Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

12
Jan 11

 

            A aplicação da hipnose que envolve menos problematismo e que oferece os benefícios mais imediatos é a anestésica. No entanto, é precisamente nesse sector que se verificam geralmente, as maiores resistências e cepticismo por parte dos médicos. Lembramos, a propósito, os pacientes de Esdaile, que, há quase dois séculos sofriam as mais severas intervenções com absoluto êxito e que eram apontados pelos inimigos do hipnotismo médico, como um grupo de endurecidos e renitentes impostores.

 

            O Dr. José Monteiro, anestesista num dos nosocómio da cidade de S. Paulo, na presença de colegas e com a plena aprovação do cirurgião assistente, induziu, pelo método puramente verbal uma paciente de setenta anos, convalescente de um enfarte violento. Dias após o enfarte, manifestava-se na paciente numa gangrena na perna direita, exigindo imediata amputação. Os médicos pareciam acordes em que a menor dose de anestesia química resultaria fatal.

 

            A anestesia hipnótica apresentou-se como a única solução para o caso. Felizmente a paciente, não obstante a avançada idade, mostrou-se bastante susceptível à hipnose. A amputação, que durou uma hora, transcorreu sem incidentes. A paciente manteve-se semi-consciente durante a hipnose.

 

            Respondia, não somente às perguntas que o hipnotista lhe fazia, como também às que lhe eram feitas pelos demais médicos presentes. Não se queixava de dores. E enquanto as houvesse não lhes pareciam fazer diferença. Queixava-se, no entanto, do ruído metálico produzido pelos instrumentos, martelo e talhadeira, que o cirurgião usara em lugar do clássico serrote. Devidamente condicionada, a paciente teve um óptimo pós-operatório. À interpelação do médico, no dia seguinte:

            - A Senhora sabe que tive de cortar-lhe um pedaço da perna? – respondeu sorrindo:

            - Sei que o Doutor me cortou a perna. Assisti a tudo. Causou estranheza geral o facto de se haver induzido a anestesia com tão singelas palavras.

 

            Sem passes, sem fascinação ocular e sem nenhuma encenação especial. Na ficha referente à intervenção em questão, consta que o “Dr. José Monteiro usou, em lugar da anestesia uma conversa-hipnose”.

 

            Não restam dúvidas que a hipnose constitui a anestesia ideal. Não apresenta nenhuma dos inconvenientes ou efeitos secundários da anestesia química.

 

            Dispensa exames clínicos. Não exige jejum. É de lamentar que nem todos os pacientes sejam bastante hipnotizáveis. Acredita-se que a hipnose não elimina a dor propriamente dita mas, unicamente as componentes emocionais da mesma. Mas, como quer que seja, o paciente que já passou por essa experiência não se queixa e, sempre preferirá esse processo anestésico a qualquer outro.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 21:30

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