Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

01
Jan 10

 

            Lá pelo século XVI, num dia de mar manso, andavam uns homens nos calhaus do Porto da Casa a apanhar peixe ou a procurar restos de madeira trazidos pelo mar. Inesperadamente deram com um pequeno caixote à beira da água, muito bem feito e que despertou logo muita curiosidade.

            Abriram-no com cuidado e tiveram uma grande alegria, quando encontraram dentro uma pequena imagem de Nossa Senhora do Rosário.

            A notícia correu pelo pequeno povoado e toda a gente se juntou para ver a Santinha. Alguém reparou, que a imagem trazia um escrito que logo foi decifrado pelos poucos que sabiam ler. Dizia assim a inscrição: "No lugar onde eu sair, façam-me uma ermida".
            As pessoas ficaram muito animadas e, embora não tivessem muitas posses, decidiram que se haviam de juntar e construir una ermidinha no Alto da Rocha.
            Passado algum tempo, a notícia de que uma imagem da Senhora do Rosário tinha aparecido no Corvo, espalhou-se pelos Açores e chegou a Lisboa. Daí veio alguém para levar a imagem. O povo do Corvo ficou revoltado por se quererem apossar do que era seu, mas não pode fazer nada.

            A imagem foi levada para qualquer templo em Lisboa. Aí uma coisa estranha começou a acontecer: Nossa Senhora amanhecia todos os dias com o manto molhado, como se tivesse feito uma grande viagem por mar. E assim era. A Santinha aproveitava a noite para vir visitar a pequena ilha do Corvo, onde queria estar. 
            Os padres de lá, começaram a ficar perturbados com o acontecimento inexplicável. Até que um disse: - Esta santa não se quer aqui. Ela, desde que cá chegou, o manto está sempre alagado. Isto é um sinal. Ela tem de ir para onde saiu.

            Alguns concordaram e outros não, mas, passado algum tempo, durante o qual o estranho acontecimento se continuava a dar, mandaram a imagem de volta para o Corvo.
            A alegria do povo foi grande quando recebeu a sua Santinha. Fizeram-lhe uma pequena ermida sobre a rocha, sobranceira ao Porto da Casa, onde ela tinha aparecido e queria ter a sua morada. Dali passou a proteger os corvinos e a fazer muitos milagres, pelo que a baptizaram com o nome de Nossa Senhora dos Milagres.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 

  

 

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publicado por professorkibersitherc às 18:15

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