Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

06
Mar 10

 

            Ora, conta a lenda que há muitos e muitos anos, vivia numa cidade do litoral do Japão uma jovem e sua velha avó. A garota perdeu os pais na infância e foi criada pela avó. Os anos foram passando e sua avó estava com a idade bastante avançada. Assim, não podendo mais trabalhar, a moça sustentava a casa trabalhando de manhã até de noite na mansão de um milionário.
 
            Certa noite, quando a moça voltava para casa e estava no meio do caminho, começou a chover, e ela teve que se proteger debaixo de um enorme pinheiro. O vento era tão forte, que fez os galhos da árvore uivarem como voz humana em forte sussurro. Primeiro, ela levou um susto, mas depois apurou os ouvidos e pôde escutar perfeitamente o que a árvore dizia através do vento:
            – Moça, eu sei que tu trabalhas muito e levas uma vida muito difícil, por isso quero ajudar-te. A minha vida também está muito difícil: daqui a três dias vou ser cortado por lenhadores e transformado em madeira por ordem do governador desta província. Depois, serei transformado num enorme navio e levado para o mar dentro de três meses.

            – Oh! Sinto muito – disse a moça, abraçando a árvore penalizada.
            – Quando forem me lançar no mar, eles terão uma surpresa. Eu simplesmente não vou me mover na rampa de lançamento. Então, certamente o governador dirá: “já tentámos de todas as maneiras mover esse navio, mas não estamos conseguindo. Aquele que conseguir fazer o navio mover vai ganhar uma grande recompensa. Então, tu deves dizer bem alto “navio entra em movimento: um, dois, três!” Daí eu vou me mover lentamente ao mar, e tu será feliz pela recompensa que receberás do governador e poderás tratar bem da tua avó, sem teres que trabalhar fora até altas horas da noite.
 
            Na manhã seguinte, ao acordar, a moça pensou que na noite anterior estava muito cansada e andou imaginando coisas, devido ao clima de ventos e trovoadas. Porém, três dias depois, a árvore foi cortada e transformada em madeira. E, três meses mais tarde, um grande navio ficou pronto no estaleiro.
            Então, chegou o dia do lançamento do navio ao mar. Todos da cidade foram ao estaleiro para ver o grande acontecimento. Na rampa de lançamento, as travas foram tiradas e muitos homens tentaram empurrar o navio ao mar. Porém, para a surpresa de todos, o navio não se movia. Fizeram de tudo, tentaram alavanca com toras, puxaram com bois, mas de nada adiantou.
            Por fim, o governador ofereceu uma generosa recompensa para quem fizesse o navio se mover.
            Muitas pessoas se prontificaram, porém, sem sucesso. Então, a moça candidatou-se. O homem que estava a receber as inscrições disse:

            – Muitos homens fortes tentaram e não conseguiram. Como uma moça frágil como tu vais conseguir?
            E todos se riram dela.
            – Qualquer pessoa que quiser tentar é bem-vinda – disse o governador.
            A moça foi para perto do navio e disse em voz alta:
            – Mova-se navio. Um, dois, três!

            Para a surpresa de todos, o navio começou a deslizar rampa abaixo em direcção da água e, em poucos minutos, estava flutuando glorioso no mar.

            O governador e todos os presentes exclamaram:
            – Que moça misteriosa! Que estranho poder!
            – Não tenho poder nenhum. Eu só repeti o que a árvore me disse.
             E contou o ocorrido para todos os presentes.
            – Vou lhe dar a recompensa prometida – disse o governador – Peça o que quiser, qualquer coisa, sem limites.
            – Eu tenho uma avó de idade bastante avançada e doente. Somos pobres e não temos dinheiro para comprar arroz e roupas.
            – Tu és uma neta dedicada, por isso a árvore resolveu ajudar-te.

            No dia seguinte, os homens do governador chegaram carregando muitas sacas de arroz e vários baús de roupas.
            Assim, a garota pôde oferecer a sua avó uma vida confortável e cheia de carinho.
 
PROF. KIBER SITHERC
  

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publicado por professorkibersitherc às 04:41

 

            No tempo que reinava o imperador Tito Flávio Vespasiano, as legiões romanas chegaram triunfantes à Ibéria, atravessando as regiões da Galiza e de Trás-os-Montes. Porque a terra era boa, fixaram-se nesta última província, começando a construir estradas e pontes.
            Ora, tendo os romanos uma autêntica devoção pela água, grande foi a sua alegria quando descobriram “águas quentes jorrando da terra”.
            Construíram logo aquedutos e um grande tanque onde se iam banhar, conseguindo curas fantásticas por intermédio dessas águas medicinais. Tal foi a sua fama, que chamou à cidade ali construída “Aquae Flaviae” (nome que os romanos deram à vila de águas que produziam curas maravilhosas, aludindo à proficiência das suas águas e à família dos Flávios).
 
            Tão progressiva se tornou, que o próprio imperador Tito Vespasiano, colocou ai como procurador, um seu primo, o jovem Décio Flávio, então comandante da Sétima Legião.
            Certo dia, o cônsul Cornelio Máximo, recebeu em Roma uma mensagem do jovem Décio Flávio, e achou por bem consultar a sua filha Lúcia. O cônsul apresentou a sua filha uma caixa forrada de seda e contendo duas chaves de ouro, que simbolizavam saúde e amor.
            Décio, na sua mensagem oferece um lugar em Aquae Flaviae, para que Lúcia tenha possibilidade de tomar os banhos dessas águas extraordinárias e encontre a cura para os seus males (pois estava cheia de feridas na cara e mãos). Alguns meses passaram, obtida a necessária licença do Imperador Vespesiano .
            Cornélio Maximo seguiu com sua filha para a então famosa Aquae Flaviae, uma das mais florescentes cidades do Império, na Península.
 
            Duas semanas depois de chegarem e de tratamento já se notavam melhoras em Lúcia.
            Agradeceu a Décio Flávio aquela caixa tão bonita forrada de seda e contendo duas chaves de ouro. O jovem romano acariciou os cabelos da sua amada e pediu-lhe:
            - Lúcia, guarda essas duas chaves por toda a nossa vida.
            Ela respondeu:
            - Assim farei, e se possível for, que elas fiquem por toda a nossa eternidade, contando à gente vindoura o que pode um verdadeiro amor.
                Chaves essas que figuram ainda hoje no brasão da cidade.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 

 

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publicado por professorkibersitherc às 02:46

 

            Depois da retoma de Chaves pelos Mouros, em 1129, ficou alcaide do castelo um guerreiro que tinha um filho que adorava, de seu nome Abed, e uma sobrinha. Por vontade do alcaide, ambos ficaram noivos. A bela jovem não recusara Abed, pois os mouros poucos eram ali e nenhum lhe despertara paixão.

            Uns anos depois, os cristãos do jovem reino de Portugal iniciaram a conquista da região de Chaves, tendo mesmo atacado a cidade. À frente do exército português estavam os cavaleiros Rui e Garcia Lopes, irmãos de D. Afonso Henriques. O alcaide e seu filho encabeçaram a resistência moura e a defesa do castelo. Mas a população da cidade, perante os ataques cristãos, começou a fugir da cidade desesperadamente. Era grande a confusão entre guerreiros e fugitivos. Impassível àquelas correrias, mantinha-se a sobrinha do alcaide. A vida pouco lhe dizia, desde que ficara órfã devido à guerra.

            Entretanto, o alcaide e o filho lutavam tenazmente, embora sem sucesso.
            Numa dessas ocasiões, enquanto apreciava os combates, a moura fixou os olhos num belo jovem guerreiro cristão que ganhava com os seus homens cada vez mais posições no castelo. No mesmo instante, o guerreiro parou a ofensiva. Dirigindo-se a ela, interpelou-a acerca da sua presença ali. O que fazia uma tão bela mulher num triste espectáculo daqueles? Respondeu a jovem que queria perceber a guerra, coisa que o cristão lhe disse ser só para homens que na guerra jogam a vida. Retorquiu a moura que o mesmo faziam as mulheres, dando-lhe o exemplo da sua orfandade devido à guerra. O cristão lamentou o facto e quis saber se ela estava só. Quando a moura respondeu que vivia com o tio, alcaide do castelo, o guerreiro mandou levá-la imediatamente para o seu acampamento. A luta prosseguiu, entretanto.

            O castelo acabou por ser tomado e oferecido pelos Lopes a D. Afonso Henriques. Contudo, a jovem moura manteve-se refém dos cristãos que não a trocaram por cativos mouros. Passou a viver com o cavaleiro que a raptara, num ambiente de felicidade.
            Abed, conhecedor da situação, nunca lhes perdoou. Depois de restabelecido de um ferimento de guerra, voltou a Chaves, disfarçado de mendigo. E como não conseguisse acercar-se da sua apaixonada, um dia esperou-a na ponte. Pediu-lhe esmola. A jovem estendeu a mão para o pedinte e, nesse momento, algo de fatídico aconteceu. Olhando-a nos olhos, Abed disse-lhe:

            - Para sempre ficarás encantada sob o terceiro arco desta ponte. Só o amor dum cavaleiro cristão, não aquele que te levou, poderá salvar-te. Mas esse cavaleiro nunca virá!
            Ouviu-se um grito de mulher. A jovem tinha reconhecido Abed. Contudo, como por magia, a moura desapareceu para sempre. Abed fugiu de seguida. Só as damas cristãs que a acompanhavam testemunharam o sucedido.
            Desesperado, o guerreiro cristão que com ela vivia tudo fez para a encontrar. Procurou incessantemente na ponte e até pagou para que lhe trouxessem Abed vivo para quebrar o encanto. Mas a moura encantada da ponte de Chaves nunca mais apareceu e o cristão morreu numa profunda dor e saudade, ao fim de alguns anos.

            Ora, diz o povo, que certa noite de S. João, cheia de luar, pela ponte passou um cavaleiro cristão. Ouviu, surpreso, murmúrios. Não viu ninguém, mas ouviu uma voz de mulher pedindo ajuda e que lhe disse docemente:
            - Estou aqui em baixo, na ponte, sob o terceiro arco.
            Estranhou a situação. Procurou sob o dito arco; no entanto, continuava sem ver a moura. Ouviu outra vez a moura que agora lhe dizia estar "encantada" e lhe pedia que descesse e a beijasse para a salvar. Mas o cavaleiro hesitou. Tocou no crucifixo que ao peito trazia e recordou-se dos contos que a mãe que lhe costumava contar sobre as desgraças de cavaleiros entregues aos feitiços de mouras encantadas. Perante estes pensamentos, olhou para o cavalo, montou-o e partiu, jurando nunca mais ali passar à meia-noite.
            Assim, a moura da ponte de Chaves ali ficou para sempre encantada. E nas noites de S. João, conta o povo, ouvem-se os seus lamentos como castigo do amor que tivera por um cristão.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
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publicado por professorkibersitherc às 02:18

 

            Morava Maria Mantela com seu marido Fernão Gralho, numa casa da Rua da Misericórdia, nas proximidades da Igreja Matriz. Era um casal abastado, que vivia dos rendimentos, podendo assim Fernão Gralho entregar-se à caça de vez em quando, seu prazer favorito.
 
             Um dia, achando-se Maria Mantela grávida, passeava com o marido nos arredores da vila, quando foi abordada por uma mulher pobre com dois filhos gémeos abraçados ao peito, implorando lacrimosa uma esmola para minorar a sua miséria e a das suas criancinhas. Dela se compadeceu o marido que generosamente a socorreu. A sua mulher, pelo contrário, tratou-a duramente, colocando em dúvida a sua honestidade, por não compreender que, mulher de um só homem, pudesse de uma só vez gerar mais que um filho.
 
            A mendiga, sentindo-se injuriada, respondeu-lhe fazendo votos de que Maria Mantela não fosse castigada pelo que acabava de dizer, já que também estava grávida. Esta mensagem ficou sempre no espírito de Maria Mantela e uma certa sensação de remorso angustiava-a diariamente.
 
            Quando Maria Mantela deu à luz, encontrava-se o marido ausente, numa das suas caçadas. E do parto, para surpresa dela, nasceram sete gémeos, todos gerados ao mesmo tempo, apesar de ela ser fiel ao marido. Ficou tão aflita lembrando-se do que tinha pensado e dito à mãe dos gémeos que não teve coragem de apresentar ao marido os sete filhos, pelo que ele poderia pensar dela.
 
             No seu estado de aflição e loucura, encarregou a ama da casa que lançasse ao rio Tâmega, seis dos recém-nascidos, deixando ficar somente o que lhe parecesse mais robusto e bem constituído. A ama saiu, ao cair da tarde, para cumprir a missão, levando num cesto coberto os seis gémeos e preparava-se, a meio das Poldras, para lançar na forte corrente do rio os pequenos inocentes, quando avistou o Fernão Gralho que a observava da margem do rio. Veio ao seu encontro e inquiriu-a sobre o que fazia com aquele cesto, naquele local. A mulher procurou uma desculpa dizendo que a cadela tivera sete cachorrinhos e que ela vinha afogar seis, ficando em casa o de melhor raça.
 
            Porém o Gralho, pediu para os ver e então deparou com os seis meninos. Fernão Gralho, como homem compassivo que era, compreendeu a loucura da esposa que estivera a ponto de cometer um crime que a acompanharia toda a vida e perdoou-a desde logo. Tomou conta do cesto e ordenou à criada que fosse para casa participar o cumprimento das ordens que a senhora lhe dera, guardando segredo sobre a entrega dos recém-nascidos. E, de seguida deslocou-se a seis aldeias do concelho de Chaves a confiar a outras tantas amas a sua criação.
 
            Passaram dez anos sem que Fernão Gralho desse a entender à esposa o segredo que guardava. Para ela era uma tortura o crime que havia cometido com os seus filhos.
 
            O dia de ano novo, desse ano que começava, decidiu o Gralho festejá-lo com um lauto banquete, do que informou a mulher pedindo lhe que tratasse de tudo pois tinha seis amigos como convidados. À hora da refeição, quando Maria Mantela se dirigiu à mesa do banquete ficou muda de espanto; é que sentados, não estavam só o filho, estavam sete rapazinhos todos iguais em feições e vestuário, de tal forma que ela não sabia dizer qual era o que ela tinha criado. O marido então esclareceu todos os acontecimentos acalmando enfim o sofrimento daquela alma tão longamente angustiada.
 
            Os sete gémeos, diz ainda a lenda. Tornaram-se sete padres, paroquiando sete igrejas que fundaram com a invocação de Santa Maria. São elas a Igreja de Santa Maria de Moreiras, Santa Leocádia, Santa Maria de Calvão, o mosteiro de Oso já desaparecido e metade da Igreja Matriz de Chaves, Santa Maria de Émeres no concelho de Valpaços e São Miguel de Vilar de Perdizes do concelho de Montalegre. Na Igreja de Santa Maria Maior de Chaves. Junto ao altar-mor, em tempos passados existia um epitáfio, testemunho real da fundamentação da lenda e que dizia: "Aqui jaz Maria Mantela, com seus filhos à roda dela".
            Esta lenda, teve o privilégio de ser descrita, já em 1634 por D. Rodrigo da Cunha, Arcebispo de Braga e primaz das Espanhas que depois foi nomeado Arcebispo de Lisboa. 
 
PROF. KIBER SITHERC
 
  

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publicado por professorkibersitherc às 01:50

 

            Esta é uma lenda muito antiga do Japão. Do tempo em que os fogões eram à base de carvão. Havia então um jovem carvoeiro chamado Choji, que vivia numa casinha no meio da montanha. Muito trabalhador, ele acartava lenha diariamente e preparava carvão para vender na cidade.
 
            Certa noite, o carvoeiro teve um sonho bem diferente e muito bonito. Em seu sonho, ele andava por um caminho cheio de névoa, dentro de uma paisagem onírica, quando um homem de barba branca e cabelos compridos surgiu montado num belo cavalo branco de asas enormes em sua frente e disse categoricamente:
            – Choji, vá à cidade, e procure Takarabashi, a ponte do tesouro, e você se tornará uma pessoa afortunada.
            Na manhã seguinte, lembrando do sonho que lhe pareceu tão real ao mesmo tempo fantasioso, Choji ficou pensando que aquele senhor que falou com ele num sonho só podia ser Zenchi-no-Mikoto, o “Deus das Graças Divinas”, e resolveu ir até o referido local.
            Como tinha algumas entregas para fazer, colocou dois sacos de carvão nas costas e desceu a montanha em direcção à cidade.

            Depois de entregar os sacos de carvão para o comerciante que lhe havia encomendado, Choji foi até a ponte do tesouro e ficou ali parado, esperando, mesmo sem saber o que ia acontecer.
            – Que tipo de fortuna virá ao meu encontro neste local? – pensou com os seus botões.
            Assim, o jovem carvoeiro ficou de plantão no meio da ponte, durante horas e horas, mas nada aconteceu. Exausto de tanto esperar, acabou sentando no assoalho da ponte e, ao anoitecer, pegou no sono ali mesmo.

            No segundo dia, o sol estava muito forte, mas ele aguentou firme, com medo de não estar ali caso algo de bom viesse acontecer. Porém, o dia passou, a noite chegou e nada aconteceu.
            No terceiro e no quarto dias, igualmente esperou dia e noite, mas nada aconteceu.
            Na noite do quinto dia, o dono da loja de tofu (queijo de soja) que ficava quase em frente à ponte, despertado pela curiosidade, veio até perto de onde estava Choji e perguntou:
            – Tenho observado você e já faz cinco dias que está aqui no meio da ponte. O que está esperando afinal?

            – Eu tive um sonho em que Zenchi-no-Mikoto, o “Deus da Graça Divina”, me disse para vir a essa ponte – respondeu Choji.
            O tofuyá (fabricante de tofu), ouvindo o rapaz , deu uma gostosa gargalhada e disse:
            – Isso é uma coisa absurda! Eu não acredito em sonho. Sonho não tem nexo. Eu também sonhei que o deus Zenchi-no-Mikoto, com sua enorme barba branca, cavalgando um belo cavalo branco, aparecia de repente e dizia: “Na montanha, vive um homem chamado Choji. Vá até lá e cave a terra ao pé do pinheiro que fica ao lado da casa dele. Você ficará muito feliz com o que vai encontrar”. Por isso que não acredito em sonho, eu não conheço ninguém chamado Choji, muito menos alguém que mora na montanha.
            Ao ouvir o seu nome, o carvoeiro ficou muito surpreso. Porém, como estava muito cansado, não deixou transparecer o susto. Em seguida, voltou para casa, cavou perto do pinheiro ao lado da casa e encontrou uma arca cheia de tesouros.
A partir dessa data, passou a ser chamado de Choja (milionário) e não mais de Choji, como de costume.
 
PROF. KIBER SITHERC

 

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publicado por professorkibersitherc às 00:32

05
Mar 10

 

            Esta lenda urbana é muito conhecida entre os taxistas do Rio de Janeiro. Conta-se que um certo dia, um taxista pegou uma passageira em Botafogo, por volta da meia-noite, a moça era muito bonita, toda vestida de preto e pediu para ser levada ao cemitério São João Batista.
             Durante todo o percurso, segundo o motorista, a mulher manteve-se muito séria, ao mesmo tempo que se mantinha serena com sua beleza e palidez, não demonstrando nenhuma emoção. No fim do trajeto, o taxista virou-se para avisar o preço do trajecto, porém, onde estava a moça ?!
            Havia desaparecido, repentinamente.
 
            A mulher que pegar táxi de Botafogo para o cemitério de São João Bátista poderá aterrorizar os taxistas do Rio. Vejamos a experiência da brasileira Tatiana Oliveira que escreveu este texto em Novembro de 1999:
 
            “Não sei bem como esse conto começou a circular, mas sei que entre os taxistas do Rio de Janeiro ele é bem comum. Meu namorado morava na rua São João Batista, bem perto do cemitério de mesmo nome, e eu sempre pegava táxi a noite para ir à casa dele. Por 3 vezes me deparei com motoristas assustados com a minha orientação de caminho: Botafogo, São João Batista, no Cemitério. Todos eles contavam a história de um taxista que uma vez pegou uma passageira justamente no bairro onde eu morava, quase meia-noite, muito bonita, toda vestida de preto, que pediu para ser levada ao São João Batista. O motorista conta que durante o trajecto ela ficou muito séria, mas ao mesmo tempo serena, sempre com a beleza e palidez impecável, sem demonstrar nenhum sentimento. Quando chegou no lugar indicado, o motorista virou-se para avisar do valor final da corrida e para surpresa dele, ela havia sumido... Ah, essa historia me foi contada 3 vezes, como falei, e eu sempre estava de preto. Isso realmente traumatizou os motoristas da área... Abraços pra todos!!!”
 
PROF. KIBER SITHERC
 
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publicado por professorkibersitherc às 22:41

 

            Conta-se que uma jovem estava muito doente e teve que ser internada num hospital. Desenganada pelos médicos, a família não queria que a jovem soubesse que iria morrer. Todos os seus amigos já sabiam. Menos ela. E a toda a gente ela perguntava se ia morrer, a afirmação era negada.

            Depois de receber muitas visitas, ela pediu durante uma oração que lhe enviassem flores. Queria rosas brancas se fosse voltar para casa, rosas amarelas se fosse ficar mais um tempo no hospital e estivesse em estado grave, e rosas vermelhas se estivesse próxima a sua morte.

            Certa hora, bate à porta do seu quarto uma mulher e entrega para a mãe da jovem um ramo de rosas vermelhas murchas e sem vida. A mulher se identifica como “mãe da Berenice”. Nesse meio de tempo, a jovem que estava a dormir acordou, e a mãe avisou para ela que a mulher havia deixado o ramo de rosas, sem saber do pedido da filha feito em oração.

            Ela ficou com uma cara de espanto quando foi informada pela mãe que quem havia trazido as rosas era a mãe da Berenice. A única coisa que a jovem conseguiu responder foi que a mãe da Berenice estava morta há 10 anos.

            A jovem morreu naquela mesma noite. No hospital ninguém viu a tal mulher entrar ou sair.
 
PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 21:28

 

            Na Rússia aconteceu o caso mais extraordinário na história da Hipnose. Grigory Yefimocich (Effimovitch), mais conhecido por Rasputin, que significa na língua russa “depravado”. Nasceu na Sibéria em 1864, começou muito jovem a levar uma vida boémia e estouvada; era mulherengo, viciado no álcool e no tabaco. Era astuto e tinha aprendido o poder do hipnotismo; tinha uma grande influência pessoal e poder hipnótico.
 
            Exercia esse poder sobre as outras pessoas para conseguir os seus desejos sem escrúpulos. A sua fama espalhou-se e chegou à corte imperial. O filho do Czar sofria de hemofilia; os mais famosos médicos tentavam curar o príncipe herdeiro mas sem êxito.
 
            Alguém sugeriu Rasputin como única salvação, foram buscá-lo à Sibéria sendo logo apresentado à Família Imperial. Tão bons resultados mostrou na sua primeira tentativa que, dentro em pouco se tornou um elemento indispensável na corte Russa. Dominava o príncipe e o seu aspecto dominador exercia sobre as pessoas uma influência estranha. O seu domínio alargava-se, por fim até sobre os negócios do próprio Estado.
 
            Dizia-se monge católico e com poderes sobrenaturais ou divinos e, finalmente até se proclamava santo. Foi um dos maiores escândalos numa família real, pois a sua actividade até atingia as nobres damas da corte.
 
            Todos o tratavam por santo e todos o temiam. As damas da primeira aristocracia russa acreditavam em Rasputin e praticavam os seus conselhos ou ordens. O devasso acabou por ser morto por patriotas do seu próprio círculo social.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
  

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publicado por professorkibersitherc às 19:19

04
Mar 10

Menino fantasma é fotografado em escola

 

            As fotos de “fantasmas” são intrigantes e um grande mistério para a Parapsicologia, segundo uns são do “pensamento”, outros defendem que são mesmo do além túmulo. Um menino fantasma assombrou uma escola numa localidade do Reino Unido!
 
            O construtor John Workman foi contratado para demolir uma velha escola  em Fores Hull, East Yorkshire. Para mostrar seu trabalho aos contratantes ele realizou várias fotos do serviço com seu telemóvel e fez uma descoberta surpreendente ao transferí-las para o computador: uma imagem sinistra de um garoto com aproximadamente 8 anos com cabelo curto e vestindo roupas antigas aparecia em uma delas.

            Fores afirmou ao The Sun: "Tirei algumas fotos e no momento não percebi nada. Mas quando eu coloquei as fotos no computador e vi a figura do menino, eu não pude acreditar no que tinha fotografado''.

            "Eu não acreditava em fantasmas, mas desde que eu tirei esta foto eu não estou
tão certo."

            A escola, que ainda está em uso, foi construída em 1936 e o antigo porteiro Gordon Bradshaw, 54, disse que o local tem reputação de ser assombrado.

            Ele disse: "Trabalhei aqui por 29 anos e as crianças sempre disseram que  há um fantasma na escola".

            Rob Taylor, um paranormal da Ghost Hull Society, disse: "Eu nunca vi nada tão claro e tão distinto como o menino na foto''.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 O construtor John Workman, com o telemóvel que fotografou o fantasma.
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03
Mar 10

 

             Chama-se Zodíaco ao caminho que os planetas, vistos da Terra, seguem no Céu.
            Dois dos movimentos da terra e também os mais conhecidos, são o de translação e o de rotação. O primeiro movimento é o que se efectua mediante a translação da Terra em volta do Sol. Este movimento dá lugar ao ano (365 dias, 5 horas, 48 minutos e 45,9 segundos) e determina a data em que, em cada mês, a Terra entra num signo zodiacal diferente.
 
            A órbita ou trajectória descrita neste movimento recebe o nome científico de eclítica, porque no seu plano se produzem os eclipses.
            O movimento de rotação, por seu lado, é o que a Terra executa em cada 24 horas, ao girar em torno de um eixo imaginário. A rotação dá lugar ao dia e à noite e é utilizada pela Astrologia para calcular elementos como ascendente, o médio ou o descendente.
 
            A eclítica foi dividida em 12 zonas iguais. Com base nessa observação, ainda hoje dividimos o ano em 12 revoluções da lua ou meses. Dado que esse círculo tem um perímetro de 360 graus, o caminho do Sol e dos planetas foi dividido em 12 zonas de cada uma.
            Quase todas essas zonas receberam nomes extraídos das constelações que nelas se situavam; o nome do Zodíaco deriva da palavra grega Zodion, que significa “animal pequeno”.
 
            Os signos incluídos nesta zona terrestre, recebem o nome de zodiacais e são percorridos pelos planetas nas suas diferentes trajectórias em volta do Sol. Acontece isto em virtude de os planos das suas órbitas formarem ângulos muito pequenos, com o plano da eclítica ou plano orbital terrestre. A passagem dos planetas pelos signos zodiacais corresponde a uma extensa gama de influências sobre a Terra e os seres que a habitam, influxos esses que são positivos ou negativos, conforme os diversos elementos astrológicos, planetas, cartas ou signos que se relacionam.
 
            O ano solar não começa em Janeiro, mas sim no momento em que o Sol atinge a Primavera, ou seja, o momento em que os dias e as noites têm a mesma duração, em que o Sol se situa acima do Equador e o ultrapassa para o Norte.
            Para compreender convenientemente o nosso primeiro esboço, temos de ter em conta que em todos os horóscopos a parte de cima do círculo coincide com o Sul, ou seja, a orientação é a inversa da dos nossos mapas. O Sul fica na parte de cima, porque o horóscopo se oriente pela posição do Sol, ou seja, a parte de cima do horóscopo coincide com o ponto mais do Sol. Se o Sul fica na parte de cima, o Oriente situa-se à esquerda do círculo, o Ocidente à direita e o Norte em baixo.
            Esta orientação é a princípio desconcertante, na medida em que estamos habituados à orientação inversa dos nossos Atlas e Mapas, mas depressa nos habituaremos a ela. Ainda mais: a sequência dos nossos signos no horóscopo tem de ser lida no sentido contrário ao do movimento dos ponteiros do relógio. 
 
            Carneiro ---------- 0 a 30º---------- de 21 de Março a 30 de Abril
            Touro -------------30 a 60º --------- de 21 de Abril a 21 de Maio
            Gémeos --------- 60 a 90º --------- de 22 de Maio a 21 de Junho
            Caranguejo ----- 90 a 120º -------- de 22 de Junho a 22 de Julho
            Leão ------------120 a 150º -------- de 23 de Julho a 21 de Agosto
            Virgem -------- 150 a 180º --------- de 22 de Agosto a 22 de Setembro
            Balança -------- 180 a 210º -------- de 23 de Setembro a 22 de Outubro
            Escorpião ------ 210 a 240º -------- de 23 de Outubro a 21 de Novembro
            Sagitário ------- 240 a 270º -------- de 22 de Novembro a 21 de Dezembro
            Capricórnio ---- 270 a 300º ------- de 22 de Dezembro a 21 de Janeiro
            Aquário --------- 300 a 330º ------- de 22 de Janeiro a 19 de Fevereiro
            Peixes ----------- 330 a 360º ------- de 20 de Fevereiro a 20 de Março
 
            Esclareço que o que acima foi escrito, apenas tem um valor relativo, pois que as datas de transição de um signo para o outro não são exactamente as mesmas em cada ano, porque o ano tem 365 dias e o Zodíaco tem 360 graus.
            As pessoas cujo aniversário calha nesse dia, tem que se calcular com exactidão em que signo se encontrava o Sol no dia em que nasceram. Você deverá consultar as efemérides astronómicas correspondentes às datas de transição de um signo para o outro.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 15:42

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