Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

25
Mar 10

 

                Outro mito urbano que surgiu. Além do McDonald’s ser mundialmente conhecido por vender hamburgueres feitos de carne de minhocas, no dia 22-12-2006 foi descoberta outra “fazenda” do McDonald’s. Mas dessa vez além do cultivo de minhocas, foi encontrado um rebanho de bois geneticamente modificados, que segundo os próprios funcionários do local, foram criados para “render mais carne”.

 

            Após análises de veterinários, foram constatados que esses bois não tinham ossos pelo corpo, pouquíssimos pêlos, pernas e cabeças atrofiadas e não possuíam olhos. Eles eram mantidos em repouso absoluto e sendo alimentados por sondas que ligavam diretamente às suas bocas.

 

            Em 7 meses esses animais atingiam a idade adulta e quando atingissem o peso ideal eram mandados diretamente ao matadouro da própria fazenda e após isso, a carne logo recebia aditivos, conservantes e depois era resfriada para que a carne recuperasse o seu ph normal. Então todo o material era embalado e enviado para as filiais dos McDonald’s de todo o mundo.

 

            Após a denúncia, misteriosamente todos os técnicos, funcionários, tratadores, veterinários e repórteres que participaram do caso, desapareceram sem deixar vestígios de seus respectivos sumiços. Especula-se que todos foram seqüestrados e mandados ao matadouro como uma resposta à matéria ameaçadora.

 

            Após o caso, foram mandados novos investigadores ao local da “Fazenda”, mas nada além de plantações de milho foram encontrados na região. Atualmente ninguém sabe se a Fazenda McDonald’s existe ou se ela realmente existiu algum dia. Especulações sugerem que hoje ela se situa em Illinois, EUA, ou até mesmo no Acre, mas isso são apenas boatos.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 20:39

 

                Este mito urbano é originário do Brasil.

 

            Viviam e seus pais se mudaram para uma casa, onde há muitos anos atrás havia desaparecido uma garota chamada Jhulia. Com o sumiço da garota, os pais dela resolveram se mudar para evitar as tristes lembranças. Eles acreditavam que ela havia fugido de casa com algum namorado, mas a hipótese de sequestro não estava posta de lado.


            Os novos inquilinos estavam contentes com o preço acessível do aluguer e nem se preocuparam com a história da garota desaparecida. Viviam, ocupou o quarto onde Jhulia costumava dormir. A harmonia reinou na casa pelos primeiros meses.


            No quarto mês Viviam começou a ter pesadelos onde via uma garota chorando e implorando ajuda. Houve uma vez em que ela sentiu uma mão tocar no seu ombro levemente e quando olhou não viu ninguém. Viviam, passou a ouvir a voz de uma garota que dizia:

            - Viviam, me tira daqui...estou sozinha e sofrendo muito.


            Assustada, ela contou para seus pais e amigos sobre o ocorrido, mas todos acreditavam que tudo era fruto da imaginação fértil da jovem. Viviam, começou a escrever um diário onde relatava todos os factos estranhos que a estavam atormentando. Uma noite, ela ouviu barulhos em baixo do guarda-roupa e, ao verificar do que se tratava, encontrou um pequeno espelho empoeirado, com detalhes rosas nas laterais. Assim que acendeu a luz e limpou o espelho, Viviam viu o rosto de uma garota desgrenhada e pálida com os olhos arregalados. A garota disse:

            - Viviam, sou eu a Jhulia… me ajuda a sair daqui… estou sofrendo.


            Esta foi a última informação encontrada pelos pais de Viviam no diário da garota. Viviam, desapareceu um dia depois que relatou esse último acontecimento. Os pais da jovem encontraram o espelho, mas ele estava todo quebrado. Então, até hoje acreditam que a filha ficou obcecada pela história do lugar e fugiu assustada. Dizem que se você olhar para qualquer espelho à meia-noite e dizer os nomes das garotas, a imagem delas aparece… Jhulia não estava mais sozinha!

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 01:39

24
Mar 10

 

                O mito urbano do Papa-Figo tornou-se uma figura lendária do folclore brasileiro, conhecido principalmente no estado de Pernambuco. Mas ele nada tem a ver com a fruta chamada figo. Na verdade o figo do nome deste ser é uma corruptela de fígado. Vovó nunca teve problemas no fígado, sempre foi no figo, pois era assim que chamava este órgão.

 

            Dizem que o Papa-Figo tinha orelhas de morcego, unhas de gavião e dentes de vampiro. Andava com roupas esfarrapadas e sujas. Há outras versões que dizem que o Papa-Figo parecia uma pessoa normal, nada tendo a ver com esta figura monstruosa descrita há pouco. Porém, mesmo normal, era de aparência modesta, apresentando-se como um mendigo simpático com um saco nas costas, que atraía crianças solitárias com doces, dinheiro, brinquedos ou comida.

 

            Matava criancinhas mentirosas para chupar o seu sangue e comer o seu fígado. Dava preferência para meninos desobedientes, chorões, e principalmente os gordinhos. Mas apesar de selectivo comia o fígado de qualquer criancinha que tivesse à mão.

 

            É que o Papa-Figo acreditava que beber o sangue e comer o fígado destas criancinhas era o único remédio para uma doença que o afligia: a lepra. Uns justificam que seu aspecto horrendo seria devido a esta doença. A lepra, ou Mal de Hansen, matou um considerável número de pessoas em princípios do século XX, época provável da origem das lendas que envolvem este personagem. Há mesmo relatos que dizem que pessoas com o mal de chagas eram confundidas com um Papa-Figo, pois a doença provocava inchaço em algumas partes do corpo, como o fígado. De facto o Ministério da Saúde teve que esclarecer em princípios do século XX a população para evitar o contágio e garantir que as pessoas adoptassem as medidas necessárias para evitar a propagação do insecto. Os responsáveis por esta fiscalização dirigiam-se às povoações em um carro preto, e quando era encontrada uma vítima da doença, fazia-se o exame do fígado do falecido através de uma punção. As vítimas, predominantemente eram crianças. Junte-se a isto o fato das pessoas não saberem direito o que estava acontecendo pois, com certeza, não recebiam uma explicação. Pronto. Já temos o suficiente para o surgimento de um mito. E assim, uma pessoa dentro de um carro preto, estranha, que aparecesse numa localidade, estava atrás de comer o fígado de criancinhas. Era um Papa-Figo!

 

            Mas há outras versões que explicam o surgimento deste ser monstruoso. Outra versão para o surgimento deste personagem seria uma forma das mães despertarem o medo em seus filhos de pessoas estranhas próximo à casa, na tentativa de evitar o contacto de crianças inocentes com pessoas que talvez não tivessem boas intenções ao se aproximarem delas.

 

            Uma outra forma do Papa-Figo ser usado pelas mães para assustar as crianças era dizê-las, quando não queriam comer, que se não se alimentassem ficariam pálidas como um Papa-Figo. Aliás, outra possibilidade para a origem do Papa-Figo era a anemia. Pessoas anémicas são pálidas, e antigamente o remédio para anemia era alimentação rica em ferro e fígado de boi. De fígado de boi para fígado de criancinha é um passo, quando se tem alguma imaginação.

 

            Dizem noutra versão ainda, que o Papa-Figo seria uma pessoa rica, educada e respeitada, porém, foi vítima de uma terrível maldição, que o condenou a esta triste sina.

Esta versão era bem conhecida dos moradores de Recife. Dizem que havia um palacete localizado em um sítio que, actualmente, ocupa a área de um parque da cidade. Neste palacete residia uma família muito rica. Ao que parece a família foi alvo da curiosidade da vizinhança, que transformou-a em Papa-Figos, pois levou ao surgimento do mito  de que comeriam fígado de criancinhas. Na realidade, consta que uma família abastada viu seu patriarca definhar de uma terrível doença no século passado, mas na versão popular a história ganhou outros contornos. E este senhor acabou em certo momento – na versão popular – sendo aconselhado a comer fígado de criancinha para se curar.

 

            Há versões de que o Papa-Figo na verdade não era o atacante, mas sim o mandante. Teria ajudantes que raptariam as criancinhas por ele, preferindo não aparecer em público. Estes ajudantes poderiam ser quaisquer pessoas normais, agindo em parques, jardins, portas de escolas ou vias públicas.

 

            Ao que parece, na maioria das versões, o Papa-Figo não gosta do que faz, já que costuma deixar para a família do pequeno do qual comeu o fígado uma gorda quantia em dinheiro que guarda na barriga da vítima. Seria uma forma de compensação pela perda sofrida, e talvez de custear o seu enterro.

 

            Em meados do século XX, a crescente urbanização, e novos meios de comunicação como o rádio e a televisão, foram transformando e ocupando a vida das pessoas, e acabando por mudar o imaginário do povo, e a lenda do Papa-Figo vai perdendo força. Mas até hoje, pode-se encontrar alguém, em algum recanto rural, que ainda recorda este terrível ser.

 

            O geólogo Robert Cartner Dyer, da Mineração Xingu, em entrevista à revista Notícias Shell - Gente da Gente, forneceu uma explicação interessante para a existência dessa crença. Falando sobre as aventuras vividas na sua carreira profissional, ele relatou que no ano de 1963, quando trabalhava para uma empreiteira da Sudene na região de Taperoá, sertão da Paraíba, o motorista da Rural de cor preta que o conduzia pela área pesquisada parou o carro num povoado. Ao descer do veículo ele percebeu que uns 10 ou 15 homens se agrupavam na porta de uma casa, e ao caminhar ao encontro deles para pedir algumas informações, assustou-se quando tomou conhecimento de que os mesmos estavam se armando para atacá-lo, porque achavam que era um papa-figo.

 

            O problema foi contornado satisfatoriamente, porém, mais tarde, explicou o geólogo, ao buscar maiores informações sobre a lenda dos papa-figos, ele ficou sabendo através do pessoal do Ministério da Saúde, que ela se originou quando um surto epidémico de doença de Chagas exigiu o exame da população infectada pelo Tripanossomo cruzii, transmitido pelo insecto barbeiro (chupão), que provoca normalmente inchaço do baço e do fígado, e muitas vezes a morte.

 

            Para identificar os focos de infecção os agentes de saúde promoviam a necropsia das pessoas que morriam na região, entre as quais predominavam as crianças, fazendo nos cadáveres a punção do fígado. A falta de esclarecimento da população deve ter originado a crença de que essas pessoas que normalmente chegavam num carro preto (os agentes de saúde pública) queriam era comer o fígado das criancinhas.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 20:44

 

 

              Em Curitiba, no estado do Paraná em Brasil, existe um bairro chamado Boqueirão. Nele, há uma lenda interessante, que é a da Rua da Caveira.


            Neste bairro, nos anos setenta, havia uma rua em que ocorriam muitos acidentes, em muitos deles morreram várias pessoas.

            Um dia, a mãe de um rapaz morto nesta rua, colocou uma caveira bem no local do acidente, com uma placa dizendo assim:

 

            “ Perdi um filho num acidente automobilístico bem nesta rua, onde aconteceram outros acidentes e outras mortes.

            Estou colocando esta caveira, para que os motoristas e pedestres saibam disto. “

            Após uma semana, esta caveira foi retirada.

            Porém, um mês depois, a mesma caveira reapareceu misteriosamente.


            Algumas pessoas falaram que a caveira aparecia e desaparecia num mistério total.
            Outros moradores disseram que esta caveira era do filho da mulher que a colocou, com o cartaz, no começo.


            Por isto, esta rua recebeu o apelido de: A Rua da Caveira.

            Porém, dizem que apesar disto, os acidentes até hoje não diminuíram.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 



kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 02:16

23
Mar 10

 

                Em 1993, Rodrigo era um universitário paulista de férias em Curitiba. Neste período, numa certa noite, ele decidiu visitar um bordel. Lá conheceu uma jovem prostituta chamada Patrícia Lunar. Os dois se envolveram sexualmente, mas o problema é que nenhum dos dois usou preservativo.


            Quinze dias depois, Patrícia levou Rodrigo ao aeroporto, pois as suas férias haviam acabado.

            Porém, antes da despedida a jovem deu uma caixa para o rapaz e disse:

             - O que tem dentro desta caixa é uma surpresa, por isso você terá que me prometer que só vai abri-la quando chegar a São Paulo.

            Então, Rodrigo prometeu. Assim, os dois se despediram com um beijo e o moço entrou dentro do avião.

            Como Rodrigo era muito curioso, mesmo dentro do avião, ele abriu a caixa. Qual não foi o seu espanto que viu dentro da caixa uma flor murcha e um bilhete em que estava escrito:


            “ Parabéns!
             Você está igual a esta flor...

             Você acabou de pegar o vírus da AIDS. “


            Ao chegar a São Paulo, este moço fez o exame de HIV, e o resultado foi positivo.
            Desta maneira, ele resolveu pegar um avião para Curitiba e tomar satisfações com a jovem prostituta.

            Ao chegar ao bordel, este rapaz falou à dona do lupanar:
            - Boa-noite! Por favor, eu gostaria de falar com a funcionária Patrícia Lunar.
            Então, a dona do estabelecimento exclamou:
            - O que? Patrícia Lunar faleceu em 1987.
            Então o rapaz exclamou:
            - Não pode ser! Eu contratei os serviços dela há alguns dias atrás!
            - Não é possível!
            - Ela morreu de quê?

            Então, a dona do bordel exclamou, contrariada:
            - Eu não minto! Nunca duvide de mim!
            Após falar isso, a dona do bordel fechou as portas do local na cara de Rodrigo.
            Mas, quando o rapaz estava virando a esquina uma moça apareceu e disse:
            - Eu sei de tudo sobre Patrícia Lunar.
            Surpreendido o moço perguntou:

            - O que você sabe?
            Então, a moça respondeu:
            - Eu sei de tudo. Patrícia Lunar morreu de AIDS, em 1987. Dizem que o fantasma dela apavora os clientes de vários bordéis.
            Atónito, Rodrigo exclamou:
            - Eu não posso acreditar nesta história.
            - Então, venha comigo ao Cemitério Municipal e você verá o túmulo dela com foto e tudo

            Dessa maneira, a moça levou Rodrigo até o Cemitério Municipal e ele viu a foto de Patrícia, num túmulo, onde estava escrito:

            Patrícia Gorski
            ( Patrícia Lunar )
            1967 – 1987

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 04:31

22
Mar 10

 
            “Eis o que o sacristão da igreja de Santa Eulália, em Neuville-d'Aumont, me contou debaixo da latada do Cavalo-Branco, numa bela noite de verão, bebendo uma garrafa de velho vinho, à saúde de um morto muito abastado, que ele havia enterrado honrosamente naquela manhã mesma, sob um tecido cheio de belas lágrimas de prata.
            "Meu finado e pobre pai (quem fala é o sacristão) foi, em vida, coveiro. Era de humor agradável, e isso sem dúvida decorria de sua profissão, porque se tem reparado que as pessoas que trabalham nos cemitérios possuem espírito jovial.
            A morte não os atemoriza absolutamente; jamais se preocupam com ela. Eu, que lhe estou falando, senhor, penetro num cemitério, à noite, tão serenamente quanto no caramanchão do Cavalo-Branco. E se, por acaso, encontro um espectro, não me inquieto absolutamente com isso, porque reflicto que ele pode perfeitamente ir cuidar de seus negócios, da mesma forma que eu dos meus”. Anatole France (Missa dos Mortos)
 
            “Esta é uma das lendas mais tradicionais do Brasil. Existe um registro muito popular de factos dessa natureza que aconteceram na Cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, no começo do século XX, por volta de 1900, numa pequena Igreja, que ficava ao lado de um cemitério, a Igreja de Nossa Senhora das Mercês, de Cima.
 
            Quem presenciou uma dessas missas, foi o zelador e sacristão da Igreja. Ele chamava-se João Leite e era muito popular e querido em toda aquela região. Conta-se que numa noite, já deitado, ele viu luzes na Igreja e pensando que fossem ladrões foi investigar. Para sua surpresa, viu que o templo estava cheio de fiéis, lustres acesos e o padre se preparando para celebrar uma missa. Estranhou todo mundo de roupas escuras e cabeça baixa. Ainda mais uma missa àquela hora sem que nada soubesse. Quando o padre se voltou para dizer o “Dominus Vobiscum”, ele viu que seu rosto era uma caveira. Viu que também os coroinhas eram esqueletos vestidos. Saiu apressado dali e viu a porta escancarada. Que dava para o cemitério Do seu quarto, ficou ouvindo aquela missa do outro mundo até o fim.”
            A lenda da Missa dos Mortos não existe apenas no Brasil. Em toda a Ibero-América, assim como na Península Ibérica (Portugal e Espanha), existem variações da tenebrosa Missa dos Mortos, conhecida nos países de língua espanhola como Misa de Difuntos.
 
            A primeira teria ocorrido na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais. Esta Missa dos Mortos foi testemunhada na Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia, conhecida também como Igreja Mercês de Cima, construída entre 1771 e 1793.
 
            Já a segunda teria sido testemunhada na Catedral da cidade do México, no México. Esta catedral começou a ser construída em princípios do século XVI, no mesmo local onde antes existia um templo asteca e aproveitando o material de construção deste templo. Foi concluída no ano de 1813. A Missa dos Mortos teria acontecido junto ao Altar del Perdón, construído em 1735, talhado e folheado a ouro. Em 1967 este altar sofreu um incêndio que o deixou bem danificado. Teve que ser cuidadosamente restaurado.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 02:44

 

            Desde sempre que o homem temeu o “sofrimento” da morte. São José segundo a tradição, morreu nos braços da Virgem, teve uma morte rápida e sem sofrimento. Desde daí que muitos devotos oram ao santo, desejosos de obterem uma morte “santa” como a dele.
 
             Reza a lenda que na época do Brasil Colonial um escravo moribundo saiu da senzala para dar uma volta de barco no rio, com a intenção de morrer feliz. Então ele atirou uma rede ao mar. Mais tarde ele viu que não havia peixes nela, mas uma imagem de uma mulher branca vestida de preto.
 
            Naquele instante ele passou mal, orou e exclamou para a estátua:
             – Senhora, me dê uma boa morte!
            Após falar estas palavras, este homem faleceu em paz. Alguns dias depois seus colegas acharam o seu corpo junto com a imagem e colocaram a estátua na senzala. Naquela noite o fazendeiro do local sonhou com a mulher da imagem que disse:
            – Por favor, faça um templo para os escravos e chame esta igreja: Igreja da Boa Morte.
             Então o patrão obedeceu ao sonho.
 
            A Irmandade de Nossa Senhora da Boa–Morte: Tem outra lenda que, na época da escravidão, alguns negros fugiram da senzala e resolveram dedicar a sua vida a Deus. Desta maneira fundaram a Irmandade da Boa Morte. Assim eles libertavam escravos das senzalas e levavam com eles os negros que queriam servir a Jesus.
 
            Com o fim da escravidão, os brancos que apoiavam o movimento fundaram a Igreja da Boa Morte na Bahia. Hoje existe a festa de Nossa Senhora da Boa Morte que é maravilhosa.
 
             Também há a Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte em São Paulo, que foi construida na Rua do Carmo no século XIX. Ela foi parada obrigatória aos escravos que eram condenados à forca. No caminho para o acto final, eles paravam para rezar neste templo com a intenção de pedirem uma boa morte.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 02:02

 

            Em meados de 1990 uma história assombrou a grande São Paulo (também conhecida pela “Gangue” do Palhaço). Por ocasião do lançamento de uma série especial no jornal Notícias Populares chamada "os Crimes que abalaram o Mundo". Foi apresentado o caso de um Palhaço norte-americano que na década de 60 assassinava crianças.
 
            Alguém inspirado na reportagem começou a difundir a história de que um palhaço na cidade de Osasco estaria roubando crianças para vender os seus órgãos, moda na época, aos poucos a história chegou a toda grande São Paulo, e ganhava tons cada vez mais verídicos, agora o palhaço atacava em todo a região, tinha dois ajudantes, uma Kombi azul, e só atacava em escolas publicas. A história chegou ao ponto que toda a gente juravam ter visto a reportagem no "AQUI AGORA", e realmente o boato foi tão forte que o jornal Notícias Populares chegou a dar algumas capas para a "gangue do Palhaço", uma escola (nome desconhecido), em Mauá chegou a ser "atacada" pelo Palhaço, todos sabiam de alguém que conhecia a vítima, mas ninguém conhecia a própria vítima. Expressão típica dos boatos e mitos urbanos.
 
            A lenda conta de uma Kombi que geralmente parava em locais onde houvesse grande trânsito de crianças, para distribuir doces, salgadinhos e fazer brincadeiras. Porém, o objectivo dos palhaços era atrair essas crianças e sequestrá-las, para fins que variam conforme a versão: pedir resgate, roubar órgãos para o mercado negro, dar as crianças para adopção estrangeira ou injectar drogas ilícitas que viciassem o jovem.
 
            Alguns diziam que os palhaços eram, às vezes, acompanhados por uma bailarina que atraía as meninas, que também seriam vítimas de abusos sexuais. Também se escutava que os palhaços ou a bailarina usava um filhote de cachorro para ter a atenção de crianças que não eram muito chegadas a doces.
 
             Uma outra lenda, parecida e geralmente contada junto à dos palhaços da Kombi, eram de palhaços (ou homens vestidos normalmente) que vendiam chicletes que vinham com uma tatuagem falsa para as crianças brincarem.

            A tatuagem, porém, continha uma substância que penetrava a pele das crianças, tornando-as viciadas em drogas. Essas lendas circulavam muito durante essa época. As próprias mães brasileiras aconselhavam os filhos para nunca chegar perto de uma Kombi nem comprar chicletes com tatuagens. Diversas crianças ficaram aterrorizadas com essas histórias, muitas pararam de sair às ruas e diversas outras passaram a odiar palhaços.
 
             Até hoje, não há nenhum registo real de que essa "máfia de palhaços" realmente tenha existido, ou se é mais um mito para tentar fazer as crianças ficarem mais controláveis, ou impedir que falem com estranhos.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:58

21
Mar 10

 

            Arraial D’Ajuda é uma bonita cidade que fica no sul da Bahia, os habitantes locais gostam de contar às pessoas que chegam lá a seguinte história
            É um mito urbano muito conhecido em toda a cidade brasileira. Dizem que numa linda noite quente de lua cheia, uma jovem muito bonita nascida naquele lugar, mentiu para os pais dizendo que ia para a casa de uma amiga, quando na verdade foi para a praia.
 
            Era noite escura, havia apenas a luz da lua que iluminava o mar que estava lindo e ela estava a contemplar todo esse belo panorama, quando ouviu uma musica muito suave, quando ela aumentou de volume nesse instante como magia viu na sua frente um rapaz muito bonito, o mais lindo que já havia visto em toda sua vida, os seus olhos negros como a noite escura lhe enfeitiçaram, ela sem poder dizer não, se entregou a ele; logo depois adormeceu, quando acordou já era dia e o rapaz havia desaparecido.
 
             Nove meses depois a jovem moça deu à luz uma criança, mas quando os médicos a examinaram descobriram que a criança que acabava de nascer já falava. A criança só viveu duas horas e depois faleceu.
            A jovem mãe triste vagueava pela praia todas as noites de lua cheia, na esperança de encontrar aquele jovem sedutor de olhos negros, na esperança que um dia ele viesse buscá-la.
 
            Semanas depois fazendo uma pesquisa sobre a história da cidade, ela viu a foto do jovem dos olhos negros e para seu espanto, descobriu que ele já havia se suicidado cinquenta anos atrás, depois de haver assassinado o seu próprio filho, porque chorava muito. Esta é uma lenda urbana que os habitantes locais gostam de contar às pessoas.
 
PROF. KIBER SITHERC 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:51

 

            Segundo o mito do Negro D'água, ou Nego D'água habita diversos rios tais como o rio Tocantins e o rio São Francisco, onde possui um monumento do escultor juazeirense Ledo Ivo Gomes de Oliveira, obra com mais de doze metros de altura e que foi construída dentro do leito do rio São Francisco, em sua homenagem, na cidade de Juazeiro (Bahia).
 
            Ele manifesta-se com as suas gargalhadas, é preto, careca, mãos e pés de pato, o Negro D'água derruba a canoa dos pescadores, se eles se lhe recusarem dar um peixe.
 
            Em alguns locais do Brasil, ainda existem pescadores que, ao sair para pescar, levam uma garrafa de cachaça e a atiram para dentro do rio, para que não tenham a sua embarcação virada.
            Dizem que o pescador que conseguir cortar uma das garras do Negro D'água, torna-se seu amigo.
 
            Há relatos bastante comuns entre as pessoas ribeirinhas, principalmente na Região Centro-Oeste do Brasil, muito difundida entre os pescadores, dos quais muitos dizem já o terem visto. Segundo a crença do Negro D'Água, ele costuma aparecer para os pescadores e outras pessoas que estão em algum rio. Dizem que ele costuma tomar sol em lugares desertos nas pedras dos rios. Não se há evidências de como surgiu esta Lenda, o que se sabe é que o Negro D'Água só habita os rios e raramente sai dele, a sua função seria como amedrontar as pessoas que por ali passam, como partindo anzóis de pesca, furando redes dando sustos em pessoas de barco, etc.
 
            O Negro D’água, também chamado Caboclo-d'água, e Bicho-d'água, é um dos mitos aquáticos mais populares na região do vale do rio São Francisco. Ninguém sabe como ele surgiu. Vive nas barrancas e alagadiços. Segundo as descrições mais comuns, é baixo, há quem diga que ele é alto, apresentando nadadeiras como de um anfíbio, corpo coberto de escamas mistas com pele. Troncudo, musculoso, muito forte, tem a pele cor de bronze e um só olho no meio da testa. Apesar de seu tipo físico, movimenta-se de forma muito rápida e ágil. Às vezes sai do rio e caminha pela terra, geralmente para praticar alguma vingança ou fazer algum favor, mas nunca se afasta muito das margens. Para muitos, é um só e possui poderes para estar em vários lugares ao mesmo tempo.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 21:44
tags:

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
pesquisar
 
favoritos

A ORIGEM DO RISO

mais sobre mim
blogs SAPO