Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

02
Jan 10

 

            Em Timor, existe a interessante lenda sobre a descoberta do fogo.
            Kera-Kia e Kiri-Kosse pescavam juntos e dividiam o resultado do seu trabalho ao final do dia. Porém, nunca conseguiam fazer uma divisão justa, pois sempre um ficava com um pouco mais do que o outro. Por isso, Pikassa ofereceu-se para entrar na sociedade e fazer uma divisão.
 
            O problema deles é que, por não conhecerem o fogo, comiam os seus peixes crus. Certo dia, descobriu Pikassa uma pedra vermelha perto de um bocado de ferro. Sem querer, tropeçou nesse ferro, que bateu na pedra e faiscou. Então, Pikassa teve a ideia de passar gamute sobre uma pedra e esfregar o ferro nela. Tanto que esfregou, usando o gamute, que faiscou e pegou fogo. Assim, Pikassa descobrira o fogo, que proporcionou, a todos os habitantes da Ilha, a possibilidade de assarem peixes e comererem.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
  

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 15:18

 

            O Arquipélago dos Bijagós é o único arquipélago da costa ocidental africana com oitenta e oito ilhas espalhadas numa superfície de 10000 km2. Destas ilhas, apenas uma vintena estão sistematicamente ocupadas, sendo as outras ilhas objecto de explorações sazonais ou ilhas consideradas sagradas pelo povo dos Bijagós. Com cerca de 30 mil habitantes, maioritariamente composta pela etnia que dá o nome à ilha, as ilhas dos Bijagós possuem uma riqueza natural excepcional, tanto a nível dos seus recursos naturais como a nível cultural.
 
            Contam os Bijagós, da Guiné-Bissau, a lenda de que foi o Macaquinho de nariz branco quem fez a primeira viagem à Lua.
 
            Segundo dizem, certo dia, os macaquinhos de nariz branco resolveram fazer uma viagem à Lua a fim de trazê-la para a Terra. Após tanto tentar subir, sem nenhum sucesso, um deles, o mais pequeno, teve a ideia de subirem uns por cima dos outros, até que um deles conseguisse chegar à Lua. Assim fizeram, porém, uma pilha de macacos desmoronou e caíram todos, menos o menor, que ficou pendurado na Lua.
 
            Esta lhe deu a mão e o ajudou a subir. A Lua gostou tanto dele que lhe ofereceu, como prenda um tamborinho. O macaquinho foi ficando por lá, até que começou a sentir saudades de casa e resolveu pedir a Lua que o deixasse voltar.
 
            A lua o amarrou ao tamborinho e desceu pela corda, pedindo a ele que não tocasse antes de chegar à Terra e, assim que chegasse, tocasse bem forte para que ela cortasse o fio. O Macaquinho foi descendo feliz da vida, mas na metade do caminho, não resistiu e tocou o tamborinho.
 
            Ao ouvir o som do tambor a Lua pensou que o Macaquinho houvesse já chegado à Terra e cortou a corda. O Macaquinho caiu, antes de morrer, ainda pode dizer uma moça que o encontrou, que aquilo que ele tinha era o tamborinho, que deveria ser entregue aos homens do seu país. A moça foi logo contar a todos sobre o ocorrido. Vieram pessoas de todo o país e, naquela terra africana, ouviam-se os primeiros sons de tambor.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
 
 
 
 
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publicado por professorkibersitherc às 14:40

 

            Havia um homem que se chamava Namarasotha. Era pobre e andava sempre vestido com farrapos. Um dia foi à caça. Ao chegar ao mato, encontrou uma impala morta. Quando se preparava para assar a carne do animal, apareceu um passarinho que lhe disse:
            - Namarasotha, não se deve comer essa carne. Continua até mais adiante que o que é bom estará lá.
            O homem deixou a carne e continuou a caminhar. Um pouco mais adiante, encontrou uma gazela morta. Tentava, novamente, assar a carne quando surgiu um outro passarinho que lhe disse:
            - Namarasotha, não se deve comer essa carne. Vai sempre andando que encontrarás coisa melhor do que isso.
            Ele obedeceu e continuou a andar até que viu uma casa junto ao caminho. Parou e uma mulher que estava junto da casa chamou-o, mas ele teve medo de se aproximar pois estava muito esfarrapado.
            - Chega aqui!, insistiu a mulher.
            Namarasotha aproximou-se então.
            - Entra -  disse ela.
            Ele não queria entrar porque era pobre. Mas a mulher insistiu e Namarasotha entrou, finalmente.
            - Vai te lavar e veste estas roupas - disse a mulher.
            E ele lavou-se e vestiu as calças novas. Em seguida, a mulher declarou:
            - A partir deste momento esta casa é tua. Tu és o meu marido e passas a ser tu a mandar.
            E Namarasotha ficou, deixando de ser pobre.
Um certo dia, havia uma festa a que tinham de ir. Antes de partirem para a festa, a mulher disse a Namarasotha:
            - Na festa a que vamos, quando dançares, não deverás virar-te para trás.
            Namarasotha concordou e lá foram os dois. Na festa bebeu muita cerveja de farinha de mandioca e embriagou-se. Começou a dançar ao ritmo do batuque. A certa altura a música tornou-se tão animada que ele acabou por se virar.
            E no momento em que se virou, ficou como estava antes de chegar à casa da mulher: pobre e esfarrapado.
 
            Esta lenda Moçambicana, contém um grande peso simbólico, vejamos o seu significado:

            Todo o homem adulto deve casar-se com uma mulher de outra linhagem. Só assim é respeitado como homem e tido como «bem vestido». O adulto sem mulher é «esfarrapado e pobre». A verdadeira riqueza para um homem é a esposa, os filhos e o lar. Os animais que Namarasotha encontrou mortos simbolizam mulheres casadas e se comesse dessa carne estaria a cometer adultério. Os passarinhos representam os mais velhos, que o aconselham a casar com uma mulher livre. Nas sociedades matrilineares do Norte de Moçambique (donde provém este conto), são os homens que se integram nos espaços familiares das esposas. Nestas sociedades, o chefe de cada um destes espaços é o tio materno da esposa. O homem casado tem de sujeitar-se às normas e regras que este traça. Se revolta e impõe as suas, perde o seu estatuto de marido e é expulso, ficando cada cônjuge com o que levou para o lar. Cumprindo sempre o que os passarinhos lhe iam dizendo durante a sua viagem em busca de «riqueza», Namarasotha acabou por encontrá-la: casou com uma mulher livre e obteve um lar. Mas por não ter seguido o conselho da mulher, perdeu o estatuto dignificante de homem adulto e casado.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
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publicado por professorkibersitherc às 13:09

01
Jan 10

 

            Antigamente havia um caçador que usava armadilhas, abrindo covas no chão. Ele tinha uma mulher que era cega e fizera com ela três filhos. Um dia, quando visitava as suas armadilhas, encontrou-se com um leão:
            "Bom dia, senhor! Que fazes por aqui no meu território?" (perguntou o leão)
            "Ando a ver se as minhas armadilhas apanharam alguma coisa", respondeu o homem.
            "Tu tens de pagar um tributo, pois esta região pertence-me. O primeiro animal que apanhares é teu e o segundo é meu e assim sucessivamente".
 
            O homem concordou e convidou o leão a visitar as armadilhas, uma das quais tinha uma presa, uma gazela. Conforme o combinado, o animal ficou para o dono das armadilhas. Passado algum tempo, o caçador foi visitar os seus familiares e não voltou no mesmo dia.
            A mulher, necessitando de carne, resolveu ir ver se alguma das armadilhas tinha presa. Ao tentar encontrar as armadilhas, caiu numa delas com a criança que trazia ao colo. O leão que estava à espreita entre os arbustos, viu que a presa era uma pessoa, e ficou à espera que o caçador viesse para este lhe entregar o animal, conforme o contrato.
 
            No dia seguinte, o homem chegou a sua casa e não encontrou nem a mulher nem o filho mais novo. Resolveu, então, seguir as pegadas que a sua mulher tinha deixado, que o guiaram até à zona das armadilhas. Quando aí chegou, viu que a presa do dia era a sua mulher e o filho. O leão, lá de longe, exclamou ao ver o homem a aproximar-se:
            "Bom dia amigo! Hoje é a minha vez! A armadilha apanhou dois animais ao mesmo tempo. Já tenho os dentes afiados para os comer!"
            "Amigo leão, conversemos sentados. A presa é a minha mulher e o meu filho."
            "Não quero saber de nada. Hoje a caçada é minha, como rei da selva e conforme o combinado", protestou o leão.
 
            De súbito, apareceu o rato.
            "Bom dia titios! O que se passa?", disse o pequeno animal.
            "Este homem está a recusar-se a pagar o seu tributo em carne, segundo o combinado." Respondeu o leão.
            "Titio, se concordaram assim, porque não cumpres? Pode ser a tua mulher ou o teu filho, mas deves entregá-los. Deixa isso e vai-te embora", disse o rato ao homem.
            Muito contrariado, o caçador retirou-se do local da conversa, ficando o rato, a mulher, o filho e o leão. "Ouve, tio leão, nós já convencemos o homem a dar-te as presas. Agora deves-me explicar como é que a mulher foi apanhada. Temos que experimentar como é que esta mulher caiu na armadilha" (e levou o leão para perto de outra armadilha). Ao fazer a experiência, o leão caiu na armadilha. Então, o rato salvou a mulher e o filho, mandando-os para casa.
 
            A mulher, vendo-se salva de perigo, convidou o rato a ir viver para a sua casa, comendo tudo o que ela e a sua família comiam. Foi a partir daqui que o rato passou a viver em casa do homem, roendo tudo quanto existe...
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 

 

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publicado por professorkibersitherc às 22:17

 

            Lá pelo século XVI, num dia de mar manso, andavam uns homens nos calhaus do Porto da Casa a apanhar peixe ou a procurar restos de madeira trazidos pelo mar. Inesperadamente deram com um pequeno caixote à beira da água, muito bem feito e que despertou logo muita curiosidade.

            Abriram-no com cuidado e tiveram uma grande alegria, quando encontraram dentro uma pequena imagem de Nossa Senhora do Rosário.

            A notícia correu pelo pequeno povoado e toda a gente se juntou para ver a Santinha. Alguém reparou, que a imagem trazia um escrito que logo foi decifrado pelos poucos que sabiam ler. Dizia assim a inscrição: "No lugar onde eu sair, façam-me uma ermida".
            As pessoas ficaram muito animadas e, embora não tivessem muitas posses, decidiram que se haviam de juntar e construir una ermidinha no Alto da Rocha.
            Passado algum tempo, a notícia de que uma imagem da Senhora do Rosário tinha aparecido no Corvo, espalhou-se pelos Açores e chegou a Lisboa. Daí veio alguém para levar a imagem. O povo do Corvo ficou revoltado por se quererem apossar do que era seu, mas não pode fazer nada.

            A imagem foi levada para qualquer templo em Lisboa. Aí uma coisa estranha começou a acontecer: Nossa Senhora amanhecia todos os dias com o manto molhado, como se tivesse feito uma grande viagem por mar. E assim era. A Santinha aproveitava a noite para vir visitar a pequena ilha do Corvo, onde queria estar. 
            Os padres de lá, começaram a ficar perturbados com o acontecimento inexplicável. Até que um disse: - Esta santa não se quer aqui. Ela, desde que cá chegou, o manto está sempre alagado. Isto é um sinal. Ela tem de ir para onde saiu.

            Alguns concordaram e outros não, mas, passado algum tempo, durante o qual o estranho acontecimento se continuava a dar, mandaram a imagem de volta para o Corvo.
            A alegria do povo foi grande quando recebeu a sua Santinha. Fizeram-lhe uma pequena ermida sobre a rocha, sobranceira ao Porto da Casa, onde ela tinha aparecido e queria ter a sua morada. Dali passou a proteger os corvinos e a fazer muitos milagres, pelo que a baptizaram com o nome de Nossa Senhora dos Milagres.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 

  

 

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publicado por professorkibersitherc às 18:15

 

            No mês de Agosto realiza-se a maior festa de devoção popular do arquipélago da Madeira, conhecida como Arraial do Monte, sendo também célebre em todas as partes do mundo onde existam emigrantes madeirenses.

            É considerada a festa mais importante do ano, é na Igreja da Nossa Senhora do Monte, padroeira da ilha da Madeira, que se celebram as cerimónias religiosas. A festa é muito animada, e por toda a ilha, pode-se apreciar a boa comida típica e dançar ao ritmo de alegres músicas. Por detrás da Senhora do Monte conta-se a seguinte lenda:
 
            Nos primeiros tempos da colonização, da ilha da Madeira, havia uma ribeira de água límpida e abundante, rodeada de terras férteis, que encantou os portugueses que lá chegaram. Mas um dia, um senhor poderoso resolveu ter aquela água só para si, e canalizou a fonte para as suas terras. A população ficou desesperada, porque aquela água era imprescindível à sua sobrevivência, resolveu fazer uma procissão à Senhora do Monte, implorando para que a água voltasse a brotar naquela fonte.
 
            O milagre aconteceu e a água encheu de novo a fonte, mas em quantidade menor do que no início. O povo utilizou então em seu benefício a ideia do desvio da água e, construindo regos ou cales, levaram a água mais longe, tornando férteis muitos campos e quintas. A ribeira ficou a ser conhecida como a ribeira de Cales, e o milagre da Senhora do Monte ficou para sempre na memória popular.
 
            Contam-se inúmeras histórias e lendas sobre a Senhora do Monte. Dizem os "antigos" que ela sempre escolheu onde queria ficar, conversava com uma pastora e resistiu aos corsários e aos espanhóis.
            Ela, apesar de pequenina no tamanho, desaparecia do lugar onde a guardavam para aparecer num espaço mais amplo, no Largo da Fonte.
 
            Diz-se também que quando os corsários chegaram à Madeira e roubaram as pratas da Sé, de Santa Clara e de outras Igrejas, também decidiram levar a imagem da Senhora do Monte. Só que, ao perceberem que ela não era tão valiosa quanto esperavam, atiraram-na ao chão, mas o degrau de basalto quebrou e a santa ficou intacta.
            Mais tarde os espanhóis roubaram a imagem, mas ao que consta ao chegarem ao barco, a senhora desapareceu para voltar a aparecer na Igreja do Monte.
 
            A primitiva Capela da Encarnação, foi construída em 1470,  por Adão Gonçalves Ferreira, o primeiro homem que nasceu na Ilha, filho de um companheiro de Zarco.  A actual igreja data de 1741. A imagem milagrosa de Nossa Senhora foi para a Sé Catedral, voltando para a nova igreja a 14 de Junho de 1747. A igreja foi destruída em 1748 pelo terramoto e reconstruída em 1818.
            No altar mor está a imagem de N. S. do Monte. A igreja está a 598 metros da altura do mar e tem 68 degraus de pedra. Na capela lateral está o túmulo de Carlos de Habsburgo, imperador da Áustria, hoje beato, vítima de pneumonia.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 

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publicado por professorkibersitherc às 16:07

 

            Reza a lenda que em tempos passados, São Tomé era o refúgio de todos os galos do mundo. O cocorococó que reinava nesse lugar era imenso e ensurdecedor. Em sua algazarra, os galos esqueciam-se de que não eram os únicos habitantes da ilha.
 
            Apesar de alguns estarem contentes com a alegria barulhenta das aves, outros, mais numerosos, estavam furiosos com os galináceos e resolveram mandar a eles um aviso, segundo o qual aconselhavam os galos a mudarem-se para um lugar mais afastado. Se isso não acontecesse num prazo de 24 horas, haveria guerra e o grupo vencedor poderia ficar no local.
 
            Os galos optaram pela mudança e convocaram uma reunião para decidir quem seria o chefe da expedição. Após escolherem como líder um galo grande e preto, iniciaram a viagem, após muito procurarem, encontraram o lugar que parecia ter sido feito para eles e ali se fixaram.
 
            Desde então, nunca mais se viu os galos cantarem desordenadamente, mas somente em local determinado e com hora certa. Esse lugar acabou sendo designado, pelos habitantes das ilhas, de Canta Galo. Esse local existe, ainda hoje, e tornou-se um distrito com o mesmo nome.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
  

  

 

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publicado por professorkibersitherc às 13:55

 

            Conta-se que houve em tempos um continente imenso no meio do oceano Atlântico chamado Atlântida. Era um lugar magnífico: tinha belíssimas paisagens, clima suave, grandes bosques, árvores gigantescas, planícies muito férteis, que às vezes até davam duas ou mais colheitas por ano, e animais mansos, cheios de saúde e força. Os seus habitantes eram os Atlantes, que tinham uma enorme civilização, mesmo quase perfeita e muito rica: os palácios e templos eram todos cobertos com ouro e outros metais preciosos como o marfim, a prata e o estanho. Havia jardins, ginásios, estádios... todos eles ricamente decorados, e ainda portos de grandes dimensões e muito concorridos.
 
            As suas jóias eram feitas com um metal mais valioso que o ouro e que só eles conheciam, o oricalco. Houve uma época em que o rei da Atlântida dominou várias ilhas em redor, uma boa parte da Europa e parte do Norte de África. Só não conquistou mais porque foi derrotado pelos gregos de Atenas.
 
            Os deuses, vendo tanta riqueza e beleza, ficaram cheios de inveja e, por isso, desencadearam um terramoto tão violento que afundou o continente numa só noite. Mas parecia que esta terra era mesmo mágica, pois ela não se afundou por completo: os cumes das montanhas mais altas ficaram à tona da água formando nove ilhas, tão belas quanto a terra submersa, o arquipélago dos Açores.
 
            Alguns Atlantes sobreviveram à catástrofe fugindo a tempo e foram para todas as direcções, deixando descendentes pelos quatro cantos do mundo. São todos muito belos e inteligentes e, embora ignorem a sua origem, sentem um desejo inexplicável de voltar à sua pátria.
 
            Há quem diga que antes da Atlântida ir ao fundo, tinham descoberto o segredo da juventude eterna, mas depois do cataclismo, os que sobreviveram esqueceram-se ou não o sabiam, e esse conhecimento ficou lá bem no fundo do mar.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
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publicado por professorkibersitherc às 02:11

 

            Eufémia era uma das quinze filhas do rei Atlas, e neta do Deus Júpiter. Como jovem muito boa e de beleza invulgar, inspirou os mais afamados estatuários do seu tempo e enamorou os dez filhos do rei Neptuno.
 
            Eufémia, possuindo uma grande elevação de espírito, desprezou a condição terrena que lhe ofereciam e preferiu tornar-se uma estrela da constelação das “Myades”, suas irmãs. Mesmo assim, continuou a apreciar o bem e a doutrina pregada por Jesus, foi-lhe transmitida por um Querubim, que lhe pôs na alma o desejo de voltar à terra para espalhar a paz e a harmonia.
 
            O desejo de Eufémia acabou por realizar-se, e veio habitar na ilha das Sete Cidades, onde foi tomada e amada como filha de um riquíssimo príncipe, mantendo-se jovem, bela e bondosa.
 
        A presença benfazeja de Eufémia fez-se sentir logo que chegou à terra. Nos banquetes, os convivas eram deliciados com música de cítaras e flautas, e comiam-se as mais divinas iguarias. A partir de então o sofrimento e a miséria desapareceram dessa ilha de encanto, e passou a dominar a alegria e a paz.
 
            Num dia calmo de Outono, no dia de S. Cosme, famoso médico árabe e patrono dos médicos, Eufémia apareceu metamorfoseada numa planta. Dessa planta, que abunda nos matos da freguesia das Sete Cidades, se prepara um chá que é bálsamo para todas as dores, que tem o condão de defender as pessoas de todos os infortúnios.
 
            Já passaram quase dois mil anos desde que Eufémia se estabeleceu na terra, mas ainda continua espalhando o bem, e é por isso que a paz impera nas Sete Cidades, em S. Miguel, e quem aí vai não pode deixar de se sentir inebriado pela tranquilidade do ambiente paradisíaco.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 01:24

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