Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

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Dez 09

 

 

            No campo da fenomenologia Psi-Gama, as experiências “fora do corpo” são mais correntes do que se pensa, embora a maioria das pessoas com quem se verificam espontaneamente prefiram não falar delas, por medo do ridículo, ou simplesmente porque não as compreendem e as consideram como um pesadelo. Foi no século passado, na década de 80, que Sylvam Muldoon e o Dr. Carrington explicaram os referidos fenómenos de maneira lógica numa obra considerada já clássica, sobre a projecção astral. Muldoon era o ser projectado e Carrington o investigador. Quando a projecção astral, de forma experimental é levada a cabo em condições controladas e com equipa de investigadores que super visam todas as fases da experiência não comporta qualquer tipo de perigo.
 
            Como se produz o fenómeno? Vamos explicar de maneira breve como funciona a projecção astral. O caso típico é o de uma pessoa que, de repente, tem a sensação de se elevar acima do seu corpo, geralmente a uma hora tardia da noite ou da madrugada, quando o nível de consciência é mais baixo. Contudo, muitos casos referem-se a indivíduos completamente acordados, uma vez que a viagem astral não está, de modo algum, reservada ao estado de sono. A princípio ficam assustados e confusos, especialmente quando vêem o seu próprio corpo adormecido por baixo deles. Por vezes, encontram-se de pé, a um canto do quarto, contemplando-se “a si mesmos” e então perguntam a si próprios se estarão mortos. Outras vezes, sentem-se arrastados para o campo a grande velocidade e viajam até lugares muito distantes. Durante esses rápidos transportes, acham-se inteirados da sua condição individual, embora o mundo que os rodeis seja invariavelmente descrito timoratamente, pois tudo parece mais agudo e definido que no estado normal.
 
            Alguns viajantes astrais referem-se a uma luz banco azulada que tudo ilumina e não têm qualquer dificuldade em ver ou em atravessar paredes ou penetrar em casas alheias. Visitam principalmente pessoas ou lugares que, durante algum tempo desejaram ver, consciente ou inconscientemente, embora por vezes possam ir a locais que não lhes são de modo algum familiares. Uma vez presentes num local diferente da sua cama, esses viajantes astrais podem ser excelentes observadores. Na realidade, e com grande frequência, são mais penetrantes e recordam com tais pormenores o que viram, do que se tivessem entrado pela porta, usando o seu corpo físico. Isto demonstra que os nossos corpos físicos nos diminuem os sentidos, e que a nossa personalidade autêntica melhora quando utilizamos os nossos duplicados etéreos, ou seja, os chamados olhos e ouvidos internos. Isto aplica-se, ao que parece, tanto à ausência temporal do corpo físico, chamada projecção astral, como ao exílio permanente chamado morte.
 
            A única diferença reside na presença ou ausência de um minúsculo elo chamado o cordão de prata, que liga a personalidade astral ao corpo físico, tal como um aparelho respiratório liga o mergulhador ao posto de controlo a bordo do barco, à superfície do mar. Quando se corta o referido elo, a pessoa não pode regressar ao corpo e então produz-se aquilo a que chamamos “morte”. É bem verdade que isso pode suceder, por acidente, nas excursões astrais, embora seja extremamente raro e implique uma grande falta de precaução por parte do viajante ou, naturalmente, a interferência de qualquer pessoa, que não está ao corrente da situação, sobre o corpo que ficou “adormecido”. Este é o principal perigo da projecção astral, pelo que se deve sempre recomendar a uma pessoa que possua este dom, que feche a porta durante a noite e que dê instruções explícitas para que ninguém tente despertá-la. Compreendo como isso há-de ser difícil, na época de cepticismo que atravessamos, mas não há outra alternativa para a auto-projecção, uma vez que não é possível reprimir a projecção astral involuntária, do mesmo modo que é impossível conseguir que o cérebro deixe de pensar. Sob o ponto de vista científico, a projecção astral é, antes de mais, uma experiência subjectiva e apenas uma grande quantidade de testemunhos paralelos pode proporcionar pistas sobre o seu sistema de operação. Contudo, estão arquivados alguns casos comprovados, em que o viajante astral foi visto, ouvido ou sentido pelos que estavam no outro extremo da viagem, consolidando deste modo uma experiência subjectiva por meio da observação objectiva.
 
 
            Qual é o tempo da duração de uma viagem astral? Estamos certos de que passa uma quantidade mínima daquilo a que chamamos tempo entre os dois extremos da viagem, posto que a velocidade da viagem astral não pode ser maior que a do pensamento ou da luz, como antigamente se julgava. Até o pensamento tarda certo tempo a viajar, apesar de ser capaz de cobrir distâncias imensas em fracções de segundo. Mas o pensamento e a projecção astral são impulsos eléctricos e não podem viajar sem uma certa perda de tempo, por mínima que seja. Um dia, quando tivermos fabricado aparelhos que meçam essas fracções de segundo, descobriremos, sem dúvida, que existe um reduzido factor de demora entre os dois extremos da rota astral. A duração da viagem astral, varia segundo o estado de descontracção do indivíduo. Um indivíduo muito nervoso, em breve sentirá o pânico e o desejo de regressar ao leito, pelo que levará pouco tempo a reajustar-se ao corpo, como que atraído por um elástico e sofrendo uma certa sensação desagradável.
 
            Esta sensação, segundo alguns que a experimentaram, é como a queda de uma grande altura ou uma rotação rapidíssima em espiral, para se acordar subitamente na cama, como se acabasse de sofrer um pesadelo, o que não deixa de ser verdade. Estamos convencidos de que a sensação de queda não se deve, de modo algum, a uma queda física, representando unicamente a súbita desaceleração da velocidade vibratória do indivíduo. A viagem astral, tal como a vida psíquica, possuem um índice de velocidade muito mais elevado do que a vida física. Assim, quando a personalidade se vê, de súbito, desviada da sua carreira, por assim dizer, e obrigada a reduzir a sua velocidade, produz-se uma condição de choque. A atmosfera mais densa em que se movem os nossos corpos físicos requer um índice de pulsação mais lenta. Normalmente, na projecção astral, a pessoa regressa gradualmente ao seu corpo e o processo é metódico e regular, sem efeitos nocivos. Mas quando o regresso é excessivamente rápido, não há tempo para a regularidade e o resultado é um sibilar devido à brusca travagem do veículo corporal.
 
            Os psiquiatras tentaram explicar a sensação tão vulgar de se cair de uma grande altura, durante o sono, como uma expressão de temor. O equívoco desta explicação reside em que a dita experiência se torna tão frequente que não pode abarcar todas as pessoas que a sentem. Na realidade, muitas delas jamais tiveram temores ou complexos de medo. Além disso, alguns viajantes astrais já experimentaram esta sensação estando parcial ou totalmente acordados. Somos de opinião de que se trata de um sintoma muramento mecânico, em que o corpo etéreo se vê obrigado a inserir-se no corpo físico a um índice de velocidade demasiado elevado. Naturalmente, essa sensação não origina qualquer transtorno permanente. Os momentos de confusão subsequentes não são piores que a bruma mental que frequentemente se experimenta ao acordar depois de um sonho muito vivido, sem que tenha havido projecção astral. Muitos viajantes astrais sentem-se cansados, como se tivessem dispendido uma grande energia física, o que também é certo.
 

 

 

              Vejamos alguns casos de visitas astrais.
            Betsy, é uma jovem que viajou, na sua forma astral, mais de mil quilómetros. Betsy viu-se projectada para a casa de sua mãe. “Quando entrei, apoie-me no armário dos pratos, postura que costumo adoptar frequentemente, olhei para a minha mãe, que estava inclinada sobre uma coisa branca, fazendo algo com as mãos. Ela, ao princípio, não pareceu ver-me, mas, por fim, ergueu o olhar. Experimentei uma grata sensação, continuei sem me mover mais um segundo e, por fim, dei meia volta e andei quatro passos.”
            Então; Betsy acordou. O relógio da mesa-de-cabeceira marca 2.10 da madrugada. A impressão de ter visto a sua mãe a mais de mil quilómetros de distância foi tão forte que, na manhã seguinte, Betsy escreveu aos seus perguntando-lhes se, naquela noite, tinham sentido qualquer experiência fora de vulgar. A resposta da mãe veio numa carta que começava com as seguintes palavras: “Porque não ficas em casa, em vez de vires tão longe enquanto dormes? Sabes que estiveste aqui durante uns segundos?” A mãe afirmou que o momento em questão foi à 1.10 da madrugada. E a carta prosseguia: “De acordo com o vosso horário deveriam ser aí duas horas e dez minutos. Eu estava a passar a ferro uma blusa, na cozinha, porque não conseguia dormir. Ergui o olhar e vi-te, junto do armário, a sorrir-me. Ia fala-te, quando desapareceste inesperadamente. “A jovem, segundo a mãe que só a viu da cintura para cima, vestia a camisa ligeira que usara para dormir nessa noite.
 
            Um dos casos mais surpreendentes de projecção astral, aconteceu com uma jovem nipo-americana, chamada Mia Yamaoka, que havia tido experiências psíquicas em diversas ocasiões. Uma faceta das suas qualidades (percepção extra-sensorial), foi a sua extraordinária capacidade para se projectar de maneira astral, a fim de entrar em contacto com parentes que tinha perdido de vista.  
            A jovem havia lido um livro muito instrutivo sobre auto-hipnose e seguia as suas instruções em relação ao modo como devia descontrair-se devidamente. “Estendi-me na cama e concentrei-me num pequeno objecto que estava perto do leito. Segui as instruções do livro sobre a hipnose, dizendo a mim mesma que tinha de descontrair-me, que estava adormecida, e respirei profundamente, começando a contar. Depois de fazer isto diversas vezes, senti que o meu corpo se elevava até ao tecto, e ordenei a mim mesma que fosse visitar uma irmã que se encontrava num hospital em Los Angeles. Nessa altura eu vivia em Nova Iorque.  Nesse momento, ao elevar-me até ao tecto, apercebi-me de que o meu outro corpo continuava na cama ou, pelo menos, tive essa impressão. Pareceu-me então sair do quarto pela janela. Senti-me a voar pelos ares. Passava pelos prédios e através deles, vendo as pessoas a dormir nas suas camas, atravessando paredes e quartos. Também me recordo de que o céu tinha uma cor azul escura, quando eu voava em sítios onde não havia edifícios. De súbito, avistei as ondas do oceano que batiam contra as rochas e tive a sensação de me encontrar na Costa Oeste. De repente, aterrei positivamente num parque. Perto, erguia-se um edifício semelhante a um hospital. Apareceu a minha irmã e, como havia dezanove ou vinte anos que não nos víamos, choramos e abraçamo-nos fortemente.”
 
            “Estudei o seu rosto e observei que havia envelhecido bastante desde a última vez que nos tínhamos visto. Tive consciência do desejo de recordar algo que comprovasse aquela visita e examinei cuidadosamente as roupas que ela vestia. Trazia um vestido branco com orlas negras. Uma semana depois da primeira experiência, decidi voltar a experimentar visitar outra das minhas irmãs. Esta também vivia em Los Angeles. A experiência foi idêntica. Voei tal como da primeira vez e pareceu-me chegar a Los Angeles, num abrir e fechar de olhos. Vi a água a lamber a costa rochosa, e encontrei-me rapidamente numa rua. Um pouco afastada havia uma casinha, com umas árvores em frente, que não a ocultavam, e reparei num pequeno alpendre. Não tinha notícias da minha irmã havia dois anos, e da última vez que soubera dela, estava a vier num prédio de apartamentos. Por isso, pensei que não podia ser ali que vivia a minha irmã. Apesar disso, chamei-a timidamente diversas vezes, sem que ninguém aparecesse. Decidi comprovar aquela visita, se fosse possível, mas tornava-se difícil escrever-lhe. Especialmente porque nada sabia dela havia algum tempo e não conhecia a sua morada.”
 

 

            “Por fim, redigi a carta e dirigi-a à última morada que conhecia da minha irmã, pedindo que lha remetessem para onde ela estivesse, o que constituía um meio indirecto de comunicação. Depois disso, a minha irmã voltou a manter correspondência comigo. Há um mês, tive ocasião de visitar a casa. Respondeu-me que eu havia descrito com grande exactidão a casa em que então residia. E afirmou que se tratava de uma casa pequena com um alpendre não muito grande. Acrescentou que a casa se erguia ao fundo de um terreno e que diante dela cresciam algumas árvores”.
 
            As viagens astrais, podem acontecer involuntariamente, muitas vezes acordamos com uma sensação de queda, isso é devido a um início de uma viagem astral que foi mal sucedida, ai o corpo etéreo aterrou bruscamente no corpo físico, dando a sensação de queda.
            O que é mais fantástico, como aconteceu com a jovem nipo-americana, Mia Yamaoka, é seleccionarmos a viagem voluntariamente e a conduzirmos segundo o nosso desejo através do pensamento.
            Se quiser fazer viagens astrais terá que praticar. Primeiro deverá escolher um sítio calmo, sem barulho nem ruídos, possivelmente na sua cama ou num sofá.
            Depois, deverá relaxar o seu corpo, totalmente, quando se sentir leve como uma pluma, visualize que você lentamente se vê flutuando, imagine que o seu corpo físico, está estendido na cama e você está a observar esse corpo adormecido. Então conduza o seu corpo etéreo para onde quiser ir. Se tiver dificuldade contacte o meu email: kiber-sitherc@hotmail.com
 
PROF. KIBER SITHERC
 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 12:40

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