Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

29
Dez 09

 

            Na corte britânica de Eduardo III, vivia um homem de sangue plebeu e alma nobre, Roberto Machim, que tinha como melhor amigo e companheiro de armas o fidalgo D. Jorge. Roberto Machim era um homem sensível e tinha o dom da palavra, por isso, D. Jorge veio pedir-lhe para ir com ele esperar a sua jovem e bela prima, Ana de Harfet, que D. Jorge queria impressionar. Os primeiros olhares e as primeiras palavras trocadas, entre Ana de Harfet e Roberto Machim, foram suficientes para que surgisse um amor tão intenso, que resignou sinceramente D. Jorge.
 
            Mas os pais de Ana de Harfet, não aceitaram uma união com um pretendente de tão baixa linhagem, e ordenaram o casamento de Ana com um dos fidalgos da corte. Roberto Machim, não escondeu, nem a sua cólera nem a sua intenção de lutar por Ana, e foi preso por ordem do rei durante alguns dias, enquanto uma cerimónia de casamento se realizava.
 
            À saída da prisão, esperava o seu fiel amigo D. Jorge, que obteve a informação que Ana estava a morrer de amor por ele. Com a ajuda de D. Jorge, Ana e Roberto fugiram num barco em direcção a França, mas uma violenta tempestade desviou para uma ilha paradisíaca.
 
            Ana, encontrava-se doente após tanto tempo no mar, desembarcaram na enseada que é hoje a baía de Machico. O seu desespero por terra firme era tal, que saíram sem tomarem as devidas providências quanto à ancoragem do barco. Não se aperceberam que nova tempestade se avizinhava. Procuraram refúgio por entre as raízes de uma árvore frondosa que lá se encontrava, o diâmetro da circunferência do tronco era tal, que na sua base, havia uma concavidade que conseguia albergar muita gente, sem que houvesse falta de espaço.
 
            Após amainar a tempestade aperceberam-se que o mar tinha-lhes levado o barco. A dama desesperada, cujo estado de saúde estava já debilitado, viria a falecer passados poucos dias. Machim ergueu uma enorme cruz em madeira, junto à sepultura da sua amada (perto da frondosa árvore onde haviam encontrado abrigo), e foi afectado por uma tal melancolia, que em menos de uma semana juntou-se à sua amada na morte.
 
            Todos os restantes membros da expedição que ficaram lá tentaram sobreviver, alguns sucumbiram, outros resistiram até à passagem de um barco de mouros, que os levou para o Norte de África como escravos para serem vendidos. Um destes teria sido resgatado por cristãos, que faziam negócios com os africanos. Assim os que escaparam contaram a saga de Machim, e assim chegou aos rumores dos portugueses.
 
            A lenda refere que os “primeiros” descobridores portugueses, quando aí chegaram alguns anos depois, conseguiram descobrir uma cruz de madeira e a inscrição. Ergueram a primeira capela da ilha e assim atribuindo o nome de Machico em honra dessa inscrição. A origem destes relatos é duvidosa, pois não há relatos escritos do achado da cruz pelos descobridores portugueses e, segundo se consta, baseia-se em registos desses sobreviventes que ficaram nos arquivos marítimos ingleses.
 
PROF. KIBER SITHERC
 

 

[Machico+-+praia+1.jpg]

 

[DSC02544+rótulas+-+768+b.jpg]

 

 

Sensuais - Recados e Imagens (4830)

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:41

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

pesquisar
 
favoritos

A ORIGEM DO RISO

mais sobre mim
blogs SAPO