Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

26
Fev 10

 

            “Calheta de Nesquim é uma das pérolas mais preciosas que encastoa o colar do Pico. Ali, a vista salta de lado para lado, tentando uma captação total do feitiço dimanante, numa freima de memoriar tanta graça, tanta ternura, tanta fulgurância. E que da-se, apática e ofuscada, no “Terreiro da Preguiça” a olhar, a reter, como se ali fora o Monte Tabor, como se ali a luz tivesse uma luminosidade mais intensa, uma antecipação beatífica.
            Calheta de Nesquim, local onde se consubstanciou o ideal do belo, que se procura, tantas vezes, baldadamente...E onde se sente o evolar e o repercutir, em ar de mistério, da cantiga singela, mas apaixonada”
            (Guido de Monterey – Ilha do Pico Majestade dos Açores)
 
            No século XVI, numa tempestuosa e escura noite, um barco à deriva, vindo do Brasil, carregado de madeira, naufragou na costa sul do Pico.
 
            Dos náufragos três conseguiram salvar-se guiados pelo cão de bordo de nome Nesquim que guiou os três homens com os seus latidos para uma calheta (pequena enseada de entrada apertada). Esta do nome do cão ficou a chamar-se “Calheta de Nesquim”.
 
            Chamavam-se os três homens João Redondo ou Rodolfo, João Valim e o capitão do veleiro Diogo Vaz Dourado.
 
            Diz-se que João Valim se fixou na Ribeira do Meio, João Redondo na Madalena e Diogo Vaz Dourado no lugar que mais tarde se chamou Foros.
 
            Junto à costa existe um morro bem alto denominado “Morricão” e será este o morro onde o Nesquim terá saltado para terra salvando assim os três náufragos.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
 
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publicado por professorkibersitherc às 17:47

 

            Após a conquista de Santarém, o rei D. Afonso Henriques impôs um cerco a Lisboa, que se estendeu por três meses. Embora o Castelo de Sintra tenha se entregue voluntariamente após a queda de Lisboa, reza a lenda que, nessa ocasião, receoso de um ataque de surpresa às suas forças, por parte dos mouros de Sintra, o soberano incumbiu D. Gil, um cavaleiro templário, que formasse um grupo com vinte homens da mais estrita confiança, para secretamente ali irem observar o movimento inimigo, prevenindo-se ao mesmo tempo de um deslocamento dos mouros de Lisboa, via Cascais, pelo rio Tejo até Sintra.
 
            Os cruzados colocaram-se a caminho sigilosamente. Para evitar serem avistados, viajaram de noite, ocultando-se de dia, pelo caminho de Torres Vedras até Santa Cruz, pela costa até Colares, buscando ainda evitar Albernoz, um temido chefe mouro de Colares, que possuía fama de matador de cristãos. Entre Colares e o Penedo, Nossa Senhora apareceu aos receosos cavaleiros e lhes disse: "Não tenhais medo porque ides vinte mas ides mil, mil ides porque ides vinte." Desse modo, cheios de coragem porque a Senhora estava com eles, ao final de cinco dias de percurso confrontaram o inimigo, derrotando-o e conquistando o Castelo dos Mouros. Em homenagem a este feito foi erguida a Capela de Nossa Senhora de Melides ("mil ides").
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
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publicado por professorkibersitherc às 17:12

 

             No tempo em que a ilha da Madeira era aterrorizada por piratas, terá vivido o jovem Cambaral, o mais temido de todos os corsários. Os seus permanentes ataques à Ponta do Sol e à Ribeira Grande (a sul do arquipélago), levaram o senhor daquelas terras a capturá-lo. Após repetidos confrontos, Cambaral é encontrado à beira da morte, com sérios ferimentos.     
 
            O fidalgo leva-o então para sua casa (para que recuperasse antes de ir à forca), deixando-o aos cuidados da sua própria filha, Leonor. É então que o inesperado acontece: os dois jovens apaixonam-se. Já recuperado, e a poucos dias de ser enforcado, o pirata propõe à sua amada fugir. Na noite combinada, Leonor vai ter com ele à ponte sobre a ribeira de Ponta do Sol. Só que... os dois são surpreendidos pelo pai, que fora avisado. Cego pela raiva que sentiu, o pai magoado corta as cabeças dos dois amantes de um só golpe. 
 
PROF. KIBER SITHERC
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publicado por professorkibersitherc às 16:35

 

            Diz a lenda que uma formosa Condessa alemã, após ter sofrido o desgosto de ver morto o seu marido e porque receasse para si e para os seus três filhos igual sorte, embarcou com a família em dois precários navios e abordou as praias desta região. Subindo rio acima, desembarcou numa das margens e seduzida pela pujante vegetação, pelas belezas naturais e clima temperado, resolveu fixar-se no local e buscar o sossego que tanto necessitava.

            Sabendo que aquelas terras pertenciam ao Mouro Zeilão, senhor de Lisboa, a Condessa de Compa, pediu-lhe para habitar aquelas terras, tendo o Mouro autorizado, mediante o pagamento de um tributo de cem pesos de ouro ou trezentos de prata.

            Não tendo a Condessa de Compa o dinheiro necessário, deu-lhe um penhor de três colares de ouro, com a condição de, não sendo resgatados em três anos, estes ficariam a pertença do Mouro Zeilão.

            Após este acordo, tratou a Condessa de edificar o seu Castelo, ao qual em memória do penhor chamou Colir, tendo-se desenvolvido mais tarde, junto a ele a povoação a que se chamaria Colares.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 14:46

 

            Há muitos e muitos anos, havia um castelo de nome Obana no feudo de Wakasa, onde hoje é a província de Fukui. Naquela época, o senhor do castelo era obrigado a passar meio ano em Edo, então capital do Japão, por determinação do xogum Tokugawa.
 
            Assim, quando o feudatário estava ausente, os vassalos cuidavam do castelo, porém não tomavam nenhuma decisão importante sem a ordem do senhor. Essa ordem chegava via postal, trazida por um carteiro da capital. Nessa época, demorava em média 15 a 16 dias para um carteiro ir correndo de Edo a Wakasa.
            Quando os conselheiros discutiam uma maneira de encurtar o tempo, Hachizuke pediu uma audiência e disse:
            – Posso entregar as mensagens ao senhor em cinco ou seis dias. Encarreguem-me dessa missão e não se arrependerão.

            Os conselheiros não acreditaram muito na história, mas, como não tinham outra alternativa, resolveram arriscar, enviando uma mensagem a Edo.
            Hachizuke saiu correndo, cortando campos, montanhas e rios sem passar pelas tortuosas estradas e evitando povoados e multidões das cidades que ficavam na rota tradicional. Conseguiu avançar cem milhas por dia, e os conselheiros ficaram muito felizes com o seu trabalho.
            Certa ocasião, um dos conselheiros disse a Hachizuke:
            – Você é uma grande ajuda para nosso castelo. Fico preocupado que algo de mal possa acontecer a você e atrapalhar o seu trabalho.

            – Bem, eu não gosto de cães. Fico receoso, imaginando que um cão que está preso numa estalagem em Odawara possa se soltar e barrar o meu caminho. Credo,
como são repugnantes os cães!
            – Nossa! Você tem mesmo medo dos cães. Que coisa estranha – observou o conselheiro.
 
            O tempo foi passando e Hachizuke prestou relevantes serviços ao Castelo de Obana. Certo dia, quando ele partiu para mais uma missão de Wakasa a Edo, percorreu como o voo de um pássaro os campos e montanhas. Quando chegou na estalagem em Odawara, um facto inesperado aconteceu. O cão soltou-se das amarras e avançou latindo para Hachizuke. O rapaz pensou em correr para a estrada, mas era tarde, estava cercado. Então, o carteiro entrou num buraco sob o assoalho da estalagem, na tentativa de se esconder do cão. Mas o cão também entrou em baixo do assoalho, em seu encalço.
            Foi uma barulheira danada naquele local.
 
            Quando o silêncio voltou a reinar sob o assoalho, o cão saiu debaixo dele com uma raposa branca na boca. O dono da estalagem encontrou uma caixa amarrada no pescoço da raposa. Ao abri-la, constatou que era uma importante carta para o senhor que estava em Edo. Então, o homem levou a carta para o magistrado.
            Assim, o mistério da rapidez do carteiro do Castelo de Obana estava desvendado. Hachizuke era, na verdade, uma raposa branca encantada. Por isso ela atravessava campos e montanhas com incrível rapidez.
            – Que exemplo digno a ser seguido! Trabalhou duramente para servir o senhor de Obana – disse o magistrado, com admiração.

            Hoje, existe um santuário dedicado ao deus Inari Hachizuke, onde outrora existiu o Castelo de Obana.
 
PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 02:53

25
Fev 10

 

            Para muitas civilizações humanas, as tartarugas são consideradas animais sagrados. Na China Tradicional estas crenças persistem nos chineses de hoje em dia. A tartaruga é um animal legendário, tal como a fénix e o dragão, como um mediador entre o mundo dos mitos, dos sonhos e da realidade, sendo as suas quatro patas equipadas aos quatro pontos cardinais.
 
            Para os chineses as tartarugas, parecem participar da natureza do Universo pela sua longevidade, pela sua aptidão para servir de instrumentos de adivinhação e pela própria forma do seu corpo. Pois, grosso modo, a sua carapaça dorsal é redonda como o Céu e a sua carapaça ventral é quadrada como a Terra. As suas quatro patas desempenham pois o papel de pilares entre o céu e a Terra. Talvez devido ao seu simbolismo cósmico, à sua forma de rocha, à dureza da sua carapaça, pela sua natureza anfíbia, pela sábia lentidão do seu caminhar, as tartarugas são consideradas como estabilizadores.
 
            Muitas estelas e inscrições chinesas são postas em cima de peanhas em forma de tartarugas para significarem a sua estabilidade e perenidade. E diz-se também que as ilhas flutuantes onde vivem os imortais foram subjugadas pelas tartarugas. Além disso, para eles, a divina Tartaruga Kwei passou dezoito mil anos a formar o Universo e depois criou uma linha de tartarugas de longa vida para ajudarem a Humanidade e carregarem com os fardos do mundo nos seus dorsos.
 
            Diz também a mitologia chinesa que quando um dos quatro pilares do Universo cai, uma tartaruga substituí-se a esse pilar caído para salvar o mundo. Outras versões dizem que a tartaruga se tornou o Universo, que a sua forma é a mais sublime da Natureza, pois pelo que a sua carapaça é a Natureza espiritual da abóbada celeste e o seu interior tem as estrelas e também as águas sobre as quais a Terra flui. Toda a existência está pois contida numa tartaruga.
 
            A queloniomancia é a adivinhação das carapaças das tartarugas. Os adivinhos chineses serviam-se das tartarugas, da maneira seguinte: inscreviam-se uma questão sobre uma concha de tartaruga, que afloravam em seguida com um tição. Apareciam, então, fendas cujas formas e disposição se interpretavam, a maneira como afectavam ou deformavam a mensagem inicial. As conchas de tartaruga parecem ter estado também na origem das figuras do I-Ching.
 
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publicado por professorkibersitherc às 16:05

 

            Com a obrigatoriedade criada pelo governo Tokugawa de que cada senhor feudal deveria permanecer metade do ano em Edo (hoje Tóquio), o comércio de luxo cresceu vertiginosamente, e a capital japonesa oferecia aos ricos senhores presentes que agradavam às mais belas e exigentes mulheres, tais como quimonos de seda pura, cerâmica de fino trato e maravilhosos adornos para cabelos.
 
            Certa ocasião, quando um comerciante de produtos finos vendia um adorno para cabelos a uma rica senhora em sua loja, uma garotinha aproximou-se e ficou olhando admirada para os ornamentos que estavam sendo mostrados para a cliente.
            Quando a rica senhora foi embora, a garotinha aproximou-se do vendedor e, apontando um ornamento para cabelos, disse que queria comprá-lo.
            – Comprar o kin no kamikazari, o ornamento de ouro! – exclamou, surpreso, o proprietário da loja.
            – É um presente para minha irmã. Por favor, faça um embrulho bem bonito.
            – Você tem dinheiro suficiente para pagar?
            A menina, então, tirou da manga do quimono um lenço dobrado, colocou-o sobre a mesinha e mostrou quanto dinheiro trazia.
            – Veja, tenho tudo isso!
            Eram poucas moedas, que somavam pequeno valor.
            – Acho que minha irmã mais velha merece esse presente. Desde que mamãe morreu, ela cuida de mim e de meu irmãozinho com muito carinho. Ela trabalha tanto, que não tem tempo para se cuidar. Com esse ornamento, quero vê-la muito bonita.
            O dono da loja colocou o ornamento numa embalagem laqueada e embrulhou-a cuidadosamente, com o lenço de seda.
            – Sua irmã vai gostar muito do presente – disse o homem, entregando o embrulho para a menininha.
            A menina foi embora toda feliz, e o dono da loja, com os olhos emocionados, acompanhou-a, até que ela desapareceu no final da rua.
 
            Na tarde desse mesmo dia, uma bela moça procurou pelo dono da loja. Ao ser atendida, colocou na mesinha um embrulho conhecido e perguntou:
            – Esse ornamento foi comprado aqui?
            – Sim – confirmou o homem.
            – Pode me dizer quanto ele custou?
            – Quando se trata de um presente, é falta de ética dizer o preço.
            – Foi a minha irmãzinha quem o comprou.
            – Nossa loja só pode revelar o preço se a cliente assim o desejar.
            – Minha irmã só tinha poucas moedas. Ela não poderia comprar um ornamento tão valioso.
            – Ornamento de ouro – disse o dono da loja, refazendo o embrulho com muito cuidado. Em seguida, dobrou-o devidamente com o lenço de seda e entregou-o para a garota.
            – Sua irmãzinha pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. Ela deu tudo o que tinha.
            A moça apertou o embrulho junto ao peito e lágrimas rolaram por sua bela face. Em seguida, desfez o embrulho, pegou o ornamento de ouro e prendeu-o em seus cabelos. Despediu-se do dono da loja e saiu muito feliz, arrumando o ornamento e dizendo:
            – Acho que os pequenos vão gostar de me ver assim.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
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publicado por professorkibersitherc às 02:44

 

            Era uma vez... uma jovem e linda princesa, chamada Serpínia, que vivia nas terras do outro lado da Ibéria, lá para os altos Pirenéus. Seu pai, Cófilas, rei dos túrdulos, tribo da Ibéria, era um homem bom.
            Num País vizinho, vivia um outro rei, de raça celta, que era cruel e muito ambicioso, Rolarte de seu nome, que quando viu  a formosa princesa quis casar com ela. Mas a princesa não se agradou dele.
 
           Um dia um Príncipe, Orosiano, visitou o Rei Cófilas e  a sua filha Serpínia. Os dois príncipes gostaram um do outro e combinaram casar.
            Mas o rei Rolarte, quando soube, não gostou que Serpínia fosse dada em casamento a Orosiano e jurou vingar-se tratando logo de reunir os seus soldados e de fazer guerra a Orosiano. O Noivo de Serpínia morreu e Rolarte ficou ferido.
 
            O Rei dos Celtas não ficou satisfeito com a morte de Orosiano a jurou fazer guerra ao pai de Serpínia, mas este, informado do que Rolarte preparava, abalou para as longínquas paragens da outra banda da Península Ibérica.
            E andaram, andaram até chegarem a um sítio onde a Princesa se sentiu encantada com as formosas Terras que seus belos olhos avistavam.
          Campos recobertos de luxuriantes verduras, flores campestres a perfumarem os ares que respiravam, tudo prenunciando abundância de água, de terras férteis, ubérrimas.
 
            Serpínia logo deu parte a seu pai de que gostava destes sítios. Cófilas examinou a região. Tudo aparentava terras fartas e amenidade de clima. Perto corria o rio Ana (Guadiana).                   
            Por toda a parte se viam muitas Oliveiras,   a garantir alimento, untura, tempero e luz na candeia.
            E  logo ali acamparam e escolheram local para construir uma cidade que ficou a ser a capital de novo reino. E em homenagem a Serpínia,   a formosa filha do Rei Cófilas, à nova cidade se ficou chamando Serpe (Serpa).                            
            Esta seria a capital da Turdetânia, o novo reino criado na região do rio Ana, hoje chamado Guadiana, e que se estendia até ao mar.
 
            Tempos depois chegou  a Serpe a notícia da vinda até um Porto do rio Ana, aonde chegavam as águas salgadas do mar, de barcos Fenícios – povo de navegadores que vivia no Norte de África.
            Cófilas, Rei dos Túrdulos,  fez aliança com os chefes Fenícios e, naquele porto, construíram uma cadeia a que deram o nome de Mirtilis, em honra da Deusa Mirto, sua mãe que o teve de Mercúrio.
 
            Em um dos barcos vinha um Príncipe, jovem guerreiro e bem-parecido, que ao ver Serpínia se apaixonou por ela. E Serpínia amou Polípio, o belo Príncipe Fenício. E logo ficaram noivos.
            Polípio regressou à Fenícia. E Serpínia, enquanto esperava o seu noivo, dedicava-se à caça pelo que seu pai lhe construiu, à beira do Rio Limosine, que ia desaguar no rio Ana, um castelo onde ela  ficava quando ia  caçar.
                      
            Ali havia muitos loendros e Serpínia deu à sua  nova casa o nome de Castelo de Loendros.
 
            Serpínia já tinha esquecido Rolarte, mas Rolarte não esquecera Serpínia, nem a vingança de que lhe jurara.  
            E uma noite, noite escura como breu, o Castelo dos Loendros foi atacado por Rolarte e os seus soldados. Mas o Rei dos Celtas foi vencido pelos soldados de Cófilas que guardavam o castelo de Serpínia.
 
            Com medo de novos ataques a princesa mandou aviso ao pai, que estava em Mirtilis, que hoje se chama Mértola,   o qual regressou com muitos soldados,   e que esporeando os seus corcéis corriam a toda a brida na companhia de Polípio, o príncipe noivo, que já tinha regressado da Fenícia para as bodas com Serpínia.
            Rolarte voltou a assaltar o castelo mas este, que tinha agora muita tropa, venceu os soldados de Rolarte e o Rei dos Celtas fugiu e foi morrer afogado no rio Ana. Serpínia casou com Polípio e os noivos foram para  a Fenícia.  
 
            Serpe, que recorda a linda princesa Serpínia e que sempre manteve o seu nome, é hoje Serpa.
 
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publicado por professorkibersitherc às 00:06

24
Fev 10

 

                Esta divisão separa os signos em grupos de quatro. É a chamada divisão ternária, que compreende os conceitos de signos cardinais, signos fixos e signos mutáveis ou móveis que se distribuem da seguinte maneira:
 
            1 – Signos Cardinais: Carneiro, Caranguejo, Balança e Capricórnio
 
            2 – Signos fixos: Touro, Leão, Escorpião e Aquário
 
            3 – Signos Mutáveis: Gémeos, Virgem, Sagitário e Peixes
 
            Primavera: Carneiro, Touro e Gémeos
 
            Verão: Caranguejo, Leão e Virgem
 
            Outono: Balança, Escorpião e Sagitário
 
            Inverno: Capricórnio, Aquário e Peixes
 
            Os primeiros signos de cada estação são os signos cardinais. Os segundos são os fixos, correspondem ao segundo terço das estações. E os terceiros são os mutáveis, correspondem ao terço final das estações.
 
            Signos Cardinais:
 
            Os signos cardinais, por corresponderem às fases do ano em que a natureza imprime um novo impulso na sua evolução anual, representam características psicológicas tais como: acção, actividade, energia, iniciativa, impulsividade e as mudanças que dependem daqueles pontos. De maneira geral, pode-se dizer que induzem o indivíduo a conseguir o que deseja mediante o seu próprio esforço.
            Sob o ponto de vista negativo, conduzem à impaciência e ao desperdício de energias.
 
            Signos Fixos:
 
            Os signos fixos, por sua vez, correspondem às fases do ano em que a natureza fixa o impulso lançado nos signos cardinais, isto é, as épocas do ano em que as estações se estabilizam e ganham raízes. Por isso reflectem características tais como: fraca capacidade de suportar ou imprimir mudanças no próprio destino, persistência, perseverança, estabilidade, firmeza, paciência e a continuidade, desejos e emoções fortes, inflexibilidade. A imagem simbólica a reter para os signos é a da sua capacidade de fixarem o impulso pelos signos cardinais. Os seus factores negativos são a intolerância, o orgulho, a passividade, a obstinação, a obsessão, o espírito de contradição e a apatia.
 
            Signos Mutáveis:
 
            Finalmente os signos mutáveis correspondem às épocas do ano em que as estações do ano se desfazem e a natureza oscila entre a estação que termina e a que se vai iniciar. Psicologicamente representam a flexibilidade e outras características simultâneas tais como: abertura às influências exteriores, capacidade de compreensão, uso de habilidade em detrimento do da força, facilita o desenvolvimento intelectual embora enfraqueça o poder de concretização.
            No aspecto negativo, a indecisão, a veleidade, a irresolução, a dissimulação e a tendência para repetir os seus erros e para não planificar previamente os actos. Os signos mutáveis também são atingidos pela instabilidade no comportamento e no destino. Simbolicamente os signos mutáveis desdobrem o impulso lançado pelos cardinais e posteriormente fixado pelos signos fixos.  
 
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publicado por professorkibersitherc às 17:52

 

            Certo dia, perto de Aomori, um jovem lavrador vinha voltando da cidade e viu duas meninas sentadas sobre uma rocha à beira de um riacho. Percebendo que elas estavam tristes, o moço perguntou se havia acontecido alguma coisa desagradável.
            Elas responderam simultaneamente:
            – Há muitos anos, moramos na casa do milionário Magozaemon, mas agora estamos de mudança para a casa do lavrador Jinbei, porque Magozaemon ficou pobre e perdeu a sua casa. 
            O moço, que já havia ouvido várias histórias sobre Zashiki Warashi (crianças que aparecem nos quartos à noite), lembrou que essas criaturas estranhas trazem prosperidades enquanto estão morando em determinada casa. Porém, quando elas resolvem abandoná-la, começa a decadência, podendo levar o recinto a falir, trazendo a pobreza.
            Diante disso, o jovem lavrador ficou muito preocupado.
            – Será que são Zashiki Warashi?
 
            Realmente, algumas semanas depois, correram notícias de que os negócios do milionário Magozaemon iam de mal a pior e, tempos depois, a empresa do milionário acabou por falir.
            Na aldeia vizinha, havia um lavrador de nome Jinbei, que havia sido pobre durante toda a vida, porém a situação começou a melhorar aos poucos.
            Certa noite, Jinbei teve um sonho quase real, no qual duas meninas diziam para ele procurar um lírio com 33 flores e cavar até suas raízes, onde poderia encontrar uma coisa boa.
 
            Na manhã seguinte, Jinbei encontrou o jovem lavrador e contou seu estranho sonho.
            – Elas são Zashiki Warashi e estão morando em sua casa – disse o amigo, contando tudo o que ele havia ouvido tempos atrás, das meninas na rocha à beira do riacho.
            Jinbei, entusiasmado, saiu à procura das flores de lírio. Como não era época de florada, andou por campos e montanhas, mas nada encontrou. Persistente, continuou mais meio ano procurando, até que começou a duvidar da existência de um pé de lírio com tantas flores.
 
            Um dia, quando voltava cansado de andar pelas florestas e jardins em busca daquelas flores, sentou-se numa rocha na beira do riacho e começou a resfriar os pé cansados nas águas. Qual não foi sua surpresa ao avistar, na outra margem, um pé de lírio carregado de flores. Atravessou o riacho e contou quantas flores havia naquela planta. Exactas 33 flores foram contadas. Imediatamente, Jinbei cavou até a sua raiz e encontrou sete potes cheios de moedas de ouro!
 
            Assim, Jinbei virou um milionário do dia para a noite. Parou de cuidar da roça e viveu fazendo farra com bebidas e mulheres. Um dia, porém, alguém viu duas crianças saírem de sua casa. Em pouco tempo, o dinheiro foi acabando e ele tornou-se mais pobre do que era.
            Zashiki Warashi é assim. Aparece e desaparece sem motivo específico. Embora os casos aqui narrados sejam bastante antigos, hoje, existem lendas urbanas recentes no Japão que falam da presença desses seres em várias cidades.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
  

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publicado por professorkibersitherc às 00:57

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