Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

16
Jan 11

 

            É demais popular a indicação da hipnoterapia para o tratamento do alcoolismo. Como nos casos anteriores, teríamos de considerar preliminarmente que o indivíduo que bebe tem as suas razões para beber e, que o conhecimento dessas razões seria de decisiva utilidade no trabalho terapêutico e reeducativo. Tal conhecimento, pela sua própria natureza, exige como sabemos, uma exploração sistemática do inconsciente, o que equivale a dizer, um tratamento psicanalítico, com ou sem hipnose, ou uma psicoterapia de base analítica. Todavia, mesmo sem análise, só com o tratamento hipnótico sugestivo. Têm-se conseguido resultados bastante animadores em muitíssimo casos.

 

            A clássica táctica, empregada, tanto para a cura do alcoolismo como para o tabaquismo é a do condicionamento repulsivo. Apresenta-se ao paciente em transe médio ou profundo, uma garrafa devidamente rotulada, contendo a sua bebida preferida. Para isso o paciente terá de abrir os olhos. Sabemos, entretanto, que esse acto não lhe afectará o transe profundo. Serve-se-lhe em seguida um trago, recomendando-se-lhe, porém, que, conserve o líquido na boca, enquanto o paciente se deleita com a bebida na boca, declara-se-lhe dramaticamente que ele foi vítima de uma burla, pois o líquido que retém agradavelmente na boca não é aquilo que se lhe mostrou, mas, sim, uma substância muito repulsiva (urina ou gasolina). O paciente, acto contínuo, cuspirá o álcool, certo de que o enganaram.

 

            Fixa-se-lhe então o condicionamento repulsivo com carácter pós-hipnótico: “Sempre que você levar álcool à boca, você sentirá este gosto (de urina ou gasolina) ”.

 

            Escusado será dizer que o condicionamento repulsivo apenas incompatibiliza o paciente com a forma específica do vício, não lhe resolvendo o problema, uma vez que as razões que o levaram ao alcoolismo ainda continuam ignorantes, simplesmente bloqueado o acesso à bebida, o paciente poderá encontrar outro escape e manifestar outros sintomas, ainda mais nocivos do que aqueles. Pode vir a sofrer de intensas cargas de ansiedade e, sequestrado do escoadouro habitual, tornar-se excitado e, mesmo desesperado; casos há que a vítima condescende com tendências delinquentes ou suicidas.

 

            Daí a necessidade de coadjuvar o condicionamento repulsivo com uma técnica sugestiva própria, visando compensar e acalmar pós-hipnótica o paciente. Sugestiona-se o paciente: “A bebida não é unicamente repulsiva para você; é também desnecessária. Você mesmo não quererá beber mais. Você achará repulsivo não apenas o gosto do álcool, senão também o próprio vício”.

 

            Recomenda-se descrever ao paciente, de forma dramática, os malefícios morais e físicos que o álcool produz ao indivíduo viciado. E, por outro lado, descrever os benefícios que advêm da sua abstinência. É a terapêutica compensadora. O paciente tem de ganhar algo em troca do seu sacrifício. Esse algo tem de ser apresentado da maneira mais sedutora possível.

 

            Antes de acordar o paciente, sugere-se-lhe repetidamente a amnésia pós-hipnótica: “Vai acordar muito bem-disposto, mas não se lembrará de nada do que acabo de dizer”.

            Conforme as reacções que o paciente manifestar ao álcool depois de acordado, fixaremos o número das sessões necessárias e a sua orientação específica para cada caso, a fim de assegurar o êxito do tratamento.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

   

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:29

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