Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

08
Dez 09

 

 

            Quando Saturno cortou os órgãos progenitores de seu pai, Úrano, o sangue que jorrou no mar misturou-se com a espuma das ondas, daí nasceu Vénus (Afrodite), emergindo belíssima numa grande concha. Foi levada ao Olimpo pelas Horas, que cuidaram da sua beleza, tratando de vesti-la com belas roupas. Ao chegar à morada dos deuses, foi admirada e invejada pela sua beleza.  
 
            A sua beleza seduziu a todos, excepto três deusas devido a ciúmes: Minerva, a deusa da razão e da honra, Diana, a deusa das artes e da caça, e finalmente, Vesta, a deusa do lar. Com o pretexto que a presença da sua beleza fazia os homens perderem a razão, que os afastava dos seus lares e que ofuscava as artes com a sua sedução. Foram até Júpiter (Zeus), solicitando que este prejudicasse Vénus em alguma coisa. Sugeriram que ela casasse com o deus mais feio do Olimpo, Vulcano (Hefesto). Para aquietar essas deusas, Zeus obrigou-a a casar-se com Vulcano, o deus do fogo e da forja. Vulcano era coxo e com marcas de cicatrizes no rosto, devido ter sido atirado do alto do Olimpo, por sua mãe, Juno, por achá-lo feio demais e tendo vergonha de apresentá-lo aos outros deuses. Vulcano foi resgatado pelos povos próximos do vulcão Vesúsio, que cuidaram dos seus ferimentos e o ensinaram as artes do fogo e dos metais, tornando-se um grande artífice.
 
            Casou Vénus contra a sua vontade, ela que já se apaixonara pelo jovem e destemido Marte. Estes se encontravam regularmente até que o Sol, Apolo, o deus que tudo via, contou a Vulcano que a sua mulher o traía. Este confeccionou uma rede de ouro invisível e armou uma cilada para os apanhar. Quando foram consumar mais uma vez a infidelidade, Vénus e Marte ficaram aprisionados ao leito, e Vulcano trouxe todos os deuses para observar a vergonha de Vénus.
 
            Ao serem libertados, Vénus esperava que Marte assumisse o seu amor, porém, Marte abandonou-a. Vénus transformou o seu amor em ódio, rogou uma prega para que Marte se apaixonasse por todas as mulheres que visse, tornando-se assim um deus constantemente apaixonado e agressivo, tomava as mulheres pela força quando estas não cediam á sua sedução. A primeira mulher que encontrou e se apaixonou foi Aurora de Astreu.
 
            Vénus aparecia sempre acompanhada de Eros, seu filho, o deus do Amor, que fazia apaixonar-se aquele que fosse flechado por ele. Vénus fez muitas conquistas e esteve envolvida em muitos episódios do Olimpo. Era uma deusa vaidosa e caprichosa, e simboliza o lado do ser humano que anseia pela beleza, pela atracção sexual, pelo instinto natural e pelo amor em todos os aspectos.
            Ishtar, deusa dos Sumérios, tinha semelhanças com Vénus (Afrodite), que era a deusa da fertilidade e das paixões carnais.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
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            Dédalo era um habilidoso escultor grego. As suas obras eram adoradas e respeitadas por todos. Mas a inveja e os ciúmes conduziram o artista à miséria. Foi expatriado de sua terra por ter assassinado o seu sobrinho, o jovem Talo, por competir as suas invenções com o tio. Dédalo se aventurou pela Ática com seu filho Ícaro e foi acolhido com honras pelo rei Minos, que conquistou a sua amizade.
            Minos, tendo ofendido a Poseidon, este Deus, em vingança, incutiu em Pasifae (esposa de Minos), uma doida paixão por um touro sagrado. Dédalo apiedou-se dela, e sob sua protecção Pasifae concebeu o terrível Minotauro. Sob ordens do rei, Dédalo e Ícaro começam a construir uma morada para o Minotauro. Do cérebro fértil de Dédalo surge a ideia de construir uma prisão diferente de todas as outras já existentes, constituída de longos corredores e de desvios enganadores dos quais ninguém conseguiria escapar se por um acaso ali entrasse chamado de Labirinto de Creta.
 
            Ao descobrir a traição de Dédalo, este e seu filho, Ícaro foram aprisionados juntamente com o Minotauro no Labirinto. O rei, sabendo que Dédalo e Ícaro seriam os únicos a conseguir sair, dispôs guardas para vigiar o litoral que seria a única forma de escapar.
            Com sua espantosa genialidade, Dédalo pede a Ícaro que junte todas as penas de pássaros que encontrar. Então enquanto seu filho está a procura das mesmas põe-se ele a construir o que seria uma estrutura semelhante às asas dos pássaros. Depois colou as referidas penas com cera, tendo assim dois pares de asas, para si e seu filho.
            Antes de alçarem voo, Dédalo recomenda a Ícaro que não voe muito alto, pois o calor do sol poderia derreter a cera e assim desprender as asas e nem muito baixo pois poderia bater contra as ondas do mar Egeu.
 
            Como um passarinho que segue o voo da mãe, Ícaro vai atrás de Dédalo. No início, desajeitadamente. Aos poucos, porém, adquire confiança. Ora batendo as asas, ora planando, pai e filho afastam-se de Creta. Ícaro fica eufórico e embriagado pelo prazer de voar, de contemplar a Terra tão pequena lá em baixo. Então desobedece ao pai, ao voar mais alto. Os ardentes raios solares derretem a cera e as penas voam com o vento. Ícaro não consegue mais voar, rodopia, debate-se, bate os braços o mais que pode, mas não adianta nada. A queda é inevitável, precipita-se nas águas do mar Egeu. A ilha aonde seu corpo foi levado pelas ondas ganhou depois o nome de Ícara.
            Algum tempo depois, Dédalo chegou são e salvo à Sicília, onde ergueu um templo a Apolo, e lá depositou as asas, que ofereceu ao deus das artes.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
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            Narciso era filho do deus rio Céfiso e da ninfa Liríope, e era um jovem de extrema beleza. Por isso, era cobiçado pelas ninfas e donzelas, todavia, Narciso preferia viver só, pois não havia encontrado ninguém que julgasse merecedora do seu amor. E foi justamente este desprezo que devotava às jovens, que teve a sua perdição.
            Pois havia uma bela ninfa, Eco, amante dos bosques e dos montes, companheira favorita de Diana em suas caçadas. Mas Eco tinha um grande defeito: falava demais, e tinha o costume de dar sempre a última palavra em qualquer conversa da qual participava. Um dia Hera, desconfiada - com razão - que seu marido estava divertindo-se com as ninfas, saiu em sua procura.
            Eco usou a sua conversa para entreter a deusa, enquanto as suas amigas ninfas se escondiam. Hera, percebendo a artimanha da ninfa, condenou-a a não mais poder falar uma só palavra por sua iniciativa, a não ser só quando interrogada.

            Certa vez, a ninfa passeava por um bosque quando viu Narciso que perseguia a caça pela montanha. Como era belo o jovem, e como era forte a paixão que a assaltou! Seguiu-lhe os passos e quis dirigir-lhe a palavra, falar o quanto ela o queria... Mas não era possível (era preciso esperar que ele falasse primeiro para então responder-lhe). Distraída pelos seus pensamentos, não percebeu que o jovem, dela se aproximara. Tentou se esconder rapidamente, mas Narciso ouviu o barulho e caminhou em sua direcção:
            - Há alguém aqui?
            - Aqui! - respondeu Eco.  Narciso olhou em volta e não viu ninguém. Queria saber quem estava se escondendo dele, e quem era a dona daquela voz tão bonita.
            - Vem - gritou.
            - Vem! - respondeu Eco.
            - Por que foges de mim?
            - Por que foges de mim?
            - Eu não fujo! Vem, vamos nos juntar!
            - Juntar! - a donzela não podia conter sua felicidade ao correr em direcção do amado que fizera tal convite. Narciso, vendo a ninfa que corria em sua direcção, gritou:
            - Afasta-te! Prefiro morrer do que deixar me possuir!
            - Me possuir... - disse Eco.
            Foi terrível o que se passou. Narciso fugiu, e a ninfa, envergonhada, correu para se esconder no refúgio dos bosques. Daquele dia em diante, passou a viver nas cavernas e entre os rochedos das montanhas. Evitava o contacto com os outros seres, e não se alimentava mais. Com o desgosto, o seu corpo foi se consumindo, até que as suas carnes desapareceram completamente. E os seus ossos se transformaram em rocha. Nada restou além da sua voz. Eco, porém, continua a responder a todos que a chamem, e conserva seu o costume de dizer sempre a última palavra.

            Não foi em vão o sofrimento da ninfa, pois do alto, do Olimpo, Nêmesis vira tudo o que se passou. Como punição, condenou Narciso a um triste fim, que não demorou muito a ocorrer. Havia, não muito longe dali, uma fonte clara, de águas como prata. Os pastores não levavam para lá o seu rebanho, nem cabras ou qualquer outro animal a frequentava. Não era tampouco enfiada por folhas ou por galhos caídos de árvores. Era linda, cercada de uma relva viçosa, e abrigada do sol por rochedos que a cercavam.
            Ali chegou um dia Narciso, fatigado da caça, e sentindo muito calor e muita sede. Narciso debruçou sobre a fonte para banhar-se e viu, surpreso, uma bela figura que o olhava de dentro da fonte.
            "Com certeza é algum espírito das águas que habita esta fonte. E como é belo!", disse, admirando os olhos brilhantes, os cabelos anelados como os de Apolo, o rosto oval e o pescoço de marfim do ser.
            Apaixonou-se pelo aspecto saudável e pela beleza daquele ser que, de dentro da fonte, retribuía o seu olhar. Não podia mais se conter. Baixou o rosto para beijar o ser, e enfiou os braços na fonte para abraça-lo. Porém, ao contacto de seus braços com a água da fonte, o ser sumiu para voltar depois de alguns instantes, tão belo quanto antes.
            - Porque me desprezas, bela criatura? E por que foges ao meu contacto? O meu rosto não deve causar-te repulsa, pois as ninfas me amam, e tu mesmo não me olhas com indiferença. Quando sorrio, também tu sorris, e respondes com acenos aos meus acenos. Mas quando estendo os braços, fazes o mesmo para então sumires ao meu contacto. 
            As suas lágrimas caíram na água, turvando a imagem. E, ao vê-la partir, Narciso exclamou:
            - Fica, peço-te, fica! Se não posso tocar-te, deixe-me pelo menos admirar-te. 
            O belo Narciso, ficou muitos dias a admirar a sua própria imagem na fonte, esquecido de alimento e de água, o seu corpo se debilitou.
            Assim o jovem morreu. As ninfas choraram o seu triste destino...No lugar onde faleceu, entretanto, as ninfas encontraram apenas uma flor roxa, rodeada de folhas brancas. E, em memória do jovem Narciso, aquela flor passou a ser conhecida pelo seu nome.
            E, assim terminou trágicamente a morte desses seres incompreendidos. Que fazem parte da mais bela mitologia grega.
 
PROF. KIBER SITHERC
 

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07
Dez 09

 

            O Leão, símbolo do fogo entre os povos da Mesopotâmia, representava a culminação do aquecimento solar no hemisfério norte. Os gregos e Latinos identificavam-no com o Leão de Nemeia, que Hércules matou com as suas próprias mãos, e os Israelitas com “Judá que se recosta como Leão”, razão porque o representavam no estandarte do reino do mesmo nome.
 
            Este signo do fogo simboliza o rei, o pai, o monarca, a glória, a nobreza, a luz, o esplendor, a fortuna, o triunfo, a autoridade, a generosidade, a energia anímica, os empreendimentos dignos, a elevação social, assim como o poder e o valor.
            A qualidade mais destacada do nativo de Leão é a do mando. Nela se resumem, como coisa natural, a nobreza dos seus gestos, a generosidade das suas ambições, a magnanimidade, a confiança e a energia com que geralmente, leva a cabo quase todos os seus actos.
 
            Como, por um lado, carece de mesquinhez e, por outro possui uma vitalidade e um rigor excepcionais, o nativo de leão consegue grandes êxitos, despende com esforço extraordinário e realiza tarefas pouco comuns.
            Como é lógico, estas qualidades, resultantes de uma personalidade deslumbrante e dinâmica, projectam-se sobre os outros com autêntica força e é capaz de os arrastar aos mais difíceis e disparatados empreendimentos. Os Leões costumam ser, efectivamente, actores consumados, o que, provavelmente tem muito a ver com a atracção que sentem pelos objectos brilhantes e de adorno, assim como uma acentuada tendência para as honras, as situações representativas e a aristocracia. São por isso, autoritários e dominantes. Mas, a menos que exista aspectos dissonantes na sua carta de natal, tudo quanto se relaciona com eles é grande, generoso e limpo. Na política, conseguem com facilidade postos elevados.
 
            A medalha, claro está, tem o seu reverso: a tirania e o desportivismo, que geralmente se manifestam, nos casos de inferioridade ou falta de harmonia. O corrupio de domínio costuma conduzir, nestes casos ao egoísmo e ao orgulho desmedido. Daí à dissipação e à libertinagem não vai mais de um passo.
             A vaidade é outro dos pontos fracos do nativo de Leão, que jamais esquece uma humilhação. Desagrada-lhe, por exemplo, que lhe solicitem coisas abertamente ou que lhas exijam.
 
            Além de possuir um temperamento fogoso, o nativo de Leão passa pela vida arrastando um inevitável complexo de herói justiceiro. Sente também uma grande paixão pelo lar, sobretudo no que se refere aos pais e aos filhos, e é um incorrigível apaixonado. De acordo com aquele exacerbado sentimento paterno-filial, a suaa criminalidade costuma manifestar forte tendência para o parricídio e o infanticídio, que como é lógico, são apenas produto de uma atitude exageradamente proteccionista, acompanhada quase sempre de um transbordante afã de protagonismo e um persistente delírio de interpretação e de grandeza. Portanto, o nativo de Leão sente-se o centro do universo e pensa que ninguém está a salvo, só se encontrar fora do alcance dos seus próprios conselhos e do seu anormal paternalismo.
 
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06
Dez 09

 

            Ninguém sabe quando foram inventadas as primeiras figuras vampirescas, mas as lendas datam de pelo menos 4 mil anos, com os antigos assírios e babilônios da Mesopotâmia. Os mesopotâmicos temiam Lamastu (também soletrado como Lamashtu), uma demónia que caçava humanos. Na lenda assíria, Lamastu, filha do Deus do céu Anu, entrava numa casa à noite e roubava ou matava bebés em seus berços ou no próprio ventre materno. Acreditava-se que as mortes de crianças e os abortos eram causados por ela.
 
            Lamastu, que se traduz como "a que apaga", também caçava adultos, sugando o sangue de jovens rapazes e trazendo doenças, esterilidade e pesadelos. Ela é frequentemente descrita como tendo asas e garras de pássaro e, às vezes, com cabeça de leão. Para se proteger da Lamastu, as mulheres grávidas usavam amuletos que descreviam Pazuzu, um outro Deus do mal que certa vez a derrotou.
 
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                 Schopenhauer, o grande filósofo alemão, apresentou que o prazer não era positivo mas a dor, cuja presença se fazia sentir. A dor poderá ser nossa amiga! A sabedoria popular nos ensinou: que o frio e a fome põem a lebre a caminho. A História nos revelou que os povos do Sul habituados e adaptados a um clima ameno e agradável, pouco fizeram para o seu progresso, facilmente construíam um abrigo, bastava umas folhas de palmeira para fazerem uma habitação, o vestuário era simples, a terra era generosa para os alimentar. O próprio clima os inspirava ao descanso.
            Ao contrário do Sul, os povos do Norte se parassem morreriam de frio, teriam que colher os alimentos para o inverno, as casas teriam que ser construídas solidamente. Até as suas roupas teriam que ser abundantes e quentes para aguentarem o rigor do clima.
            Por isso, a adversidade os fez progredir, dessa maneira desenvolveram-se mais que os povos do Sul, chegando ao ponto de os dominar e os escravizar.
 É a dor que nos faz tomar atitudes por vezes radicais e corajosas, sair de algo detestável, abandonar as nossas raízes, tentarmos a sorte noutro mundo, desligar de vez com falsos amigos ou parentes. 
            Quando o seu organismo pretende alertá-lo para algo que não esteja bem, ou está a ultrapassar os seus limites, então, envia-lhe um sintoma em forma de dor. Em geral, os sintomas são dolorosos e normalmente desagradáveis.
            A descoberta da origem desse sintoma ajuda-o muitas vezes a corrigir algo que não estava a funcionar correctamente.
            Se estiver a alimentar-se mal, a praticar pouco exercício ou exposto a algo que seja nocivo, o seu organismo alertá-lo-á... enviando-lhe um ou mais sintomas em forma de dor. Quanto mais forte for a dor e extremamente dolorosa, maior será o aviso que algo deverá de ser mudado
            Quando estamos no sítio errado e o meio se torna hostil e espinhoso, entramos no mundo da dor. Às vezes a dor é ignorada, ou esperamos que ela atenue temporariamente, mas ela voltará depois mais forte e indomável. A dor poderá ser nossa amiga se formos receptivos à sua mensagem. Através dela poderemos mudar as nossas vidas. Se encontra numa situação dolorosa em que é maltratada pelo companheiro, em que é prejudicado dolorosamente no seu meio, ou não tem forças nem coragem para sair da dor. Então, faça o seguinte exercício:
            Feche os olhos, visualize algo que o aborreceu e causou-lhe dor. Experimente desenvolver essa imagem e torná-la brilhante. Aproxime-a para mais perto de si. Agora aumente o tamanho. O que aconteceu na sua mente? É natural que os estados negativos se intensificaram, e pense em sair do mundo da dor. Mas se visualizou depois que as coisas abrandam? Então, é natural que entre na inércia. Foi como se sentisse uma forte dor aguda e que depois atenua-se, adiando depois a ida ao médico, julgando que a situação melhorasse por ela própria.
            Tal como a dor aguda (quando estamos no mundo da dor), a situação deteriora-se sempre cada vez mais. Se você intensificar a dor em que está, é natural que tenha que reagir à mudança, como a lebre devido à dor terá que se por a caminho. 
            Usando a dor como nossa amiga, ela torna-se uma ferramenta preciosa para mudarmos as nossas vidas e atingirmos a felicidade e a paz de espírito.
 
PROF. KIBER SITHERC

 

Horror Pictures, Images and Photos

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            Uma das lendas mais fascinantes dos noruegueses, é a existência dos trolls. Acreditava-se que eles viviam nas densas florestas, e o maior e mais poderoso de todos, era Dovregubben. Alguns dos Trolls eram enormes com árvores e plantas rupestres crescendo-lhe nos narizes e cabeça, (as grandes montanhas cobertas de densas florestas), mas outros podiam ser relativamente pequenos, (alusão às pequenas plantas que iriam adensar as florestas tornando-as ainda mais temíveis).
 
            Todos tinham uns narizes compridos e curvados, só tinham quatro dedos tanto nas mãos como nos pés e a maioria tinha um rabo espesso. Alguns tinham somente um olho ao centro da testa, enquanto outros tinham duas e três cabeças. Os trolls eram criaturas da noite e com a luz directa do sol convertiam-se em pedra. Os trolls viviam centenas de anos e a maioria eram peludos e assustadores.
 
            Apresentavam algumas semelhanças com os humanos, tendo apenas quatro dedos em cada mão e pés. As mulheres dos Trolls, eram muito práticas, utilizavam muito os narizes para mexer a sopa e as papas, enquanto cozinhavam. Eram curvadas e guedelhudas e todas tinham o rabo enrugado. Apesar de meterem medo, eram usualmente benevolentes e ingénuas, caindo por vezes nas armadilhas dos filhos dos agricultores.
 
            Entre os seus muitos dotes sobrenaturais, incluía-se o da metamorfose. As Trolls podiam transformar-se nas raparigas mais deslumbrantes. Davam-se pelo nome de Huldre e conseguiam levar atrás de si para a montanha, muitos dos jovens camponeses de olhos azuis. Daí que fosse sempre muito importante observá-las de trás, pois o rabo era impossível de esconder.
 
            Segundo a lenda, o troll norueguês é enorme, rude, pesado e escuro, (as montanhas fortes e tenebrosas nas noites escuras de Inverno), e não sendo rápido, ainda consegue fazer para si prisioneiros, (referência ao desaparecimento de exploradores que se perdiam nas zonas montanhosas).
 
PROF. KIBER SITHERC

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05
Dez 09

 

 

            Essa é mais uma história comprovada, da existência de outro ser muito cruel, maligno e diabólico, que alguns acreditam ser um vampiro!
Se trata de "Elizabeth Bathory" (Erzsébet Bathory). Foi
a Condessa que torturou e assassinou várias jovens e, por causa disso ficou conhecida como um dos "verdadeiros" vampiros da história.
            A família Bathory viveu no que conhecemos hoje como República Eslovaca. Ela cresceu numa propriedade da família Bathory, em Csejthe, a nordeste da Hungria. Quando criança, era sujeita a doenças repentinas acompanhadas de intenso rancor e comportamento incontrolável
.
            Elizabeth Bathory experimentou várias crises de possessão. Nunca podia prever-se quando tal aconteceria. De repente surgiam violentas dores na cabeça e nos olhos. As criadas traziam feixes de plantas frescas e narcotizantes, enquanto sobre o lume se preparavam drogas soporíferas, onde se iriam embeber esponjas para se passarem a seguir pelas narinas da paciente. Não se sabe ao certo que tipo de doença a afrontava nem qual a sua origem.
            Em 1574, Elizabeth engravidou de um breve romance com um camponês. Mas, assim que sua gravidez ficou visível, ela foi escondida de todos, pois estava noiva do Conde Ferenc Nadasdy, chamado de "o herói negro". Elizabeth se casou com ele em Maio de 1575. Como era militar, o Conde Nadasdy passava a maior parte do tempo em campanhas, o que fazia com que a Condessa tivesse de assumir os deveres de cuidar dos assuntos do Castelo, propriedade da Família Nadasdy. Foi aí que sua carreira maligna realmente começou, com o disciplinadamente de um grande número de empregados, principalmente mulheres jovens. Ela não só punia aqueles que infringiam seus regulamentos, como também encontrava desculpas para severas punições, deleitando-se com a tortura e morte de suas vítimas.
            Há muitas histórias fabulosas sobre a Condessa Bathory. Conta-se que com 20 anos, idade em que normalmente se frequentavam os bailes e recepções na aristocracia húngara, a prima do príncipe Drácula vivia numa quase total reclusão. Amantizou-se com o intendente Thorbes, que a iniciou em feitiçaria e que, tendo-a casado com Satanás, teria lhe transmitido os ritos secretos da seita de "Ave negra" – sociedade secreta à qual ele pertencia. A Ordem da Ave Negra, mantinha estreitas e subterrâneas relações com a Ordem do Dragão de Segismundo da Hungria. Erzsébet participava das reuniões de magia com Thorbes, com a sua ama, as duas criadas e o mordomo Johannès Ujvary.
            Diz-se que certo dia a condessa, envelhecendo, estava sendo penteada por uma jovem criada, quando a menina acidentalmente puxou seus cabelos. Elizabeth virou-se para ela e a espancou. O sangue espirrou e algumas gotas ficaram na mão de Elizabeth. Ao esfregar o sangue nas mãos, estas pareciam tomar as formas joviais da moça. Foi a partir deste incidente que Elizabeth desenvolveu a sua reputação de desejar o sangue de jovens virgens. O Conde Nadasdy não só tomava parte nos actos cruéis de sua esposa como ensinava a ela novas formas de tortura. Ele veio a falecer em 1604. Após a sua morte, Elisabeth mudou-se para Viena e logo depois, passou um tempo no Solar de Cachtice, o local que foi o cenário de seus actos mais depravados e famosos.
             Uma segunda história fala do comportamento de Elizabeth após a morte do marido, quando ela coleccionava uma série de jovens amantes. Logo que enviuvou, dispensou a companhia de sua sogra e dos subordinados do marido, para se entregar tranquilamente aos ritos mágicos ensinados por Thorbes. Numa ocasião, quando estava em companhia de um de seus jovens amantes, viu uma mulher de idade e perguntou a ele: "O que tu farias se tivesses de beijar aquela velha bruxa?". O homem respondeu com palavras de desprezo. A velha, entretanto, ao ouvir o diálogo, acusou Elizabeth de excessiva vaidade e acrescentou que tal aparência era inevitável, mesmo para uma condessa. Diversos historiadores têm ligado a morte do marido de Elizabeth a essa história, a sua preocupação com o envelhecimento e daí o fato de ela se banhar em sangue
 
       
            Nos anos que se seguiram após a morte do marido, Elizabeth conseguiu uma nova companheira para seus os actos sádicos: uma mulher chamada Anna Darvulia, de quem pouco se sabe. Quando a saúde de Darvulia piorou, Elisabeth voltou-se para Erzsi Majorova, viúva de um fazendeiro local, seu inquilino. E parece que esta foi a responsável pelo declínio da Condessa pois incentivou a mesma a incluir entre suas vítimas, mulheres da nobreza, em virtude da dificuldade que Elisabeth estava tendo para conseguir novas criadas (ou seriam vítimas). Afinal, a fama da Condessa e seu comportamento já eram conhecidos por todas as redondezas. Em 1609, Elisabeth matou uma jovem nobre e encobriu o facto alegando suicídio.
            Em 1610, começaram as investigações sobre os crimes da condessa. Na verdade, era mais por motivos políticos (O Conde Nadasdy havia emprestado dinheiro ao Rei e este queria se ver livre de tal empréstimo confiscando o latifúndio da Condessa). Porém as suspeitas dos assassinatos dela, eram mais que uma desculpa para concretizar os planos da coroa.
            Outra versão do caso, afirma que Em Novembro de 1610, uma das vítimas conseguiu fugir antes de ser condenada à morte. O rei Mathias II, conhecedor do caso, encarregou o conde Thurzo de investigar as estranhas práticas da condessa. A 30 de Dezembro de 1610, o conde forçou a vedação do castelo de Csejthe. Na sala grande da torre de menagem, descobriu horrorizado um cadáver em cujo corpo não havia nenhuma gota de sangue, vasos cheios de sangue ainda não coagulado, e um moribundo barbaramente torturado. Submetido a interrogatório, o mordomo Ujvary confessou ter participado em trinta e sete assassinatos rituais. Uma tesoura, manejada por Elizabeth Bathory, substituía o punhal sacrificial. Os servos desta estranha missa de sangue recolhiam-no para depois prepararem os banhos de juventude de Elizabeth cuja aparência jovem, comentavam os juízes, "não podia ser senão de origem diabólica". Com isso, em 26 de Dezembro de 1610, A Condessa Elizabeth Bathory foi presa e julgada alguns dias depois. Em 7 de Janeiro de 1611, foi apresentada como prova, uma agenda contendo os nomes de todas as vítimas da Condessa, registados com a sua própria letra. No total foram 650 vítimas.
            Além de sua reputação de assassina e sádica, ainda foi acusada de ser uma "lobisomem" (o termo "werewolf" traduzido do original, não possui género) e uma vampira. Durante seu julgamento, várias pessoas afirmaram que ela mordia o corpo das meninas que torturava. Ela foi acusada então de drenar o sangue de suas vítimas e de banhar-se nesse sangue para reter a juventude. Por todos os parâmetros, Elisabeth era de fato uma mulher muito atraente.
            A condessa confessou arrogante e friamente os seus crimes. Os dois necromantes foram condenados à morte. Arrancaram-lhe as unhas, cortaram-lhes a língua, espetaram-lhe os olhos e por fim queimaram-nos em fogo lento.
Elizabeth foi condenada a confessar a sua culpa e a ser decapitada. A sentença foi comutada, tendo em vista a sua origem e posição, para prisão perpétua "a pão e água". Veio a morrer em 1614, passados anos, encerrada entre as paredes de uma das salas do seu castelo.


           
The Book of Werewolves regista a lenda básica de uma Condessa húngara que matou as suas criadas para banhar-se no seu sangue, uma vez que ela imaginava que esse tratamento manteria a sua pele jovem e saudável. A verdade é que ela assassinou 650 moças para esse fim. O testemunho de centenas de pessoas demonstrou que o seu uso de sangue para finalidades cosméticas era lenda, mas confirmou que ela de fato matou mais de 650 moças (ela recorda cada atrocidade no seu diário). A Condessa evidentemente gostava de morder e dilacerar a carne de suas jovens criadas. Um de seus apelidos era "Tigre de Cachtice". Ela torturou também em Viena, onde possuía uma mansão na rua dos Agostinianos, próximo ao palácio real no centro da cidade. Durante o julgamento em 1611, foi confirmado que "em Viena, os monges arremessavam os seus corpos contra as janelas quando ouviam os gritos (das moças ao serem torturadas) ". Esses monges certamente os do velho mosteiro Agostiniano defronte da mansão Barthory. No porão, Elizabeth mandou um ferreiro construir uma espécie de compartimento de madeira, ou cela, onde torturava as suas vítimas.

Os constantes casamentos entre membros nobres da mesma família na Hungria, destinados a manter as propriedades entre si, podem ter levado à uma degeneração genética; a própria Elizabeth era sujeita a ataques epilépticos. Também um dos seus tios foi um notório satanista, a sua tia Klara uma terrível aventureira sexual e seu irmão Stephen um bêbado e um devasso".
            Conta-se que pouco antes de completar 15 anos, Elizabeth casou-se com Ferenc Nadasdy. Ferenc era tão cruel quanto sua esposa. Quando em casa, distraía-se torturando presos turcos. Ensinou até mesmo algumas técnicas de tortura à Elizabeth. Uma delas, muito dolorosa, era uma variação do "pé quente", em que pedaços de papel embebido em óleo eram colocados entre os dedos do pé de empregados preguiçosos, aos quais se ateava fogo, fazendo com que a vítima visse estrelas de tanta dor e se contorcesse tentando livrar-se do fogo. Elizabeth costumava enterrar agulhas na carne e sob as unhas de suas criadas. Punha também moedas e chaves aquecidas ao rubro nas mãos das torturadas, ou então, usava um ferro para marcar o rosto de empregadas indolentes. Também costumava jogar moças na neve, enquanto água fria era atirada sobre elas até que morressem congeladas. A moça era levada para fora sem roupa e seu corpo esfregado com mel e ela permanecia 24 horas ao ar livre, de modo que pudesse ser picada por mosquitos, abelhas e outros insectos. Ela teria ateado fogo aos pelos púbicos de uma de suas empregadas. Entre tantas histórias dizem que uma vez ela abriu a boca de uma criada até que seus cantos se rasgassem, enfim, histórias desse tipo é que não faltam, o que torna difícil separar o facto do mito.
            Barthory fazia tudo isso com muita tranquilidade porque era uma aristocrata húngara e sendo seus criados eslavos, estes podiam ser tratados como propriedade ou objecto, tão cruelmente quanto ela quisesse porque não tinham para quem apelar.
Há muitas ligações entre a família Bathory e Drácula. O chefe em comando da expedição que repôs Drácula no trono em 1476 foi o Príncipe Stephen Bathory; além disso, um feudo de Drácula passou às mãos dos Bathory durante o tempo de Elizabeth. A origem húngara dos antepassados de Drácula pode ter relação com o clã Bathory. Outros historiadores afirmam que Bathory seria prima num grau distante em relação a Drácula.
 
PROF. KIBER SITHERC

 

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publicado por professorkibersitherc às 22:11

 

            O simbolismo do Câncer é bastante obscuro. Ao ponto de enquanto uns o identificam com um “trabalhador sedentário”, outros o consideram “um animal aquático”. Ora bem, independentemente de tais interpretações, e num esforço para compreender a mentalidade dos antigos, há quem chegue há conclusão de que foram os movimentos característicos do Caranguejo, que parece caminhar para trás, que numa associação de ideias, inspiraram a sua identificação com retrocesso do Sol nesta estação do ano.
            Nada estranho, na verdade, sobretudo, se tiver em conta que este período coincide com o início do verão no hemisfério norte, o que poderia significara força vital continuamente rejuvenescedora da natureza, assim como o renascimento dos animais aquáticos que então constituíram um dos alimentos principais do homem.
 
            Esta ideia, que corresponde à mitologia dos caldeus, e que, como se vê, mantém estreitas relações com tudo o que signifique renovação e mudança, repete-se com as variantes normas entre o povo judeu, segundo a qual Câncer se identifica como Benjamim, “que muda de noite para o dia”. Para Gregos e Latinos, diferentes em tantas coisas, Câncer, por sai vez, não era mais do que o Caranguejo que tentou morder Hércules quando este matou a monstruosa Hidra de Lerna.
 
            Câncer é o signo da concepção, da elaboração de formas, do entusiasmo romântico, da intuição, da fantasia, da inconstância psíquica, da timidez, da tendência para a maternidade, da gestação, do rejuvenescimento e da ambivalência, visto que tanto constrói como destrói.
            Como consequência da dramática influência que a Lua exerce sobre eles, os nativos de Câncer possuem uma das mais complexas psicologias do Zodíaco. Existe, por outro lado, como para demonstrar que em astrologia nada é gratuito, há uma certa relação entre o seu comportamento, impenetrável, pois estão cobertos por uma couraça sob a qual ocultam a sua vulnerabilidade, e a palavra Câncer que, curiosamente significa“couraça”
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            Instintos, inquietos, vulneráveis, oscilando constantemente entre o passado e o porvir, os nativos deste signo são os conhecidos “lunáticos”, gente que actua guiada pelos impulsos, como se as fases da Lua dirigissem o seu destino. Apesar de desenvolverem uma interessante actividade mental carecem de combatividade necessária para enfrentar os problemas. São orgulhosos, susceptíveis e muito mais materialistas do que aparentam. Profundamente religiosos ou místicos, amam o conforto e a música e sentem grande inclinação para os segredos, os mistérios e o sensacionalismo.
            O Câncer do tipo superior é compassivo e tolerante, produzindo entre amigos e familiares uma impressão de profunda ternura e generosa amabilidade. Contribui para tal o sentido de humor, sempre agradável, nunca vingativo.
 
            Os do tipo inferior consideram a vida como uma tarefa sumamente difícil. O retraimento não é, pois, uma atitude de estranhar neles, mas sim um sentimento familiar. Misturado com o pessimismo já descrito, converte-os em seres incapazes de realizar esforços realmente positivos, apesar do benefício que deles poderiam obter. A verdade é que toda a actividade se lhes torna odiosa, salpicada de obstáculos, de modo que só em certas ocasiões conseguem sentir-se satisfeitos e felizes. Em política são demasiado imaginativos. Ainda no seu aspecto negativo, conduz ao efeminamento do carácter, à solidão, ao isolamento, à angústia. Muitos nativos deste signo manifestam uma tendência exagerada para “se encerrarem em si mesmos”.
 
PROF. KIBER SITHER
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publicado por professorkibersitherc às 00:16

04
Dez 09

 

 

            Através da História encontramos referências aos mais extraordinários casos de desdobramento involuntário, fenómenos chamados bilocação, quase sempre em pessoas de grande espiritualidade, cujo corpo astral não tinha dificuldades em separar-se do físico. Existem muitas referências de santos e místicos que estavam, ou pareciam estar em dois lugares ao mesmo tempo. Os historiadores latinos, tácito, nos seus Anais e Suetónio em Os Doze Césares, já falam de pessoas que foram vistas ao mesmo tempo em dois locais muito distantes. Em pleno cristianismo, são diversos os eruditos e autores religiosos, entre eles Santo agostinho, que relatam casos extraordinários de bilocação (do latim bis e locus, lugar ou sitio).
 
            Os casos mais conhecidos de bilocação ou desdobramento involuntário são os de Santo Afonso Maria de Ligório (1696-1787), Santo António de Lisboa (1195-1231), São Francisco Xavier (1506-1552), São José de Copertino (1603-1663) e Maria de Jesus de Agreda (1602-1665).
            Sobre Santo Afonso Maria de Ligório, o seu biógrafo, J. de Gigord, na sua obra Histoire de Saint Alphonse de Liguori, estudou os factos através dos testemunhos oficiais da causa, instruídos e aprovados pela Sagrada Congregação dos Ritos. Ali se conta como o bispo de Ligório, na manhã de 21 de Setembro de 1774, depois de ter dito missa, se deixou cair numa cadeira e ficou profundamente adormecido. Como se tivesse sofrido um estranho desmaio, permaneceu quase dois dias nesse estado. Um dos seus criados quis despertá-lo, mas o seu vigário geral, D. Nicolás de Rubino, conhecendo o seu delicado estado de saúde, ordenou que o deixasse descansar sem o perder de vista.
 
            Assim se fez, ao voltar a si, Ligório chamou os seus servidores, que não puderam ocultar a ansiedade que sentiam pelo seu estado, visto que tinha passado quase dois dias sem dar sinais de vida. “Julgáveis-me adormecido – observou Ligório – mas não foi assim. Fui assistir ao Papa que morreu”. Efectivamente, o Papa clemente XIV, faleceu em 22 de Setembro, às 13 horas, exactamente no momento em que Ligório despertou.
 
            Não é menos extraordinário o caso de são Francisco Xavier, visto que teve lugar fora de qualquer êxtase. O facto sucedeu em 1571, a bordo do veleiro em que Francisco Xavier navegava para a China. Á noite, a embarcação enfrentou uma violenta tempestade era tal o ímpeto do vento e das ondas que quinze homens decidiram meter-se num barco salva-vidas, crendo que assim teriam mais possibilidade de se salvar daquela tormenta. O resultado foi que o vendaval separou as duas embarcações e em breve se davam por perdidos os quinze homens. Mas Francisco Xavier, que havia ficado a bordo, orando por todos, anunciou que os desaparecidos seriam encontrados ao terceiro dia.
            A predição realizou-se tal como ele prognosticara; a chalupa com os quinze homens foi avistada ao terceiro dia e os homens considerados perdidos subiram para bordo do veleiro, sãos e salvos. O mais extraordinário é que os recuperados afirmavam que deviam a sua salvação às destras manobras levadas a cabo por Francisco Xavier a bordo do salva-vidas, e não acreditavam, como lhes diziam os seus companheiros do navio, que o religioso tivesse estado sempre a bordo do veleiro. A bilocação é a única interpretação de tal facto.
 
            Existem narrações semelhantes sobre todos os santos citados anteriormente.
            De Maria de Jesus de Agreda conta-se que, no decurso dos seus numerosos êxtases, se deslocou para junto dos índios do México que desejava evangelizar.
            Do papa São Clemente I, do século I, conta-se que, encontrando-se em Roma, se deslocou a Pisa, durante o sonho, para consagrar uma igreja a são Pedro, onde todos os fiéis o viram oficiar. Mas ele não se havia deslocado de Roma.
            E Santa Liduvina, a taumaturga de Flandres (1380-1433), que aos quinze anos sofreu uma queda no gelo, partindo uma costela e tendo que guardar o leito até ao final dos seus dias, sempre sofrendo dores horríveis, também se contam bilocações durante os seus êxtases.
 
            Sobre tais factos considerados noutros tempos como milagres, e que hoje caem no campo da investigação parapsicológica, o padre Serafim, nos seus Principes de Théologie Mystique, afirma, seguindo teorias eminentemente religiosas: “A bilocação faz-se apenas de duas maneiras, ou em espírito ou em corpo e alma. Quando tem lugar unicamente em espírito e é acompanhada de aparição, a presença da pessoa é física no sítio onde fica o corpo, e só é representativa no sítio onde tem lugar a aparição, em que o espírito se apresenta visivelmente revestido de um corpo. Quando a bilocação se faz em corpo e alma, a presença da pessoa física encontra-se onde o corpo e a alma se apresentam de uma maneira visível e de um modo representativo no local que a pessoa deixa. No primeiro caso, o corpo que o espírito toma para se tornar visível, representa a pessoa que, fisicamente, está noutro sítio; no segundo caso, o corpo que parece ter ficado e não se ter movido, representa a pessoa por intermédio de um anjo, enquanto a pessoa propriamente dita partiu em corpo e alma”.
 
            Os parapsicólogos e físicos que estudam actualmente estes fenómenos do corpo astral não acreditam na intervenção angélica, nem conseguiram estabelecer o mecanismo exacto que dá lugar a tal fenómeno. Existem muitas teorias e factos demonstrados. Mas, apesar das experiências feitas com indivíduos ultra sensíveis e dotados, o desdobramento do corpo físico é um dos fenómenos mais intrigantes da Psi-Gama e um dos mais sugestivos desafios que o psiquismo continua a apresentar à parapsicologia.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:10

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