Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

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Dez 09

 

            A interpretação mitológica deste signo, que simboliza a brilhante amizade, a união harmónica de duas naturezas ou caracteres, é muito duvidosa em relação aos povos da Caldeia, devido ao facto de, em princípio, ter sido representado de duas maneiras: com um monte de ramos ou, com dois meninos voltados um para o outro. Para alguns historiadores, contudo, a dita representação estará ligada aos filhos gémeos de algum rei da Babilónia, cujo trono herdaram e governaram em conjunto, facto que de qualquer forma, pertence ao domínio da lenda. Parece muito mais razoável a tradição que pretende assimilá-lo à entranha amizade entre os heróis Gilgamesh e Enkidu, da mitologia mesopotâmia.
            Por outro lado, não há dúvida de que, no terreno da mitologia grega, os referidos gémeos se transformaram em Castor e Polux, nascidos da esposa do rei de Esparta, Leda, em consequência da sua união com Zeus (Júpiter), que adoptou a forma de um cisne para a fecundar. É proverbial a amizade que sempre existiu entre estes irmãos míticos, símbolos da dupla personalidade harmónica que se atribui aos nativos deste signo.
            Para os Egípcios, Geminis representava Hórus e Harpócrates o deus falcão, filho da deusa Ísis, enquanto para os hebreus era uma misteriosa porta dupla. A do Céu? A que separa o mundo da luz do das trevas, o bem do mal que se aninha no homem? Da dupla personalidade dos nativos deste signo?
 
            Gémeos, cheios de contraste, está dominado por Mercúrio, planeta de inteligência e do espírito, circunstância que, muito provavelmente, condiciona o carácter inexecutável daqueles que nascem sob a sua influência e que, além disso, põem uma dupla importante questão: os Gémeos são felizes? É-se feliz com eles?
            A dificuldade de tais interrogações é aumentada pelo facto de que, para lhes dar uma resposta adequada, seria necessário definir com exactidão o ser que as origina, penetrando na sua natureza cativante e no seu violento temperamento, para se compreender a fundo as suas imprevistas reacções.
            Sem dúvida, é preciso a ambiguidade da sua natureza que proporciona aos nativos deste signo o encanto que os caracteriza e os converte naquilo que são, personagens que tão depressa se manifestam se uma maneira como de outra, sem explicação aparente, mergulhando num mar de incertezas aqueles que os apreciam.
 
            O Gémeos é muito subtil, astuto, sagaz, eloquente e convincente. Empurrado pelos seus impulsos inconscientes, vai e vem sem se demorar muito numa posição. Por isso lhe falta profundidade e é incapaz de um esforço longamente sustentado, embora possua memória prodigiosa aprenda com rapidez qualquer tipo de disciplina. No fundo, digamo-lo em sua honra, é honesto e sincero, mesmo quando dá a impressão de agir enganosamente, de exagerar e falsear tudo aquilo que faz.
            No terreno dos aspectos positivos, apontemos as suas virtudes mais destacadas, que são o bom raciocínio e o optimismo. O seu ar de juventude, o seu corpo de eterno adolescente, a sua altura esbelta, permitem-lhe quase sempre, dissimular alguns anos. Isso não o impede, antes pelo contrário, de uma certa informalidade nas suas relações amorosas. Em política, são teóricos ou protagonistas.
 
            Os traços mais desfavoráveis e menos harmónicos dos nativos de Geminis são a inconstância e a dificuldade de se encontrarem.
            Egoístas, superficiais, arrogantes, nervosos, calculistas, vaidosos e esquecidos. Ainda com aspectos negativos, confere intranquilidade, alteração, hipocrisia, ruptura, divisão e contradição.
                Não se pode contar com eles para um trabalho ordenado e meticuloso.
            Mercúrio, o planeta da juventude, rege Gémeos, por isso, abarca tudo o que se refere aos bandos de delinquentes juvenis. Mas, ao mesmo tempo, influi nas especulações, nos negócios ilícitos e isto faz com os seus limites se alarguem aos ladrões e vigaristas de qualquer amplitude. No aspecto puramente psicológico, devido à sua superficialidade e aos cerebralismo, ao seu nervosismo e à sua inquietação, à sua instabilidade e às suas constantes contradições, peculiaridades que nele surgem de m modo simultâneo, o nativo de gémeos cometerá o seu crime com surpreendente sangue frio. Trata-se, quase sempre, de actos ocasionais, não isentos de uma boa dose de infantilismo e motivados pela frustração. E como tais causas carecem, como se vê de uma forte justificação moral, o crime cometido parecerá estúpido, e inclusivamente desnecessário, aos olhos de qualquer observador minimamente imparcial.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:55

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