Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

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Dez 09

 

             Giovanni Pico della Mirandola (1463-1494) – Pico, conde de Mirandola, nasceu no castelo de Mirandola, perto de Modena. A sua precocidade foi considerada como um prodígio, comparável à do pintor Masaccio, que morreu com vinte e quatro anos, após haver dado um decisivo impulso às artes plásticas. Com 24 anos, Pico foi para Roma, onde afixou as suas novecentas teses para debate público. Muitas delas diziam respeito à magia e à cabala. Ainda que estes sistemas ocultos servissem para provar a divindade de Cristo, o plano de Pico não conquistou a aprovação da igreja.
            O papa Inocêncio VIII, cuja vigorosa atitude em relação às questões de feitiçaria, que sempre investigou, nomeou uma comissão para examinar na totalidade as teorias de Pico. O veredicto foi-lhe desfavorável: quatro teses foram consideradas como ousadas e heréticas; seis foram também condenadas, embora com menor severidade; três foram apodadas de falsas, heréticas e erróneas.
            Na sua obra, Pico defende a predição do futuro por meio de sonhos, sibilas espíritos, presságios e ainda por meio de aves e dos intestinos. Os dois últimos métodos, irremediavelmente pagãos, não podiam certamente ser tolerados pelos teólogos romanos. O seu pendor para os oráculos caldeus, hinos órficos e outros domínios afins era igualmente repudiado por aqueles teólogos. Algumas das suas teses têm um certo gosto neoplatónico: como Proclo, ele fala dos deuses menores.
            Com a condenação de Roma, mal haviam começado ainda os trabalhos do Pico. Em 1487, publicou uma justificação, na qual defendeu as treze teses rejeitadas e acusou os juízos de heréticos, dando a entender ainda, no prefácio, que eram incapazes de se exprimir em bom latim. Uma bula papal proibiu a impressão das teses, mas Pico fugiu para França, onde acabou por ser preso pelos mensageiros romanos e encarcerado em Vincennes. Graças à intervenção de Lourenço de Médicis e outras influências, foi autorizado a regressar a Florença. O papa Inocêncio III, porém, conservou-se mudo e hostil e foi somente de Alexandre VI que Pico conseguiu o perdão e a protecção da Inquisição, um ano antes da sua morte, ocorrida em 1494, quando tinha trinta e um anos.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
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publicado por professorkibersitherc às 21:29
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