Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

21
Abr 10

 

            Nicolau de Flüe, ou Bruder Klaus (irmão Klaus), como é conhecido em sua pátria, nasceu em Sachseln, no cantão de Unterwald, na Suíça, em 1417.

 

            Os biógrafos não são concordes quanto à sua origem: “De uma família de bons e piedosos pastores”, e outros dizem: “De uma das mais nobres e antigas famílias do país”. O que prevalece é que ele pertencia a uma abastada família, muito influente no povoado natal.

 

            Seja como for, seus biógrafos afirmam que Nicolau era um “jovem casto, bom, virtuoso, piedoso e sincero, dado à oração, mortificado, e que cumpria conscienciosamente seus deveres”.

 

            Diz um seu biógrafo: “Nicolau deixou de ser criança tão cedo, que parecia ter-se antecipado nele a piedade à razão, assim como a razão à idade. Notou-se desde logo nele um juízo tão maduro, um entendimento tão claro e uma prudência tão superior a seus anos, que se creu que havia alcançado o uso da razão antes de sair do berço, contra as regras ordinárias da natureza”.

            Outra nota dominante nesse privilegiado santo é a constância no humor, bondade de coração e suavidade de trato, que atraíam todos seus concidadãos.

 

                Uma arma numa das mãos e o terço na outra

             Durante os últimos 20 anos de sua vida, ele não comeu nem bebeu, mas viveu só da Sagrada Eucaristia! 

            Em 1446, aos 29 anos, Nicolau foi defender o seu cantão na batalha de Ragaz. Participou de outras campanhas, inclusive a de 1460, chamada guerra de Thurgau. Demonstrou tanta bravura nessa guerra, que recebeu uma medalha de ouro. Por sua influência, salvou do furor dos confederados o convento dominicano de Santa Catarina, onde os austríacos se haviam refugiado. “Irmãos, disse-lhes, não mancheis com a crueldade a vitória que Deus nos deu”.

 

            Na guerra Nicolau levava a espada numa das mãos e o terço na outra. Mostrou-se sempre um guerreiro corajoso e um cristão misericordioso.

 

                Modelar família de dez filhos

            Para obedecer aos pais, casou-se com uma conterrânea virtuosa, Dorotéia Wyss. Tiveram dez filhos, cinco homens e cinco mulheres. Nicolau dedicou-se inteiramente à educação da numerosa prole, tanto religiosa quanto civil. Dois de seus filhos chegaram a ser sucessivamente governadores do cantão, desincumbindo-se do cargo com honra e eficiência. Um terceiro, que ele fez estudar em Bâle e Paris, tornou-se piedoso sacerdote, doutor em teologia.

 

            Em sua vida matrimonial, Nicolau não só não arrefeceu na prática da virtude, mas cresceu ainda em devoção. Para satisfazê-la, segundo seu filho João de Flüe, “meu pai ia sempre se deitar na mesma hora que seus filhos e domésticos; mas todas as noites eu o via levantar-se de novo e rezar em seu quarto até a manhã”. Muitas vezes ele ia também, no silêncio da noite, rezar na vizinha igreja de São Nicolau ou caminhar pelos   bosques circunvizinhos. Essas caminhadas nocturnas, em que ele se sentia mais perto de Deus, eram para ele as melhores horas.

 

            Nicolau tinha uma profunda devoção à Virgem, terna e inflamada, e não havia conversa em que ele não entremeasse frases sobre as excelências, o poder e a bondade dessa terníssima Mãe. Ele fazia periodicamente peregrinações aos seus inúmeros santuários.

            Mesmo trabalhando no campo, o santo não deixava o seu rosário, que aproveitava para rezar em qualquer tempo livre.

  

                A dedicação total a Deus

             Nicolau apareceu diante dos parentes e amigos descalço, com longa túnica de peregrino, pedindo perdão por alguma falta involuntária. 

            O amor às coisas celestes e algumas visões que teve fizeram reavivar em Nicolau o desejo de se dedicar exclusivamente a Deus. Estava chegando aos 50 anos, os filhos estavam praticamente criados, e não havia mais tempo a perder. Procurou a sua virtuosa esposa e explicou-lhe a vocação que Deus tão prementemente lhe dava, suplicando-lhe liberdade para segui-la. Estavam casados havia 20 anos, tinham numerosa prole com alguns filhos ainda pequenos. Mas a heróica mulher, conhecendo bem o seu marido e sabendo que não se tratava de um fervor passageiro ou fantasia, com uma resignação tranquila consentiu, prometendo terminar de educar os filhos no temor e amor de Deus.

 

            Com excepção da abnegada Dorotéia, todos os parentes foram contra essa ideia que lhes pareceu disparatada, inclusive os dois filhos mais velhos, se bem que só momentaneamente.

 

            No dia 16 de Outubro de 1467, tendo posto em ordem os seus negócios e dividido os seus bens, Nicolau apareceu diante dos parentes e amigos descalço, com longa túnica de peregrino, bastão numa das mãos e o terço na outra. Agradeceu o bem deles recebidos e pediu perdão por alguma falta involuntária. Exortou a todos a temerem a Deus e a jamais esquecerem seus mandamentos. Depois, dando a bênção a todos, partiu, com o coração dilacerado pela afeição ao que deixava.

 

             Por 20 anos, seu único alimento foi a Eucaristia

            Nicolau pensou em ir para outro país para estar mais longe daquilo que amava. Mas depois, por uma inspiração do alto, voltou para uma sua propriedade, onde construiu uma pequena cabana para nela viver entregue à oração e à contemplação. Seu irmão Pedro foi procurá-lo, resolvido a levá-lo de volta para casa, alegando que poderia morrer de frio ou fome, isolado no terrível inverno suíço. Nicolau respondeu-lhe: “Saiba, meu irmão, que não morrerei de fome, pois já fazem onze dias que não como e não sinto necessidade de alimento. Tampouco morrerei de frio, pois Deus me sustém”.

 

            E aqui está o mais impressionante milagre da vida de São Nicolau de Flüe, raro mesmo nos anais da santidade: durante os últimos 20 anos de sua vida, ele não comeu nem bebeu, mas viveu só da Sagrada Eucaristia!

 

            Mas ele não fez isso sem aconselhamento, para não tentar a Deus. Um venerável sacerdote, o Padre Osvaldo Isner, pároco de Kerns, deixou este relato no livro de sua paróquia, em 1488: “Quando Nicolau começou a se abster de alimentos naturais, e havia assim passado onze dias, mandou procurar-me e me perguntou secretamente se devia tomar algum alimento [...]. Em seus membros não restava senão pouca carne, pois tudo estava dissecado até a pele. Quando vi e compreendi que isso não podia provir senão da boa fonte do amor divino, aconselhei ao irmão Nicolau que persistisse na prova tão longamente quanto lhe fosse possível suportar sem perigo de morte [...]. Foi o que fez: desde esse momento até sua morte — quer dizer, por volta de vinte anos e meio — continuou a se abster de qualquer alimento corporal [...]. Ele me confessou que, quando assistia à Missa e o padre comungava, recebia uma força que lhe permitia permanecer sem comer e sem beber, pois de outro modo não poderia resistir” “Se durante 20 anos — diz o Papa Pio XII — ele se alimentou unicamente do pão dos anjos, este carisma foi o complemento e a paga duma longa vida de domínio de si mesmo e de mortificação por amor de Cristo”

  

  

                Grandes conversões seguidas de maravilhas

            A cela do santo em Ranft, à qual foi anexa uma capela, conservada com rendas dos arquiduques 

            Quando começou a divulgar-se esse facto prodigioso, uma multidão crescente passou a acorrer de todos os cantos para ver o homem a quem Deus dava tal graça. Os magistrados da cidade enviaram guardas, que ocuparam durante um mês, dia e noite, as redondezas da cabana do irmão Nicolau e comprovaram que o piedoso eremita não tomava mesmo outro alimento que a Sagrada Eucaristia.

 

            O bispo de Ascalão foi à própria cela de Nicolau, obrigando-o, em virtude da obediência, que comesse o alimento e tomasse o vinho que havia levado. Tentou fazê-lo, mas imediatamente começou a sentir tão violentas dores de estômago, que se temeu por sua vida. E não se insistiu mais sobre isso.

 

            Continuando a crescer o número de peregrinos que vinham ver o irmão Nicolau, seus concidadãos lhe edificaram uma cela de pedra, com uma capela anexa, à qual a piedade dos arquiduques da Áustria assinalou as rendas necessárias para sua conservação e manutenção, com um capelão para a servir. Assim Nicolau pôde assistir diariamente ao Santo Sacrifício sem sair de sua cela.

 

            Aumentando ainda o afluxo dos fiéis, o irmão Nicolau, para lhes fazer algum bem, começou a fazer-lhes uma prática espiritual. Com isso reformaram-se os costumes, houve grandes conversões seguidas de muitas maravilhas. Ele tinha o dom dos milagres e da profecia.

 

            “Retirar-se do mundo não marcou todavia, para São Nicolau, o fim duma obra histórico-política. Foi antes um princípio de mais pronunciada fase. Nicolau fora juiz e conselheiro do seu cantão. Fora também deputado na Dieta federal de 1462 e recusara o cargo de chefe de Estado. O seu influxo nos assuntos federais mostra-se já evidente no tratado de paz perpétua com a Áustria em 1473. Evitando a guerra civil, fez renascer a unidade da Suíça, o que lhe valeu o título de ‘Pai da Pátria’. Em 1481, quando Unterwald estava decidido a separar-se de Lucerna e de Zurique, o que poria fim à existência da Confederação, um emissário da Assembleia, que se dispunha a homologar a ruptura, correu a trazer a notícia ao ermitão de Ranft. Nicolau passou a noite a redigir um projecto de constituição que, no dia seguinte, foi aprovado por unanimidade pela mesma Assembleia, o que restabeleceu para sempre a unidade e a paz”.

 

            Uma das mais terríveis profecias feitas por São Nicolau foi a respeito da Reforma Protestante, que haveria de dividir também o seu país. Predisse que, após a sua morte, “vão chegar infelizes tempos de revolta e de dissensões na Igreja. Ó meus filhos — disse ele com lágrimas nos olhos — não vos deixeis seduzir por nenhuma inovação! Uni-vos e mantende-vos firmes. Permanecei na mesma via, nos mesmos caminhos que nossos piedosos ancestrais, conservai e mantende o que nos foi ensinado. É assim que resistireis aos ataques, aos furacões, às tempestades que se elevarão com tanta violência”.

 

            São Nicolau de Flüe faleceu no dia 21 de Março de 1487, sendo canonizado por Pio XII em Maio de 1947.

 

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20
Abr 10

 

                A acutomancia é a adivinhação pelos objectos agudos. Foi Collin de Plancy quem, em 1818, a menciona pela primeira vez no seu Dictionaire Infernal. Pratica-se esta arte divinatória, ora com agulhas, ora com alfinetes ou pregos.

 

            Estabelece-se previsões conforme as formas obtidas pelos objectos aguçados atirados para um tapete, para um prato ou uma tigela de preferência branca. As agulhas poderão ser sete, treze ou vinte e quatro, que se lançam sobre uma superfície lisa. Examinam-se, em seguida, as figuras obtidas, a partir dos critérios seguintes:

 

            Em forma de cruz +: revela uma rotura, acidente ou perigo de saúde.

            Cruz em forma de X: revela sorte e período favorável.

            Em forma de triângulo: revela equilíbrio e boa saúde.

            Em forma de quadrado: indica conflitos e grandes discussões.

            Forma oblíqua: significa problemas imprevistos.

            Linha vertical: significa acontecimento feliz.

            Linha horizontal: indica aquisições, bens materiais e fortuna.

            Linhas paralelas: indica aproximação de dinheiro.

            Linha angular: obstáculos a serem superados.

            Linhas em traços contínuos: revela deslocações e viagens.

            Linha horizontal e outra vertical: indica sofrimentos, doença e infelicidade.

            Três linhas tocando-se nas pontas: Indica mudanças de emprego.

            Linhas em forma de grade: revela morte de parentes.

 

            As agulhas, ou os objectos agudos, poderão formar letras:

            Forma de A: viagem ou encontro amoroso.

            Forma de T: prudência e é um aviso.

            Forma de H: um bom período sentimental.

            Forma de E: sucesso e êxito.

            Forma de K: obstáculos nas realizações.

            Forma de Y: mudanças favoráveis.

            Forma de L: traição de amigos ou familiares.

            Forma de F: felicidade e fortuna.

            Forma de Z: período de azar.

            Forma de V: vitória sobre os seus inimigos.

            Forma de N: período negativo.

            Forma de M: período positivo.

 

                Guarde religiosamente, os utensílios que usar para esse fim de preferência numa caixa de madeira preta ou saco de tecido da mesma cor. O procedimento de consulta é bastante simples. Você só precisa de um lugar com um ambiente descontraído, tranquilo e confortável. Obterá bons resultados se praticar com a máxima concentração e confiança.

 

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                Brahma, é o deus criador do universo, segundo a mitologia hindu.

             Brahma é o primeiro deus da Trimurti, a trindade hindu mas não recebe tanta importância como os outros dois: Vishnu e Shiva.

            Brahma é considerado pelos hindus a representação da força criadora activa no universo.

 

            A visão de universo pelos hindus é cíclica. Depois que um universo é destruído por Shiva, Vishnu se encontra dormindo e flutuando no oceano primordial. Quando o próximo universo está para ser criado, Brahma aparece montado num Lótus, que brotou do umbigo de Vishnu e recria todo o universo.

 

            Depois que Brahma cria o universo, ele permanece em existência por um dia de Brahma, que vem a ser aproximadamente 4.320.000.000 anos em termos de calendário hindu. Quando Brahma vai dormir, após o fim do dia, o mundo e tudo que nele existe é consumido pelo fogo, quando ele acorda de novo, ele recria toda a criação, e assim sucessivamente, até que se completem 100 anos de Brahma, quando esse dia chegar, Brahma vai deixar de existir, e todos os outros deuses e todo o universo vão ser dissolvidos de volta para os seus elementos constituintes.

 

            Brahma é representado com quatro cabeças, mas originalmente, era representado com cinco. O ganho de cinco cabeças e a perda de uma é contado numa lenda muito interessante. De acordo com os mitos, ele possuía apenas uma cabeça. Depois de cortar uma parte do seu próprio corpo, Brahma criou dela uma mulher, chamada Satrupa, também chamada de Sarasvati. Quando Brahma viu a sua criação, ele logo se apaixonou por ela, e já não conseguia tirar os olhos da beleza de Satrupa. Naturalmente, Satrupa ficou envergonhada e tentava se esquivar dos olhares de Brahma movendo-se para todos os lados.

 

            Para poder vê-la onde quer que fosse, Brahma criou mais três cabeças, uma à esquerda, outra à direita e outra logo atrás da original. Então Satrupa voou até o alto do céu, fazendo com que Brahma criasse uma quinta cabeça olhando para cima, foi assim que Brahma veio a ter cinco cabeças. Da união de Brahma e Satrupa, nasceu Suayambhuva Manu, o pai de todos os humanos.

 

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            Em 1979, Scallion trabalhava em electrónica como consultor. Quando conversava com um cliente, sem motivo, perdeu a voz. Foi internado num hospital e posteriormente, quando descansava em sua casa, viu uma luz que se aproximava e formou uma imagem de um rosto de uma mulher que pediu que ele escrevesse tudo o que ela lhe diria.

 

            A mulher revelou-lhe acontecimentos dos próximos meses e sobre a sua vida futura. Predisse acidentes aéreos, mudanças do clima e alertou para o aumento de terramotos. Também disse que em 1980 começariam as mudanças drásticas na Terra. Mudanças essas que começariam com terramotos, erupções vulcânicas e maremotos. Nos anos 90 esses fenómenos se repetiram em todo o planeta aumentando a frequência e intensidade a cada ano.

 

            Imediatamente após o encontro da mulher, Scallion recuperou a voz e surgiu um nova capacidade, começou a ver a aura das pessoas. Procurou esquecer esta experiência profundamente evolutivamente, mas as visões não acabaram. Descobriu também que tinha o poder de curar a pessoas e começou uma nova fase da sua vida.

 

            Por muitos anos foi chamado para fazer leitura e curas e se transformou em fonte de informação sobre o passado e o futuro. Em 1989 teve uma série de sonhos em que aconteceram em 29 noites consecutivas e que lhe deram como chaves sobre as mudanças importantes que ocorreriam no planeta.

 

            Scallion acertadamente previu:

            O terramoto do México de 1984

            A eleição de Bush em 85

            A queda da Bolsa em 87

            Vários terramotos menores na Califórnia

            A actividade vulcânica no Japão.

 

            As previsões de Scallion têm tido destaque na Fox Television, em temas: mistérios por resolver, Discovery Channel, The Learning Channel, Art Bell, Coast to Coast, bem como publicações impressas e online em todo o mundo.

 

            Aqui está um resumo de algumas das previsões de 2003:

            Os Estados Unidos perderá 1 / 3 de sua massa da terra, apesar de uma quantidade igual de novas terras irá subir. Um flare poderoso no próximo ano irá causar um apagão global. Yellowstone está a aquecer, e não haverá quebra na terra em que a área em questão de meses. A divulgação ET está a avançar, e dentro dos próximos dois anos haverá a confirmação. O próximo ataque terrorista nos E.U. será electrónico "na natureza e pode afectar bancos e computadores. Scallion também compartilhou algumas de suas visões o tempo de viagem, como testemunhar a construção da Grande Pirâmide do Egipto. As enormes pedras, disse ele, foram cortados com laser por um processo de Atlantes e levantou do chão através de um método sónico.

 

            Mudando para situações mais científicas, Gordon-Michael Scallion prevê que entre 1998 e 2012 (2006 está mais ou menos no meio) acontecerão catástrofes naturais de dimensões enormes, tais como: aquecimento global, liquidificação dos pólos, terramotos, erupções vulcânicas, etc.

  


            O Tsunami, as secas, as enchentes, as mudanças drásticas de clima, a qualidade do ar, a desflorestação, etc., são catástrofes bem recentes, e a tendência é mesmo piorar.

 

            Em suas previsões iniciais indicaram que a fractura primeira grande iria ocorrer antes de Maio de 1993.

            O segundo irá ocorrer antes de 1998 e será executado a partir de Newport, Oregon para Nevada.

            A terceira grande fractura tectónica irá ocorrer durante um período de meses até três anos depois.

            Desta vez, grandes porções de Utah, Nevada, Arizona e Colorado serão engolidas pelo mar. Phoenix irá emergir como uma grande cidade portuária.

 

            Enquanto essas mudanças ocorrem no lado oeste, leste também haverá mudanças: grandes porções de Nova York será inundada, Manhattan aproximadamente perderá 50% de suas terras, Rhode Island será quase negro, como mais da metade do Connecticut. Long Island irá desaparecer e 50% da Florida. Assim como a terra vai desaparecer no oceano, nova terra - lotes de Atlantis - aparecer na costa leste da América do Norte, perto da Florida. Ruínas da Atlântica serão descobertas nos Açores, nas Bahamas, no Golfo do México e do Mar dos Sargaços.

 

Vista da Terra após o cataclismo, profetizado por Scallion:

 

            Canadá: Hudson Bay e Bacia de Foxe irão expandir-se para formar um longo mar interior. Partes do território serão empurradas até 200 milhas para o interior. As áreas de Quebec, Ontário, Manitoba, Saskatchewan e Alberto serão o foco da sobrevivência em primeiro lugar. Haverá migração do Alasca e Colúmbia Britânica.

 

            Estados Unidos: grandes mudanças ocorrerão com as mudanças das placas tectónicas a 150 ilhas na Califórnia. Os grandes lagos e no mar de Lawrence e será acompanhado pelo rio Mississipi no Golfo do México.

            A zona costeira do Maine até a Flórida será inundada e conduzido milhas.

 

            México: áreas costeiras do México estão inundadas. Baja Califórnia se tornará uma série de ilhas. A maior parte da península de Yucatan será perdida no mar. Sísmicos e actividade vulcânica continuarão até o século XXI.

 

            América Central e no Caribe e América Central será inundada será reduzida a uma série de ilhas. Elevações acima de 500 metros são consideradas seguras. Um novo fluxo de água da baía de Honduras para Salinas, no Equador. O Canal do Panamá será intransponível.

 

  

            América do Sul:

            Grandes mudanças ocorrem, incluindo terramotos e actividade vulcânica. A terra será sacudida como um cobertor feito por ambas as extremidades. Venezuela, Colômbia e Brasil vão sofrer graves inundações. A área da Amazónia vai se tornar um mar interior, e o Peru e a Bolívia serão inundadas.

 

            El Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e partes de Urguay  e as Ilhas Falkland. Outra grande língua do mar cobrir grande parte do centro da Argentina. Uma nova massa de terra surgirão e serão combinadas com as terras do Chile.

 

            Europa:

            Europa sofrerá as mudanças mais rápidas e graves. A maior parte da Europa estará sob o mar. Noruega, Suécia, Finlândia e Dinamarca serão inundadas, deixando centenas de ilhas pequenas. A maior parte do Reino Unido, da Escócia para o canal vai afundar, deixando as ilhas do tamanho que é hoje a ilha Shetland. Londres e Birmingham permanecerão. Irlanda desaparecerá, com excepção de seus mais altos montes.

 

            A Rússia vai ser separada da Europa por um novo mar, formada pelo Mar Negro, Báltico, Cáspio e Kara. O mar de novo, separados por montanhas de Ural, Jenisej vir para o rio, na Sibéria. O clima se tornará mais temperadas, permitindo a Rússia para fornecer alimentos para a maioria da Europa. O Mar Negro se unirá ao mar do Norte, deixando a Bulgária e a Roménia, sob o mar.

 

            A maior parte da França entrará em colapso, deixando uma ilha na região de Paris. Um novo rio separará a Suíça da França, ao longo de uma linha de Génova para Zurique. A Itália vai ser dividida pelo mar. Veneza, Nápoles, Roma e Génova, serão inundadas, mas o Vaticano será guardado para ser transferido para terrenos mais elevados. Terra Nova emerge da Sicília à Sardenha.

 

            Ásia:

            O círculo de fogo que atravessa a Ásia torna uma zona sísmica, e, consequentemente, a mais grave e as mudanças ocorrerão activas nesta região.

 

            A terra será inundada das Filipinas no Japão e no Mar de Bering, incluindo as ilhas Curilas e Sacalina. A placa do Pacífico mudará a sua posição em 9 °, as ilhas do Japão irão afundar, deixando apenas as pequenas ilhas. Taiwan e a Coreia serão peredidas na região costeira da China serão empurradas por centenas de quilómetros no interior.

 

            Indonésia vai separar-se, e ainda algumas novas ilhas, que aparecerão nesta área. Filipinas desaparecerão. Ásia vai perder uma grande quantidade de massa terrestre, e uma nova terra aparecerá.

 

MGSFutureMap-Africa.jpg image by eddo_2001 

            África:

            A África será dividida em 3 partes. O Nilo vai crescer e expandir-se significativamente. Um novo fluxo de água separará os países do Mar Mediterrâneo, a Gabon. O mar vermelho vai se expandir, criando um movimento com as áreas de Darfur. Os novos fluxos serão vistos como um "Y", com a linha vertical que se estende para sul, até Cabo Town.

 

            No Egipto, Giza vai afundar, mas antes que isso aconteça, haverá surpreendentes descobertas arqueológicas. À medida que se expande o Mar Vermelho, Cairo será perdido no mar, e também Madagáscar. Terra Nova vai emergir no Mar da Arábia.

 

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Gordon Michael Scallion: O profeta moderno

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                Esta lenda é originária da Índia.

            Sentados à beira do rio, dois pescadores seguravam as suas canas de pesca à espera de um peixe. De repente ouvem gritos de crianças que paralisam o silêncio. Ambos se assustam, olham em frente, olham para trás. Os gritos continuam e nada vêm. Observam então que a correnteza trazia duas crianças, pedindo socorro.  

 

             Os pescadores saltam para a água. Só conseguem salvá-las à custa de grande esforço.   Ouvem mais gritos quando estão prestes a sair do rio. Notam mais quatro crianças debatendo-se, tentando salvar as suas vidas.

 

             Só conseguem resgatar duas e sentem, além do cansaço a frustração pela perda. Não refeitos, ofegantes, exaustos, escutam uma gritaria ainda muito maior. Desta vez,   oito pequenos seres vêm sendo trazidos pela correnteza.

 

            Um salta,   o outro pescador vira-se e ruma à estrada que acompanha a subida do rio.   O amigo grita:

            - Você enlouqueceu, não vai me ajudar?

            Sem parar o passo, o outro responde:

            - Tente fazer o que puder. Vou tentar descobrir quem está lançando as crianças no rio.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

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                Uma lenda indiana conta que a primeira mangueira nasceu das cinzas de uma princesa, que foi queimada por uma feiticeira. O imperador se apaixonou pelas flores dessa mangueira e consequentemente por seus frutos.

 

            Quando a manga amadureceu e caiu no chão, a linda princesa emergiu de dentro da fruta. Por isso, a manga é considerada o símbolo do amor na Índia. E o chutney de manga um dos principais símbolos da culinária indiana.

 

            O chutney é uma conserva condimentada, feita com frutas ou legumes, vinagre, açúcar e especiarias, que são cozidos levemente até tomar o ponto de geleia mole. Excelente para dar mais sabor para aves e carnes assadas.

 

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publicado por professorkibersitherc às 13:51

 

                Diz a lenda indiana que Deus, após criar o homem e não tendo nada sólido para construir a Mulher, tomou um punhado de ingredientes delicados e contraditórios, tais como timidez e ousadia, ciúme e ternura, paixão e ódio, paciência e ansiedade, alegria e tristeza e assim fez a Mulher e a entregou ao homem como sua companheira.


            Após uma semana, o homem voltou e disse:

            - Senhor, a criatura que me deste faz a minha vida infeliz. Ela fala sem cessar e me atormenta de tal maneira que nem tenho tempo para descansar. Ela insiste em que lhe dê atenção o dia inteiro...e assim as minhas horas são desperdiçadas. Ela chora por qualquer motivo e fica facilmente amuada e, às vezes, muito tempo ociosa. Vim devolvê-la porque não posso viver com ela.


            Depois de uma semana o homem voltou ao Criador e disse:

            - Senhor, a minha vida é tão vazia desde que eu trouxe aquela criatura de volta! Eu sempre penso nela, em como ela dançava cantava, como era graciosa, como me olhava, como conversava e comigo e como se achegava a mim. Ela era agradável de se ver e de acariciar. Eu gostava de ouvi-la rir. Por favor, me dê ela de volta.
            - Está bem, disse o Criador. E a devolveu.


            Mas, três dias depois, o homem voltou e disse:

            - Senhor, eu não sei. Eu não consigo explicar mas, depois de toda esta minha experiência com esta criatura, cheguei à conclusão que ela me causa mais problemas do que prazer. Peço-lhe, tomá-la de novo! Não consigo viver com ela!


            O Criador respondeu:

            - Mas também não sabes viver sem ela.

             E virou as costas para o homem e continuou seu trabalho.

            O homem desesperado respondeu:

            - Como é que eu vou fazer? Não consigo viver com ela e não consigo viver sem ela.

            E conclui o Criador:

            - Achei que, com as tentativas, já tivesses descoberto. Amor é um sentimento a ser aprendido. É tensão e satisfação. É desejo e hostilidade. É alegria e dor. Um não existe sem o outro. A felicidade é apenas uma parte integrante do amor. Isto é o que deve ser aprendido. O sofrimento também pertence ao amor. Este é o grande mistério do amor. a sua própria beleza e o seu próprio fardo. Em todo o esforço que se realiza para o aprendizado do amor é preciso considerar sempre a doação e o sacrifício ao lado da satisfação e da alegria.

             A pessoa terá sempre que abdicar de alguma coisa para possuir ou ganhar uma outra coisa. Terá que desembolsar algo para obter um bem maior e melhor para sua felicidade. É como plantar uma árvore frente a uma janela... Ganha sombra, mas perde uma parte da paisagem. Troca o silêncio pelo gorjeio da passarada ao amanhecer. É preciso considerar tudo isto quando nos dispomos a enfrentar o aprendizado do amor.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

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18
Abr 10

 

                 Se há uma relíquia que tem chamado bastante a atenção de estudiosos e fiéis, esta é o Santo Sudário. Segundo relatos, esse pano, que mede 4 metros e 36 centímetros de comprimento por 1 metro e 10 centímetros de largura, teria envolvido o corpo de Jesus após sua morte na cruz.

 

             Em 1898, Secondo Pia fotografou, pela primeira vez, o tecido, já então considerado uma relíquia pelos fiéis. Ao revelar a chapa, o fotógrafo foi surpreendido pela imagem de um corpo humano. Em 1931, uma nova imagem, de Giuseppe Enrie possibilitou que ele fosse enxergado com mais clareza, apontando uma imagem de frente e outra de costas, deixando bem claros os ferimentos da pessoa retratada.

 

            Diversos estudos foram realizados no tecido, alguns atestando que a sua produção estaria situada no primeiro século e outros refutando a sua autenticidade. Hoje, é impossível chegar a uma conclusão definitiva, uma vez que o teste do carbono 14, considerado o mais preciso para determinar a "idade" de um objecto, e que apontou que o tecido datava da Idade Média, foi contestado, pois seu resultado pode ter sido modificado graças a incêndios que atingiram pedaços do Sudário.

 

            Sendo assim, o Sudário permanece como um mistério, pois as impressões do homem estão gravadas em negativo com efeito tridimensional, enquanto as manchas de sangue são gravadas em positivo. Para os que crêem no lenço, o pano envolveu o cadáver de um homem martirizado, flagelado, que teve a cabeça ferida diversas vezes, crucificado com cravos, com o lado trespassado, apresentando escoriações no joelho esquerdo, causado por queda, feridas, inchaços, sangue coagulado no rosto e septo nasal quebrado.

 

            Mais impressionante ainda é que alguns cientistas ligados à Nasa (Agência Espacial Norte Americana) defendem que o tecido foi marcado por uma micro-explosão subatómica e que a energia emanada do corpo teria deixado a imagem gravada. Dessa forma, seria impossível reproduzir, ainda nos dias de hoje, a técnica utilizada para a produção da imagem do Sudário.

 

            Para o professor Silva, no entanto, o Sudário não é legítimo. "Eu não acredito que seja o pano que cobriu Jesus. O pano tem muitos indícios de que foi forjado na idade média, quando se trabalhava uma técnica chamada câmara obscura, que é quase a tataravó da fotografia. Através dela conseguia-se imprimir uma imagem muito fraca de alguém em um tecido", explica. "A pessoa que está impressa no Santo Sudário está viva. A prova maior é que o sangue das mãos ainda está escorrendo em várias direcções. Por essas e outras eu afirmo que o Sudário não é uma relíquia autêntica."

 

            "Além disso, ela é uma relíquia fantástica demais para que o novo testamento se mantenha silencioso sobre ele", finaliza. Para os interessados, o Sudário está actualmente em Turim, sob a guarda da igreja católica e envolto por um grande aparato de segurança. É preciso destacar que a igreja não o reconhece oficialmente como uma relíquia autêntica.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:49

 

                Procurando um templo para as relíquias, que vasculhou em Jerusalém, Santa Helena cedeu o seu próprio palácio para ser transformado em Basílica, que haveria de se chamar: Basílica da Santa Cruz de Jerusalém.

 

            Se penetrássemos nas brumas da História e retornássemos ao longínquo ano de 270, encontraríamos numa hospedaria de Drepanum, na Bitínia, uma graciosa menina. Cheia de encanto e pudor, era o maior tesouro de seus pais.

 

            Segundo a lenda, de tal modo as suas virtudes resplandeciam, que o Imperador romano Constâncio Cloro, ao ver o seu semblante, decidiu tomá-la por esposa. Desse modo, a jovem Flavia Iulia Helena tornouse imperatriz e deu à luz um filho, a quem chamou Constantino.

 

            Na corte, conheceu a religião cristã e converteu-se. O seu Batismo contrariou muitíssimo o imperador, que a repudiou como esposa. Assim, Helena passou, de repente, de uma situação brilhante para uma existência envolta em sombras. Restava-lhe apenas o consolo do amor que seu filho por ela nutria.

 

            Após alguns anos, porém, Constantino sucedeu a seu pai Constâncio no trono imperial. Encantado, como sempre, pelas virtudes de sua mãe, chamou-a imediatamente à corte, concedeu-lhe o título de Augusta e deu-lhe um suntuoso palácio, em Roma, o Sessorianum.

 

            Como boa mãe, Santa Helena quis aproximar o filho da fé católica. Mas ele relutava, tomado por outras preocupações. Mas com o milagre de Ponte Milvio, Constantino converteu-se ao catolicismo.

 

            Após a proclamação do Edito de Milão – o qual, naturalmente, contou com o concurso de Santa Helena – ela obteve de seu filho uma ordem para a destruição dos templos pagãos que Adriano, muito tempo antes, havia mandado erigir sobre o Calvário e sobre o Santo Sepulcro, a fim de sufocar o culto cristão.

 

            O seu coração, porém, queria mais. Helena não podia suportar o abandono dos Lugares Santos. Assim, tomada de santa coragem, empreendeu uma longa e perigosa viagem, com o intuito de resgatar a memória e as relíquias da Paixão de Cristo.

 

            Santa Helena, como uma arqueóloga dos tempos modernos, começou a vasculhar à procura de relíquias sagradas.

            “Dirigindo-se ao Gólgota, os soldados que a acompanhavam viram aquela velha mulher, aquela velha mãe, caminhar entre os escombros, ajoelharse entre as ruínas, e dizer: ‘Eis o lugar da batalha: onde está a vitória? Eu estou sobre um trono, e a Cruz do Senhor no pó? Eu estou em meio ao ouro, e o triunfo de Cristo entre as ruínas? Vejo o que fizestes, demónio, para que fosse sepultada a espada que te derrotou’!”

            Com estas palavras Santo Ambrósio relata a chegada de Santa Helena ao Calvário. Tal fé não poderia deixar de ser recompensada.

 

            Conta-se que a cruz de Cristo foi encontrada, juntamente com a dos dois ladrões. Um milagre confirmou o acontecimento:

            Havia uma senhora muito doente. Santa Helena pediu que ela tocasse nas três cruzes encontradas. Com as duas primeiras nada aconteceu, na terceira a senhora foi curada, o que confirmou a cruz verdadeira, na qual o Cristo foi crucificado.

            Com efeito, guiada pela luz do Espírito Santo, a imperatriz encontrou a verdadeira Cruz do Salvador, bem como as outras relíquias da Paixão.

 

            Conforme narra a tradição, ela ordenou que o Santo Lenho fosse dividido em três partes: deixou uma em Jerusalém, mandou outra para o filho em Constantinopla, e levou consigo a terceira para Roma, com diversas outras relíquias.

 

            Chegando à Cidade Eterna (Roma), era necessário edificar um templo que estivesse à altura de custodiar as santas relíquias e excelentes maravilhas. Santa Helena não vacilou, e cedeu para essa finalidade o seu próprio palácio (o Sessorianum), o qual tinha sido, em épocas anteriores, a residência dos imperadores.

 

            Coordenando pessoalmente os trabalhos, fez com que a sala mais nobre do palácio fosse transformada numa basílica. Com toda a generosidade, cedeu os seus próprios aposentos para serem transformados em capela, em cujo pavimento verteu a terra que havia trazido do Calvário, e onde depositou a relíquia da Cruz.

 

            Tendo-se iniciado grande afluxo de peregrinos, o lugar começou a ser conhecido como Basílica Sanctae Crucis in Hierusalem (Basílica da Santa Cruz de Jerusalém), nome dado pelo facto de ali estar a relíquia da Cruz, bem como a terra do Calvário.

            Os romanos, porém, insistiam em chamá-la “Basílica Sessoriana”. Até hoje permanecem as duas denominações.

 

            A Capela das Relíquias, com o passar do tempo, passou a ser chamada “Capela de Santa Helena”, pois ali tinham sido os seus aposentos.

            Existem vários documentos que comprovam a descoberta, transladação, conservação e veneração da relíquia da Santa Cruz. E cada fragmento dela retirado ao longo dos séculos foi devidamente registrado.

 

            Também os diversos ritos de Adoração do Santo Lenho o atestam. Nos tempos antigos, o ritual pontifício estabelecia que as cerimónias da Sexta-Feira Santa se celebrassem na Basílica in Hierusalem. Para ela se dirigia em procissão o Pappa, descalço, desde a Basílica de São João de Latrão, acompanhado pelo clero e pelo povo, para adorar o Lenho, considerado a verdadeira Cruz. Também no dia 14 de Setembro, há a Festa da Exaltação da Santa Cruz,

 

            Existem várias relíquias da Paixão que se conservam na Basílica, ali se realizavam – e ainda se realizam – especiais ritos.

 

            Ao longo de seus desasseis séculos de vida, a Basílica sofreu diversas transformações, tornando difícil hoje em dia imaginar como seria a estrutura da Domus Sessoriana. As próprias relíquias, por diversos motivos, foram transladadas para uma nova capela – o Santuário da Cruz – construída no recinto da sacristia.

 

            Com o tempo, outras relíquias foram levadas para a Basílica Sessoriana: o Título da Cruz (tabuleta com uma parte da inscrição “Jesus Nazareno Rei dos Judeus”), um cravo, dois espinhos da coroa, o patíbulo do Bom Ladrão, um dedo de São Tomé, bem como fragmentos da Gruta de Belém e da Coluna da Flagelação.

 

            Por tudo isso, quando o Papa João Paulo II a visitou, em 25 de março de 1979, exclamou: “Este é o verdadeiro Santuário da Cruz de Cristo!”

            Na Basílica da Santa Cruz de Jerusalém conservam-se junto ao “Lignum Crucis”, um fragmento da Coluna da Flagelação, um dos cravos, um dedo de São Tomé, um espinho da Coroa e a tabuleta INRI.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:20

 

                A Basílica da Ressurreição, também chamada pela Basílica do Santo Sepulcro é um local em Jerusalém onde a tradição cristã afirma que Jesus Cristo foi crucificado, sepultado e de onde ressuscitou no Domingo de Páscoa. Constitui um dos locais mais sagrados da cristandade. Segundo a tradição encontra-se aí a relíquia de um pedaço da cruz de Cristo.

 

            Conta a lenda que Santa Helena (Flavia Iulia Helena), mãe do Imperador Constantino, convertida ao cristianismo, querendo venerar os lugares onde Cristo nasceu, morreu e ressuscitou, fez uma peregrinação à Terra Santa. Sabendo por intermédio dos cristãos residentes que o Sepulcro de Jesus jazia debaixo do Templo romano. Ela apelou junto ao seu filho, o Imperador, para retirar o templo Romano e Construir uma Basílica Cristã para venerar o Sepulcro de Jesus. Assim Constantino ordenou a construção da Anástasis e fez reluzir o Sepulcro de Jesus (325-326) que até os dias de hoje é venerado e honrado pelo cristianismo.

 

            Conta-se que a cruz de Cristo foi encontrada, juntamente com a dos dois ladrões. Um milagre confirmou o acontecimento:

            “Havia uma senhora muito doente. Santa Helena pediu que ela tocasse nas três cruzes encontradas. Com as duas primeiras nada aconteceu, na terceira a senhora foi curada, o que confirmou a cruz verdadeira, na qual o Cristo foi crucificado”. Conta padre Stefano, secretário da Custódia de Jerusalém.

 

            Conforme narra a tradição, ela ordenou que o Santo Lenho fosse dividido em três partes: deixou uma em Jerusalém, mandou outra para o filho em Constantinopla, e levou consigo a terceira para Roma, que se encontra na “Igreja da Santa Cruz de Jerusalém” com diversas outras relíquias: a placa com a inscrição "Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus", dois cravos que foram usados na crucificação de Jesus,  dois espinhos da coroa colocada na cabeça de Jesus, fragmentos da cruz e o dedo de São Tomé.

 

            Este grande acontecimento é relembrado pelos cristãos de Jerusalém todo dia 7 de Maio, no local onde o facto aconteceu.

            Todos os anos, peregrinos de todo o mundo, reúnem-se para a festividade sob o Calvário, na Basílica da Ressurreição, onde actualmente encontra-se a gruta de Santa Helena.

 

            Segundo o Custódio da Terra Santa, padre Pier Battista, “a devoção e a adoração a Cruz não são actos irracionais de veneração a um objecto material e insignificante. É um acto de fé e de amor à Pessoa de Jesus. É querer afirmar nossa disponibilidade em testemunhar o coração do cristianismo, não simplesmente com a exibição de sinais externos e sim com o testemunho coerente de nossa vida.”

 

            No tempo de Jesus o local era uma pedreira desactivada, de onde se extraia as pedras utilizadas para a construção civil.

            Nesta cisterna foram colocadas três cruzes: a de Jesus e as dos dois ladrões que o acompanhavam.

            Ao terminar a Santa Missa, celebrada no próprio local, a festividade de dois dias encerra-se com a procissão da relíquia da Santa Cruz, dando três voltas em torno a Tumba da Ressurreição de Jesus.

 

PROF. KIBER SITHERC

Procissão com a relíquia da cruz de Cristo.

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 16:28

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