Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

21
Dez 10

 

            A psico-radiestesia é uma forma psicológica de estudar e avaliar uma pessoa: sobre o seu carácter e personalidade. É uma das singularidades fantásticas da radiestesia, que exige muito treino para se chegar a resultados surpreendentes.

 

            Para se investigar um carácter, uma faculdade, um temperamento, é preciso proceder do seguinte modo:

 

            Com a mão esquerda, ou simplesmente com o indicador esquerdo, regista-se o cérebro da pessoa em questão, quer sobre a projecção desse cérebro que consiste numa figura imaginária que o psico-radiestesista projecta diante dos seus olhos.

 

            Ao mesmo tempo, verá desfilar no seu cérebro o quadro previsto para esse efeito, e que apenas lhe serve como auxiliar da memória.

 

            Mentalmente verá a representação imaginada de um ser fortemente dotado de uma determinada faculdade intelectual, carácter e temperamento e, tudo isso como diante dele se desenrolasse rapidamente uma fascinante película cinematográfica.

 

            O pêndulo reagirá por uma rotação directa ou indirecta no momento preciso em que a representação da referida faculdade, carácter, aptidão, passar diante da sua vista.

 

            Observa-se que a rotação é sempre precedida de um aumento da sensação de peso do pêndulo, e que as rotações directas ou indirectas, positivas (bom) ou negativas (mau) permitem, além disso, fazer uma pré-selecção, se for necessário.

 

            Se o carácter for instável ou lunático, o pêndulo indica-o por uma série de rotações que alternam entre positivas e negativas. As referidas rotações serão tanto mais marcadas quanto mais potente for a faculdade intelectual, mais enérgico o carácter, mais forte o temperamento. Se desejar medir ou avaliar com mais precisão a vontade, inteligência, memória, sensibilidade, valor, egoísmo, etc. podem utilizar-se a régua graduada ou um transferidor graduado de 0 a 180º.

 

            Neste caso será necessário tomar previamente uma base convencional de avaliação, por exemplo, segurando o pêndulo sobre a fotografia, lâmina anatómica, (com a mão direita ou esquerda se for canhoto), formula-se mentalmente o desejo de se ser sensível à influência da pessoa ali representada.

 

            Acto contínuo, sempre com o pêndulo em condições, formular-se-á a pergunta mental sobre o que se deseja saber. Recorde-se que, no decurso da experiência, à nossa esquerda teremos a correspondente “palavra testemunho”, que tocaremos com o “ponteiro orientado” ou com o indicador da mão esquerda (ou direita, se for canhoto).

 

            Supondo que a “palavra testemunho” seja INTELIGÊNCIA a interpretação mental será: Tem inteligência essa pessoa?

            Seguidamente concentraremos toda a nossa atenção nesse pensamento, enquanto observamos, tranquilos e na maior passividade aquilo que o pêndulo manifesta.

 

            Quando o pêndulo descrever rotações negativas, a pessoa analisada não é inteligente; mas se as rotações são positivas a referida pessoa possui inteligência.

 

            Depois iremos tocando sucessivamente com o indicador ou o “ponteiro orientador” nas diferentes “palavras-testemunho” que nos interessem. Ao mesmo tempo, iremos formulando as respectivas interpretações mentais, seguindo o mesmo processo utilizado anteriormente com a “palavra-testemunho” INTELIGÊNCIA.

 

            O pêndulo irá demonstrando pouco a pouco as diferentes reacções, que se anotarão até completar o estudo psico-radiestésico da pessoa em questão. Tanto basta como exame explorativo; mas se pretender diagnosticar com mais exactidão é preciso utilizar o transferidor, tomando previamente uma base convencional de avaliação, embora também se costume utilizar a régua graduada para este mesmo diagnóstico.

 

            Como exemplo prático, se utilizarmos a régua, tomaremos dez a vinte centímetros para 100%, o máximo da vontade da inteligência, valor, etc. Para o transferidor podem tomar-se 180º para esse máximo.

 

            Se passarmos com o indicador esquerdo ou, o ponteiro seguro como antena com a mão esquerda por cima da régua ou do transferidor, revemos o pêndulo regulador mudar bruscamente de movimento. No caso de o fazermos por exemplo, sobro o quinto centímetro da régua, ou a 90º do transferidor, podemos deduzir que a força de vontade, inteligência, valor, é de 50% e, assim sucessivamente.

 

            Há que deixar o pêndulo manifestar-se tranquilamente, sem nos impacientarmos se a sua proposta não for muito rápida. Também se pode e, isso será mais simples, contar o número de oscilações do pêndulo ou o número das suas rotações, conforme o tenhamos deixado oscilar ou girar.

 

            O número assim encontrado indicar-nos-á imediatamente a percentagem procurada, partindo-se sempre, é claro, de uma base convencional… Por processo idêntico pode-se saber igualmente se uma pessoa sofre ou não moralmente. Nesse caso é no coração que o psico-radiestesista deve fazer a pergunta correspondente.  

 

            Levanta-se o dedo ou o “ponteiro indicador” transportando sobre a mão esquerda (ou direita, se for canhoto) e coloca-se em cima do coração (fotografia ou lâmina anatómica). Quando a rotação se inicia para a esquerda (negativa), assim persiste, existe decerto defeito físico e pena moral. Recordemos que em psico-radiestesia, embora sem forçar a rota, há que trabalhar sem nervosismo e tomar todas as precauções, se desejarmos que o êxito nos acompanhe.

 

            Não se confunda a psico-radiestesia com o espiritismo, pois seria o erro mais grave que se poderia cometer. É sabido que certos indivíduos de profissão pouco confessável. Utilizam o pêndulo com fins diferentes do da sã radiestesia. Mas vale mais ignorá-los.

 

            O trabalho do psico-radiestesista, diz Viladeval, é delicado sob todos os aspectos e requer uma grande exactidão, prudência e moralidade, para ser levado a cabo, sem se esquecer que em todos se seus trabalhos deverá reinar o mais estrito segredo profissional.

 

            Não se deve esquecer que a psico-radiestesia, tal como a entendemos, é extremamente ampla. Efectivamente, é frequente ser solicitado um estudo psicológico, ao escolher-se, por exemplo, um empregado de confiança para um cargo de responsabilidade, para averiguar se dois noivos poderão chegar a uma perfeita união, ao iniciar-se um estudo de determinada carreira na formação de uma sociedade.

 

            Tornar-se evidente, portanto, a grande responsabilidade em que incorre todo o psico-radiestesia, ao expressar a sua opinião sobre um exame por ele efectuado, pois não há dúvida que ao fazê-lo, pode influir decisivamente sobre o futuro de uma ou várias pessoas. A missão de quantos trabalham honestamente no vasto campo da radiestesia não é senão a de abrir caminhos ignorados, trabalhar sem egoísmo e servir a humanidade.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 21:37

19
Dez 10

 

            Ao longo de toda a sua vida, Freud procurou eliminar “da realidade material o pensamento mágico, criação do desejo humano”. Céptico até 1910, começou a admitir a possibilidade da existência da telepatia perante certos factos inexplicáveis, surgidos no decurso das suas pesquisas. Mas sofreu principalmente a influência de dois dos seus discípulos e amigos, Jung e Sandor Frerenczi. Jung pensava que o conhecimento extra-sensorial era uma das numerosas possibilidades sensoriais pelas quais se podia captar uma informação. Ferenczi, abordando sempre o problema com um grande espírito crítico. Apresentou alguns clarividentes a Freud e pô-lo ao corrente duma transmissão telepática entre ele próprio e um dos seus doentes.

 

            Em 1911, Freud foi nomeado membro correspondente da Sociedade de Investigações Psíquicas de Londres, sociedade que se consagrava exclusivamente ao estudo dos fenómenos parapsicológicos, e depois, em 1915, membro da Sociedade Americana. Efectuou experiências pessoais com Frenczi e a sua própria filha, Anna, mas, prudente, só mais tarde se comprometeu oficialmente no terreno do paranormal.

 

            Só em 1921 Freud adquire um grau de certeza suficiente para tomar posição. Num ensaio, Psychanalyse et Télépathie, declara: “Já não é possível pôr de lado o estudo dos factos ocultos”. Mas este texto só foi divulgado vinte anos mais tarde, por um dos seus colaboradores, Jones, por considerar a sua publicação prematura e perigosa para a época.

 

            Foi só, portanto, em 1922 que Freud tomou publicamente posição. O estudo da parapsicologia sob o ângulo da psicanálise iniciou-se com o seu artigo “Sonho e Telepatia”. Nele estudava um caso de conhecimento paranormal e esclarecia, sob um novo ângulo, a distorção da percepção telepática. Um dos seus correspondentes tinha-lhe escrito a dizer que sonhara que a mulher dera à luz gémeos; ora, no dia seguinte, soubera que a filha da sua primeira mulher acabara de dar à luz, prematuramente, dois gémeos, nessa mesma noite. Freud submeteu o sonho à análise. O desejo inconsciente do sonhador era de ser pai e não o avô da criança que ia nascer. Soubera por telepatia do parto da filha, mas como a consciência não podia aceitar esse desejo secreto e recalcado a censura transpôs e mascarou a informação, exprimindo finalmente esse desejo incestuoso como o desejo de ter um filho de sua mulher. Foi deste modo que houve uma diferença entre o conteúdo manifesto do sonho e o acontecimento real.

 

            Se a telepatia existisse, concluía Freud, as leis do inconsciente (censura-deformação) deveriam então aplicar-se às informações telepáticas. Freud demonstrou, assim, que muitas contradições, aproximações e erros do conhecimento paranormal se poderiam explicar por mecanismos de defesa, segundo as Leis do funcionamento mental, dirigido por necessidades inconscientes.

 

            Freud abordou novamente, em 1925, o tema da telepatia, em “O Significado Oculto dos Sonhos”. A análise poderia revelar, pensava ele, os factores emocionais inconscientes de pessoas implicadas no caso. “Frequentemente tive a impressão, no decurso de experiências à minha volta, que as recordações que comportavam uma forte tonalidade emocional se transmitiam com êxito, sem grandes dificuldades. Se tivermos a paciência de submeter a um exame analítico as associações da pessoa a quem os pensamentos, como supomos, são transmitidos, revelamos correspondências que doutra maneira se conservariam despercebidas. Na base de numerosas experiências, sinto-me inclinado a concluir que a transmissão de pensamento tem grandes probabilidades de se dar no momento em que a ideia emerge do subconsciente… É mesmo possível que mensagens telepáticas recebidas durante o dia só possam chegar à consciência na noite seguinte, por meio dum sonho. Seria então lógico que o material percebido telepaticamente sofresse modificações e as transformações do sonho, como qualquer outro material”.

 

            No mesmo artigo, Freud estudava o problema da vidência. Alguns anos antes, uma vidente anunciara a uma das suas doentes que esta, aos trinta e dois anos, teria dois filhos. Aos quarenta e três ainda não tivera nenhum. Freud descobriu que, nessa altura, o desejo inconsciente da doente era imitar a proeza da mãe, que, estéril até aos trinta anos, começando a desesperar, teve duas crianças antes dos trinta e dois anos. A vidente captou este desejo no espírito da cliente por telepatia, e devolvera-lho na profecia, para a satisfazer.

 

            Muitos casos de vidência podem interpretar-se pela relação telepática estabelecida entre o cliente e o vidente. Este último percebe, pela transmissão de pensamento, o desejo profundo da pessoa que o consulta. Variando alguns pormenores e colocando a realização desse desejo no futuro, dá ao cliente a aparência duma verdadeira “Leitura do futuro”. Contudo, não faz mais do que exprimir elementos ou presentes da vida do seu consultente.  

 

            Foi só em 1933 que Freud retomou o tema da telepatia (após um silêncio de oito anos). Em Nouvelles Conférences sur la Psychanalyse. Utilizou parcialmente certas observações contidas noutros ensaios, mas a maior parte das quais não tinham ainda sido publicadas, e fez uma brilhante demonstração da utilização da análise. Freud pôde reconhecer, graças às associações livres dum dos seus pacientes, P., no decurso duma sessão, o conhecimento telepático dum facto, aparentemente vulgar, da sua própria vida, mas que provoca em P. uma grande ansiedade. Era o célebre caso do “Dr. Forsyth”. P. apercebera-se telepaticamente de que Freud desviara parcialmente o seu interesse por ele, ocupando-se muito dum novo paciente que viera de Inglaterra.

 

            É a Freud que cabe o mérito de ter permitido a integração dos fenómenos “psi” no contexto total do homem; Freud, numa carta dirigida a Herreward Carington, em 1921, fez esta surpreendente declaração: “Não sou daqueles que recusam logo à primeira vista o estudo dos fenómenos psíquicos ditos ocultos, por ser anti-científico, indigno dum sábio, até mesmo perigoso. Se me encontrasse no princípio da minha vida científica em vez de estar no fim, talvez não escolhesse outro domínio de investigação, a despeito de todas as dificuldades que ele apresenta”.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:46
tags:

18
Dez 10

 

            O signo da Virgem é feminino. A Lua tem uma grande influência na vida fisiológica das mulheres. Influi no seu comportamento. Como não poderia ela deixar de ter uma nítida influência sobre os nativos da Virgem?

 

            Traz-lhes o sonho, a imaginação, a poesia. Tenta combater-lhe o carácter metódico até à mania; e não vence. Ou só em casos excepcionais.

 

            Com aspectos positivos, estimula o sentido crítico, a capacidade de investigação e análise, prudência e o sentido de responsabilidade.

 

            Com aspectos negativos, inclina à versatilidade, à frialdade nas relações amorosas, ao desinteresse pelos assuntos familiares, à inconstância e às ilusões.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:15

16
Dez 10

 

            Um crânio careca ou uma caveira são símbolos análogos e muito contundentes.

totenko2.gif (4150 bytes) 

            Se sonha com alguma destas coisas, tome-o como um sério aviso face à forma como encara a vida. As suas ideias aparentemente sensatas estão vazias de conteúdo.

 skulanim.gif (12279 bytes)

            Está desmotivado e os seus objectivos não podem prosperar, porque insiste em manter uma atitude negativa que mais não é do que uma pose.

 ANIskullChew.gif (9838 bytes)

            Está a atravessar uma fase de desinteresse total e a única coisa que consegue com essa atitude é perder o seu tempo. Pode ser que lhe proponham um assunto sem grande futuro.

 

            Tenha muito cuidado para não cair nas mãos de gente sem escrúpulos, uma vez que estará mais desprotegido contra a influência de seitas ou de quaisquer outras organizações perigosas.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 20:52

 

            Qualifica-se muitas vezes Saturno como um planeta inibidor e, durante muito tempo, declarou-se que a sua influência era “nefasta”, “maléfica”. Ora, assim como não há signo que dispense mais ou menos inteligência, também não existe um destino unicamente bom ou unicamente mau: não existem planetas maléficos mas pode haver planetas cuja influência não está em harmonia com o carácter da maioria dos nativos deste ou daquele signo.

 

            Saturno é um planeta que tende a abrandar toda a acção. Quando está presente no céu, as coisas tornam-se mais difíceis, menos espontâneas, os caminhos mais tortuosos, os raciocínios mais complexos, os destinos mais estagnantes. Tende-se para o conservadorismo.

            De facto, a acção de Saturno precisa de ser bem compreendida, porque então será bem utilizada e bem aceite.

 

            A utilidade do abrandamento está em que permite a reflexão. Saturno, com essa tendência que se lhe conhece de travar, de retardar, força àqueles que influencia, a marcar um tempo de paragem na sua acção. É o que é que se faz quando se é obrigado a algum tempo de imobilidade? Pensa-se e reflecte-se. Saturno tem, pois, um papel que se define perfeitamente: reconsiderar o que procura fazer, obter, esperar. Reconsiderando, pode descobrir-se uma via melhor para lá chegar; pode-se igualmente descobrir que não é necessário chegar lá, para ser feliz. Enfim, parando pode-se recobrar forças, reorganizar-se, rejeitar o inútil e não conservar senão o necessário; em resumo, rever os planos e aperfeiçoá-los. Não há em tudo isto nada de maléfico; encontra-se, simplesmente, meditação, profundidade, peso, segurança, pormenores úteis.

 

            No entanto, uma tal acção num indivíduo nativo do Leão não é tão boa como acima se diz, porque os traços de carácter do nativo deste signo acomodam-se mal com as demoras, as meditações e os atrasos.

 

            De um “Leão” demonstrativo, brilhante e forte, Saturno pode fazer uma criatura abatida, um “maldito”, se o “eu” não consente em sacrificar o seu brilho para salvaguardar a honra, no sentido nobre do termo.

 

            Saturno pode levar a uma acção política anarquista, com atentados e brutalidades, mas também, quando o “eu” recusa qualquer sacrifício, ao delírio do poder, aos excessos da crueldade autoritária, com opressão dos fracos, podendo chegar às torturas inúteis.

 

            As exteriorizações. As relações humanas estão invertidas, substituídas por pesados silêncios e pela fuga perante caras novas. O indivíduo orienta-se, então, nos casos menos violentos, para uma introspecção que, seguindo os negros meandros, pode conduzi-lo à angústia e à nevrose. Há então um elemento destruidor da personalidade e, por vezes, do meio.

 

            Se é bastante nobre e forte, o indivíduo poderá galgar a situação, sublimando os problemas, dominando as fatalidades, e retomando, através de sacrifícios penosos mas necessários, a direcção do seu destino. Haverá um perigo negro, depois a esperança crescerá, e a luz voltará.

 

            Com aspectos positivos revela capacidade de uma chefia responsável, fortes ambições pessoais. Organizador nato; responsável e consequente, recto e sóbrio, honrado e nobre. Ordenado. São duros consigo mesmos e inflexíveis para com os outros. Simplicidade e modéstia no desempenho de lugares de chefia.

 

            Com aspectos negativos revela vontade sórdida, despótica, avassaladora. Sem consideração e grosseiros para com os inferiores. Frustrações afectivo-amorosas. Descendência limitada.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 20:21

15
Dez 10

 

            Ouguela é hoje uma pequena aldeia alentejana de apenas 60 habitantes que pertence à freguesia de São João Baptista, na qual se insere a vila de Campo Maior. Mas apesar de tudo, é uma aldeia com muita História.

 

            Ergue-se, sobranceira, sobre um pequeno outeiro que fica no ponto em que a Ribeira do Abrilongo, um riacho fronteiriço, desagua no rio Xévora, também outro rio fronteiriço afluente do Guadiana, rio ao qual se une uns quilómetros mais abaixo, já em Espanha, onde recebe o nome de Gévora. É uma avançada da fronteira, da que dista apenas uns 3-4 km. no meio dos campos e as planícies do Alentejo.

 

            Parece que já existia algum tipo de povoamento antes da época romana, mas será com os árabes, que fizeram dela uma fortaleza e, sobretudo após a Reconquista Cristã, que vai ter um importante papel, nomeadamente na defesa da fronteira. Ao contrário da maior parte das localidades reconquistadas, Ouguela, como Campo Maior, faz parte da Reconquista leonesa, e não portuguesa. Depois da ocupação de Cáceres em 1229, os exércitos leoneses de Afonso IX de Leão derrotaram os muçulmanos na batalha de Alange em 1230, na localidade do mesmo nome que fica a uns 18 km. de Mérida. Isso possibilitou a conquista do vale do Guadiana, nomeadamente as cidades de Mérida e Badajoz, mas também Campo Maior e Ouguela, de forma que a fronteira ficou mais ou menos estabilizada entre Alegrete e Arronches e no rio Caia no caso do limite com a cidade de Elvas, reconquistada por o nosso rei D. Sancho II em 1226. Enquanto localidade leonesa, pertenceu ao cabido da diocese de Badajoz.

 

            No entanto, a união definitiva de Leão com Castela após a morte do rei leonês com o rei castelhano Fernando III o Santo, vai supor uma travagem à Reconquista da Extremadura espanhola, que só vai finalizar em 1248 quando o último reduto, a aldeia de Montemolín, caiu. A fronteira não ficou estabilizada, apesar dos intentos sucessivos. Portugal esteve na posse do território de Aracena e Aroche até 1253, numa tentativa de dominar os territórios da vizinhança de Sevilha. O Tratado de Badajoz de 1267 fixou as fronteiras no rio Guadiana, com o que Castela ficava com a posse dos castelos de Serpa, Moura e Noudar. A mudança nas circunstâncias, aproveitando as guerras civis em Castela, serviu para que D. Dinis, em 1297, assinasse com Castela o famoso Tratado de Alcañices.

 

            Este tratado terá importantes consequências no território que estamos a estudar: o novo limite implicava a devolução dos castelos de Serpa, Moura e Noudar. D. Dinis vai tentar ficar com a cidade de Badajoz, o que não vai conseguir, mas conseguiu os territórios que ficavam a volta dela: as Terras de Olivença e Táliga e Campo Maior e Ouguela, que rodeavam quase completamente à cidade. Já no ano seguinte Ouguela terá uma Carta de Foral, com importantes privilégios, mas também se determinou a reedificação das muralhas e da fortaleza. Construiu-se a cerca nas décadas seguintes e em 1420 o rei D. João concedeu o privilégio de couto de homiziados com o objecto de favorecer o seu repovoamento.

 

            Alguns acontecimentos históricos aconteceram aqui que cumpre salientar. Em 1475, no marco da guerra civil que havia em Castela entre os partidários da rainha Isabel e os partidários de Joana, a Beltraneja, filha de Joana de Portugal, esposa de Henrique IV de Castela e filha do rei D. Duarte. Um dos incidentes fronteiriços levou ao alcaide-mor de Ouguela, João da Silva, e o alcaide-mor de Albuquerque, vizinha vila espanhola, a uma confrontação entre eles, morrendo ambos os dois.

 

            Em 1512 D. Manuel I deu-lhe Foral Novo e assim seguiu até a Guerra da Restauração. Ouguela ficava na primeira linha de ataque pelo que se determinou no Conselho de Guerra a modernização das muralhas, dando-lhe um carácter abaluartado, segundo projecto de Nicolau de Langres. Mas o episódio talvez mais espantoso da sua História foi a tentativa de ocupação espanhola em 1644 com a ajuda de um traidor, João Rodrigues de Oliveira, que tinha desempenhado cargos importantes no Brasil e que se passou aos espanhóis. No entanto, a perícia dos soldados portugueses, que viram o movimento das tropas espanholas, evitou a queda da praça em mãos espanholas. A resistência foi dura, mas os soldados conseguiram avisar o governador da praça e improvisar uma defesa apressada na qual, como não podia ser de outra forma, participaram com heroicidade mulheres, entre as quais o destaque vai para Isabel Pereira. Trás um forte ataque espanhol, os portugueses conseguiram resistir e os espanhóis tiveram de se retirar não sem algumas baixas e muitos feridos.

 

            Depois deste episódio, Ouguela continuou a viver a sua existência como praça fronteiriça, resistindo a novas invasões espanholas, nomeadamente as de 1762 e 1801.

 

            No entanto, após a Guerra Peninsular, Ouguela perdeu a sua importância. Os projectos de recuperação da fortaleza nunca vieram se concretizar e Ouguela perdeu na reforma administrativa de 1836 o seu estatuto de concelho, passando a integrar-se no de Campo Maior e sendo desmilitarizada em 1840. O seu declínio continuou até hoje, que o demonstra o facto de ter sido anexada à freguesia de S. João Baptista em 1941 como mero lugar. Na actualidade é uma aldeiazinha alentejana na que a maior parte da população vive extra muros.

            Ouguela é muito rica em lendas, vejamos a seguinte:

 

                Diz a tradição que estava uma mulher da vila a lavar a roupa no rio, acompanhada por uma filha pequena. A dado passo, a criança afastou-se para brincar, e, pouco tempo depois regressou trazendo um brinco em ouro que disse ter sido ofertado, para brincar, por uma senhora muito bonita.


            A mãe acompanhou a criança ao local onde esta disse estar a Senhora, e lá se deparou com a imagem de Nossa Senhora sobre uma pedra redonda que ainda hoje se encontra na capela. Espalhada a notícia do achado, a população acorreu em massa e devotadamente transporta para a vila a Imagem, decidindo erigir uma capela na margem direita do rio, a meio caminho entre a citada pedra e a vila.

 

             Porém, todas as manhãs a imagem desaparecia e voltava a surgir sobre a pedra em que originalmente havia sido vista. Concluíram então ser esse o local escolhido para nele erguerem a Capela.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 01:04

 

            Lenda da aldeia de Ouguela, concelho de Campo Maior.

 

            Além da lenda que está ligada à construção da Capela de Nossa Senhora da Enxara, há a registar uma outra relacionada com a mesma Santa que diz respeito á pedra redonda sobre a qual está assente, dentro da Capela a imagem Santa.

 

            Diz o povo que quando não havia água nem chovia, se realizava uma cerimónia, um ritual em que os habitantes deitavam, por preces a pedra ao rio, para que a Nossa Senhora fizesse chover.

 

            Tal acontecia, procedendo-se então ao ritual inverso que consistia em retirar a pedra do rio, colocá-la novamente na Capela e sobre ela recolocar a imagem.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:35

 

            Esta lenda é originária do concelho de Campo Maior.

 

            No campo militar, refere-se que, estando Ouguela cercada durante uma guerra, não se sabe qual, e não havendo possibilidade de contactar Campo Maior para pedir reforços, uma criança desceu pela figueira que se encontra ainda hoje pegada á muralha do castelo, transportando consigo a Bandeira e uma mensagem escrita.

 

             A criança que costumava brincar com um tamborzinho, conseguiu ultrapassar as linhas inimigas sem levantar suspeitas e correu até Campo Maior onde entregou a mensagem no hospital.

 

            Esta lenda é hoje conhecida pela lenda do "Tamborzinho" e julga-se ter origem num facto real, não se conseguindo estabelecer a época em que o mesmo terá acontecido.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:16

14
Dez 10

 

            Esta lenda é originária do concelho de Campo Maior.

            Conta a história que na era de 1475, Ouguela foi tomada pelos castelhanos, travando-se então uma célebre batalha entre Portugal e Castela, a batalha de Toro que permitiu o regresso á Coroa Portuguesa da Vila.

 

            Esta batalha deu-se no lugar de Ouguela, entre João da Silva, camareiro-mor do príncipe D. João II e João Fernandes Galindo, alcaide-mor de Albuquerque, em Espanha.

 

            Do encontro morreram ambos, João Fernandes Galindo logo, e João da Silva aos vinte e oito dias depois, sem que houvesse mais derrame de sangue de ambas as partes.

 

            Diogo da Silva, bisneto de João da Silva, passando por Ouguela, mandou fazer a referida Cruz na Era de 1551, encontrando-se esta actualmente no museu de Elvas.

 

            Julga-se que esta Cruz estaria colocada perto da confluência do Abrilongo com Xévora, no local onde se teria travado o combate singular entre os dois capitães. O pedestal desta Cruz foi encontrado aquando da remodelação do castelo durante a recente década de 70.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 Aldeia de Ouguela - Campo Maior

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:57

 

            A origem do nome desta bonita e pitoresca terra alentejana está ligada a várias histórias lendárias que se contam de geração em geração.

 

            Aliás, como se sabe, por fontes idóneas da própria História de Portugal, Campo Maior foi certamente uma Povoação Romana, mais tarde dominada pelos Mouros e, finalmente, conquistada pelos Perez de Badajoz, sendo então Bispo de Badajoz D. Frei Pedro Perez.

 

            Somente depois da Paz estabelecida com o Tratado de Alcanizes (1297), Campo Maior veio a pertencer à Coroa Portuguesa, juntamente com Ouguela e Olivença. Mas, afinal, donde provém verdadeiramente o seu nome?

 

            Eis duas versões lendárias que são muito populares.

 

            Diz-se, desde tempos antigos, que no Reino de D. Diniz, quando aquelas Terras passaram para a posse de Portugal, o monarca mandou que edificassem um castelo, ali mesmo, para defender e dominar as fronteiras.

 

            Assim um grupo de fidalgos, encarregados de escolher o local ideal, acabou por encontrar um vasto terreno, que lhes pareceu óptimo, sob todos os aspectos, para a construção do castelo.

            E um dos Fidalgos exclamou mesmo, apontando à sua volta:

            - Vê! Que maravilha! É o Campo Maior que existe nestas redondezas. Não há outro mais adequado para o efeito. El-Rei optará pela nossa escolha!?

 

            E assim aconteceu, de facto, tal como reza a lenda velhinha. D. Diniz mandou erguer ali um poderoso castelo e passou a chamar á Povoação: Campo Maior.

 

            Outra história lendária, também muito divulgada, refere-se ao facto desta região ser vítima de muitos assaltos, pela parte dos Mouros, mesmo depois de conquistada pelos Cristãos.

 

            Deste modo, as famílias existentes na região passavam terríveis provações de terror e, muitas vezes, sofriam sérios dolorosos e fatais ataques. Resolveram, por isso mesmo, reuniram-se num local amplo, onde todos se pudessem albergar, segundo o velho ditado de que a união faz a força. E, de todos que se lançaram na aventura de escolher o sítio desejado, um deles foi mais feliz, ao descobrir um terreno magnífico, pela grandeza e pelo aspecto natural e paisagístico.

          Logo, chamou pelos outros:

            - Companheiros! Aqui será o nosso Campo Maior! Nele poderemos caber à vontade e dele faremos um reduto contra os nossos inimigos!

 

            Foi unânime a aceitação das restantes famílias. E nasceu, pois, para o terreno encontrado e povoado (que depressa se começou a desenvolver) o próprio nome de Campo Maior.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:55

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
pesquisar
 
favoritos

A ORIGEM DO RISO

mais sobre mim
blogs SAPO