Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

03
Jan 10

 

Depois de Alcácer Quibir
El Rei D. Sebastião
Perdeu-se num labirinto
Com seu cavalo real

As bruxas e adivinhos
Nas altas serras beiras
Juravam que nas manhãs
De cerrado de nevoeiro
Vinha D. Sebastião

Pastoras e trovadores
Das Regiões litorais
Afirmaram terem visto
Perdido entre os pinhais
El Rei D. Sebastião

Ciganos vindos de longe
Desconhecidos falcatos
Tentando iludir o povo
Serem enguias afirmaram
El Rei D. Sebastião
E que voltava de novo

Todos foram desmentidos
Condenados às tempestades
Pois nas praias dos Algarves
Trazidos pelas marés
Encontraram o cavalo
Farrapos do seu gibão
Pedaços de nevoeiro
A espada e o coração
de El Rei D. Sebastião

Depois de Alcácer Quibir
virá D. Sebastião
E uma lenda nasceu
Entre a bruma do passado
Chamam-lhe "O Desejado
Pois que nunca mais voltou
El Rei D. Sebastião
El Rei D. Sebastião
 
JOSÉ CID 
 
            Desde o desaparecimento do Rei D. Sebastião, que o povo português esperava o regresso do seu monarca, e o povo desta freguesia não constitui excepção.
 
            Assim sendo, reza a lenda que os Portossantensses acreditavam que o rei estava refugiado numa pequena Ilha, situada atrás do Porto Santo, mas nunca ninguém a podia ver, porque estava submersa. Mas, um dia de nevoeiro, essa Ilha viria emergir, e o esperado rei viria a Porto Santo.
 
            Existia ainda uma outra versão desta lenda, que conta que o Rei D. Sebastião ia aparecer numa Quinta- Feira e no dia de S. João. Nesse dia, a cidade do Funchal era arrasada e a escada do Monte servia de cais. Contava o povo local que ele ia aparecer numa bela praia do Porto Santo. Nesse momento as pessoas tinham de fugir e não olhar para trás, senão transformavam-se em pedras de mármore.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
 
 
 
 
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publicado por professorkibersitherc às 15:16

 

            As Furnas do Cavalum, na vila de Machico da ilha da Madeira, são umas grandes grutas escavadas na rocha de basalto, que o povo diz serem a morada de um monstro. Cavalum é um diabo, em forma de um enorme cavalo com asas de morcego que deita fogo pelas narinas. Ainda é possível, em dias de temporal, ouvir os urros e as patadas do Cavalum ecoar nas paredes da gruta. Embora haja quem diga que estes ruídos não são mais do que o eco do ribombar dos trovões, o povo afirma serem do monstro que ali foi obrigado a ficar contra a sua vontade.
 
            Segundo a lenda, nos tempos em que o Cavalum andava à solta, foi a besta bater à porta de igreja para falar com Deus. Quando Deus lhe perguntou ao que vinha, o Cavalum disse-lhe que lhe queria propor um desafio: o monstro tinha a intenção de destruir toda a povoação, igreja incluída, e queria ver se Deus, que já estava um bocadinho velho, tinha forças para o impedir. Deus mandou-o embora dizendo que não tinha paciência para tais brincadeiras.
             Mas o Cavalum, que achou que tinha sido honesto em o avisar, reuniu o vento e as nuvens e juntos despertaram uma grande tempestade que se abateu terrível sobre a povoação. Do alto do penhasco, o Cavalum relinchava de satisfação perante a aflição dos habitantes. Mas Deus, envolvido nas suas mantas diante da lareira, não mexeu um único dedo, pensando que o Cavalum depressa se cansaria da sua brincadeira. Mas a tempestade subiu de intensidade e o povo, atemorizado, viu as casas e os campos serem arrasados. Até o crucifixo voou pelos ares até ir parar ao mar, levado pelo vento, por indicação especial do insolente Cavalum.
 
            Foi aí que Deus começou a ficar mesmo muito irritado e decidiu acabar com toda aquela provocação infantil. A sua primeira reacção, claro está, foi fazer com que um barco que estava no mar achasse o crucifixo. Depois chamou o sol que apareceu com toda a sua força, afastando as nuvens, o vento, os trovões e os relâmpagos. O céu ficou azul e a felicidade voltou ao coração dos homens. Não querendo mais ser interrompido nos seus afazeres pelas tropelias do monstro, Deus decidiu prender o Cavalum nas grutas, onde ainda hoje de vez em quando se ouvem os seus protestos de raiva e desespero.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 

 

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publicado por professorkibersitherc às 14:18

 

            Lá pelo século dezasseis, um dia, um pescador de uma povoação do norte da Ilha das Flores andava na costa a apanhar peixe, como era seu costume. Começou a ouvir uma voz muito bonita de mulher a cantar por perto, mas numa língua que não conhecia. Ficou a cismar que por ali havia uma sereia. Logo espalhou pelo povoado a novidade e, pela maneira que falava da sereia, todos ficaram a pensar que ela encantava os homens.

            O pescador não pensava noutra coisa e, logo que pôde, poucos dias mais tarde, voltou à pesca, sonhando com a ideia de que havia de ver a sereia.
            Tinha acabado de lançar o anzol ao mar, quando começou a ouvir o canto que tanto o perturbava. Recolheu logo a linha e pôs-se a escutar com muito cuidado e a seguir o som.
             Por fim, encontrou a dona de tão melodiosa voz. Não era uma sereia, como ele pensava, mas uma linda rapariga de olhos azuis, pele clara e sardenta e cabelos ruivos. Muito assustada, ao começo, nada disse, mas por fim o pescador ficou a saber a sua história.
 
            Era irlandesa e tinha-se escapado de um navio pirata, atirando-se ao mar quando tinha visto terra próximo.
            O pescador ficou ainda mais encantado e, depois de conquistar a confiança da rapariga, voltou para casa, trazendo consigo a mulher mais bela que alguma vez a gente do lugar tinha visto.

            Algum tempo mais tarde, o pescador casou com a “sereia” e deles nasceram muitos filhos, todos de olhos azuis e ruivos como a jovem irlandesa.
            Assim, aquele lugar da Ilha das Flores se passou a chamar, por causa da cor dos cabelos de muitos dos seus habitantes, Ponta Ruiva, e ainda hoje ali há muitas pessoas de pele clara, sardentas e de cabelos ruivos, como a jovem irlandesa que um dia ali apareceu.
 
PROF. KIBER SITHERC
 

 

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publicado por professorkibersitherc às 02:50

 

            Numa certa manhã, vinha de cabeça baixa e muito triste uma Kerere, lamentando-se «estou fraca, estou fraca, estou fraca!».
Resolveu saciar a sede num riacho. Lá deparou-se com uma linda mulher que se banhava e coquete como só ela sabia começou a pintar-se.
Kerere quando viu aquilo admirou-se: era Dandalunda, aquela que dá brilho às jóias e se banha e pinta antes mesmo de cuidar dos filhos...
Dandalunda quando percebeu a tristeza daquela ave perguntou-lhe:- Porque é essa tristeza Kerere?
Kerere respondeu-lhe:- Entre os meus pares eu sou a mais feia!
Naquela época Kerere era toda preta...
Dandalunda então pediu para Kerer se aproximar. Ela pegou em osum e pintou o seu bico; depois com osum vermelho os brincos. Depois com waji tornou as penas azul escuro e com efum fez as pinturas brancas. E continuou a pintar Kerere. Esta ao ver a sua imagem no abebé de Dandalunda saiu correndo de tanta felicidade cantando "Kuéim, kuéim, kuéim".
Dandalunda que ainda não tinha terminado de pintar Kerere pediu a Kakulu, divindade dos gémeos para que corresse a trás de Kerere e a trouxesse de volta pois não tinha pintado o seu peito.
Kerere lá voltou e pediu para que Dandalunda ao invés de pintar o peito lhe desse um colar.
Dandalunda fez-lhe a vontade e ofereceu-lhe um colar em forma de coroa que Kerere carrega até hoje... e entre os seus pares é a mais linda de todas...
Tempos depois Kerere voltou e tornou-se o primeiro ser que "tomou" obrigações por aquela que é capaz de modificar todos com a sua doce magia encantada.
Kerere, o primeiro ser raspado, adornado e pintado por Dandalunda... e é por este motivo que quando um Kerer é sacrificado temos que tirar este colar em forma de coroa e coloca-lo em evidência!
Kerere é também conhecida por Konquem, ou Galinha d'Angola.
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publicado por professorkibersitherc às 01:39

       
     Reza a lenda que na cidade de Caxito, capital da província do Bengo, certo Jacaré decidiu pagar o imposto ao chefe do posto, responsável por assegurar esta obrigação fiscal.

         Segundo consta, o tal chefe era um indivíduo implacável para com os habitantes daquela região, e o Jacaré vendo a sua atitude decidiu ele próprio pagar o imposto, a fim de travar a impetuosidade daquele chefe.

         Ao ver o grande Jacaré sair das águas do rio Dande, a fim de cumprir a sua missão, o cobrador de impostos ficou aterrorizado e abandonou os maus modos com que tratava a população.
PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:25

02
Jan 10

 

            Nkatu e Nsanda são duas lendárias árvores gémeas, que partilham um mesmo caule, diferenciadas, porém, pela peculiaridade dos seus ramos e folhas. Localizadas na encosta do antigo morro de Porto Rico, junto ao palácio do governo provincial de Cabinda.
 
            A história das árvores gémeas vem de 1901, altura em que o saudoso ancião e sacerdote tradicional Tchi-Luemba Tchi-Tula Nkonko realizou naquele espaço um ritual implorando a Nzambi-Mpungo - Deus Supremo - a reposição das chuvas, que já não aconteciam há 4 anos em toda a zona Sul de Cabinda.
 
            Sustenta a mesma história, que foi a partir da realização desta cerimónia tradicional, em que esteve presente o antigo representante do governador de Angola em Cabinda, Henrique Quirino da Fonseca, que aquelas duas árvores se tornaram marcos de referência cultural, pelo impacto positivo que o ritual desencadeou na vida das populações locais, que logo depois do acto, começaram a ter chuvas em abundância, livrando-se, assim, da prolongada estiagem e da penúria alimentar que se fazia então sentir.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:28

 

            Vangghi viveu na dinastia dos Tsin, na montanha Kuchau, e entregava-se feliz e ditoso à agricultura.
            Era raro o dia em que não ia ao bosque apanhar lenha, mas, certa tarde, surpreendido por forte tempestade, foi obrigado a meter-se numa caverna. Ali encontrou vários homens de muita idade e longa barba que jogavam o xadrez.

            Não resistiu à tentação e resolveu tomar parte do jogo. Em dado momento, um dos velhos de barba branca meteu-lhe um caroço de tâmara na boca, pedindo-lhe que o engolisse.
            Adormeceu pesadamente e, quando o acordaram, resolveu pôr-se a caminho de casa. Mas qual não foi o espanto de Vangghi quando não encontrou a casa nem a família e lhe disseram que muitos séculos tinham passado.
 
PROF. KIBER SITHERC
 

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 23:01

 

            Lia ni’an é como se chamam os contadores de histórias em Timor. São eles quem através de gerações foram mantendo vivas as histórias tradicionais da ilha. É nestas histórias que aqui se mostram, como em tantas outras que ainda se ouvem nas vozes timorenses, que assenta a luta de um povo contra o esquecimento.
 
            Dizem os mais idosos, em Ermera, que no inicio dos tempos só existia terra e agua no planeta Terra. Mais tarde, apareceram as ilhas e cresceram os continentes. Depois, um dia, a Ordem Suprema de todas as coisas decidiu popular o mundo com animais e, finalmente, também com homens…
 
            Dizem que, quando Deus decidiu por os homens na Terra, tinha de encontrar uma porta por onde eles pudessem entrar. E esta não podia ser uma porta qualquer… esta porta tinha de ficar exactamente no centro do mundo! Deus decidiu criar essa porta perto da aldeia Hatu Hei, em Letefoho, sub-districto de Ermera.
            Ele queria que o primeiro homem saísse pelo leito de um rio. Nessa época, Hatu Hei era uma região plana e só mais tarde, com o tempo, foram criadas as montanhas, entre as quais a majestosa montanha Ramelau, a mais alta de Timor Leste e da qual nasce o rio Besitei.
 
            Em pouco tempo, o rio Besitei, tapou com as suas aguas a porta pela qual os primeiros homens entraram no mundo, e esta permanece assim, ate hoje, escondida dos olhares dos homens. Porem, dizem que, quem olhar bem, pode ainda encontrar as pegadas dos primeiros homens da Terra no fundo do rio… a prova de que este foi, realmente, o lugar do nascimento dos primeiros seres humanos na Terra.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 21:26

            No princípio, era o Deserto; e o Sol amava-o, ternamente, todo o dia. No princípio, o Deserto era liso, todo aberto à luz do Sol, que o abraçava, estreitamente, todo o dia. O Deserto era quente e brilhante e vivia numa passividade feliz – quieto e silencioso.
De noite, o Sol queria o Mar, e o Deserto dormia sozinho, na escuridão. Mas guardava o calor que o Sol lhe dera. E vivia quieto e silencioso, numa passividade feliz.
O Vento chegou de noite, quando o Deserto dormia.
Olhou o Grande Deserto solitário. Soprou-lhe devagarinho, num beijo de aragem...e o Deserto sentiu um arrepio e acordou. O Vento soprou com mais força e o Deserto estremeceu.
- Gostas de mim? – perguntou o Vento.
- Sinto uma alegria nova – respondeu o Deserto.
- É a alegria do movimento. Queres que te dê toda a força do meu sopro?
- Sim – gritou o Deserto – Quero!
Então, o Vento abraçou o Deserto com violência. E toda a noite se ouviu a música forte e harmoniosa que, juntos, cantavam num bailado.
Quando o sol, de manhãzinha, voltou, abriu muito os olhos e empalideceu. Alguém passara a noite com o Deserto: em vez de areal sem forma, que se deixava doirar passivamente, era um Deserto novo, de dunas altas, belas e orgulhosas que recusavam ao sol uma das faces.
- Quem te abraçou, Deserto? – perguntou o Sol.
- O Vento! – respondeu.
- Não te bastava a minha luz e o meu calor?
- Nunca me deste vida.
- A tua vida é sombra?
- A minha vida, Sol, recebi-a do Vento. A minha vida é areia em movimento e o som que dela se desprende eu guardo em mim.
- O movimento é dor; o som é queixa.
- Aceito a dor que é a vida; e cantarei, no braço do Vento, a dor e a alegria de criar, com ele, as minhas dunas.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 20:11

 

            Houve um tempo em que não chovia e os animais estavam a morrer de muita sede. Então, resolveram todos se reunir a fim de solucionar o problema. O coelho recusou-se a participar das tentativas de encontrar água. Os outros animais, cavaram, cortaram árvores, até que, uma tartaruga encontrou água, suficiente para formar uma pequena lagoa. Fizeram logo uma festa, tocaram batuque durante três semanas, pois não sentiriam mais sede.
 
             O leão sugeriu que não deixassem o coelho beber a água deles e todos concordaram. Quando os animais saíram para a caça, deixaram a gazela tomar conta da lagoa. Sentindo sede, o coelho colocou mel dentro de uma cabaça, foi até à gazela e chamou-a. A gazela perguntou quem era e o que queria. O coelho respondeu que lhe trouxera mel de presente. Sem saber o que era o mel, o coelho convenceu que ela provasse. Ela gostou tanto que implorou mais ao coelho. Este, então, lhe disse que ela ainda não havia sentido todo o sabor do mel, pois isso só aconteceria se ela o comesse atada a uma árvore. Dessa forma, a gazela deixou-se amarrar. O coelho não deu mais mel à gazela e, ainda, foi à lagoa beber água e tomar banho, sujando toda a lagoa.
 
             Quando chegaram os outros animais, repreenderam a gazela e puseram o macaco de guarda. No dia seguinte, o coelho, novamente, chamou o macaco e este respondeu que não perdesse o seu tempo, pois todos os seus artifícios já eram conhecidos. O coelho disse que era uma pena, pois trazia consigo uma coisa muito saborosa, e fingiu ir-se embora. O macaco pediu para ver ao menos do que se tratava. O coelho passou um pouco de mel em seus lábios e o macaco ficou maravilhado com o sabor. Quando o macaco implorou mais um pouco, o coelho disse-lhe que não poderia dar-lhe, pois tinha medo que depois ele o seguisse para descobrir onde ele obtinha o mel. O macaco jurou que não faria isso e o coelho pediu-lhe, como prova, que o deixasse atar-lhe a uma árvore.  
            Louco pelo mel, o macaco permitiu, repetindo-se com ele o mesmo que com uma gazela. Ao retornarem, os animais ficaram enfurecidos. O mesmo sucedeu com o búfalo, o hipopótamo, o elefante e com os demais bichos, deixando o leão desesperado. Até que a tartaruga ofereceu-se para ficar de guarda. Ela, então, resolveu ficar de vigia dentro da lagoa, escondendo-se debaixo da água. Chegando à lagoa, o coelho pensou que os outros tivessem desistido de enfrentá-lo. Entrou na lagoa e fez a festa. Quando ia sair da água, a tartaruga agarrou-lhe a perna. Ele implorava que a tartaruga lhe largasse a perna e ela nada. Quando os outros animais retornaram, ficaram muito contentes, julgando o coelho e condenando-o à morte.

 

 

            O condenado exigiu o seu direito a uma última vontade: ser executado ao colo da mulher do chefe. No momento em que ia atirar uma seta, o coelho começou a fazer gracinhas, fazendo-a rir e errar o alvo, acertando na mulher do chefe, possibilitando a fuga do coelho. Por isso, todos os animais o procuram, a fim de executa-lo. Desde então, têm-se visto o coelho, sempre sozinho, correndo de um lado para o outro, aos saltos e aos ziguezagues.

 

PROF. KIBER SITHERC



 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 17:29

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