Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

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Dez 09

 

            Conta a lenda que o arquipélago dos Açores é o que hoje resta de uma ilha maravilhosa e estranha onde vivia um rei possuidor de um grande tesouro e uma imensa tristeza por não ter um filho que lhe sucedesse no trono. Esta dor tornava-o amargo com a sua rainha estéril e cruel com o seu povo.
             Mas uma noite, perante os seus olhos desceu uma estrela muito brilhante dos céus, que aos poucos se foi materializando numa mulher de beleza irreal, envolta em luz prateada. Com uma voz que mais parecia música, essa mulher prometeu-lhe uma filha bela como o Sol sob a condição que o rei expiasse a sua crueldade e injustiça através da paciência.
 
            O rei teria que construir um palácio rodeado por sete cidades cercadas por muralhas de bronze que ninguém poderia transpor. A princesinha ficaria aí guardada durante trinta anos longe dos olhos e do carinho do rei.
            O rei aceitou o desafio. Decorreram 28 anos e com eles cresceram a impaciência e o sofrimento do rei, que um dia não aguentou mais. Apesar de ter sido avisado que morreria e que o seu reino seria destruído, o rei dirigiu-se às muralhas, desembainhou a espada e nelas descarregou a sua fúria.
             A terra estremeceu num ruído terrível e das suas entranhas saíram línguas de fogo enquanto o mar se levantou sobre a terra e a engoliu. No fim de tudo, restaram apenas as nove ilhas dos Açores e o palácio da princesa, transformado agora na Lagoa das Sete Cidades, dividida em duas lagoas: uma verde como o vestido da princesa e a outra, azul da cor dos seus sapatos.
 
            Existe outra lenda, cheia de encanto e de poesia, que nos fala de um reino encantado, cujos reis tinham uma linda e encantadora filha. Esta princesa que não gostava de se sentir presa entre as muralhas do castelo saía todos os dias para os campos. Adorava o verde e as flores, o canto dos pássaros, o mar no horizonte. Passeava pelas aldeias, pelos montes e pelos vales.
 
            Durante um dos seus passeios pelos campos conheceu um pastor, filho de gente simples do campo que vinha do trabalho com os seus rebanhos. Conversaram quase toda uma tarde das coisas da vida, e viram que gostavam das mesmas coisas. Dessa conversa demorada veio a nascer o amor. Desde que o amor entre eles floresceu passaram a encontrar-se todos os dias, jurando amores eternos.
 
            No entanto a princesa já com o destino traçado pelos seus pais, tinha o casamento marcado com um príncipe de um reino vizinho. E quando o seu pai soube desses encontros com o pastor tratou de os proibir concedendo-lhe no entanto um encontro derradeiro para a despedida.
 
            Quando os dois apaixonados se encontraram pela última vez, choraram tanto que junto aos seus pés foi aos poucos crescendo duas lagoas. Uma das lagoas, com água de cor azul, nasceu das lágrimas derramadas pelos olhos também azuis da princesa. A outra, de cor verde, nasceu das lágrimas derramadas dos olhos também verdes do pastor.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 19:06

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