Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

29
Mar 10

 

                Representada por uma bola de fogo que indica os locais onde se encontra jazidas de ouro. Também aparece em alguns mitos como sendo uma mulher luminosa que voa pelos ares. Em alguns locais do Brasil, toma a forma de uma mulher bonita que habita cavernas e após atrair homens casados, os faz largar as suas famílias.   

 

            A Mãe-do-Ouro nasceu da fantasia dos solitários garimpeiros, que em busca da riqueza, construíram o Brasil central. A lenda corre no rio das Garças, que em outros tempos foi rico em pedras preciosas. O fago-fátuo desprendido das ossadas dos animais mortos causava medo aos garimpeiros, ao mesmo tempo eram vistos como os pingos de luz de uma mulher que trazia as riquezas da região, escondidas em suas grutas e no leito dos seus rios.

  

            Existem várias lendas sobre a Mãe-do-Ouro, cito as duas, que são as mais conhecidas.

 

            Há muitos anos atrás, existia em Portugal uma jovem muito rica chamada Maria. Ela foi seduzida por Pedro, que pediu para que esta moça colocasse todo o seu tesouro num baú e fugisse com ele para o Brasil.


            Quando os dois desembargaram em terras tupiniquins, casaram-se. Porém, alguns dias depois do matrimónio, Pedro matou a esposa e a enterrou dentro de uma caverna, onde havia escondido o tesouro da companheira.


            Na noite seguinte Henrique, um jovem pobre, andava perto da região da caverna.

Quando, de repente, avistou uma bola de fogo dourada e começou a segui-la até o local. Chegando lá, o moço descobriu o tesouro e ficou rico.


            Numa outra noite esta moça voltou com o seu formato de bola de fogo, foi até a casa onde estava seu ex-marido e queimou a residência com o seu ex-companheiro junto.


            Naquela mesma vila Maria descobriu que Dalva era maltratada pelo seu marido, Eusébio. Então numa noite de Lua cheia o espírito de Maria entrou no mesmo bordel que o marido de Dalva frequentava, seduziu este homem e convenceu-o a ir até à sua caverna. Chegando ao local Maria matou-o. Assim a partir daquela noite Maria, passou a perseguir todos os homens que maltratam as suas esposas. Dizem que esta assombração existe até hoje, indicando cavernas onde há jazidas de ouros para os pobres e castigando os maridos maus, seu apelido popular é Mãe-do-Ouro.

 

            A segunda lenda da Mãe-do-Ouro, passasse em Rosário, na montante do rio Cuiabá. Havia um rico senhor de escravos, de modos rudes e coração cruel. Ocupava-se na mineração de ouro, e seus escravos diariamente vinham de lhe trazer alguma quantidade do precioso metal, os que não encontrassem ouro, eram levados para o tronco e vergastados.

            Tinha ele um escravo já velho a quem chamavam pai António. Andava o negro num banzo que dava dó, cabisbaixo, resmungando, pois não lhe saía da bateia uma só pepita de ouro, e mais dia, menos dia, lá iria ele para o castigo. Certo dia, em vez de trabalhar, deu-lhe tamanho desespero que saiu andando à toa pelo mato. Sentou-se no chão, cobriu as mãos e começou a chorar. Chorava e chorava, sem saber o que fazer.       Quando descobriu o rosto, viu diante dele uma mulher branca muito linda, com uma linda cabeleira cor de fogo.

            E ela falou para ele:

             - Por que está triste assim, pai António?

            E ele falou, contando-lhe a sua desventura.

            - Não chore mais. Vá comprar-me uma fita azul, uma fita vermelha, uma fita amarela e um espelho.

            - Sim, sinhazinha.

            Saiu o preto do mato às carreiras, foi à loja, comprou o espelho e as fitas mais bonitas que achou e voltou a encontrar a mulher dos cabelos de fogo. Então ela foi diante dele, parou num lugar do rio, e ali foi esmaecendo até que sumiu. A última coisa que ele viu foram os cabelos de fogo, onde ela amarrara as fitas. Uma voz disse, de lá da água:

             - Não conte a ninguém o que aconteceu.

            Pai António correu, tomou a bateia e começou a trabalhar. Cada vez que peneirava o cascalho, encontrava muito ouro. Contente da vida, foi levar o achado ao patrão.

  

            Em vez de se satisfazer, o malvado ele queria que o negro contasse onde tinha achado o ouro.

            - Lá dentro do rio mesmo, sinhozinho.

            - Mas em que altura?

            - Não me lembro mais.

            Foi amarrado no tronco e maltratado. Assim que o soltaram, correu ao mato, sentou-se no chão, no mesmo lugar onde estivera e chamou a Mãe-do-Ouro.

            - Se a gente não leva ouro, apanha. Levei o ouro e quase me mataram de pancada. Agora, o patrão quer que eu conte o lugar onde o ouro está.

            - Pode contar - disse a mulher.

 

            Pai António indicou ao patrão o lugar. Com mais vinte e dois escravos, ele foi para lá. Cavaram e cavaram. Já tinham feito um buracão quando deram com um grande pedaço de ouro. Por mais que cavassem não lhe viam o fim. Ele se enfiava para baixo na terra, como um tronco de árvore. No segundo dia, foi a mesma coisa. Cavaram durante horas, todos os homens, e aquele ouro sem fim se afundando para baixo sempre, sem que nunca se pudesse encontrar-lhe a base. No terceiro dia, o negro António foi à floresta, pois viu, entre as abertas do mato, o vulto da Mãe-do-Ouro, com seu cabelo reluzente, e pareceu-lhe que ela o chamava. Mal chegou junto dela, ouviu que ela dizia:

             - Saia de lá amanhã, antes do meio-dia.

 

            No terceiro dia, o patrão estava como um possesso. O escravo que parava um instante, para cuspir nas mãos, levava chicotada pelas costas.

            - Vamos - gritava ele - Vamos depressa com isso. Vamos depressa.

            Parecia tão maligno, tão espantoso, que os escravos curvados sentiam um medo atroz. Quando o sol ia alto, pai António pediu para sair um pouco.

            - Estou doente, patrão.

            - Vá, mas venha já.

            Pai António se afastou depressa. O sol subiu no céu. Na hora em que a sombra ficou bem em volta dos pés no chão, um barulho estrondou na floresta, desabaram as paredes do buraco, o patrão e os escravos que estavam com ele, foram soterrados e morreram.

  

            Existe ainda na tradição dos caboclos do interior do Brasil, e mesmo do litoral, a lenda da "Mãe-do-Ouro e das Mães d'Água". Eram as náiades (ninfas das fontes) e as limoniades (ninfas dos lagos e dos bosques) que presidiam e guardavam os metais preciosos e as gemas faiscantes, tão apetecidas em todos os tempos pelo homem.

            E esses tesouros eram cercados de terríveis monstros, reais e imaginários, que velavam dia e noite sobre aquelas recônditas riquezas. Era a "guarda" que defendia as entradas das cavernas e as margens das lagoas e faisqueiros, onde rebrilhavam as faiscantes palhetas e pepitas.

 

            A crendice popular afirma, ainda hoje, que as jazidas auríferas, ocultas nas vivocas e nas votupocas (N.A.: montanhas que rebentam, que explodem) das serras alcantiladas, se manifestam e como que se comunicam entre si por meio de verdadeiros jactos luminosos, semelhantes às esteiras das estrelas cadentes e dos bólidos que se cruzam e explodem no espaço, nas noites cálidas e calmas.

 

            São as escaramuças da Mãe-do-Ouro! - exclamam sempre o caiçara e o caboclo do sertão, ao ver a esteira luminosa de um bólido que corta a abóbada estrelada.

            É a dourada Ninfa, realmente, que emergindo das chamas produzidas pelas explosões das votupocas, ou surgindo dentre as fosforecências dos fogos-fátuos e dos baêtatáes ou boitatás (diabo de fogo ou fogo do diabo) exalados pelas lagoas e pântanos paludosos, vem, qual salamandra, distribuir as suas riquezas pelas náiades e pelas limoníades conhecidas por "Mãe d'Água".

 

            A lenda, por mais ingénua e absurda que pareça, tem sempre um fundamento razoável. De facto: o ouro e as pedras preciosas desagregados dos montes, por efeito do constante trabalho erosivo das águas, rolavam e vinham, outrora, como ainda hoje vêm, depositar-se, em aluvião, no fundo dos lagos e no álveo dos nossos rios.

            Não nos parece, portanto, a "Mãe-do-Ouro" dos montes a derramar constantemente os seus dons, os seus tesouros, sobre os receptáculos que lhes oferecem as "Mães d'Água" dos lagos e dos rios?

 

            Era ainda, pela acção da ninfa dos rios e das lagoas auríferas, que os bandeirantes paulistas formavam as faisqueiras artificiais.

            As visões e miragens sedutoras que deslumbravam a vista e a alma dos anhangüeras, através do sertão goiano, se eram um mito ou uma alucinação, tinham contudo algo real. Bem reais eram os monstros que guardavam ferozmente as minas e povoavam os rios e lagos.

 

            O mais terrível, o mais temível desses monstros era, por certo, o índio Payaguá, que, como verdadeiro anfíbio, terrível como um ururá (jacaré enorme de papo amarelo), emergia inesperadamente das balseiras de aguapé e dos juncais, diante da tosca canoa do bandeirante, empunhando, em atitude ameaçadora, o arco retesado e a flecha sempre embebida no peçonhento curare.

            O Payaguá era o inimigo mais encarniçado e temível do bandeirante paulista.

            Este "Ciclo do ouro, da prata, do ferro e das pedras preciosas", 1560-1728, um dos mais brilhantes da nossa História, trouxe, entretanto, grandes proveitos, mas também grandes males ao Brasil.

 

            Da procura dos tesouros resultou a penetração e conquista do vasto sertão, a expansão territorial. Asseguraram-se e definiram-se os limites com as possessões espanholas, formaram-se as grandes capitanias de Santa Catarina, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.

            Mas, por outro lado, muito sofreram nesse período as capitanias antigas e principalmente a Lavoura. Com o êxodo contínuo de seus habitantes para aquelas longínquas paragens, a capitania de São Paulo despovoou-se. A pobreza e a ruína em que caíram as primitivas povoações fizeram com que muitas delas desaparecessem completamente. O ouro extraído das minas contribuiu apenas para o empobrecimento da colónia lusitana nesta parte do Brasil, pois tirou à Lavoura muitos braços valiosos.

            Esta principal fonte de riqueza ficou quase extinta e completamente abandonada. Foi esse o maior mal que causou à colónia o Ciclo do Ouro.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 01:22

26
Mar 10

 

                É um dos mitos interessantes de origem europeia com influências indígenas da Amazónia do Brasil.

 

            A Iara é uma linda mulher morena, de cabelos negros e olhos castanhos. Exerce grande fascínio nos homens, pois aqueles que a vêem banhar-se nos rios não conseguem resistir aos seus encantos e atiram-se nas águas. Os que assim o fazem, nem sempre voltam vivos e os que sobrevivem, voltam assombrados, falando em castelos, séquitos e de côrtes encantadas.

 

            Os cronistas dos séculos XVI e XVII registaram esse mito. No princípio, o personagem era masculino e chamava-se Ipupiara, homem peixe que devorava pescadores e os levava para o fundo do rio. No século XVIII, Ipupiara vira a sedutora sereia Uiara ou Iara. Todo o pescador brasileiro, de água doce ou salgada, conta histórias de moços que cederam aos encantos da bela Iara e terminaram afogados de paixão. Ela deixa a sua casa no fundo das águas no fim da tarde. Surge magnífica à flor das águas: metade mulher, metade peixe, cabelos longos enfeitados de flores vermelhas. Por vezes, ela assume a forma humana e sai em busca de vítimas. Também dizem que é apenas um vestido, ou uma espécie de saia, que ela veste por vaidade e para dar a ilusão de ser metade mulher, metade peixe. Em certos locais, dizem que Iara é um boto-fêmea.

 

            Quando a Mãe das águas canta, hipnotiza os pescadores. É preciso muita reza e sabedoria para tirá-lo do encantamento. Alguns descrevem Iara como tendo uma cintilante estrela na testa, que funciona como chamariz que atrai e hipnotiza os homens.

 

            Um deles foi o índio Tapuia. Certa vez, foi pescar, então, viu a deusa, linda, surgir das águas. Resistiu. Não saiu da canoa, remou rápido até a margem e foi se esconder na aldeia. Mas enfeitiçado pelos olhos e ouvidos não conseguia esquecer a voz de Iara. Numa tarde, quase morto de saudade, fugiu da aldeia e remou na sua canoa rio abaixo.

 

            Iara já o esperava cantando a música das núpcias. Tapuia se atirou ao rio e desapareceu num mergulho, carregado pelas mãos da noiva. Uns dizem que naquela noite houve festa no chão das águas e que foram felizes para sempre. Outros dizem que na semana seguinte a insaciável Iara voltou para levar outra vítima.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 20:43
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                É um mito que já existia no Brasil colonial. Apesar de ser comum em todo o Brasil, variando um pouco entre as regiões, é um mito muito forte entre Goiás e Mato Grosso. Mesmo assim não é exclusivo do Brasil, existindo versões muito semelhantes em alguns países Hispânicos.

 

            Nos pequenos povoados ou cidades, onde existam casas rodeando uma igreja, em noites escuras, pode haver aparições da Mula-Sem-Cabeça. Também se alguém passar correndo diante de uma cruz à meia-noite, ela aparece. Dizem que é uma mulher que namorou um padre e foi amaldiçoada. Toda a passagem de quinta para sexta-feira ela vai numa encruzilhada e ali se transforma na besta.

 

            Então, ela vai percorrer sete povoados, ao longo daquela noite, e se encontrar alguém chupa os seus olhos, unhas e dedos. Apesar do nome, Mula-Sem-Cabeça, na verdade, de acordo com quem já a viu, ela aparece como um animal inteiro, forte, lançando fogo pelas narinas e boca, onde tem freios de ferro.

 

            Nas noites que ela sai, ouve-se o seu galope, acompanhado de longos relinchos. Às vezes, parece chorar como se fosse uma pessoa. Ao ver a Mula, deve-se deitar de bruços no chão e esconder as unhas e os dentes para não ser atacado.

Se alguém, com muita coragem, tirar os freios de sua boca, o encanto será desfeito e a Mula-Sem-Cabeça, voltará a ser gente, ficando livre da maldição que a castiga, para sempre.


            Conforme a região, a forma de quebrar o encanto da Mula, pode variar. Há casos onde para evitar que a sua amante pegue a maldição, o padre deve excomungá-la antes de celebrar a missa. Também, basta um leve ferimento feito com alfinete ou outro objecto, o importante é que saia sangue, para que o encanto se quebre. Assim, a Mula se transforma outra vez em mulher e aparece completamente nua. Em Santa Catarina, para saber se uma mulher é amante do padre, lança-se ao fogo um ovo enrolado em fita com o nome dela, e se o ovo cozer e a fita não queimar, ela é.


            É importante notar que também, algumas vezes, o próprio padre é que é amaldiçoado. Nesse caso ele vira um Padre-sem-Cabeça, e sai assustando as pessoas, ora a pé, ora montado num cavalo do outro mundo. Há uma lenda Norte americana “O Cavaleiro sem Cabeça”, que lembra muito esta variação.


            Algumas vezes a Mula, pode ser um animal negro com a marca de uma cruz branca gravada no pelo. Pode ou não ter cabeça, mas o que se sabe de concreto é que a Mula, é mesmo uma amante de padre.

 

            Nomes comuns: Burrinha do Padre, Burrinha, Mula Preta, Cavalo-sem-cabeça, Padre-sem-cabeça e Malora no México.

 

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publicado por professorkibersitherc às 19:29
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                 Este mito da Cobra Grande é da região Norte do Brasil, Pará e Amazonas.

            É uma das mais conhecidas lendas do folclore amazónico. Conta a lenda que numa tribo indígena da Amazónia, uma índia, grávida da Boiúna (Cobra-grande, Sucuri), deu à luz a duas crianças gémeas que na verdade eram Cobras. Um menino, que recebeu o nome de Honorato ou Nonato, e uma menina, chamada de Maria.

 

            Para ficar livre dos filhos, a mãe jogou as duas crianças no rio. Lá no rio eles, como Cobras, se criaram. Honorato era bom, mas sua irmã era muito perversa. Prejudicava os outros animais e também as pessoas.

 

            Eram tantas as maldades praticadas por ela que Honorato acabou por matá-la para pôr fim às suas perversidades. Honorato, em algumas noites de luar, perdia o seu encanto e adquiria a forma humana transformando-se em um belo rapaz, deixando as águas para levar uma vida normal na terra.
            Para que se quebrasse o encanto de Honorato era preciso que alguém tivesse muita coragem para derramar leite na boca da enorme cobra, e fazer um ferimento na cabeça até sair sangue. Ninguém tinha coragem de enfrentar o enorme monstro. 
            Até que um dia um soldado de Cametá (município do Pará) conseguiu libertar Honorato da maldição. Ele deixou de ser cobra d'água para viver na terra com a sua família.

 

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publicado por professorkibersitherc às 18:04
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                O mito do Saci data do fim do século XVIII. Durante a escravidão, as amas-secas e os caboclos-velhos assustavam as crianças com os relatos das travessuras dele. O seu nome no Brasil é de origem Tupi Guarani. Em muitas regiões do Brasil, o Saci é considerado um ser brincalhão enquanto que em outros lugares ele é visto como um ser maligno.

 

            É uma criança, um negrinho de uma perna só que fuma um cachimbo e usa na cabeça uma carapuça vermelha que lhe dá poderes mágicos, como o de desaparecer e aparecer onde quiser. Existem 3 tipos de Sacis: O Pererê, que é pretinho, O Trique, moreno e brincalhão e o Saçurá, que tem olhos vermelhos. Ele também se transforma numa ave chamada Matiaperê cujo assobio melancólico dificilmente se sabe de onde vem.

 

            Ele adora fazer pequenas travessuras, como esconder brinquedos, soltar animais dos currais, derramar sal nas cozinhas, fazer tranças nas crinas dos cavalos, etc. Diz a crença popular que dentro de todo redemoinho de vento existe um Saci. Ele não atravessa córregos nem riachos. Alguém perseguido por ele, deve atirar cordas com nós em sem caminho que ele vai parar, para desatar os nós, deixando que a pessoa fuja. 

          

            Diz a lenda que, se alguém jogar dentro do redemoinho um rosário de mato bento ou uma peneira, pode capturá-lo, e se conseguir sua carapuça, será recompensado com a realização de um desejo.


            Nomes comuns: Saci-Cererê, Saci-Trique, Saçurá, Matimpererê, Matintaperera, etc.

            Origem Provável: Os primeiros relatos são da Região Sudeste, datando do Século XIX, em Minas e São Paulo, mas em Portugal há relatos de uma entidade semelhante. Este mito não existia no Brasil Colonial.

            Entre os Tupinambás, uma ave chamada Matintaperera, com o tempo, passou a se chamar Saci-pererê, e deixou de ser ave para se tornar um caboclinho preto de uma só perna, que aparecia aos viajantes perdidos nas matas.

 

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publicado por professorkibersitherc às 17:12
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                  Este mito brasileiro é de origem tupi-guarani.

            Conta um conhecido mito indígena brasileiro, que a Lua é um Guerreiro Celestial, que vem à Terra na noite de Lua Cheia, para escolher entre as índias virgens da aldeia, aquela com quem irá casar-se. As índias escolhidas, ao casarem com o Lua (Jaci), transformavam-se em estrelas no céu.

            Naiá, enamorada e atraída pela beleza e luz do grande guerreiro celeste, recusava-se a aceitar propostas de casamento de outros guerreiros. Ela queria o seu lugar de luz no firmamento ao lado de Jaci.

 

            Mas o guerreiro Lua, sempre tão distante, parecia ignorá-la. Todos os meses, na ocasião da Lua Cheia, Naiá enfeitava-se para vê-lo aparecer no horizonte oposto ao pôr do Sol, e esperava até o amanhecer do dia seguinte para sair correndo no sentido contrário, onde o guerreiro desceria do céu para a Terra, na esperança de que iria desposá-la. Mas nada. Corria de um lado para o outro por entre as matas para encontrá-lo e abraçá-lo. Mas o guerreiro parecia estar tão frio, insensível. Então ela resolveu subir a mais alta montanha, para tentar alcançá-lo lá no céu. Porém quanto mais alto subia, mais distante o Lua ficava.

 

            Cansada de tanto buscar, já fraca e adoecida, a índia deitou-se lá no alto, ao lado de um igarapé, um pequeno curso de águas que corria para um lago e adormeceu. Quando acordou Naiá viu, por entre as copas das gigantescas árvores da floresta, a imagem do Guerreiro Lua projetada nas águas do lago. E, arrebatada em luz, num só impulso, não hesitou, exultante mergulhou nas águas profundas do lago! E desceu, desceu, desceu tanto, que até esqueceu-se de si mesma, e de que talvez não fosse mais capaz de voltar... Desceu até o fundo das águas para abraçar e fundir-se com o Lua, e lá encontrar sua Vitória...

 

            Mas, ao invés de tornar-se mais uma estrela no céu, Naiá transforma-se na única e mais linda estrela das águas: - Vitória Régia! A Rainha das Águas, a formosa planta aquática da Amazônia que em forma de coração flutua tranquila sobre as águas dos lagos e igarapés, para se abrir em flores perfumadas, a receber a luz do Guerreiro Celeste toda noite de Lua Cheia.

 

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publicado por professorkibersitherc às 16:01
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                Há na cidade de Candelária, no Rio Grande do Sul, Brasil, um morro muito alto chamado morro Botucaraí. Conta a lenda que por volta do ano de 1850, um grupo de adolescentes resolveram escalar o morro e acampar no seu topo.


            Saíram muito cedo e o dia estava muito bonito. Começaram a escalar o morro, quando estavam mais ou menos na metade da escalada um deles disse ouvir passos, pensaram eles que fosse mais alguém escalando o morro e prosseguiram.

 

            De repente o tempo foi fechando e sem nenhuma explicação começou a chover torrencialmente. Como o grupo não podia voltar, subiu até o topo para esperar que a tempestade parasse. Quando chegaram ao topo, algo mais terrível aconteceu. Na caverna que ficava no topo, os rapazes procuraram abrigo e ficaram lá toda a noite, assim esperaram incansavelmente que a tempestade passasse.


            Quando amanheceu só um dos rapazes estava na caverna. Os outros haviam desaparecido misteriosamente.

            Toda a cidade fez buscas pelo morro e nunca encontrou os outros rapazes.

            Conta a lenda que esse rapaz que permaneceu sozinho, no topo do morro que procurou os seus amigos e nunca os encontrou, ficou tão transtornado que nunca mais desceu do morro e se tornou o lendário monge do morro Botucaraí. Ele jurava que todas as noites os seus amigos desaparecidos o visitavam no topo do monte.

 

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publicado por professorkibersitherc às 02:05

 

                Em 1978, o especialista em folclores, Janet Langlois, publicou nos Estados Unidos um mito urbano que até hoje aterroriza as jovens do mundo inteiro, principalmente da América. Trata-se de Bloody Mary, conhecida também como “A Bruxa do Espelho”, um espírito vingativo que surge quando uma jovem, envolta em seu cobertor, sussurra, à meia-noite, iluminada por velas diante do espelho do banheiro, 13 vezes as palavras Bloody Mary.

 

            Segundo este mito urbano, o espírito de uma mulher cadavérica surge reflectido no espelho e mata de forma sangrenta e violenta as pessoas que estão no banheiro. Há quem diga que Mary foi executada há cem anos atrás por praticar as artes negras, mas há também uma história mais recente envolvendo uma bela e extremamente vaidosa garota que, após um terrível acidente de carro, teve o seu rosto completamente desfigurado. Sofrendo muitos preconceitos, principalmente de seus amigos e familiares, ela decidiu vender a alma ao diabo pela chance de se vingar das jovens que cultivam a aparência.

 

            Há um caso famoso de uma jovem nova-iorquina que dizia não acreditar no mito, mas após realizar a "mórbida brincadeira", levou um tombo (é o que os familiares dizem), quebrou a bacia e foi encontrada em estado de coma. A jovem ainda vive nos EUA, mas a sua identidade foi mantida em sigilo absoluto.

 

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publicado por professorkibersitherc às 00:46

25
Mar 10

 

                    Este mito urbano há muito que circula pelo Brasil.

           Uma jovem morava com o pai, numa casa enorme. Ela se sentia muito sozinha, então o pai dela colocou espelhos nas paredes do seu quarto enquanto ela dormia.

 

            No dia seguinte ela acordou e viu o reflexo dela no espelho, e achou que era uma amiga que foi morar com ela.  Então começou a brincar com a nova "amiga" (reflexo) dela.. Ela deu um nome à "amiga", mas sentia-se frustrada, pois tudo o que  ela perguntava a “amiga” não respondia.

 

            Então certo dia, numa noite o reflexo dela saiu do espelho e foi vaguear pela casa, vagueou pelo quarto do pai, que sentiu alguém passando, mas voltou a dormir. Depois o reflexo voltou para o espelho.

 

            Quando a menina acordou foi brincar outra vem com a "amiga” (reflexo). Certa vez a menina resolveu brincar com a bola, então, foi jogar à bola para o reflexo e quebrou o espelho. A menina começou a chorar e tentar juntar os pedaços, mas não conseguiu.

 

             À noite enquanto dormia ainda muito triste, viu num sonho o reflexo dela, dizendo para ela mesma: “Eu vou matar você porque você me matou!" A menina acordou no dia seguinte e viu os pedaços dos espelhos colados, foi perguntar ao pai se tinha sido ele que tinha colado, mas não o achou. Voltou para o quarto, ficou arrepiada ao ver o  seu reflexo, só que fora do espelho com uma faca na mão que a matou.

            Dizem que agora a menina assombra por aí...

 

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publicado por professorkibersitherc às 23:44

 

                Segundo o mito urbano, o Big Mac, grande sucesso de vendas da McDonald's, seria recheado com carne de minhoca. Ainda segundo essa lenda o governo americano em acordo com a rede de fast food incentivou a alimentação por carne de minhoca. Diziam que este tipo de carne é muito mais nutritiva e saudável do que a bovina. Quem pensaria comer uma iguaria composta de carne de minhoca? Mas o que os olhos não vêem o estômago não sente. Tudo isso começou ainda no início da década de 70. De acordo com alguns sites, o boato de que a empresa misturava minhocas ao seu hambúrguer chegou a ser divulgado no programa de televisão americano 60 minutes e acarretou em prejuízos imediatos, como a redução de 30% nas vendas.


            Em 1992, o McDonald's fez uma colectiva de imprensa para desmentir o boato e comprovar a qualidade da carne. Para não haver dúvidas sobre a sua seriedade, apelou para uma táctica pouco convencional: considerada por muitos como uma empresa que visa o lucro acima de tudo, resolveu utilizar esse rótulo negativo ao seu favor. Ao provar, que a carne de minhoca era cinco vezes mais cara que a de vaca, mostrou que o boato não tinha fundamento, pois jamais substituiria uma carne por outra mais cara vendendo o hambúrguer pelo mesmo preço.


            O caso foi tão comentado que chegou a ser um dos assuntos da edição da revista americana Time do dia 30 de Abril de 1992. Foi nessa época também que surgiu a campanha "100% carne bovina". Até hoje, cartazes com essa frase decorram alguns dos restaurantes da rede no Brasil e no mundo.

 

            Com base num estudo realizado na Universidade Estadual de Michigan, a notícia de que a carne do McDonald's é geneticamente modificada e que o seu consumo está relacionado ao Mal de Alzheimer se espalhou no Brasil. O texto é divulgado através do gabinete do deputado Sérgio Miranda, do PC do B, e publicado em O Bancário, o órgão informativo oficial do sindicato dos bancários da Bahia. De boca em boca, o caso chegou aos ouvidos da carioca Armisa Montenegro, uma dona de casa, de 65 anos, que jura que há algo de errado com a carne, porque ouviu falar sobre isso em uma aula de pintura. Em Toronto, no Canadá, Ayan Abdi Jama, de nove anos, alega ter encontrado em seu Big Mac uma cabeça de rato. A sua família processa o McDonald's por danos psicológicos e pede US$ 17.5 milhões. Nos Estados Unidos, as complicações vão desde o polémico caso dos obesos que estão processando cadeias de fast food devido aos males causados pelos produtos que elas vendem, até uma semelhante ao do Canadá, no qual uma criança encontra uma cabeça de frango numa caixa de Mc Nuggets e a família é indemnizada em US$ 100 mil.

 

 
            Notícias ou boatos? Quem se arrisca a classificar e espalhar as histórias acima, como fez o deputado Miranda? Quem acredita no que ouve e passa a desconfiar da empresa envolvida, assim como Armisa? Divulgados tanto em sites desconhecidos como em conceituados, - tal como o da emissora BBC - os relatos descrevem factos e boatos sobre o Mc Donald´s que se misturam na Internet, ameaçando o prestígio e a imagem da mais conhecida cadeia de fast food do mundo. Porém, engana-se quem pensa que a empresa gasta muito tempo preocupada com este assunto. "É equivocado ficar 'mordendo a isca' em qualquer boato sem sentido", afirma Ana Madureira, coordenadora da área de Relações com a Companhia de Notícias (CDN), a agência responsável pela assessoria de imprensa do McDonald's. Ao invés do confronto directo, ela prefere combatê-los investindo em uma postura de muita exposição na media. "Quanto mais avestruz com cara escondida for a empresa, mais vulnerável a boatos ela está", explica Ana. Madureira.


            No Brasil, as armas usadas nessa exposição agressiva e no combate aos boatos são a qualidade do serviço e acções sociais como o McDia Feliz, que já arrecadou mais de R$30 milhões para instituições dedicadas ao combate ao câncer. Mas o que fazer quando os consumidores questionam a seriedade da empresa mesmo com essa exposição? É aí que entra em cena e um de seus maiores trunfos: a participação dos funcionários como divulgadores da rede. Com destaque há seis anos consecutivos no "Guia Exame - As 100 Melhores Empresas para Você Trabalhar", o McDonald´s é um ambiente onde quem trabalha ajuda a empresa a evoluir, ao mesmo tempo que têm chance de crescer. Ronaldo Nascimento, 26 anos, é um caso típico. Há oito anos, começou como atendedor e hoje é assistente administrativo da franquia do Shopping Interlagos, em São Paulo. Fã declarado da empresa, costuma esclarecer dúvidas e oferece visitas a fábrica quando o cliente desconfia da qualidade dos produtos. Questionado sobre os boatos, Ronaldo apela para a brincadeira. "A história da carne de minhoca é clássica. Sempre que mencionam, falo que nossas minhocas são bem cuidadas e muito limpas", diz, rindo.


            Brincar com o assunto é um recurso frequentemente usado por muitos funcionários para lidar com os boatos. "As piadas que surgem sobre a carne a gente já leva na gozação", relata Kássia Ladislau, de 21 anos, coordenadora de qualidade de serviço da loja do Fashion Mall, no Rio de Janeiro. Porém, nem todos os casos podem ser contornados assim. "Se chegar uma demanda da imprensa sobre um boato a empresa responde", diz Ana. Isso aconteceu com a história que afirmava, com base em um estudo realizado na Universidade Estadual de Michigan, que a carne do McDonald's era geneticamente modificada. Devidas as proporções tomadas pelo caso, o McDonald's resolveu se pronunciar e entrou em contacto com a universidade e com o gabinete do deputado federal Miranda de onde uma das mensagens havia sido enviada. A universidade negou qualquer participação na história e o deputado fez um pedido formal de desculpas, se comprometendo em enviar esclarecimentos às pessoas que receberam o texto através do computador do seu gabinete.

 

 
            Caso o McDonald's não se pronunciasse, ainda assim encontraria quem o defendesse. Na internet, junto aos sites que condenam a empresa, outros desmentem boatos. O caso da cabeça de galinha, nos Estados Unidos, foi resolvido dessa forma. Alguns sites demonstraram que essa situação seria impossível, pois a carne de frango utilizada nestas sanduíches é triturada. Eles revelam ainda que esse mesmo boato já havia sido espalhado antes, tendo como vítima a Kentucky Fried Chicken, uma outra cadeia de fast food americana. Por outro lado, no polémico caso dos obesos a empresa não teve tanta sorte: ao invés de desmentido, ele foi confirmado por sites com credibilidade. Segundo notícias divulgadas pelas emissoras ABC e BBC, um grupo de americanos obesos abriram um processo contra quatro redes de fast food. Eles alegam que elas são responsáveis por várias doenças e exigem que sejam obrigadas a indicar em seus alimentos os males que eles causam, assim como é feito nas embalagens de cigarro. O caso está em andamento na justiça e o McDonald's, claro, está na lista dos processados.

            Com 46 milhões de clientes atendidos diariamente em todo o mundo e crescendo em um ritmo acelerado, o McDonald's, além de líder absoluta em seu segmento, é a empresa ícone do mundo globalizado. Por isso, virou vítima constante de protestos e agressões. Os boatos são um reflexo disso. Mas a verdade é que, enquanto houver pessoas para defender a empresa e clientes satisfeitos e dispostos a comer hambúrgueres, não há boato que a derrube. Resta apenas a eterna dúvida sobre do que é feita a carne. "Ela é 100% bovina", afirma Ronaldo. A resposta de Kássia e Ana é exactamente a mesma. E você, acredita?

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:03

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