou a população faminta e flagelada, a dinastia Romanov, era contestada pelo povo. Rasputin e a czarina foram consideradas pelo povo os maiores responsáveis por esta situação caótica. Aos olhos do povo, Rasputin era quem havia enfeitiçado e burlado os governantes visando apenas o conforto social e poder político; a czarina era a traidora austríaca que levara ao declínio a nação que a acolheu.
            Todavia, o seu comportamento dissoluto, e devasso (supostas orgias e envolvimento com mulheres da alta sociedade), justificará denúncias por parte de políticos atentos à sua trajectória imunda, entre os quais se destacam Stolypine e Kokovtsov. O czar Nicolau II afasta então Rasputin, mas a czarina Alexandra mantém a sua confiança absoluta no decadente monge.
            Um atenuamento para esta situação seria eliminar a presença de Rasputin, não apenas do palácio, mas de toda a Rússia. Desse modo, sem que o czar soubesse, foi engendrado pelos conspiradores russos um meio de assassinar Rasputin. Participaram desta conspiração, o príncipe Felix Yussupov, um deputado de extrema-direita chamado Purishkevith, o oficial Sukhotin, o médico Lazovert, e o grão-duque Dmitri, da própria família real.
            O plano consistia num convite do príncipe Felix Yussupov ao místico para que o visitasse na sua residência, sobre o canal do Mojka, um dos condutos que levava ao rio Neva, em São Petersburgo. Nessa ocasião seria servido um jantar a Rasputin. Um dos argumentos era de que a esposa do príncipe, a bela Irene Alexandrovna, necessitava consultar-se com o santo monge.  
 
            Atendendo ao convite, na noite de 16 de Dezembro de 1916, Rasputin foi visitar Yussupov. O suposto, santo de Deus foi levado a porão da mansão, onde lhe serviram o jantar, sob a alegação de que Irene logo iria vê-lo. Após uma série de brindes com vinho envenenado, Rasputin não aguentou mais e caiu sobre um sofá e deslizou para o chão do aposento. Yussupov, vendo Rasputin caído e supondo que estava morto, chamou os cúmplices que aguardavam no andar de cima. Entretanto, mesmo após uma ingestão incrivelmente alta de veneno (que daria para matar cinco homens), Rasputin levantou-se do chão. Yussupov disparou duas vezes contra ele, Purishkevitch entrou no aposento e descarregou a sua arma de fogo sobre o corpo da vítima que ainda tentou estrangular o príncipe e fugir em seguida. Mas não suportou e sucumbiu. O corpo imóvel de Rasputin foi amarrado e castrado; em seguida, atirado nas águas frias do rio Neva, sendo encontrado três dias depois e enterrado.
            Em Fevereiro no ano seguinte, um grupo de trabalhadores de São Petersburgo desenterraram-no, e levaram o seu corpo para um bosque próximo e o queimaram. Durante a cremação o cadáver de Rasputin, moveu-se para sentar-se no fogo. Todos ficaram completamente horrorizados. Ora os tendões não foram cortados, quando o seu corpo foi aquecido pelas chamas, os tendões encolheram, forçosamente dobraram as pernas para cima, parecendo sentar-se. Esta casualidade final só derramou o rastilho de lendas e mistérios que cercam Rasputin, que continua a viver por muito tempo após a sua trágica morte.
            PROF. KIBER SITHERC
 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 02:13
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17
Nov 09

            

 

             Escotoma, é uma expressão pouco usual, clinicamente refere-se a uma perda ou ausência de visão devida a patologias oculares. Na psicologia, usasse esse termo quando alguém se afasta e despreza a realidade, agindo como se não vissem.

            Suponhamos que uma mulher está a ser traída pelo seu parceiro, mas não quer admitir essa realidade, ela é a própria que afirma: “Desde que eu não veja, tudo bem”. Por isso não se apercebe que está a ser enganada.
            Se você ao procurar qualquer coisa, e salientar que não sabe e não vê onde aquilo se encontra, então o seu cérebro adicionará essa mensagem, poderá até passar com os seus olhos por aquilo que procura, mas você não enxergará, é como se estivesse sob hipnose.
            Quando diz: “Não sei onde ponho as coisas”; “Não consigo encontrar”; “Esqueço-me com facilidade”. Automaticamente o seu cérebro aceita essa realidade.        
            É certo que nós temos acesso ao conhecimento e à verdade, através dos nossos sentidos, mas por vezes temos ouvidos e não ouvimos, temos olhos mas não vemos. Tudo nos parece vedado, como se tivéssemos um véu medieval que nos cobrisse a realidade. Pessoas com ideias pré-concebidas, dificilmente se aperceberão de uma nova verdade.
Todos sabemos pela História, como a Europa, mergulhou cegamente na escuridão, devido a ideias pré-concebidas e ultrapassadas. Houve uma cegueira colectiva, o conhecimento apenas brilhou em algumas estrelas, como numa noite escura se tratasse. A Europa civilizada, escotomizou-se os dogmas foram mais fortes e implacáveis, e perseguiram-se as novas ideias, que hoje são aceites como normais. 
A anorexia, poderá ser uma forma de escotoma, a pessoa anoréctica não admite que está magra, pelo contrário, convence-se que está gorda e tudo fará para perder uns quilos a mais, como um alcoólatra, só procura ajuda ao tirar o véu medieval, só assim verá a realidade, passará então a admitir que está doente. 
            Que deverá fazer para se livrar do escotoma ou evitar de se cobrir com o véu medieval? Tudo faz parte de suas crenças, se põe traves a novas ideias, se tem medo da mudança, então criará um alibi, defenderá as ideias tradicionais como se o mundo fosse estático e não fosse sujeito a mudanças.
            Antes de examinar seja o que for, nunca diga: “Eu não acredito”. Seja receptivo às novas ideias e experiências. Lembre-se que muitas coisas que são hoje rotineiras (como voar, as viagens ao espaço, o telefone, a televisão, etc.), foram consideradas impossíveis e motivo de chacota pelos nossos antepassados. 
            Dê maior visão aos seus sentidos, usando expressões como: “Eu vou encontrar”; “Eu vou examinar e tirarei todas as conclusões úteis”; “Estou receptivo a tudo aquilo que eu procuro”; “Com facilidade eu buscarei”. Dessa maneira o seu cérebro liberta todos os obstáculos que poderiam obstruir a sua mente.
            Tentar mudar as pessoas, que estão escotomizadas é uma tarefa inútil (quase impossível), quanto mais mostrar a verdade mais elas se encobrem no seu véu medieval. Quando a pessoa não quer ver, a visão não aparece, apenas vê quem quer. O orgulho de não crer ver a realidade, acaba sempre em teimosia. 
            Lembre-se que ninguém conseguiu mudar o mundo. Sócrates, Buda, Cristo, Maomet, Marx, Gandhi que fizeram eles? Deixaram apenas um oceano de ideias.
            O véu medieval pode cair, quando a pessoa estiver receptiva à verdade, como Newton esteve receptivo, quando viu cair uma maçã e descobriu a lei da atracção.  
 

PROF. KIBER SITHERC  

 

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16
Nov 09

 

 
            As pessoas muito negativas atraem todo o tipo de má sorte. Desde a pouca sorte no amor, passando pelos problemas financeiros, até às doenças e acidentes.
            As pessoas muito sensíveis são sujeitas a todas as influências exteriores. Queixam-se que os vizinhos invejosos os prejudicam, e acreditam que os mesmos lhes lançam mau-olhado. Pior ainda quando sofrem de toda a espécie de azares, magia e feitiçaria.
            Contou-me uma vez um feiticeiro africano, que em África, onde vivia, tinha poderes extraordinários, mas que aqui na Europa achava que os seus poderes estavam atenuados. Pois ele considerava que lhe tinham feito mal. Então, respondi-lhe laconicamente: “O poder do feiticeiro está na sua crença”.
            Gostaria de usar um sistema que protege-se de todas as influências negativas? Que o tornasse imune a todas as feitiçarias? Um método simples e prático, que pudesse utilizar no seu quotidiano.
 
            Eis o meu método do círculo dourado, ele tem ajudado muitas pessoas em todas as situações na vida. É um método simples que exige apenas concentração.
            Procure repousar comodamente numa cama ou num sofá. Imagine uma tela de cinema, visualize um círculo dourado que roda sobre si próprio. Essa imagem chama-se “desassociada” porque você vê-a no seu exterior, ou seja, fora de si próprio. Procure aproximar a tela de si próprio, procure ouvir o som, poderá ser o de uma ventoinha em movimento. Transporte o círculo em movimento para dentro de si. A imagem torna-se “associada”, porque é mais profunda e está dentro de si. Eis que circula sobre a sua cabeça, lentamente, vai descendo sobre o seu corpo.
             Como se tivesse um telecomando, você é senhor da situação, pois controla todos os movimentos do círculo dourado através do seu pensamento. Basta uma ordem sua, e o círculo vai descendo pelo seu corpo até aos pés, depois volta a subir, quando dá ordens ele pára, mas sempre em movimento rotativo.
            Enquanto o seu corpo está dentro do círculo dourado, você irá visualizar em forma de setas as influências negativas dos seus inimigos. Elas, ao serem lançadas pelos seus adversários, são expelidas perante a força magnética do círculo dourado. A visualização depende da imaginação individual; as setas poderão voltar para o seu ponto de partida, podem-se despedaçar em mil fragmentos, ou derreterem-se perante o imponente círculo protector.
 
            Os resultados podem ser mais eficazes, ou seja, mais entranhados no cérebro, se o método do círculo dourado for usado pela primeira vez sob hipnose. Os seus pensamentos na visualização podem-se tornar com a prática, energéticos. Lembre-se que os pensamentos são ondas de energia e a energia é a matéria condensada.
            Para obter bons resultados deverá fazer esses exercícios várias vezes por dia; depois bastam duas vezes, ao acordar e ao deitar. Faça a seguinte programação mental: “1, 2, 3, círculo dourado”. Essa será a sua chave para obter a visualização do círculo dourado. Quantas mais vezes o fizer, maior a nitidez do círculo dourado será.
 
            Você vai a uma entrevista de emprego e está nervoso, vai tratar de um assunto delicado e está ansioso, sente-se esmagado e impotente perante os seus adversários, acredita que determinadas pessoas absorvem a sua energia vital, ou podem prejudicá-lo à distância. Então, use o círculo dourado para obter confiança e protecção. Basta concentrar-se e pensar na palavra-chave, eis que surgirá a visualização do círculo dourado que o protegerá durante todo o dia.
 
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publicado por professorkibersitherc às 22:47

14
Nov 09

  

 

               Um dos fenómenos psíquicos mais notáveis é, sem dúvida alguma, o das aparições de espectro, ou seja, a visão aparentemente tangível da imagem de um defunto, na maioria das vezes, e noutras de seres vivos. Embora possa existir uma diferença de horário, pode-se ter a certeza de que se trata de uma sugestão telepática, também chamada transmissão da vontade (telebulia). Deverá passar para as mãos do cientista, ou parapsicólogo. O fenómeno em si (sempre que tenha sido devidamente comprovado em todos os seus aspectos), tem provocado calorosas discussões e comentários de todos os géneros.

 
            Este tipo de fenómenos tem-se verificado em todos os tempos e em todas as latitudes, provocando o assombro de todos os que contemplaram a aparição e constituindo grande tema de controvérsias entre aqueles que, não acreditando no fenómeno, se fortaleceram na sua incredulidade, e aqueles que nele acreditaram ou o consideraram possível, por este ou aquele motivo, especialmente os que viveram qualquer experiência desse género. Na realidade, trata-se de um assunto sumamente delicado para ser tratado e julgado com ligeireza, sempre e em qualquer época. Vejamos alguns casos de autêntica sugestão telepática (telebulia):
 
            Em 6 de Maio de 1969, uma menina de dois anos foi desenterrada da sua tumba em Karachi (Paquistão), ao fim de cinquenta horas de sepultura, e foi encontrada viva, a chupar o dedo polegar. A mãe, chamada Kajran, declarou aos jornalistas que, depois de a filha ter sido enterrada, teve um sonho em que ouvia uma voz dizer-lhe: “Vai, abre a tumba e encontrarás a tua filha viva”. No dia anterior, tinha contado o sonho a todas as pessoas que conhecia. Algumas acreditavam-na, outras quase se riram dela. Mas a mãe insistiu tantas vezes, que a autorizaram a abrir a campa.
            A criança foi levada para casa da sua mãe, em Liaquatabad, um subúrbio afastado de Karachi, onde se recuperou rapidamente. Na gestação de um sonho, seja ele qual for, por mais insólito que possa ser, a força da imaginação entra numa mínima parte, sendo a realidade a base dos factos sonhados, embora essa realidade possa estar num plano diferente daquela que conhecemos quando estamos acordados. A voz que a mãe ouvia era o chamamento inconsciente da sua própria filha. Tratou-se de uma autêntica transferência telepática, uma sugestão inconsciente: uma telebulia.  
 
            Na realidade, segundo alguns autores, são muito mais frequentes do que alguns imaginam. O que é realmente difícil é a aparição de pessoas falecidas há muito tempo. No próprio instante da morte, ainda que esta tenha sido repentina e imprevisível (como o caso de um acidente), a pessoa que morre aparece, por vezes, a muitos quilómetros de distância, a uma outra pessoa que não a esperava, quer quando acordada. O controlo destes factos é geralmente fácil, pois o vidente tem frequentemente grande interesse em comunicar às outras pessoas a comunicação que acaba de receber.
            Por vezes, pode-se anotar a hora exacta, mas o mais normal é ter-se uma referência aproximada, que vem a corresponder àquela em que a pessoa aparecia e expeliu o seu último suspiro, embora em muitos casos ninguém possa dizer exactamente qual a hora do falecimento. A visão, por vezes, não corresponde nos seus pormenores à realidade concreta e às circunstâncias do falecimento. Algumas pessoas viram a casa do morto pintada de negro; outras viram o defunto elevar-se nos ares rodeado de uma estranha luz, como um grande halo; outros viram-no no leito de morte, estendido, e até já quem tenha falado com ele, mesmo morto. Por vezes, mais do que uma visão ouviram-no dizer adeus ou escutaram um pensamento dele. Seja como for, a pessoa que recebe a mensagem compreende imediatamente que se trata de um falecimento e poucas vezes se engana.
            Estes casos são muito vulgares e o doutor Rhine, nos seus livros e tratados de parapsicologia ocupou-se muitas vezes deles, assim como outros parapsicólogos, pois há milhares de casos constatados, desde a Metapsíquica. Estas visões que, algumas vezes, podem ser acompanhadas de palavras reconfortantes ou edificantes apresentam-se, à primeira vista, como fenómenos sobrenaturais ou aparições milagrosas permitidas por Deus para nos iniciar à oração. Há casos em que esse convite, ou interpretação, parece muito fundamentado e digno de ser adoptado. É curioso como, por vezes, essas aparições foram presenciadas por pessoas agnósticas, materialistas e desprovidas de qualquer sentimento religioso, e em circunstâncias profanas e sumamente triviais. Mas voltamos a repetir que, na maioria dos casos, cientificamente apenas se pode aceitar na sugestão telepática um último desejo inconsciente, na grande maioria das vezes; o seja, a telebulia, esse desejo imenso de comunicar à distância duma pessoa que está prestes a morrer.
            Nos casos de acidente grave, sem que a pessoa tenha morrido, produzem-se visões semelhantes. Igualmente quando se está transtornado por uma emoção muito forte, por qualquer temor ou por um sofrimento moral.
 
            O caso seguinte é bastante conhecido, por ter sido publicado em livos e revistas de parapsicologia. A sua veracidade não admite dúvidas, visto que foi comprovado em todas as suas partes. Disse o sacerdote S. A. R. da diocese de Barcelona:
            “Era o dia 18 de Abril de 1963. Tinha anoitecido e provavelmente era já muito tarde, pois eu estava a dizer as minhas orações antes de deitar-me. Estava de joelhos no genuflexório; à minha direita havia uma porta que dava a casa de banho, que não tinha qualquer outra saída. Entre as minhas orações, tenho o hábito de rezar o “Acordaos” pelo meu sobrinho e minhas sobrinhas. No momento em que terminava essa oração vi a mais velha das minhas sobrinhas diante da porta do quarto de banho que estava às escuras, estando o meu quarto relativamente mal iluminado por uma única lâmpada: a da mesa-de-cabeceira. Aquilo durou tanto como um relâmpago e quase foi mais e certeza de uma presença do que uma aparição propriamente dita. Não dei importância ao caso, dizendo apenas para mim mesmo: “Caramba, que curioso!” No dia seguinte, soube que a minha sobrinha, naquele mesmo dia, por volta das duas da tarde, tinha sofrido um terrível acidente de bicicleta, com fractura do crânio. Recolhida sem conhecimento, tinha permanecido em coma bastantes horas e devia encontrar-se nesse estado no momento em que a sua presença se materializou a um metro de mim, diante da porta do quarto de banho”.
 
            Segundo o doutor Jules Bois, a telebulia, quer seja uma sugestão telepática ou alucinatória, é um fervente desejo de comunicação à distância. A sugestão telepática mal interpretada contribui muitas vezes para a superstição espírita de muita gente, pois os casos em que se comunica uma morte são especialmente frequentes. Por outro lado, o inconsciente tanto do agente como do receptor, em certas alturas, dramatizam magistralmente o conteúdo telepático.
 
            Vejamos outro caso de sugestão telepática relatado pelo Oscar Quevedo:
            “Durante a Primeira Guerra Mundial, um menino de três anos e meio deteve-se um dia de repente, quando brincava, como se tivesse sido sacudido por uma súbita inspiração, e exclamou: - Meu pai está-se a afogar, caiu num poço e não pode ver”.
            Aparição de um morto? Os parentes do menino ficaram muito espantados. As cartas que recebiam do pai não confirmavam o triste comunicado. Mas ao regressar o pai de França, ficou comprovado que, precisamente naquele dia 7 de Novembro de 1918, em que o menino captou o facto, o pai tinha sido atacado com gases na trincheira e, como resultado, tinha ficado cego durante três semanas”.
            O caso parece ter todos os requisitos para ser classificado como de sugestão telepática: é lógico supor que o pai da criança, no desespero de se crer cego, pensasse no filhinho, a quem não poderia ver mais. Este pensamento, durante a inconsciência da asfixia na trincheira, actuaria como a telebulia necessária no fenómeno psíquico que classificamos como sugestão telepática.
 
            Os “adornos “ na sugestão telepática.
            Tanto o receptor como o emissor podem “adornar”, associar à mensagem outros elementos. Neste sentido pode ser muito expressivo o seguinte caso, de cuja autenticidade é difícil duvidar:
            “O Dr. Mittchel Weir de Filadélfia, estava já a dormir, certa noite, quando foi abordado pela campainha da porta de entrada. Levanta-se, abre a porta e encontra uma menina desolada que lhe diz: “Minha mãe está muito doente, doutor. Rogo-lhe que venha, por favor”. Era uma noite de inverno, a neve caia em turbilhões e soprava um vento glacial. O doutor agasalha-se e segue a menina. Encontra a mãe gravemente doente de pneumonia. Depois de lhe prescrever os seus cuidados, antes de se despedir felicita a mãe pela filha tão inteligente e corajosa que tem. Responde a mulher: “Minha filha morreu, há um mês. As suas botas e o seu sobretudo estão neste armário”. Abrindo o armário, o doutor vê as roupas que vestia a menina que o chamara. Estavam secas e à temperatura ambiente: não podiam ter estado uns minutos antes expostos à neve e ao frio gelado da noite”.
            Aparece clara a telebulia, talvez só inconsciente, da viúva que se encontra gravemente doente e sozinha: “Se ao menos estivesse aqui a minha filhinha para ir chamar o médico…! De facto o médico captou esta telebulia, perfeitamente dramatizada e completada. A mensagem telepática, no caso, gozou de boas condições pela emotividade e pelo estado psicofísico todo especial da emitente, assim como pelo sono do receptor. Devemos levar em conta também que o inconsciente do médico teria já ficado de sobreaviso, ao deitar-se, com receio de que algum doente precisasse dos seus auxílios profissionais justamente numa noite tão desagradável como aquela… o doutor comprovou ao voltar da casa da doente que não existiam as pegadas da menina na neve. A esposa e empregada não ouviram a campainha (os efeitos físicos são raros). O mesmo devemos dizer das roupas: nem saíram do armário, nem foram materializadas! Tudo foi dramatização inconsciente da mãe doente completada pelo inconsciente do doutor.
           
PROF. KIBER SITHERC
 
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13
Nov 09

 

            Este signo do ar tem, paradoxalmente, um carácter meteorológico, porque sempre se relacionou com a época das chuvas e com a água que fertiliza a terra e aumenta o caudal dos rios e dos lagos.
            E é tanto assim que o mítico dilúvio se associa com a sua constelação, representada pelo deus Rámon, coroado com um dilema e vertendo água de uma espécie de ânfora. No panteão mesopotâmico, identifica-se com Ea, o dominador das águas, que evapora do oceano e depois a faz cair em forma de chuva fecundadora.
            Os antigos Egípcios irmanavam-no ao deus Hapi que vertia as águas do Nilo e fertilizava as terras alagadas. Para os Judeus era a época de Rúben, que na profecia de Jacob, “se precipita como água”, enquanto os Greco-Romanos o reconheceram como Ganimedes, que foi raptado por Júpiter com o fim de encher as taças dos deuses.
 
            A água deste signo equivale, no aspecto prático, aos dons e influxos espirituais e magnéticos que os nativos recebem. O líquido invisível do Aquário, mitiga mais a sede da alma que a do corpo. Representa a colectividade, a filosofia humanística, o progresso, a renovação da ciência e da técnica, a fraternidade, a receptividade e as relações humanas.
            As pessoas que nasceram sobre a influência deste signo caracterizam-se pela sua inteligência e por possuírem possibilidades visionárias a que não faltam os traços emotivos e algo mágicos.
 
            Devido à pressão que sobre ele exercem Saturno e Úrano, o desconcertante Aquário encontra-se sujeito ao mais sedutor dos equilíbrios pois se, por um lado, como se assimilou, dispõe de inteligência, pelo outro desfruta de uma absoluta liberdade de espírito, virtude que não obstante, costuma ser desequilibrada por uma intuição sobrenatural e por uma versatilidade que, em poucas ocasiões, faz com que o seu comportamento se torne incompreensível.  
            O nativo do Aquário, sempre marcado por um forte cerebralismo (tanto, que pode predominar sobre o aspecto afectivo e tornar-se prejudicial), ama a humanidade e dá grande valor à paz e ao progresso. É altruísta, generoso e torna-se simpático, pois embora a sua natureza exija um constante respeito pela sua própria liberdade, sabe interessar-se sinceramente pelos outros. Essa independência do seu comportamento, frequentemente estranho, desconcerta aqueles que o rodeiam. Por exemplo de repente desaparece, sem dar explicações, ou passa de largo pelos seus amigos sem os cumprimentar.
 
            No amor são tradicionalistas, preferem ser constantes e duradouros, no casamento são mais dados ao companheirismo e amizade do que a paixão avassaladora.  O homem aquariano aspira e preza a sua liberdade e por isso, procura agir da mesma forma com a sua parceira, já a mulher se diversifica, parecendo várias em uma só, e de forma atractiva e misteriosa demonstra todo o seu afecto e carinho.
            O tipo superior de Aquário possui o sentido do romântico e adora as viagens. A sua curiosidade cultural e científica é insaciável. É um diletante cheio de capacidade. Tem o defeito, contudo, para executar os seus planos com frequência e firmeza necessária. É generoso, tolerante, fascinador, inteligente, original e altruísta.
            Em política é partidário do progresso e das reformas.
           
            O tipo não harmónico, pelo contrário, carece de capacidade construtiva. É confuso, utópico, revolucionário, excêntrico, egoísta, moderado e apaixonado até ao frenesim. Chega a cair nos vícios ma defeitos são a fraqueza e o orgulho. É desprovido de sentimentos humanitários e é um irresponsável social. A sua tendência natural para a solidão converte-o num ser impopular e fá-lo perder todas as suas amizades, que costumam durar muito pouco.
            É um signo aéreo e intelectual, mas também espasmódico e nervoso e em certas ocasiões, amorfo e cerebral, está directamente representado por Úrano, o planeta da separação, desorganização e caótico como nenhum outro. Todos estes elementos se juntam à fixidez típica do signo, para produzir, sobre o nativo correspondente, situações de autêntica obsessão, ainda por cima, quase sempre carecendo de base.
 
PROF. KIBER SITHERC
 

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publicado por professorkibersitherc às 23:06

 

 

Duas senhoras foram abordadas numa rodoviária, por um jovem que pedia esmola, apenas uma se mostrou prestável, porém, a outra protestou e salientou que ao dar-lhe dinheiro era um incentivo para o consumo da droga. A senhora que lhe deu esmola disse que era melhor dar-lhe dinheiro, porque se ninguém lhe desse ele teria que roubar o que era muito pior. Porém, a outra não se deu por vencida, buscou outros argumentos a seu favor, mas a outra continuava a defender o seu acto caridoso da esmola. Afastei-me e as duas senhoras continuaram com a sua discussão, com certeza que nem uma nem outra se deu por vencida. Na verdade, ambas estavam certas nas suas opiniões, mas o facto é que aquele jovem era um toxicodependente e necessitava. Aí não nos resta qualquer dúvida que isso foi um facto, quanto às senhoras, apenas apresentaram a sua opinião.
Defendendo ideias ou opiniões como sendo factos, poderá levá-lo a grandes discussões e controvérsias. Lembre-se antes de argumentar, as opiniões poderão ser filosóficas, poderão ser o nosso estilo de vida, mas os factos são a realidade, isto é, comprovativos e científicos. Contra factos não há argumentos. Especula-se e indaga-se e quando não se comprovam os factos, simplesmente teoriza-se.
Não é saudável, entrar em discussões para defendermos o nosso orgulho por vezes mesquinho ou por puro sectarismo. Se acreditarmos que na discussão nasce a luz, então, andaremos sempre em disputas. E a melhor maneira para vencermos uma discussão é evitá-la.
Um certo hipnotizador de palco para sugestionar uma plateia a seu bel-prazer, divulgou a hipnose como sendo misteriosa, e salientou que ele próprio teria poderes fantásticos fora de comum. Um indivíduo levantou-se na plateia, protestou que a hipnose era apenas sugestão, e nada tinha a ver com crenças misteriosas. O hipnotizador era um homem experiente, sorriu para o assistente e exclamou: “Aceito o seu ponto de vista, é uma opinião. Os espectadores pagaram para verem o meu espectáculo, não para divagarmos sobre a hipnose”. E no meio dos aplausos do público o hipnotizador saiu vencedor. O infeliz espectador, porém, ficou desarmado. Perante isto aprendemos uma lição, mesmo sabendo um facto será prudente o silêncio.
Mas o pior ainda, não é divulgar as opiniões como sendo autênticas, mas aceitar essas mesmas opiniões como sendo reais, isto é, como sendo factos. Dessa maneira poderá ser catastrófico. Ora vejamos:
Aceitar a opinião como sendo um facto, que se é demasiado velho para evoluir profissionalmente; aceitar a solidão crendo que os homens são todos iguais; julgando que os jovens são todos inexperientes e imaturos; pensar que todos os ricos são maus e egoístas e os pobres virtuosos; que determinados grupos étnicos são perigosos. Muitos outros exemplos se poderiam citar.
Por vezes essas crenças, derivam de um mero acontecimento que foram interpretados erroneamente como factos, que nos condicionou durante a vida e que nos leva a consequências que podem prejudicar-nos e incentivar a dor.
As opiniões são apenas apreciações, caprichos ou conceitos, não são reais ou consistentes. Se tiver dúvidas da sua autenticidade, deverá investigar se são realmente credíveis na sua aplicação. Os factos, esses sim, são concretos e definidos.
Construa uma vida baseada em realidades concretas e definidas. O seu êxito depende da sua capacidade de separar factos de opiniões, em que essas apreciações são meramente subjectivas, mas os factos são a realidade.  
 
 PROF. KIBER SITHERC
 
 
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publicado por professorkibersitherc às 18:53

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