Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

03
Abr 10

 

               Esta lenda é originária de Cuiabá, Brasil. Foi divulgada em primeira mão por Joaquim Ferreira Moutinho, no seu Livro " Província de Mato Grosso” em 1834.

 

            A varíola que assolou e dizimou quase a totalidade da população de Cuiabá, após a guerra do Paraguai, provocou vários incidentes dramáticos, uns caricatos, outros, mesmo em meio ao terror e lendários e inverosímeis.

            Chá de erva-de-cão, feito de fezes de cachorro que, segundo acreditavam na época, era tiro-e-queda para curar bexiga, até varíola negra, já se tornara inócuo para debelar a peste.

 

            Morria gente como farinha. E o cemitério do Cai-cai, onde enterravam os bexiguentos não chegava a comportar tantos cadáveres, nem era possível abrir covas suficientes, num só dia, para tantos mortos.

            Resolveu-se, pois, incinerar aqueles, para os quais não houvesse jazigo suficiente.

            Depois de empilhados, eram queimados pelos soldados do batalhão de artilharia, que, num trabalho de auxílio, varejavam as casas, à cata de defuntos ou moribundos.

 

            Certa vez, um soldado encontrou um doente, tipo morre-não-morre e achou por bem levá-lo para junto daqueles que já haviam expirado, para que aguardasse a própria incineração junto às pilhas de cadáveres. Tratava-se do português José Manuel, residente na rua 13 de Junho, antigo bairro do Lavra-Pau. Era já o anoitecer, por isso, os praças adiaram a cremação para o dia seguinte.

 

            José Manuel, ao despertar horrorizado, no meio das carnes pútridas da peste, invocou o Senhor dos Passos, prometendo erguer-lhe uma capela, se conseguisse reunir forças para atingir a sua casa. Aí chegando, deparou-lhe o vandalismo dos que saquearam e depredaram-lhe o modesto quarto. Mas, atirado a um canto, lá estava o seu colete velho, onde escondia todas as economias.

            Cumpriu a promessa, mas coube-lhe para sempre o apelido de Manuel Cova.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 01:13

02
Abr 10

 

                O Mapinguari é um ser do mundo fantástico da selva Amazónica, do Brasil. Ele povoa a imaginação simples daqueles povos. Uma espécie de “monstro” lendário que muito se aproxima de um grande macaco de longa pelagem castanha escura. A sua pele assemelha-se ao couro do jacaré, com garras e uma armadura feita do casco da tartaruga. Os seus pés têm formato de pilão e com uma boca tão grande que em vez de terminar no queixo estende-se até a barriga. É quadrúpede, mas, quando em pé, alcança facilmente dois metros de altura.

 

            A sua lenda é contada por Hugolino de Mendonça em "Letras Brasileiras" de Abril de 1945, trazendo à nossa luz os pavores do pobre e destemido seringueiro Pedro Primo que acabou por enlouquecer, depois de uma luta com o fantástico bicho orangotango monstruoso.

            A crença da existência de grandes macacos pré-históricos, fez surgir um grupo especial de pesquisadores e aventureiros, os Criptozoólogos, que percorrem o mundo investigando relatos que possam levá-los à comprovação destes seres fantásticos.

 

            Uma criatura semelhante ao Mapinguari foi avistada centenas de vezes nos EUA e Canadá (muitas vezes no Noroeste) desde o século 19. Do mesmo modo o Yeti na Ásia ou o Abominável Homem das Neves, o Bigfoot é descrito com a altura de 2-3 m e pesando mais de 200 kg, com pegadas de 43 cm de comprimento.

            Os cientistas foram à Amazónia em busca do Mapinguari, mas não tiveram sucesso. Um cientista da Universidade de Havard, o biólogo David Oren, acredita que o Mapinguari é uma espécie de preguiça gigante, supostamente extinta há alguns milhares de anos, mas teria sobrevivido oculto na selva Amazónica.


            Seria um mamífero pré-histórico, de mais de 12 mil anos, remanescente das antigas preguiças gigantes. Talvez seja o último representante da fauna gigante da Amazónia brasileira. A maior parte dos cientistas negam a existência de tal criatura.

            Outros acreditam na origem do monstro num velho pajé amaldiçoado e condenado a viver para sempre vagueando pelas selvas e nessa forma aterrorizante. Outros, ainda, justificam a sua origem em índios com idade avançada e que foram desprezados por suas tribos.


            O Mapinguari, também é conhecido pelos nomes de pé de garrafa, mão de pilão e juma. A lenda sobre a “besta malcheirosa” de um cheiro insuportável é uma das mais difundidas pelos indígenas.


            A simples menção ao nome do Mapinguari é suficiente para dar calafrios na espinha da maioria daqueles que habitam a floresta. A sua presença na floresta é marcada por gritos e um rastro de destruição

 


            Foram relatos casos de índios em pontos remotos da mata nos estados de Rondônia, Amazónia e Pará, bem como de garimpeiros, nativos que avistaram a fera, com mais frequência durante o dia. Há quem diga que o Mapinguari só anda pelas florestas de dia, guardando a noite para dormir. Outros relatos e informam que ele só aparece nos dias santos e feriados.


            Os relatos são semelhantes e afirmam que ao depararem com o tal Mapinguari o mesmo assume postura bípede e ameaçadora, exibindo suas robustas garras. Nos relatos de alguns índios a confirmação da eliminação de um fedor que dizem originar-se na barriga. 

            O Mapinguari, segundo informações jornalísticas, teria devorado vários indígenas no estado do Acre nos anos 80. Segundo alguns cronistas, o Mapinguari se alimenta apenas da cabeça das pessoas. Segundo outros, devora-as por inteiro, arrancando-lhes grandes pedaços de carne, mastigando-as como se masca fumo.


            Contam também histórias de grandes combates entre o Mapinguari e valentes caçadores, porém o Mapinguari sempre leva vantagem e os caçadores felizardos que conseguem sobreviver muitas vezes lamentam a sorte: ficam aleijados ou com terríveis marcas no corpo para o resto de suas vidas.

            Ao andar pelas selvas, emite um grito semelhante ao dado pelos caçadores. Se um deles se encontra perto, pensando que é outro caçador e vai ao seu encontro, acaba perdendo a vida

 

            Conta-se que um seringueiro que um dia esbarrou com o ser. Ele encontrava-se num planalto onde as águas se dividiam, em plena mata virgem, quando ouviu um grito, depois outro e mais outro, como se alguém por ali estivesse perdido. Procurou então andar de encontro a voz, que acreditava ser de um outro homem que em idênticas condições às suas, viera parar naquele ermo. De repente, avistou um vulto, que não pode distinguir devido ao emaranhado de cipós que ficava na sua frente. O monstro já vinha no faro e não contente com o seu achado solta um novo grito, que foi um como revirar de árvores gigantescas para o seringueiro que esperava um outro homem e não um animal daquele género e que lhe era totalmente desconhecido.

 

            O homem, com uma coragem extraordinária, pôs bala na agulha do rifle, fez pontaria certeira, atirou sobre o vulto que uma hora lhe parecia um jacaré (tendo pernas e braços) e outra lhe parecia um índio velho, cheio de tatuagens, só deixando de atirar quando não havia mais balas. Os projécteis não surtiram nenhum efeito e o seringueiro desapareceu com os pés em polvorosa. Porém, em outra ocasião, o mesmo seringueiro descobriu o ponto frágil da criatura: a sua boca, o seu grande umbigo. Um disparo nesta zona é fatal para o Mapinguari.

 

            Na região amazónica, dizem que existe apenas um Mapinguari, morando no igarapé do Papagaio. Os caçadores, cortadores de madeiras e colectores de leite de maçaranduba ou copaíba, preferem seguir viagem do que pernoitar no lugar.     

             

            Se pretenderes ir ao interior para conhecer as belezas da floresta amazónica, vá, mas com muito cuidado. Pois, além das belezas podes dar de frente com uma de suas assombrações, como o Mapinguari.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

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publicado por professorkibersitherc às 21:05
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01
Abr 10

 

                Esta lenda é originária da  Amazónia, Brasil.

            Pirarucu era um índio que pertencia a tribo dos Uaiás que habitava as planícies de Lábrea no sudoeste da Amazónia. Ele era um bravo guerreiro mas tinha um coração perverso, mesmo sendo filho de Pindarô, um homem de bom coração e também chefe da tribo. Pirarucu era cheio de vaidades, egoísmo e excessivamente orgulhoso de seu poder.

 

            Um dia, enquanto seu pai fazia uma visita amigável a tribos vizinhas, Pirarucu se aproveitou da ocasião para executar índios da aldeia sem nenhum motivo. Pirarucu também adorava criticar os deuses. Tupã, o deus dos deuses, observou Pirarucu por um longo tempo, até que decidiu punir Pirarucu. Tupã chamou Polo e ordenou que ele espalhasse o seu mais poderoso relâmpago na área inteira. Ele também chamou Iururaruaçú, a deusa das torrentes, e ordenou que ela provocasse as mais fortes torrentes de chuva sobre Pirarucu, que estava pescando com outros índios as margens do rio Tocantins, não muito longe da aldeia. O fogo de Tupã foi visto por toda a floresta.


            Quando Pirarucu percebeu as ondas furiosas do rio e ouviu a voz enraivecida de Tupã, ele as ignorou com uma risada e palavras de desprezo. Então Tupã enviou Xandoré, o demónio que odeia os homens, para atirar relâmpagos e trovões sobre Pirarucu, enchendo o ar de luz. Pirarucu tentou escapar, mas enquanto ele corria por entre os galhos das árvores, um relâmpago fulminante enviado por Xandoré acertou o coração do guerreiro que mesmo assim ainda se recusou a pedir perdão.

 

             Todos aqueles que se encontravam com Pirarucu correram para a selva, terrivelmente assustados, enquanto o corpo de Pirarucu, ainda vivo, foi levado para as profundezas do rio Tocantins e transformado num gigante e escuro peixe. Pirarucu desapareceu nas águas e nunca mais retornou, mas por um longo tempo foi o terror da região.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 23:25

        

 

              Esta lenda é da Amazónia brasileira.

            A tribo Manau vivia num lugar muito bonito da floresta amazónica. A tribo era conhecida pela beleza das mulheres indígenas.

             Um dia um índio estranho estava pescando no lago próximo a tribo. Era Piripari que pescava pirás. Quando o bando de cunhãs da tribo Manau o avistou, elas se aproximaram para tentar conhecê-lo melhor. Uma delas falou:

 

             - De que terra vens, ó moço bonito? Tu és lindo feito a manhã - Piripari não as olhou, mas uma das índias botou a mão no ombro dele. Mal a mão tocou o moço, ficou toda perfumada. As cunhãs ficaram maravilhadas.

             - Moço, conta para nós qual é o teu segredo. Se não contares, o levaremos preso para nossa taba - mas, ele apenas gritou:

             - Meu nome é Piripari! - ao gritar, ele pulou rapidamente no rio, e na linha de pescar levava três cunhãs. As outras moças pediam para ele não ir embora.

             - Piripari, não vás, somos amigas e te queremos bem - elas esperaram por muito tempo que ele voltasse. Sentaram-se na praia e esperaram longamente pelo moço.

 

            No entanto, Piripari não voltou. Apenas o seu cheiro ficara no vento, um cheiro embriagador que envolvia toda a floresta. Lá longe, Piripari libertou as moças presas à linha de pesca. Ele disse a elas:

             - Não queiram pensar no meu amor. Ainda não é meu tempo de amar, não me esperem mais, cunhãs Manaus - apaixonadas porém, as cunhãs permaneceram inconsoláveis na espera.

 

 Depois de muito tempo, vendo a tristeza das cunhãs, apareceu na tribo um jovem feiticeiro chamado Supi. Querendo ajudar as moças, ele disse:

            - Se o cabelo de vocês tocar Piripari, ele ficará preso. Quando a lua cheia vier, vão até a praia onde ele costuma estar e cada uma leve na mão um fio de cabelo para amarrá-lo.

 

            No dia marcado, as cunhãs foram para o rio. Elas viram Supi que estava a pescar. Supi puxava a linha e tirou um peixe. Ele enterrou o peixe na areia. A lua subia bem alto. Elas viram que o peixe virava Piripiri. As cunhãs, devagarinho, com os fios de seus cabelos amarraram Piripari. Elas vibravam de contentes. Enquanto elas o amarravam ele olhava para o céu e cantava uma linda cantiga, mas ele não se mexia. Elas então queixaram-se a Supi:

 

             - Nós o prendemos, mas ele nem se deu conta - o feiticeiro tratou de tranquilizá-las:

             - Enquanto ele está cantando a alma dele passeia pelo céu, entre as estrelas. Não toquem no corpo dele, do contrário ele desperta e a alma ficará no céu. Logo que ele despertar, podem levá-lo para casa.

 

            No entanto, Piripari demorava a acordar. As cunhãs começaram a perder a paciência e diziam:

            - Acorda, Piripari.

            Puraê, uma das cunhãs, chegou a tocar no ombro num gesto muito impaciente. Neste momento, Piripari se calou e a lua tornou-se escura. Soprou forte um vento frio e as cunhãs caíram em sono profundo.

             Quando elas acordaram, no mesmo local onde haviam deixado o corpo de Piripari estava uma pequena planta, uma plantinha apenas, mas de um perfume encantador. Neste instante, Supi se aproximou:

 

            - Me escutem, cunhãs Manaus. Quem quiser cheiro de encanto, use no banho esta planta que desde hoje passará a se chamar piripirioca, a planta que nasceu de piripiri.

 

             E Puraê, a cunhã mais desobediente, de castigo, caiu nos braços de um sapo cururu gigante. As outras cunhãs, entristecidas, voltaram para a taba. Nunca mais Piripari foi visto à beira do rio ou cantando uma cantiga.

            Até hoje as caboclas da Amazónia usam a planta cheirosa para conquistar outros moços.

 

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publicado por professorkibersitherc às 22:56

 

                O mito urbano do crocodilo chamado Gustave do Burundi, já deu a volta ao mundo.

            O Burundi é uma das dez nações mais pobres do mundo, é um pequeno país dos Grandes Lagos da África Central. Fica encravado entre o Ruanda, a Tanzânia e a República Democrática do Congo.

 

            Este pequeno país, tornou-se conhecido mundialmente devido a um réptil de 6 metros de comprimento, mais de 900 kg e cerca de 60 anos de idade, tendo devorado mais de 300 seres humanos às margens do Rio Rusizi, que desemboca no famoso Lago Tanganica, um dos nascentes do rio Nilo.

            A enormidade do animal, classificado como o maior crocodilo já visto na África, deve-se ao seu gosto peculiar por carne humana, hábito que desenvolveu na época em que a ditadura militar do Burundi atirava os inimigos do regime no habitat de Gustave.

 

            Evidentemente, a National Geographic já fez máterias sobre o “bixo” em sua programação. Mas o mais incrível é que foi rodada uma produção bastante criticada sobre o crocodilo para o cinema, chamada “Primitivo”, no qual o réptil é superdimensionado e visto como um pesadelo.

 

            Há 20 anos que o crocodilo Gustave vem aterrorizando os moradores do Burundi, despistando caçadores e escapando da morte no lago Tanganica.

            Dizem que ele usa a cauda para golpear crianças que brincam à beira do lago, já foi filmado atacando um pescador e, segundo a lenda, teria comido uma funcionária da Embaixada russa que se banhava nas águas rasas do lago.

            Gustave recebeu o nome do francês Patrice Faye, que vive no Burundi há cerca de 20 anos.

            Faye tenta capturar o crocodilo há 11 anos e se tornou um herói local. Ele agora mudou de estratégia e não quer mais matá-lo, mas sim colocar um rastreador no animal, para seguir os seus passos.

            Segundo o francês, "vivemos numa era em que criaturas como essas são cada vez mais raras".

 

            Devorador "Ele é um animal pré-histórico, muito gordo", disse Faye em entrevista ao programa Outlook, da BBC. "Na água, parece um hipopótamo. Mas ele ainda tem todos os dentes, o que sugere que ele tenha cerca de 68 anos." Faye disse que quando acompanhou os movimentos do crocodilo por um período de três meses, 17 pessoas foram devoradas por Gustave. "Calculei que se ele vinha matando gente há 20 anos neste ritmo, já teria comido mais de 300 pessoas", explicou.

 

            Mas o francês afirma que Gustave já passou períodos mais longos sem comer nenhuma pessoa. No ano passado, por exemplo, não foi registado nenhum ataque.

            Mas qual a explicação para que o crocodilo tenha preferência por pessoas em sua ementa? Para Faye, o enorme tamanho do animal faz com que uma dieta a base de peixes do lago não seja suficiente para saciar a sua fome. Além disso, "por ser tão enorme, ele é mais lento e, portanto, não tem outra opção a não ser caçar presas fáceis. Na água, não há presa mais fácil do que o ser humano".

 

            "Não creio que seja uma questão de gosto, mas sim uma questão do que ele pode caçar", completou.

            Estratégia A certa altura, Faye tentou capturar Gustave com uma armadilha usada no Zimbabwe para caçar crocodilos gigantes. Mas o animal não se deixou enganar. Apesar de ter chegado perto várias vezes, Gustave nunca caiu na armadilha que, de tão pesada, acabou afundando.

            "Ele deve ter um instinto de sobrevivência muito forte, porque sobreviveu quando outros crocodilos foram massacrados", disse ele.

 

            Hoje em dia, Faye usa outra estratégia. "Tenho informantes. No Burundi, há milhares de pessoas que vivem junto ao lago, especialmente pescadores que passam a maior parte do tempo na água. Dei a eles uma dúzia de telefones celulares para que me digam onde estão." Gustave já foi baleado várias vezes. "Vários pescadores disseram já ter acertado ele. Ele parece ter o couro à prova de balas." O francês não quer nem imaginar a possibilidade de alguém capturá-lo antes dele. "Eu me sentiria como se tivessem me roubado algo", explicou. "Vou permanecer fiel a Gustave e espero que ele faça o mesmo."

 

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publicado por professorkibersitherc às 15:58

 

                Na China conta-se esta interessante lenda.

            Uma velha senhora chinesa, possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.

 

            Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da torrente até a casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio.

 

            Por longo tempo a coisa foi em frente assim, com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água.

 

            Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.

 

            Depois de dois anos, reflectindo sobre a própria amarga derrota de ser 'rachado', o vaso falou com a senhora durante o caminho:

            - Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perder metade da água durante o caminho até a sua casa...

 

            A velhinha sorriu:

            -Você reparou que lindas flores tem somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas.

 

            Por dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa.

 

            Cada um de nós tem o próprio defeito. Mas o defeito que cada um tem, é que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante. É preciso aceitar cada um pelo que é... E descobrir o que tem de bom nele.

 

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publicado por professorkibersitherc às 02:30

 

                Ningem banji Saiou ga uma, que traduzido do chinês significa: as coisas humanas são como o cavalo de Saiou.

            Esta lenda originária da China, fundamenta-se numa moral: o futuro pertence a Deus!


            Dizem que há muito tempo na China havia um ancião chamado Saiou. Um dia o seu cavalo fugiu. Os seus vizinhos lamentaram o seu infortúnio mas Saiou respondeu:

 

            - Quem sabe, se isso não foi uma grande sorte?

             Dias depois o cavalo regressou, trazendo consigo uma égua. Os seus vizinhos o felicitaram pela boa sorte mas ele disse:

 

            - Quem sabe, se isso realmente foi uma grande sorte?

             Algum tempo depois o filho de Saiou, saiu para cavalgar e caiu da égua e quebrou uma perna.

             Isso foi uma grande sorte pois todos os jovens da localidade, foram convocados para o exército do Imperador, e houve muitas baixas. O filho de Saiou foi o único sobrevivente.

 

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publicado por professorkibersitherc às 02:04

 

                A lenda da Serpente Branca é originária da China.

            O Lago Oeste se localiza em Hangzhou, no Leste da China. Trata-se de uma área famosa por suas belas paisagens.

 

            Na qualidade de pérola da capital da província de Zhejiang, o lago Oeste tem as montanhas em três direcções. Nas águas ondulantes, estendem-se dois diques baptizados com os nomes de dois grandes poetas da antiguidade chinesa: Su Dongpo e Bai Juyi. Muitos poetas descreveram a beleza do Lago em seus versos.

 

            O lago Oeste também é envolto em numerosas lendas ou histórias. A lenda da Serpente Branca é uma das mais famosas.

 

            Consta que os espíritos de duas serpentes resolveram transformar-se em jovens donzelas Bai Suzhen e Xiao Qing e viajarem ao lago Oeste de Huangzhou. Na ponte quebrada, Bai Suzhen descobriu um jovem intelectual (Xu Xian) e tornou-se sua namorada. Para ajudar Bai, Xiao Qing fez um conjuro às escondidas e provocou uma chuva torrencial.

 

            Xu Xian ia tomar o barco e encontrou Bai Suzhen e Xiao Qing todas molhadas pela chuva e emprestou-lhe o guarda-chuva. Suzhen e Xu Xian sentiram uma forte atracção um pelo outro e sob a ajuda de Xiao Qing, se casaram logo depois.

 

            O sacerdote do Templo Jinshan, Fa Hai, considerou Suzhen um espírito vicioso e ensinou Xu Xian um método para descobrir a verdade. Este ficou meio convencido e meio reticente.

 

             No dia da Festa do Barco-Dragão, Xu Xian fez Suzhen tomar uma taça de vinho e esta se transformou novamente numa serpente. Chocado, Xu Xian morreu de susto. Para salvar o marido, Suzhen foi à montanha Kunlun e roubou um elixir mágico, depois de enfrentar o guarda do elixir. Xu Xian voltou à consciência.

 

            Fa Hai continuou induzindo Xu Xian a abandonar Suzhen e obrigou-o a tornar-se um monge no Templo Jinshan. Ao perceber o desaparecimento do marido, Suzhen e Xiao Qing foram ao Templo e pediram a Fa Hai que libertasse Xu Xian. O sacerdote recusou o pedido.

 

             Enfurecidas, Suzhen e Xiao Qing trouxeram magicamente os soldados das profundezas e fizeram com que as chuvas torrenciais inundassem a região, bloqueando o Templo Jinshan. Fa Hai e Suzhen lançaram-se numa luta feroz. Mas, Suzhen, grávida, foi derrotada e retirou-se para a Ponte Quebrada, onde deu a luz um bebé. Xu Xian se arrependeu em ter abandonado Suzhen e saiu do Templo em busca da esposa. Ao encontrar Suzhen na Ponte Quebrada, Xu Xian pediu-lhe perdão. Su Zhen ficou tão comovida que dissuadiu Xiao Qing de matar Xu Xian.

 

            Fa Hai chegou perseguindo Xu Xian e reprimiu Suzhen debaixo da Torre Leifeng e ordenou que Suzhen voltasse ao mundo humano apenas quando o lago Oeste secasse e a Torre Leifeng caísse.

 

            Muitos anos depois, Xiao Qing virou uma imortal através da cultivação mental, voltou ao lago Oeste, derrotou Fa Hai, absorveu todas as águas do lago, derrubou a Torre Leifeng e salvou finalmente Suzhen.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 00:41

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