Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

10
Jan 11

 

            A notícia de que nas Ilhas Filipinas alguns curandeiros sem o mínimo título efectuavam operações cirurgias com êxito e sem dor, impressionou a classe médica e levou-a a examinar o assunto, na base de uma supervisão extremamente rigorosa. O facto transcendeu todos os países e latitudes, atraindo tanto os médicos eminentes desejosos de saber o que havia de verdadeiro no assunto, como também centenas de pacientes que confiavam nos resultados positivos para os seus males mais ou menos graves. A realidade é que estes curandeiros ou “sanadores” como ali lhes chamavam, efectuavam intervenções cirúrgicas sem outro instrumento além das próprias mãos e dos poderes ocultos da sua mente, aparentemente muito bem preparada.

 

            Mais de quinhentos assistentes no II Congresso Nacional de Parapsicologia, que se realizou no mês de Outubro de 1974 na cidade de Barcelona, tiveram oportunidade de assistir a um filme de quase trinta minutos de duração, realmente arrepiante e convincente. Tão notável documento foi apresentado e comentado pelo conhecido parapsicólogo e professor da Universidade de Madrid, doutor Gérman de Argumosa, que estudou directamente no local aquele singular fenómeno da cirurgia Psi praticada pelos curandeiros filipinos. Posteriormente, e em diferentes ocasiões, a Televisão Espanhola (para apenas citar as demonstrações levadas a cabe em Espanha), divulgou sensacionais documentários em que se pode apreciar, sem deixar lugar a dúvidas, a técnica e os resultados desta psico-cirurgia, em pleno século XX.

 

            Inicialmente, o fenómeno teve muitos detractores e um sector da classe médica condenou o processo, atribuindo-o a simples sugestões, a falsos enfermos preparados e a charlatanice teatral de pretensos “mestres”. Contudo, quando se toma conhecimento da vasta série de médicos, físicos e investigadores que estudaram o problema a continuam a estudá-lo; quando se tem possibilidade de seguir o processo das investigações na tela e no receptor da televisão, e quando, além disso, se conhece a categoria das personalidades que ocorrem às Filipinas para serem operadas, torna-se necessário investigar este fenómeno em profundidade. Cientistas credenciados tiveram oportunidade de presenciar operações ao apêndice, extirpação de tumores, de gânglios, de sinusite ou de fígado, sem outra intervenção para além das mãos do “senador” e um pouco de algodão. Não se verificou nem dor, nem hemorragia incontível, nem infecções… tudo sucedeu como se tivesse sido realizado com as máximas garantias científicas, numa clínica operatória dos Estados Unidos ou Alemanha.

 

            Uma operação de cirurgia “Psi”, feita pelos curandeiros das Filipinas (à frente dos quais se encontrava o popular doutor Rhundan), começou com um brevíssimo período de concentração por parte do “cirurgião”. Em seguida, este passou a localizar a região do corpo do paciente que deveria ser objecto da sua intervenção. Encontrada a área, os seus hábeis dedos começaram a comprimir a carne do enfermo, como se estivessem a amassar pão, e ao fim de pouco tempo, foii emergindo o tecido ou órgão que foi objecto de extirpação. Uma suave hemorragia de sangue negro fluiu lentamente, e em escassos segundo (que nunca costumam prolongarem-se por mais de dois ou três minutos), a operação terminou, sem que a doente apresentasse cicatriz ou hematoma, visto que, quando o curandeiro retirou as mãos, a epiderme ficou intacta. O operado que assim o deseje, poderá ir contemplando o decurso da intervenção, por meio de um espelho conveniente colocado, sempre sem precisar de anestesia farmacológica. Ao levantar-se da cama, segundos depois da operação, pode andar pelo seu próprio pé, mesmo no caso das intervenções mais complicadas.

 

            Como é possível esta regular emergência do tecido ou órgão maligno? Como se pode suportar a abertura dos tecidos sem dor? Como fica fechada a epiderme depois da intervenção? Como é possível que o operado se levante e ande pelo seu próprio pé sem dificuldade nem fraqueza? As incógnitas são tantas e tão complexas que a medicina oficial se debate diante do facto, que não consegue explicar racional e cientificamente, e que ultrapassa todos os limites da normalidade. Apesar de este tipo de intervenções se virem a realizar nas ilhas Filipinas já que há muito tempo, em clãs tribais quase sem contacto com a civilização ocidental, as primeiras actuações públicas e anotadas dos “sanadores” tagalos iniciaram-se no ano de 1955. De então data a especialíssima atenção que o Ocidente dedicou ao tema, interesses esses que aumentam dia após dia.

 

            Nem toda a gente pode ser um cirurgião “Psi” e mesmo aqueles que possuem os dotes necessários (ainda não concretizados), precisam de um período iniludível de treino. Alguns efectuam as intervenções em estado de transe e outros em plena normalidade das suas faculdades. Condição imprescindível para os seus êxitos profissionais é o seu carácter gratuito. O curandeiro crê firmemente em que receber dinheiro pelo benefício que produz pode prejudicar notavelmente os seus poderes. Tal facto demonstra, por outro lado, que não existe fraude de tipo comercial ou lucrativo, como pode suceder no caso de muitos curandeiros ocidentais.

 

            A veracidade destas intervenções cirúrgicas apresenta inúmeras matizes, em casos como o do “sanador” Tony Ajpao, o aluno mais avançado em cirurgia “Psi” de todas as Filipinas. Este curandeiro iniciou as suas intervenções sem o mínimo lucro, como o resto dos seus companheiros de iniciação. Posteriormente, em face da enorme e qualificada clientela que recebia dos mais diversos pontos do globo, estabeleceu uma tarifa que chegou a alcançar vencimentos muito importantes. Pois bem, Ajpaoa, segundo as últimas notícias, parece ter perdido grande parte da sua eficácia e, consequentemente, uma considerável parte da sua clientela. Em contrapartida, Virgílio Gutiérrez ganhou grande popularidade nos últimos anos.

 

            A verdade é que a ciência dedicou uma notável atenção ao tema; desde destacados membros da Associação Científica da antiga URSS até eminentes discípulos de Jung, visitaram o arquipélago para presenciar operações “Psi”, sem terem podido descobrir fraude alguma. As operações levadas a cabo já somam muitos milhares, em que uma personagem calculada em oitenta e sete por cento teve resultados positivos.

 

            Quando se pergunta aos curandeiros filipinos qual a sua técnica, estes afirmam que agem guiados por uma força exterior, da qual são o elemento mediador. Por enquanto, as incógnitas não têm explicações científicas. Resta apenas considerar que tais factos são possíveis (como todas as curas “Psi”), graças à conjugação de poderes paranormais do iniciado ou praticante com fé indestrutível do paciente.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 17:01

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